terça-feira, 6 de março de 2018

Lutar contra a maré

Dar murro contra a faca

A dita não aplaca

Ainda que haja fé,


O todo diz até

Do quanto a cada estaca

A vida bem mais fraca,

Esquece por quem é,


Ousasse num momento

Cerzir enquanto eu tento

Vencer os meus temores,


Assim quem sabe após

Traçar o novo em nós

Receba enfim as flores?

marcos loures
A dor tanto me ensina

Enquanto o sonho ilude

E sei desta atitude

Rondando a velha mina,


E tendo a cristalina

Noção da plenitude

E nisto além não pude,

A sorte não domina,


Meu passo dita ocaso

E quando aquém me atraso

Apenas não veria


Ao fim de cada tempo

Apenas contratempo

E toda esta agonia.

marcos loures
Pensar já nos liberta

E traz em conclusão

Diversa direção

Na porta sempre aberta,


E quanto mais desperta

Mais luzes se verão

Ousando na estação

Além da que disserta,


O canto em livres tons,

Moldando os raros dons

Da liberdade em nós,


Seguir qualquer rebanho

Até num rumo estranho

Destroça a nova foz.

marcos loures
Errático e mutável

O ser quando evolui

Percebe o quanto flui

Em solo sempre arável,


Assim ao ser notável

O quanto em nós influi

O dia onde se intui

O claro imaginável,


Nesta metamorfose

O tempo dita a dose

E goze a maravilha


De ser além do cais

Vencendo os desiguais

Cenários; onde trilha.

marcos loures
O amor idealizado

Em versos e fantasia

Ao quanto poderia

E neste ponto invado


O tempo desenhado

E mesmo em agonia

Ou quando já sombria

A estrada trago ao lado,


E bebo deste absinto

Vibrando o quanto eu sinto

Embora na verdade,


Este imortal desenho,

Ao mesmo tempo venho

Sabendo que degrade.

marcos loures
A luta não nos cansa

Se for com tal firmeza

Ousando em correnteza

Aonde além se lança


A sorte em esperança

Nos toma e sobre a mesa

A vida em tal surpresa

Ao todo enfim alcança.


Querer com tal vontade

E ter na liberdade

A rota principal,


E o canto mais profuso

Enquanto em sonho abuso

Completando o ideal.

marcos loures
Ser ou não ser causando

A dor do que não pude

E sei por vezes rude

Ou mesmo até nefando,


O passo desde quando

Sem rumo desilude

Marcando esta atitude

Num ato em contrabando,


O pensamento algema

E noutro vão problema

A solução diversa


Expressa o quanto dói

O mundo enquanto sói

No nada se dispersa.

marcos loures
O ser feliz é mais

Que a plena sensação

Da nossa dimensão

Em frente aos vendavais


E quando mais atrais

Alentos que virão

Trazer transformação

Em dias desiguais


Ao produzir afeto

Também eu me completo

E sei ser mais feliz,


A vida se reflete

No olhar que me arremete

Além do quanto eu fiz.

marcos loures
O quanto nos ferisse

A vida em sortilégios

Diversos destes régios

Caminhos sem mesmice,


O todo não se visse

Além dos privilégios

E os campos e colégios

Ousando onde desdisse


A sorte noutro fato

E sei quando constato

A curva mais fechada,


A sorte se porfia

E nisto esta agonia

Regendo a turva estrada.

marcos loures
O quando da injustiça

Maltrata e nos revolta,

E o mundo a cada volta

Aumenta esta cobiça


E o quanto é movediça

A estrada onde se solta

A luta sem escolta

A sorte mais mortiça,


Vencer os meus anseios

E crer em devaneios

Aonde nada resta,


Calúnias que enfrentara

A cada vã seara

Aguarda a fina fresta.

marcos loures
Além de algum desejo

Somente por haver

O todo a se querer

Traduz o que ora vejo


Na força do sobejo

E raro perceber

E enfim prevalecer

A cada novo ensejo,


O mundo se traduz

Na imensa e rara luz

Que possa nos guiar


Além do quanto pude,

Vencer com a atitude

O que desafiar.

marcos loures
Os homens, na verdade

Espécie mais venal,

Ainda traz no mau

O olhar que já degrade


Ao conhecer a grade

Expressa em desigual

Caminho onde boçal

Matasse a liberdade,


Espreitas e tocaias

E quanto mais tu traias

Mais pejo enfim mereces,


Invés da plenitude

O quanto desilude

E ainda vens com preces?

Marcos Loures

segunda-feira, 5 de março de 2018

Pudesse renovar o que inda resta

De sombra ou ledo brilho dentro em mim,

Vivendo o que tentasse até o fim,

E mergulhar insano em rara fresta,


A solidão deveras quando atesta

A morte desenhada traz assim

A pútrida verdade e sei que vim

Ousando imaginar alguma festa,


Apenas o cenário se repete

Ainda na cintura o canivete

E o fardo sobre as costas, sem descanso,


Ao fim da vida leda e sem proveito

Enquanto nestas pedras eu me deito

Ao mar de inúteis vãos ora me deito.

Marcos Loures 2018
“Te llamas amor y me perteneces”





O quanto em tanto amor eu poderia

Viver cada momento e ser além

Encanto me transforma em seu refém

E gera dentro em nós esta alegria


Meu canto se aproxima e me traria

O todo noutro rumo e sem desdém

O manto desbravando o quanto vem

Tramando dentro da alma a fantasia.


Esqueço cada engano e sigo em rumo

Ao todo que pudera e se me esfumo

Encontro nosso amor em dimensão


Diversa da que tanto quis outrora

E a face mais sutil ainda ancora

Criando dentro em nós a imensidão.

