ARREMEDO
Qual fora um louco sonho, um arremedo
Que forja uma saudade que não tenho.
No verso mais ferino não contenho
E digo, com certeza, eu tenho medo.
Do que não mais queria, num degredo,
Em versos incontáveis, logo eu venho,
E quase sem sentidos, fecho o cenho
E calo o sentimento e me enveredo
Por ruas e montanhas tão distantes
Dos olhos que se foram companheiros.
Marcados por dentadas delirantes,
Eu busco o dom de ser, talvez; feliz.
Amar é disfarçar em cada atriz,
Os atos que não foram verdadeiros...
MARCOS LOURES
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