segunda-feira, 28 de maio de 2018


Olhando para o túmulo que espera
As marcas do passado; ainda vivas
Imagens que pensara mais altivas
Demônios entre os dentes, besta fera.

O medo do futuro não tempera
As horas que inda restam; delas privas
Enquanto em cores mórbidas te crivas
A morte em nova vida degenera.

Servil como se fora um tosco cão,
Regando com suor a plantação
Figura mera e fátua; um campônio

Que expressara no riso uma alegria
De uma alma tão simplória que desfia
Nos olhos rubros lábios de um demônio...


MARCOS LOURES

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