sexta-feira, 27 de abril de 2018

AMARGAS SENSAÇÕES

Amargas sensações se repetindo
Avesso à claridade em trevas sigo, 
E faço do sepulcro meu abrigo
A névoa se transforma em bem infindo

Opacas maravilhas, lusco fusco
E os mochos entre tantos pirilampos
Abrindo em noite densa, novos campos
Espectros; fátuos fogos, ora busco

Chacais se aproximando, e da matilha
O bote se prepara e descarnado
Cadáver do meu sonho abandonado,
Fosforescente ao largo ainda brilha

Os ventos entre as árvores ululam
E as sombras dos meus erros; vãs, pululam.



MARCOS LOURES

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