domingo, 13 de maio de 2018

TERCEIRO TRABALHO - A CORÇA DE CERÍNIA


Terceiro trabalho

A Corça de Cerínia


A corça que deveras não cansava
Correndo em veloz passo rumo ao nada,
E tendo esta galhada, onde dourada
E os pés em bronze puro e sem ter trava

A ninfa transformada quando em fuga
Por Ártemis, enquanto a quis, pois Zeus,
O mundo anunciando sem adeus
O tempo noutro instante a sorte enruga,

Depois de um ano em caça sem descanso,
Consegue finalmente aprisioná-la
E sem feri-la além se desenhava
O quanto poderia e assim alcanço,

À liberdade após ter Euristeu
Olhado para o quanto ali se deu.


MARCOS LOURES

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