domingo, 25 de março de 2018

SERENO

Donde vinha a tristeza tão estranha

Que dominou, por vezes, minha vida?

Subia, em vertical, com dor tamanha,

Deitada tão somente, em voz perdida...


A dor que simplesmente me tomava,

Vertida nas sessões de nostalgia.

Um anti-sol que sempre iluminava,

Formando um só delírio em fantasia...


Minha alma arrebatada, quis fugir.

O campo das estrelas, meu descanso.

Seguido tal cometa sem pedir,


Os olhos infinitos; não alcanço...

Meu lenitivo em forma de ungüento,

O nosso amor, sereno e violento...


MARCOS LOURES

Nenhum comentário: