Lutar contra a maré
Dar murro contra a faca
A dita não aplaca
Ainda que haja fé,
O todo diz até
Do quanto a cada estaca
A vida bem mais fraca,
Esquece por quem é,
Ousasse num momento
Cerzir enquanto eu tento
Vencer os meus temores,
Assim quem sabe após
Traçar o novo em nós
Receba enfim as flores?
marcos loures
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
terça-feira, 6 de março de 2018
A dor tanto me ensina
Enquanto o sonho ilude
E sei desta atitude
Rondando a velha mina,
E tendo a cristalina
Noção da plenitude
E nisto além não pude,
A sorte não domina,
Meu passo dita ocaso
E quando aquém me atraso
Apenas não veria
Ao fim de cada tempo
Apenas contratempo
E toda esta agonia.
marcos loures
Enquanto o sonho ilude
E sei desta atitude
Rondando a velha mina,
E tendo a cristalina
Noção da plenitude
E nisto além não pude,
A sorte não domina,
Meu passo dita ocaso
E quando aquém me atraso
Apenas não veria
Ao fim de cada tempo
Apenas contratempo
E toda esta agonia.
marcos loures
Pensar já nos liberta
E traz em conclusão
Diversa direção
Na porta sempre aberta,
E quanto mais desperta
Mais luzes se verão
Ousando na estação
Além da que disserta,
O canto em livres tons,
Moldando os raros dons
Da liberdade em nós,
Seguir qualquer rebanho
Até num rumo estranho
Destroça a nova foz.
marcos loures
E traz em conclusão
Diversa direção
Na porta sempre aberta,
E quanto mais desperta
Mais luzes se verão
Ousando na estação
Além da que disserta,
O canto em livres tons,
Moldando os raros dons
Da liberdade em nós,
Seguir qualquer rebanho
Até num rumo estranho
Destroça a nova foz.
marcos loures
Errático e mutável
O ser quando evolui
Percebe o quanto flui
Em solo sempre arável,
Assim ao ser notável
O quanto em nós influi
O dia onde se intui
O claro imaginável,
Nesta metamorfose
O tempo dita a dose
E goze a maravilha
De ser além do cais
Vencendo os desiguais
Cenários; onde trilha.
marcos loures
O ser quando evolui
Percebe o quanto flui
Em solo sempre arável,
Assim ao ser notável
O quanto em nós influi
O dia onde se intui
O claro imaginável,
Nesta metamorfose
O tempo dita a dose
E goze a maravilha
De ser além do cais
Vencendo os desiguais
Cenários; onde trilha.
marcos loures
O amor idealizado
Em versos e fantasia
Ao quanto poderia
E neste ponto invado
O tempo desenhado
E mesmo em agonia
Ou quando já sombria
A estrada trago ao lado,
E bebo deste absinto
Vibrando o quanto eu sinto
Embora na verdade,
Este imortal desenho,
Ao mesmo tempo venho
Sabendo que degrade.
marcos loures
Em versos e fantasia
Ao quanto poderia
E neste ponto invado
O tempo desenhado
E mesmo em agonia
Ou quando já sombria
A estrada trago ao lado,
E bebo deste absinto
Vibrando o quanto eu sinto
Embora na verdade,
Este imortal desenho,
Ao mesmo tempo venho
Sabendo que degrade.
marcos loures
A luta não nos cansa
Se for com tal firmeza
Ousando em correnteza
Aonde além se lança
A sorte em esperança
Nos toma e sobre a mesa
A vida em tal surpresa
Ao todo enfim alcança.
Querer com tal vontade
E ter na liberdade
A rota principal,
E o canto mais profuso
Enquanto em sonho abuso
Completando o ideal.
marcos loures
Se for com tal firmeza
Ousando em correnteza
Aonde além se lança
A sorte em esperança
Nos toma e sobre a mesa
A vida em tal surpresa
Ao todo enfim alcança.
