domingo, 15 de abril de 2018

SILVANA

As matas me preparam a surpresa...

Encontro várias garras afiadas...

Minhas costas estão todas lanhadas

Pela força que emite a natureza.


O manto que te cobre, de nobreza

D’ébano. Mal surgidas madrugada

Os rastros tão sutis destas pegadas

Me levam à fantástica beleza!


As unhas me penetram e torturam

As presas me maltratam e me curam.

A vida me parece soberana!


Em múltiplos delírios sigo a noite,

O beijo da pantera, meu açoite;

Os olhos tão brilhantes de Silvana...


MARCOS LOURES

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