Marcos Loures
A cada novo dia te clamasse

E nisto poderia ser feliz

O quanto na verdade a vida diz

Traçando o que pudesse sem impasse,


Ainda que esperança me tocasse

Num ato mais audaz aonde fiz

A vida desenhando em raro bis

Momento sem igual onde mostrasse


O rumo se provendo de esperança

A luta na verdade não mais cansa

E alcanço após o todo este Eldorado,


O risco se aproxima de um sincero

Cenário aonde longe do que eu quero

Meu sonho em raro amor, decerto eu brado.

Marcos Loures
Encantos que talvez ainda traga

No olhar quem tanto quis e se entregou

O mundo na verdade não mudou

E apenas vejo em ti a face vaga


De quem ao empunhar punhal e adaga

Aos poucos nos meus ermos penetrou

E disto o que decerto ora sobrou

Por entre temporais inda divaga,


O corte, a morte o medo e o fim de tudo,

Sem ter qualquer aporte desiludo

E morro sem saber se existe cais,


Ainda que pudesse crer no fato

Meu mundo desprovido eu mal retrato

Enquanto noutro passo tu me trais.

Marcos Loures
O quanto me enriquece o ter em ti

Além de meramente algum instante

Aonde o meu futuro já garante

Vivendo cada sonho que perdi,


Aos poucos noutro engano percebi

A cena sem proveito e doravante

O quanto mais desejo deslumbrante

Expressa o que jamais eu mereci,


Aprendo com meus erros? Desamor.

O tempo se aproxima e dissabor

E gera outro cenário em tom mordaz,


Ainda quando pude ver de perto

O todo aonde o passo hoje desperto

E o todo num acorde em luz se faz.

Marcos Loures
Dependo dos teus passos e procuro

Seguir cada caminho enquanto estás

Reinando sem temor na imensa paz

Saltando sem defesas sobre o muro


E neste desenhar tanto perduro

Vagando de tal forma e sendo audaz

O mundo se pudesse ser tenaz

Expressa cada sonho e me asseguro.


Escassas melodias; noite adentro

E assim em todo instante eu me concentro

Pensando num amor, em rara herança


Assim no quanto pude ser diverso

Nos braços de quem amo teimo e verso

E a sorte sem igual rondando avança.

Marcos Loures
Felicidade dita o quanto quero

E trago dentro da alma o conseqüente

Caminho aonde o todo se apresente

Gerando outro momento mais sincero,


O canto noutro passo já venero

E tramo o que pudesse e sempre tente

Vencer o quanto pude e mais contente

Deixando para trás o rude e o fero,


Amar e ter além de certa luz

O todo que deveras reproduz

Num átimo meu mundo se adentrasse


E o marco se moldando a cada instante

Apenas o futuro em paz garante

Matando o quanto fora noutra face.

Marcos Loures
Românticos caminhos dizem quando

A vida se pudesse em plenitude

E o passo antes que o todo se transmude

Ditasse o que decerto eu quis moldando,


O passo em direção ao sonho brando

A luta se transforma e mais que pude

Reinando dentro da alma a juventude

E o tempo neste amor se emoldurando,


O prazo determina além do todo

E a vida se transborda e sem engodo

Mergulha neste instante radioso,


Depois de cada passo em tom venal

O mundo se desenha magistral

Promete com certeza o raro gozo.

Marcos Loures
“Há dentro de mim um poder impaciente por se revelar”

Gibran.




O quanto possa em mim viver a glória

Da imensa liberdade em fúria e frágua

Aonde o meu caminho em paz deságua

Mudando totalmente a minha história


Moldando muito além desta memória

A solução esgota a velha mágoa

E o tempo cristalino em límpida água

Traduz o quanto pude e sem vanglória,


Uma explosão de afeto em tenra luz

E ao quanto meu caminho me conduz

Gerando noutro instante o ser maior


Na senda mais gentil, amor invade

E tanto quanto traça a claridade

Tornando o dia a dia bem melhor.

marcos loures

domingo, 4 de março de 2018

“vossos filhos não são VOSSOS filhos”.



A vida não traduz o quanto em posse

Pudera transcrever o que virá

E saiba com certeza e desde já

O quanto deste rumo a vida endosse,


E nada nem o tempo mais destroce

O sonho que deveras reinará

Enquanto cada vida tomará

O rumo que talvez tudo remoce


Assim ao se perder do quanto pude

Ousar imaginar em plenitude

A libertária senda se apresenta,


E gera novo dia após o fato

Aonde a solidão tanto eu constato

Gerando a vida em si bem mais sedenta.

Marcos Loures 2018
Enquanto neste inferno feito em vida

A sorte se perdendo a cada passo

Atraso o caminhar e quando o traço

Alimentando a chaga, a vã ferida,


A voz em termos vagos proferida

Apodrecendo assim o tênue laço

Apenas me restando o ser escasso

E nada mais trouxera em despedida.


O cálice que a vida não permuta

Trazendo para os lábios tal cicuta

Jamais me impediria de tentar


A senda sem blindagem, trago em mim

Imagem mais constante em ermo fim,

Morrendo sempre aos poucos, devagar.

Marcos Loures 2018
No quarto recolhido após o tanto

Aonde me imergira em noite escusa

A sorte noutro passo se entrecruza

E o todo se garante e assim me espanto,


O carma desenhado em tal quebranto

A lida se por vezes é confusa

A imagem refletida no fim não usa

Do pouco aonde o passo eu adianto,


No cerne do problema, a podridão

Os dias mais espúrios que verão

Ocaso de quem tanto quis bem mais,


E aquém do quanto pude ou mesmo vira,

Apenas no caminho esta mentira

Enquanto sem destino ora te esvais.

marcos loures 2018
A espúria procelária dita a sorte

De quem pudesse crer em novo instante,

Mas quando a própria vida se adiante

E trace o que tampouco nos conforte,


Apenas redimindo o velho corte,

A luta tantas vezes degradante

O marco noutro rumo não espante

Quem sabe conviver sempre co’a morte.


Ousasse ter no olhar outro cenário

E sei do quanto o tempo é sempre vário

E vejo retratada esta expressão


Somando o que não veio e nem teria

Mergulho nos anseios de outro dia

E morro sem sentido ou provisão.