Querer com tal vontade
E ter na liberdade
A rota principal,
E o canto mais profuso
Enquanto em sonho abuso
Completando o ideal.
marcos loures
Ser ou não ser causando
A dor do que não pude
E sei por vezes rude
Ou mesmo até nefando,
O passo desde quando
Sem rumo desilude
Marcando esta atitude
Num ato em contrabando,
O pensamento algema
E noutro vão problema
A solução diversa
Expressa o quanto dói
O mundo enquanto sói
No nada se dispersa.
marcos loures
A dor do que não pude
E sei por vezes rude
Ou mesmo até nefando,
O passo desde quando
Sem rumo desilude
Marcando esta atitude
Num ato em contrabando,
O pensamento algema
E noutro vão problema
A solução diversa
Expressa o quanto dói
O mundo enquanto sói
No nada se dispersa.
marcos loures
O ser feliz é mais
Que a plena sensação
Da nossa dimensão
Em frente aos vendavais
E quando mais atrais
Alentos que virão
Trazer transformação
Em dias desiguais
Ao produzir afeto
Também eu me completo
E sei ser mais feliz,
A vida se reflete
No olhar que me arremete
Além do quanto eu fiz.
marcos loures
Que a plena sensação
Da nossa dimensão
Em frente aos vendavais
E quando mais atrais
Alentos que virão
Trazer transformação
Em dias desiguais
Ao produzir afeto
Também eu me completo
E sei ser mais feliz,
A vida se reflete
No olhar que me arremete
Além do quanto eu fiz.
marcos loures
O quanto nos ferisse
A vida em sortilégios
Diversos destes régios
Caminhos sem mesmice,
O todo não se visse
Além dos privilégios
E os campos e colégios
Ousando onde desdisse
A sorte noutro fato
E sei quando constato
A curva mais fechada,
A sorte se porfia
E nisto esta agonia
Regendo a turva estrada.
marcos loures
A vida em sortilégios
Diversos destes régios
Caminhos sem mesmice,
O todo não se visse
Além dos privilégios
E os campos e colégios
Ousando onde desdisse
A sorte noutro fato
E sei quando constato
A curva mais fechada,
A sorte se porfia
E nisto esta agonia
Regendo a turva estrada.
marcos loures
O quando da injustiça
Maltrata e nos revolta,
E o mundo a cada volta
Aumenta esta cobiça
E o quanto é movediça
A estrada onde se solta
A luta sem escolta
A sorte mais mortiça,
Vencer os meus anseios
E crer em devaneios
Aonde nada resta,
Calúnias que enfrentara
A cada vã seara
Aguarda a fina fresta.
marcos loures
Maltrata e nos revolta,
E o mundo a cada volta
Aumenta esta cobiça
E o quanto é movediça
A estrada onde se solta
A luta sem escolta
A sorte mais mortiça,
Vencer os meus anseios
E crer em devaneios
Aonde nada resta,
Calúnias que enfrentara
A cada vã seara
Aguarda a fina fresta.
marcos loures
Os homens, na verdade
Espécie mais venal,
Ainda traz no mau
O olhar que já degrade
Ao conhecer a grade
Expressa em desigual
Caminho onde boçal
Matasse a liberdade,
Espreitas e tocaias
E quanto mais tu traias
Mais pejo enfim mereces,
Invés da plenitude
O quanto desilude
E ainda vens com preces?
Marcos Loures
Espécie mais venal,
Ainda traz no mau
O olhar que já degrade
Ao conhecer a grade
Expressa em desigual
Caminho onde boçal
Matasse a liberdade,
Espreitas e tocaias
E quanto mais tu traias
Mais pejo enfim mereces,
Invés da plenitude
O quanto desilude
E ainda vens com preces?
Marcos Loures
segunda-feira, 5 de março de 2018
Pudesse renovar o que inda resta
De sombra ou ledo brilho dentro em mim,
Vivendo o que tentasse até o fim,
E mergulhar insano em rara fresta,
A solidão deveras quando atesta
A morte desenhada traz assim
A pútrida verdade e sei que vim
Ousando imaginar alguma festa,
Apenas o cenário se repete
Ainda na cintura o canivete
E o fardo sobre as costas, sem descanso,
Ao fim da vida leda e sem proveito
Enquanto nestas pedras eu me deito
Ao mar de inúteis vãos ora me deito.
