Abraço com meus versos
Abraço com meus versos ilusões
E sei quantas mentiras alimento,
Arranco de meu peito o sentimento
Que, irônica, deveras tu compões,
Sentindo em minha pele teus arpões
Ouvindo a minha voz perdida ao vento,
Espero ou pelo menos inda tento
Romper com mais firmeza estes grilhões.
Qual gralha, rapineira, tu retornas,
E as tardes que pudessem mansas, mornas,
Adornas com teu gélido sorriso,
E perco qualquer rota e me estraçalho,
Um passo sempre em vão, de fato falho,
Negando o quanto busque e enfim, preciso.
Marcos Loures
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