Marcos Loures 2018
Brincar é condição fundamental para ser sério.


Arquimedes





A vida que traduz além do tédio

Um ato mais jocoso poderia

Trazer ao fim de tudo em alegria

A solução etérea de um remédio


E quando a morte adentra ou num assédio

Expressa a face escusa da agonia

E nisto nos salvasse a fantasia,

Erguendo no vazio imenso prédio,


Preconizando o passo noutro enredo

Aos poucos o meu todo em paz concedo

E vibro em consonância com meu tempo,


Vestindo o quanto resta de esperança

Meu passo sem sentido algum se lança

E tenta ultrapassar tal contratempo.

marcos loures
Na ardência sem sentido e sem proveito

Minha alma perde o prumo e segue aquém

Do quanto poderia e nada vem

Somente este vazio onde me deito,


O prazo terminando e contrafeito

O risco me transforma em vão refém

O passo sem sentido nunca tem

Motivo pelo qual quero e me aceito,


Esgoto minha força em tal anseio

E o tempo noutra face; se o rodeio

Expressa tão somente o mesmo não,


Ainda que pudesse ser diverso

O todo sem sentido aonde eu verso

Extrai cada momento em negação.

marcos loures
Nefasta realidade dita o quanto

Pudera desenhar noutro cenário

Além do mesmo corte temerário

O medo já puindo o velho manto,


Navego sem saber do raro encanto

Marcado pelo tosco itinerário

E o canto noutro engodo é meu fadário

Gestando tão somente o mesmo pranto,


Escasseando a sorte aonde outrora

A poesia intensa ainda aflora

E marca com ternura ou mesmo fúria


O prazo se encerrando num momento

E quantas vezes; busco enquanto tento

Vencer a minha sorte em tal penúria.

marcos loures
Na gênese do sonho a podridão

Expressa o que melhor reside na alma

De quem se vendo em ledo e vago trauma

Errático não sabe a direção,


E o preço a se pagar, decerto em vão

Apenas a mortalha ainda acalma

E nisto conhecendo inteira a palma

A morte se anuncia em profusão,


Da rapineira sorte nada levo

E o quanto na verdade sendo sevo


Escarro sobre o corpo que se estende,

Deitando sobre mim todo o fulgor

Da vida desdenhada em desamor,

O sórdido recôndito me atende.

Marcos Loures
Uma influência tosca de quem tanto

Pudera me trazer novo caminho

E quando no meu mundo desalinho

Apenas no final nada garanto,


E o corte se anuncia e me agiganto

No tanto quanto pude ser mesquinho

O roto desejar onde me aninho

Espalha a podridão por todo canto,


Assíduo sonhador, mero poeta

A sorte na verdade não completa

Sequer o que pudesse ser diverso


E entranho neste vago desenhar

Morrendo pouco a pouco, devagar

Traçando sem sentido este universo.

Marcos Loures
Aprofundando os passos nesta lama

Dos charcos que carrego dentro em mim

Descrevo calmamente ora meu fim

E o tanto quanto pude não reclama


E a sorte na verdade em leda trama

Matando o que restara do jardim,

Explode num vazio e traz assim

O corte mais audaz e a vida clama.


Ao endeusar quem tanto poderia

Viver somente errática agonia

O mundo se aproxima do final,


O prazo derradeiro se estendesse

Aonde o meu caminho concebesse

O frágil delirar de um ser venal.

marcos loures















SPIRIT SATANIC

Satanic spirit dominates
Verse bolder that could
And so life made in dark complexion
Denying any mine forever,
Where is emanated rotten fate?
And as much as I could in agony
Saying that creates my ghost
As this fascinates both terrors,
Luck uncovered this plot
And the more I impart to hell
Finally realize that the happiness,
So to portray humanity
In paths of Satan I penetrate
My soul slowly degrades...


MARCOS LOURES






MARCOS LOURES

MAD


Playing in my skin such yearnings
Managing each step toward thistle,
And as you realize immense burden,
I recall your legs, thighs, breasts,
And leave behind old fears
What had been a poet, even a bard,
Life made
​​a dart penetrating
Killing that thought in vain recreations.
Denying the embezzlement where inside,
And having this figure as the center
From every thought you have,
Living deranged, so vain
Power in Praise Satan cry
For more than a foolish soul refrain ...

MARCOS LOURES


HORDES OF SATAN

Feeling really steamed
Where the freedom is fades,
Winning with fury the storm,
Enjoying this immense chagrin,
The price you pay for love,
As time everything will degrade,
Breaking any of modesty grid
I do not see the scene to compose,
Sparks ignite the hells
And rich suits them again,
And many promised wonders,
Lost in this life? Never again,
Auriferous masterful ways,
In hordes of Satan, no more fear...


MARCOS LOURES


The troubles of demon

Marked by cravings demon
I could no longer follow such a procession,
In candles and tears of so
Now within me such pandemonium,
To be an asset of this Satan,
No more harsh loneliness
Nor is this silence and hear me
The great aristocrat to vile peasant.
Serving the big daddy, the majestic,
Inheriting the whole earth after the end
Ghastly caricature a cherub,
Walking the streets, sticky,
You see after all the great Empire
Where the shamelessness dictates the criterion.


MARCOS LOURES



Putrid vision

Meeting in which both brings you shame
The most sublime enjoyment and so perfect
And when in darkness so I lie,
The wonderful order now predict,
Roads loftiest a flash
Elapses furious and I delight,
Now if I am accepted by Satan,
The world in glories plentiful, most too well,
Relief to my torments, my pains,
Thorns defeating rotten flowers
And this whole scenario decomposed,
The putrid vision, mere carrion
Power that emanates from greed finally
And Jehovah will finally depose!


MARCOS LOURES
Anárquica loucura

Gestando o imprevisível

É como ser possível

A vida sem procura


E o tanto em amargura

Ou mesmo em tom sofrível

Gerando noutro nível

O mundo sem ternura,


Areia movediça?

