Sempre me dano
Humanidade podre desfilando
A mesma sensação que nos tomara,
Galgando ao quanto resta em tal seara
Num mundo que se quis suave e brando,
Mas quando vejo o escárnio nos tocando
Vestindo o que inda resta e desprepara
A luta sem sentido se escancara
E o peso dita o fim, em contrabando,
Encontro os meus pedaços pelas ruas
E sinto as ilusões que foram tuas
Agora espezinhando a cada engano,
Escarnasse novo tempo em luz e glória,
Porém sem qualquer rumo em vaga história,
Deveras no final sempre me dano.
Marcos Loures
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