Marcos Loures 2018
De sombra ou ledo brilho dentro em mim,
Vivendo o que tentasse até o fim,
E mergulhar insano em rara fresta,
A solidão deveras quando atesta
A morte desenhada traz assim
A pútrida verdade e sei que vim
Ousando imaginar alguma festa,
Apenas o cenário se repete
Ainda na cintura o canivete
E o fardo sobre as costas, sem descanso,
Ao fim da vida leda e sem proveito
Enquanto nestas pedras eu me deito
Ao mar de inúteis vãos ora me deito.
Marcos Loures 2018
“Te llamas amor y me perteneces”
O quanto em tanto amor eu poderia
Viver cada momento e ser além
Encanto me transforma em seu refém
E gera dentro em nós esta alegria
Meu canto se aproxima e me traria
O todo noutro rumo e sem desdém
O manto desbravando o quanto vem
Tramando dentro da alma a fantasia.
Esqueço cada engano e sigo em rumo
Ao todo que pudera e se me esfumo
Encontro nosso amor em dimensão
Diversa da que tanto quis outrora
E a face mais sutil ainda ancora
Criando dentro em nós a imensidão.
Marcos Loures
O quanto em tanto amor eu poderia
Viver cada momento e ser além
Encanto me transforma em seu refém
E gera dentro em nós esta alegria
Meu canto se aproxima e me traria
O todo noutro rumo e sem desdém
O manto desbravando o quanto vem
Tramando dentro da alma a fantasia.
Esqueço cada engano e sigo em rumo
Ao todo que pudera e se me esfumo
Encontro nosso amor em dimensão
Diversa da que tanto quis outrora
E a face mais sutil ainda ancora
Criando dentro em nós a imensidão.
Marcos Loures
A cada novo dia te clamasse
E nisto poderia ser feliz
O quanto na verdade a vida diz
Traçando o que pudesse sem impasse,
Ainda que esperança me tocasse
Num ato mais audaz aonde fiz
A vida desenhando em raro bis
Momento sem igual onde mostrasse
O rumo se provendo de esperança
A luta na verdade não mais cansa
E alcanço após o todo este Eldorado,
O risco se aproxima de um sincero
Cenário aonde longe do que eu quero
Meu sonho em raro amor, decerto eu brado.
Marcos Loures
E nisto poderia ser feliz
O quanto na verdade a vida diz
Traçando o que pudesse sem impasse,
Ainda que esperança me tocasse
Num ato mais audaz aonde fiz
A vida desenhando em raro bis
Momento sem igual onde mostrasse
O rumo se provendo de esperança
A luta na verdade não mais cansa
E alcanço após o todo este Eldorado,
O risco se aproxima de um sincero
Cenário aonde longe do que eu quero
Meu sonho em raro amor, decerto eu brado.
Marcos Loures
Encantos que talvez ainda traga
No olhar quem tanto quis e se entregou
O mundo na verdade não mudou
E apenas vejo em ti a face vaga
De quem ao empunhar punhal e adaga
Aos poucos nos meus ermos penetrou
E disto o que decerto ora sobrou
Por entre temporais inda divaga,
O corte, a morte o medo e o fim de tudo,
Sem ter qualquer aporte desiludo
E morro sem saber se existe cais,
Ainda que pudesse crer no fato
Meu mundo desprovido eu mal retrato
Enquanto noutro passo tu me trais.
Marcos Loures
No olhar quem tanto quis e se entregou
O mundo na verdade não mudou
E apenas vejo em ti a face vaga
De quem ao empunhar punhal e adaga
Aos poucos nos meus ermos penetrou
E disto o que decerto ora sobrou
Por entre temporais inda divaga,
O corte, a morte o medo e o fim de tudo,
Sem ter qualquer aporte desiludo
E morro sem saber se existe cais,
Ainda que pudesse crer no fato
Meu mundo desprovido eu mal retrato
Enquanto noutro passo tu me trais.
Marcos Loures
O quanto me enriquece o ter em ti
Além de meramente algum instante
Aonde o meu futuro já garante
Vivendo cada sonho que perdi,
Aos poucos noutro engano percebi
A cena sem proveito e doravante
O quanto mais desejo deslumbrante
Expressa o que jamais eu mereci,
Aprendo com meus erros? Desamor.
O tempo se aproxima e dissabor
E gera outro cenário em tom mordaz,
Ainda quando pude ver de perto
O todo aonde o passo hoje desperto
E o todo num acorde em luz se faz.