Deveras mais mortiça

E traça a queda em falso,


Quem tanto se transforma

No fundo sem ter forma

Presume o cadafalso.

marcos loures
O tempo se repete

Em formas variadas

E sei das desoladas

Imagens num esquete


E o canto se promete

Em sendas desenhadas

Por vezes destroçadas

Ou noutro tom compete


A soma do que somos

E o todo em vários gomos

Presume o que em verdade
~

Apenas destilamos

E quanto em tantos ramos

Confunde a claridade.


marcos loures
O ser e o parecer

Diversas faces? Busco

A vida em lusco fusco

Também gera o prazer,


Um passo mais velhusco

O novo amanhecer

O todo a se perder

Num canto apenas brusco,


Momentos mais diversos

Regendo os universos

Que habitam dentro em mim,


Semente bem cevada

Deveras não degrada

E gere este jardim.

marcos loures e vinícius reis loures
O sonho sem limites

Gerando a queda imensa

No fim não mais compensa

Aonde necessites


Do quanto inda acredites

E tentes recompensa

Na sorte atroz e tensa

Da vida que permites,


A luta se mostrando

Diversa em profusão

Meus olhos não verão


Momento inteiro e brando,

O quanto sou mutável

Jamais me fez tragável.

marcos loures
O fato de educar

Depende deste espelho,

Não basta algum conselho

Pro todo transformar,


A cada novo altar

Jamais eu me ajoelho,

E sei quando destelho

A sorte diz luar,


Embora a tempestade

Por vezes tudo invade,

A luz compensaria,


Assim a liberdade

Em rara claridade

Compensa a noite fria.

marcos loures
O belo satisfaz

A quem dele se apossa

E a vida quando endossa

O todo já nos traz


Um passo mais tenaz

E sei do quanto em troça

A sorte que foi nossa

Sonega a mera paz,


E de tal forma a vida

Expressa a despedida

E gera outro momento,


Assim a cada instante

Beleza deslumbrante

Perdida em novo vento.

marcos loures
Felicidade existe?

No fundo sei que não,

Momento em dimensão

Diversa do ser triste


Gerando o quanto insiste

E marca a precisão

Dos ermos que trarão

O quanto além persiste,


O fato se descobre

Em ato duro ou nobre

Porém sempre volátil,


Qual fosse temporário

O sonho, imaginário,

É sempre em vão contrátil.

marcos loures
O quanto se apequena

Jamais trará decerto

Um rumo onde desperto

E a sorte se serena


Ao nada se condena

Quem vive em tal deserto

O mundo quando aberto

Reflete cada cena,


E espelha o teu olhar

E nisto se entregar

Sem medo e com pujança


Traduz o quanto possa

Vencendo assim a fossa

O mundo além se lança.

marcos loures
O quanto desagrado

Talvez mostre a verdade

E desta honestidade

Jamais enfim me evado,


E quando intenso eu brado

Além do que me invade

Apenas liberdade

Expressa o termo usado,


Ousando ser diverso

Num rumo aonde eu verso

Encontro variáveis


Não quero ser simpático,

Apenas sendo prático

Meus solos são aráveis.

marcos loures
Um ser que em sociedade

Habita e tanto traz

Na face mais mordaz

O quanto já degrade


Ao mesmo tempo invade

O templo feito em paz

E morde enquanto faz

Além fragilidade.


A força demonstrada

No fundo não diz nada,

Apenas falsa imagem,


Somente ser liberto

Vencer cada deserto

Traduz vera coragem.

marcos loures
Amigos? Não conheço

E sei do quanto possa

A vida em tanta troça

Mudando este adereço


E sei e reconheço

A luta que se apossa

Da sorte que foi nossa

E agora um vão tropeço.


A porta se fechando

O mundo desde quando

Transforma cada passo,


Expressa a realidade

E mesmo que degrade

Meu rumo em força eu traço.

marcos loures
O quanto poderás depende apenas

Desta bagagem tua vida afora,

E apenas onde há adubo a sorte aflora

As plantas sem a base são pequenas,


E quando de ilusões tu te envenenas

O mundo noutra face me apavora

E o barco sem timão não desancora

Senão neste naufrágio te condenas.


É necessário sim ter horizonte,

Mas quando se consegue e se desponte

O sol entre as terríveis toscas brumas,


Quando se tenta a vida sem raízes

Apenas nós veremos os deslizes

E tu ao fim de tudo já te esfumas.

marcos loures
Nem sempre se imagina uma colheita

Da forma desejada ou mais querida

A sorte renegando a própria vida

Decerto ao fim da ceva não se aceita


O quanto sem destino a sorte deita

E nisto se aprofunda uma ferida

E quanta vez eu vejo decidida

A luta na tocaia em fria espreita.


Não somos no final tão previsíveis

Nem todos os caminhos são visíveis

Uma alma penetrando em vários sóis


E a chuva de granizo em tempestade,

Somente num instante já degrade

O que durante a vida tu constróis.

marcos loures
A queda de um coqueiro gigantesco

Permite a mais trágica lesão

E os dias entre tantos mostrarão

Cenário com certeza mais dantesco


Um sonhador que fora quixotesco

Regido pelas mãos desta ilusão

No fundo não conhece a direção

E pensa num cenário nababesco,


E quando do arabesco em tal mosaico

O mundo se desnuda tão arcaico

Prosaico caminheiro do vazio,


Aonde quis colheita em primavera

A flórea sensação se desespera

Ao ver somente o mundo em vago estio.

