VAGANDO SOZINHO
Vagando tão sozinho por espaços,
Embalde, ninguém ouve, solto um grito;
Nos ermos da esperança, tantos passos,
Perdido e sem carinho, necessito
De tudo o que me lembre fortes braços
Que apóiem meu viver, por certo aflito.
Bem sei quanto vigor em duro inverno
Além do que concebo, em nada penso.
Distante da acolhida – lar paterno,
O mar desta agonia se faz tenso,
A vida se transforma num inferno,
Amor se faz distante e só pretenso.
Uma amizade apenas, já me veste,
Regando com carinho um mundo agreste.
MARCOS LOURES
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