sexta-feira, 27 de abril de 2018

DOR HEREDITÁRIA


Na milenária dor hereditária
Carrego em convulsões os meus demônios,
Quais fossem realmente patrimônios
Entranhados em mim qual alimária

Vestindo esta macabra fantasia
Edênicos caminhos desconheço,
E quando me perguntam o endereço
Satânica resposta já se urdia

Surgindo dos meus ermos, fartas brumas
Rendendo as homenagens a Satã
A vida se resume neste afã
Deveras, companheira, ora te esfumas

E seguimos nos pântanos o caminho
Enquanto nos escombros eu me aninho.


MARCOS LOURES

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