MARCOS LOURES
O quanto libertário possa ser

Ousando muito além do mero passo,

E quando no final o sonho eu traço

Permito dentro da alma, amanhecer,


A vida não traduz mero poder

Nem mesmo ocupação de ledo espaço,

O sonho sem sentido e sendo escasso

Jamais irá decerto além colher,


Não tenha como meta o que não seja

Apenas a real felicidade,

A vida não se entrega de bandeja


Nem mesmo qualquer luz hoje te invade

Portanto cada sonho se deseja

Além do quanto traz em claridade.

marcos loures
A vida não permite tanta escolha

E traz a cada passo uma vertente

E nesta novo rumo se apresente

E o velho noutro instante se recolha,


O vento esparramando cada folha

A sorte no final não apascente

E mesmo quando engodo é mais freqüente

Um amor-próprio é frágil, tola bolha.


E o quanto poderia ser diverso

Não segue qualquer lei, ou norma ou regra

A vida por si só já desintegra


Ou renovando o rumo noutro norte,

Seguindo contra a fúria do universo

Aonde com firmeza ou não eu verso

Traduz o que virá, no fim, a morte.

marcos loures
Algemas que presumem tanto escasso

Caminho para quem busca a verdade

E nisto o quanto vale a liberdade

Traçando outro caminho em firme passo,


Mas quando a realidade eu bebo e traço,

O dia a dia sempre nos degrade

E gera no final a torpe grade

Atando cada pé em firme laço,


A vida só se entrega a quem já luta

E sei da face atroz e mesmo astuta

Da fera que se esconde em vãs promessas,


E sem saber das pedras do caminho

O ser humano abjeto e tão mesquinho

Transcende ao que decerto em vão expressas.

Marcos Loures
A liberdade é sempre uma conquista

E nisto se desenha o quanto vem

Dos erros já não sendo algum refém

Apenas o futuro além se avista,


O mundo noutra face ora resista

Ao quanto com terror dita o desdém,

O passo sem sentido não provém

Do todo e nem sequer deixando pista,


A morte nos liberta? Nisto eu creio,

Mas tanto quanto possa em devaneio

Vagando sem temor e sem destino,


Meu canto se desenha em tom suave

E nada mais liberto do que esta ave

Num céu em azulejo, cristalino.

MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES
Sonhar é necessário, mas sabendo

Que a vida traça apenas pesadelos

E quanto mais atrozes posso vê-los

Os dias não passando de um remendo,


O mundo se moldara neste horrendo

Caminho entre ferozes vãos desvelos,

E sei que posso enfim até prevê-los

A morte sendo ao fim meu dividendo.


Os pés sempre tocando o firme solo

Senão a cada engano em vão me assolo

E morro um pouco mais, desesperança,


A sorte se aproxima ou se afastara

A bruma aonde quis a noite clara,

Quem tanto busca além, cedo se cansa.

MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES

2018

sábado, 3 de março de 2018

E vens quando trazes tua farsa.
Destraçando o momento em gargalhadas.
Trilhando sem destino, e sem estadas,
A face se mostrando, e me disfarça.

À margem prosseguindo algum lugar,
Tomando o pensamento que me invento
A tempestade dita o sentimento,
Promessas de ternura a destroçar.

Reflito a queda quando deva em dores
Máscara a tola rota sem destino,
No riso mais atroz; o canto (afino)
O prazo determina, em teus horrores,

Depois as garras desta moldam ritos
Cenários perceber anos aflitos...

Marcos Loures
Se o tempo sonegar alguma luz

Talvez seja possível ver a lua,

Mas quando a noite escura continua

E o sonho no final nada produz,


Aonde o meu cenário me conduz

E a sorte se desenha bela e nua

O todo sem sentido algum flutua

E gera o meu futuro em dura cruz,


A vida na verdade ora se sela

Abrindo com firmeza esta janela,

E nela posso enfim já mergulhar,


Porém o que fazer se sendo presa

Minha alma não garante tal leveza

Morando no mais alto e ledo altar?

Marcos Loures 2018
Hedônico caminho se resume

Em atos que no fim traçando a dor

Impedem que se veja a imensa flor

Ousando noutro passo por costume,


E quando não se sente tal perfume,

Narcísico cenário a se compor

Transborda de tal forma em vão valor

Que ao fim transborda na alma um vago estrume,


Poder acreditar nesta falácia

Bem mais do que talvez a mera audácia

Transforma a vida em leda paisagem


Sonega o que melhor podia haver

Na falsa sensação deste prazer

O gozo se desdenha em vil miragem.

Marcos Loures 2018
Retrovisor por vezes nos ajuda

Enquanto a direção não se abandona

E quando o que vivemos vêm à tona

A sorte noutro instante se transmuda,


Uma alma se; entretanto queda muda

E apenas do vazio ora se adona

No fundo a cada engodo desabona

O quanto poderia e nada acuda.


O ser e o já ter sido no será

Transformação diversa nos trará

E ao fim de certo tempo, o quanto existe


Ainda que pudesse ser diverso

Gerando dentro em nós tal universo

Mutável, movediço, amável, triste.

Marcos Loures 2018
Perdão nos alivia e nos permite

A paz que tantas vezes procuramos,

E assim viver sem servos, donos, amos

Ultrapassando em paz qualquer limite,


No quanto é necessário e se acredite

Os olhos com firmeza e caminhamos

Ousando noutros passos, novos ramos

Frondosa maravilha não se evite;


E sendo de tal forma costumeira

A sorte noutra sorte já se inteira

Deixando para trás o quanto dói.


O sentimento espúrio e sem proveito

Negando a calmaria quando deito

Apenas e somente nos corrói.

Marcos Loures 2018
Por vezes é preciso estar sozinho

E nisto se evolui para o Nirvana

Destarte a própria vida nos engana

E traz cada roseira em ledo espinho,


O manto se mostrara em descaminho

E a luta na verdade mais profana

Expressa o quanto o todo ora se dana

Num ato sem sentido e mais mesquinho,


A fuga para o tanto nega o quanto

E neste desenhar nada garanto,

Somente a solidão que por ventura


Traduz evolução em alma e passo,

Assim cada momento aonde eu traço

A luta se transforma e já perdura.

Marcos Loures 2018
A mão que arando a terra purifica

E gera nova vida após o grão

Do todo mais sublime uma expressão

Da vida por si mesma rara e rica,


O quanto dentro em nós isto edifica

Traçando com firmeza a direção

Presume nesta eterna floração

A sólida beleza que assim fica.


O corte dos espinhos vale o aroma

E o tanto se mostrara além da soma

Multiplicando o todo num só rumo,


E quando dos estrumes vejo a vida

Brotando, cicatriza tal ferida

E traz de uma existência o raro sumo.

marcos loures 2018
Ao nivelar por baixo o que se tenta

Gerando em consonância a pequenez

É como cultivar a estupidez

Tentando ver a paz numa tormenta,


A vida noutra face estando atenta

Precisa muito mais do que se fez

E nisto se desenha a lucidez

O passo com firmeza me alimenta,


Jogar perlas aos porcos? Nada disto,

Apenas onde possa agora insisto

E sei de uma resposta que procuro,


Melhor do que tentar caminho vago

Enquanto sem sentido algum divago

Andando sem destino em rumo escuro.

Marcos Loures 2018
O quanto se desenha em liderança

Expressa falsa imagem e somente

O tolo num momento impertinente

Ao desejar além cego, se lança,


O passo com firmeza sempre avança

E compartilha até cada semente

Senão por mais que busque e sempre atente

A sorte se perdendo sem fiança.


O passo se mostrar titubeante

Ao fim da caminhada nos garante

Apenas outra queda e nada mais,


Ousar e ter no olhar uma partilha

Traçando o que deveras tanto brilha

Explode em ritos claros, divinais.

Marcos Loures
O amor se permitisse
Franqueza invés de luta
Ainda mais astuta
A sorte que eu cobice

E nisto esta tolice
Deveras não reluta
E gera o que se escuta
Além desta mesmice,

O todo numa parte
Pudera e não reparte
Apenas num instante

Amor quando demais
Ou mesmo em desiguais
Momentos; tanto espante.

marcos loures 2018
Eu não me julgo sábio nem poeta
Apenas eu não sou este imbecil
Que tantas vezes tenta e nunca viu
A face mais sublime e predileta,

Aonde o verso apenas se completa
De forma mais suave e até gentil,
O tanto quanto possa se sentiu
Além de meramente espúria meta.

Vistosa maravilha, a poesia
Expressa com audácia o que traria
E nessa condição reinando esta arte

Não cabe nas palavras, pensamento
E quando bebo a sorte ou mesmo tento,
Beleza sem igual, já se comparte.

marcos loures 2018
Porém ela não quer viver comigo,
E sei do quanto a vida sem amor
Expressa o que pudera em tal horror
Gerando este temor que não persigo,

Imprevisível passo tão antigo,
O curto caminhar encena a dor
E nada mais pudera te propor
Senão este cenário em desabrigo.

Vestígios de uma sorte sem sentido
O todo noutro caos se transformando
Meu mundo tantas vezes mais infando

O corte se anuncia e não me olvido
Do tempo que vivera solitário
E sei deste tormento, atroz, diário.


Marcos Loures 2018
Levando ao passo que me trague em paz,
Ascendo ao mundo sinto ao menos possa,
A vida quando fora agora em troça
Singrando o quanto venha e nada traz.

Em levas destas dores são momentos?
E lumes traçam versos sem sentido,
Pudera quando veja o medo olvido
Meus dias desenhando sofrimentos,

Buscando alguma estrada noutra senda,
E prazos deterão? Terei futuro?
Sigo em passo deixando tão obscuro,
A vida e se reflita, outra contenda,

Somando os meus enganos, vejo a soma,
Ainda se desejo? Ao fim me toma...


Marcos Loures 2018
Vivendo sem saber alguma senda,
Meu mundo desafia a própria sorte,
E quando trama a luta e não conforte,
Vestígios do que fora se desvenda

O medo percebendo a mesma farsa,
E tento outro cenário, nada resta,
Deixando ver sentido alguma fresta
E quando desvendar; e tudo se disfarça.

Aporta me deixando no vazio,
Tramando aonde possa noutra lua,
Voando para sempre ou continua.
Ainda que pudesse desafio.

Desfio o velho sonho e nada além,
Deixando o que deveras, ser, ninguém...

Marcos Loures 2018
Deixando a todo instante o quanto queira,
Vencendo em tempestades? Nada venho,
Ainda que mostrasse algum empenho
Abismo, e se desenhas; vou, à beira,

Buscando além da lágrima desnuda,
Aponta-se ao caminho sem destino,
Vagando quanto possa em desatino,
Percebo e tento quando nada ajuda.

Seguindo noutro rumo, poderia,
Mas sei que não teria outro momento,
E quando se sentisse, ou mesmo tento,
Jogada pelo instante, tramo um dia,

Navio se perdendo em pleno mar,
A sorte ditaria outro lugar...

Marcos Loures 2018
Seguindo a cada instante o que procuro,
Deixando alguma luz em sombras, vejo.
Abarco em tua boca outro desejo,
Ainda o todo bebo, qual obscuro.

Na vida desenhada na cidade
Jogando ao fim as cinzas no vazio,
E quando percebendo outro me crio
Matando e caminhando quem há de?

Apreendo qual pudera a primavera
Jogada neste outono, o mesmo passo,
E quando neste engodo, destraço.
Beijando em solidão, e nada espera.

A fera outra vertente dominando,
O nada na verdade, ainda quando?

Marcos Loures 2018
Sentido dominando o quanto possa
Deixando algum caminho aonde reste
A vida noutra estreita ainda ateste,
O passo se desenha enquanto fossa

Atento-me ao momento sem destino,
Levando aos anseios desenhados
Beirando recebendo os ventos fados
Chegando ao todo deixa em desatino

A lavra já não trague outra pepita,
E bebo desta luta que presume
Vivendo no vazio se resume
Enquanto ainda volte se acredita

Vagando pela intensa sensação,
Trazendo o quanto deva a solidão.

Marcos Loures 2018
Meu mundo desenhando em pleno inferno,
Sarcástica gargalha abutres vens
Dos sonhos, cegas, luz, dias mortos jovens.
Ou pelo menos outro possa ao fim hiberno,

Seguindo pelo menos tenha a sorte
Diversa solidão mostrasse paz,
E quando desenhar pudesse em jaz
A ventania e veja o que conforte

Rasgando a carne em viva, outro momento,
Levado que deixaste meu enredo,
Não possa, e te sentir bebendo o medo,
Outrora conseguir, e mesmo tento.

Porém cansado vejo a mesma vida,
Jogada sem sentido, e já perdida...

Marcos Loures 2018
Ouvir a voz que possa após da queda,
Enquanto se perceba além do nada,
Deixando conceber, imagem cada,
A fonte sem destino, ou menos seda,

Um extremo caminho eu perco a rota,
E tento outro momento que permita
Vencer a luz tomando este eremita
A vida dominando e me derrota.

Saber quando denota a amarga lida,
Permito-me sonhando e nada vejo,
A luta desenhada sem desejo
Arcando que pudera já perdida

Moldando me percebo e sinto assim
Vivendo o quanto resta, ao menos, fim...

Marcos Loures 2018
Seguindo a mesma história, a solidão,
Ouvindo o velho credo, desenhado.
O dia repetindo este passado,
Encontro nesta farsa e vejo o não.

Pudera perceber sem ter a sorte,
Singrando em versos tolos mar distante
E sigo caminhar neste constante
Do corte penetrando, nada aporte,

E bebo em goles dores que me trazes
Disfarço e tento a face noutro dia,
E quando o quanto, dita, caberia,
A queda desdenhada, sem as bases,

Contento-me e mais nada, sinto apenas,
À morte me conforte e já condenas...


Marcos Loures

sexta-feira, 2 de março de 2018

Na fonte desejada além do quase
Procuro e nada sinto mesmo quando
Do tempo mostre sempre ainda brando
A sorte sendo além negando a base,

Tragando outro cigarro, a senda e dita,
Deitando em teu olhar, bendita a mágica,
Neblina desenhando a noite trágica
E ao quase se perfuma ora maldita

Crepuscular, percebo enquanto a trama,
Seguindo sem ter lua quando houvera
E trama outra falácia, outra quimera,
Jogado pelo em canto, a luta chama.

Percebo algum sinal e nada sinto,
Qual fora em tempestades; hoje, extinto.

Marcos Loures 2018
Prossigo

Olhos buscam
Cores tantas que nada poderia
Prorrogar a imagem esquecida
Pelos cantos da casa,
Velha casa abandonada
Pelos erros de uma vida sem valia,
Vertendo em novos e fatais enganos.
Olhos procuram pelos ermos
Termos e sermos
Que não mais teríamos
Senão o mesmo fato
Envelhecido e torpe
Do pretérito tornado futuro.
O muro caído, o vento em fúria,
A incúria,
Lamúria?
Prossigo...

Marcos Loures
Amargo este momento que percebo
Vagando pela sorte quando eu vejo
O canto desenhando outro desejo
Marcando a solidão, do encanto bebo,

Moldando em vagas luzes dizem tantas
As plagas tão distantes marcam cegas
Espero quando vejo e sei que negas
As lutas desenhadas. Desencantas...

Bebendo em versos vejo outro cenário
Deixando deste vago qual segredo
E quando no vazio, ao fim me enredo,
Marcando o passo sinto temerário.

E falas deste amor que procurara,
Sentir felicidade? Imagem rara...

Marcos Loures 2018
Meu inferno
Inverno
Puído o terno
Externo
O interno
Bastando-me
E atando-me
Levando e tenro
Tentando
E somente a semente
Abortasse
A face nova
Nem trova
Prova.
Quem saberia?
Nu...

Marcos loures 2018
Levo-me
Lavo-me
E a neve
A breve solução
E o cadáver
Sangrando
Cevando?
Inútil
Frágil
Envolto
Volto
E solto.
Revolto...

Marcos loures 2018
Buscando outro cenário
Num vazio crio na face
Impasse que procuro
Ou se houvesse além do escuro
A sorte segue quando passe
Farsas desenhadas
Desdenhadas ilusões.
Versões ao nada.
E bebo lástimas
Ainda disperso
Imerso querendo emergir.
Existir?

Marcos Loures 2018
Lembranças dentro da alma
Acalma embora agora
Apenas resquícios.
Voltando ao mesmo ponto
Tonto algum desejo.
O anseio, um veio que pudesse
Perceber o vento
Dessa brisa,
Avisa que talvez
Em vórtices
aborta ou abra a porta
vestido rabiscos.
Arisco arrisco
Risco deixando noutro momento.
Quem sabe?
Caberia...

Marcos Loures 2018
Amar e ter somente
O mar a sensação
Vagando quanto outrora
Outono deixando
Outro momento
Ou mesmo sem destino
Do declínio resta ao nada mais.
Amar e ter semente
Matando o quanto fere
Em restos do verão;
Frestas abertas?
Apenas incertezas.
Temer cada frase
A fase escrita
Mal dita
A base abrasa
Cigarro traz a paz?
Amar e ter enquanto mente;
Confusas luzes.
Escusas e perdões;
Ilusões...

Marcos Loures 2018
Podendo desta farsa
Comparsa e passa
E traça a vida abraça
E nada mais valeria
Sequer
Somente a fumaça
E laça ao verme
Inerme ver-me especular.
Ao meu templo em tempos
Medo segredo sangrando.
Singrando ao pleno
Remando oceano
Sem praia.
Areia sem sereia
Interno este deserto.
Perto?
Certo?
Traça o quanto canto.
Desencanto...

Marcos Loures 2018
Na fonte sem sequer
Pudesse traduzir versão
Diversa dimensão
Na fome atroz sem voz
De um mundo destruindo
A ponte desaponte
E assim desmonte
Mostrando o quando
Houvera e nada nos entranha.
Estranha e dura cura
Na procura que nunca saiba a trilha.
Outra armadilha.
A ilha realça
Matilha maravilha sensação
Do não
Mostrando assim
Nova face da justiça.
Lanterna
Eternas ondas,
Latina América;
Homérica do passo
Traço este compasso;
Refazendo alguma reta.
Etérea em círculos...
Ou melhor cataclismo
Continente molda
Retalho feito em solda.
Retrato do gigante.
Na história a escória
Nosso abismo...

Marcos Loures 2018
Noutro instante poderia
Ao quando qualquer dia
Havia sem somente
E mente traz realce
Que passe além da queda;
Enredo-me
Segredo quanto tente
E o vento em tempestade
A cidade sem as luzes
Em nuvens eternas
Lanternas de vaga-lumes
Perfumes penetrando
Adendos desarmando
Disfarçando o medo
Cedo ou tarde
Alarde?

Marcos Loures 2018
Viceja a marca
A barca que encontra em verso o cais
E nada mais somente
Demente imerso intenso
Tenso, busco
E brusco.
Apenas qualquer momento.
Quem sabe ao menos?
Veneno em pleno
Porto.
Morto?
Sem sal,
Aporto nada quando além do mar
Inverso temendo alguma luz.
Regando além do quanto jus
A cruz que me deste.
Quem sangre?
O mangue que desejo
Sem pejo, anseio!

Marcos Loures 2018
A rosa abandonada
Essência quando deixas
As queixas.
Noutra ausência
Existência?
Persistência.
Oceanos
E planos;
Busco cordilheiras
Quando encontro abismos...

Marcos loures 2018
Falar de amor
Na brasa ascendo futuro
Que nada encontrarei
Somente o resto.
As cinzas e o cigarro.
Disfarçar do sorriso
Sardônico.
Irônico?
Patético...

Marcos loures 2018
Imaginária trama
Que derrama intensa
Imensa alçando o medo que me trazes
E faças deste encanto
O canto negando além do rio
E vejo quando rio
Da lástima
Que em plástica
Exprime alguma queda;
E seda o sonho
Onde busco
Obscuro e molduro
A tétrica
Procissão
Garganta
Na luta quando desencanta
E bebo este aguardente
De uma louçã
Em vã
O que me deixas
Queixas sem sentidos.
Imaginaria o quando havia.
Vagando...

Marcos Loures 2018
Refaço?
Quem dera a fera espera
Deixando imagem quando traço
Vivendo mais quimera
Fazendo do meu verso
O mais disperso
Abraços ao vazio
E o frio quando crio
No cio ócio
Partícipe
Do presente bilhetes
Garras e amarras
Que amaras são retratos.
Cactos em carinhos.
Vinhos vinagres
Sagrando em correntes...

Marcos loures 2018
Vestígios e delírios, ritos que tramas,
Deixando ao menos quando amenos
Dias revendo desvarios
Fantasias jogadas noutro quarto.
E reparto .
Atalhos, falhas e mergulhos.
Pedras, e cascatas;
Mesclando versos que vísceras expostas;
Em postas respostas...
Além do medo
Quando o enredo desta vida.
Retalhos...

Marcos Loures 2018
Afogo-me envolto noutro enredo.
Segundo sou farsa que procuro.
Descubro algum macabro
Deixando tão somente
Buscando apenas a luz que negaste.
A luta marca outra face
Impasse que disfarce
E bebo em tua boca
A medida ferida
Se mesmo lavro
Afogo-me.
Embora margem...
Livre?

Marcos Loures 2018
Podendo deste amor somente em queda
Fartaste de buscar em desencanto,
Nos olhos desenhando aonde pranto
Disfarçando somente a vida seda

Quem dera ter a vida noutra face
E amar seguir vencido e nada reste,
Ainda quando o tempo velha peste
Houvera então a morte que me trace

Deixando a marca desta velha luta
Fizeste deste nada quando resta
A vida em fresta ainda mostra festa
Palavra refazendo a lavra bruta

E bebo em tua boca outro resquício
Ou mesmo mergulhar o tolo vício...

Marcos Loures 2018
Jogado noutro instante que trouxera
Marcando com fartura a mesma farsa
Aonde fora ao menos que disfarça
A luta desejando a mesma fera

Quimera que vieste em falsa sorte
Presença sem sentido de quem ame
Vestígio mostre encanto ainda clame
Ou mesmo percebendo o que conforte

Bebendo do vinagre quando houvera
Seguindo quando tenha a mesma cruz
E quero a luz comporte quando a jus
Mostrasse a face quanto feita à fera

Traçando a solidão na morte em plena
Sensação ao fim ora me acena.

Marcos Loures 2018
Amiga a farsa feita em versos teus
Mostrando a tua máscara desnuda
Enquanto o todo dita quando ajuda
Procuro a luz e busco sigo adeus

Fracassos, desenhando a pressa, resta
Somente o medo espreita e nada vês
Seguindo passo a passo, como rês,
A lama desdenhando ao tanto gesta.

Buscasse noutro todo que não tenho
Vencido minha amada nada, mentes,
Meus prazos velhos sonhos serpentes
E louco trago embora mostre empenho

De quantas foram formas de outro em vão
A senda molda a face grita amar? NÃO

Marcos Loures 2018
Disfarças quando dizes quanto queres
Sementes destruídas noutro instante
Deixando desnudas, sei constante,
E ris quando em verdade agora feres.

Percebo a mesma sanha quando sigo
E trago estreita sorte quase e seja
A vida destroçada diz pejada
Mostrando o quanto fora sei comigo

Amarga sensação vinagra a vida,
Engoles com “ternuras” e ilusões
Jogados pelos cantos sensações
E tento noutra sorte concebida

Ou mesmo alguma luz trague esperança
Desenha o passo feito e quando cansa.

Marcos Loures 2018