Marcos Loures
Além de meramente algum instante
Aonde o meu futuro já garante
Vivendo cada sonho que perdi,
Aos poucos noutro engano percebi
A cena sem proveito e doravante
O quanto mais desejo deslumbrante
Expressa o que jamais eu mereci,
Aprendo com meus erros? Desamor.
O tempo se aproxima e dissabor
E gera outro cenário em tom mordaz,
Ainda quando pude ver de perto
O todo aonde o passo hoje desperto
E o todo num acorde em luz se faz.
Marcos Loures
Dependo dos teus passos e procuro
Seguir cada caminho enquanto estás
Reinando sem temor na imensa paz
Saltando sem defesas sobre o muro
E neste desenhar tanto perduro
Vagando de tal forma e sendo audaz
O mundo se pudesse ser tenaz
Expressa cada sonho e me asseguro.
Escassas melodias; noite adentro
E assim em todo instante eu me concentro
Pensando num amor, em rara herança
Assim no quanto pude ser diverso
Nos braços de quem amo teimo e verso
E a sorte sem igual rondando avança.
Marcos Loures
Seguir cada caminho enquanto estás
Reinando sem temor na imensa paz
Saltando sem defesas sobre o muro
E neste desenhar tanto perduro
Vagando de tal forma e sendo audaz
O mundo se pudesse ser tenaz
Expressa cada sonho e me asseguro.
Escassas melodias; noite adentro
E assim em todo instante eu me concentro
Pensando num amor, em rara herança
Assim no quanto pude ser diverso
Nos braços de quem amo teimo e verso
E a sorte sem igual rondando avança.
Marcos Loures
Felicidade dita o quanto quero
E trago dentro da alma o conseqüente
Caminho aonde o todo se apresente
Gerando outro momento mais sincero,
O canto noutro passo já venero
E tramo o que pudesse e sempre tente
Vencer o quanto pude e mais contente
Deixando para trás o rude e o fero,
Amar e ter além de certa luz
O todo que deveras reproduz
Num átimo meu mundo se adentrasse
E o marco se moldando a cada instante
Apenas o futuro em paz garante
Matando o quanto fora noutra face.
Marcos Loures
E trago dentro da alma o conseqüente
Caminho aonde o todo se apresente
Gerando outro momento mais sincero,
O canto noutro passo já venero
E tramo o que pudesse e sempre tente
Vencer o quanto pude e mais contente
Deixando para trás o rude e o fero,
Amar e ter além de certa luz
O todo que deveras reproduz
Num átimo meu mundo se adentrasse
E o marco se moldando a cada instante
Apenas o futuro em paz garante
Matando o quanto fora noutra face.
Marcos Loures
Românticos caminhos dizem quando
A vida se pudesse em plenitude
E o passo antes que o todo se transmude
Ditasse o que decerto eu quis moldando,
O passo em direção ao sonho brando
A luta se transforma e mais que pude
Reinando dentro da alma a juventude
E o tempo neste amor se emoldurando,
O prazo determina além do todo
E a vida se transborda e sem engodo
Mergulha neste instante radioso,
Depois de cada passo em tom venal
O mundo se desenha magistral
Promete com certeza o raro gozo.
Marcos Loures
A vida se pudesse em plenitude
E o passo antes que o todo se transmude
Ditasse o que decerto eu quis moldando,
O passo em direção ao sonho brando
A luta se transforma e mais que pude
Reinando dentro da alma a juventude
E o tempo neste amor se emoldurando,
O prazo determina além do todo
E a vida se transborda e sem engodo
Mergulha neste instante radioso,
Depois de cada passo em tom venal
O mundo se desenha magistral
Promete com certeza o raro gozo.
Marcos Loures
“Há dentro de mim um poder impaciente por se revelar”
Gibran.
O quanto possa em mim viver a glória
Da imensa liberdade em fúria e frágua
Aonde o meu caminho em paz deságua
Mudando totalmente a minha história
Moldando muito além desta memória
A solução esgota a velha mágoa
E o tempo cristalino em límpida água
Traduz o quanto pude e sem vanglória,
Uma explosão de afeto em tenra luz
E ao quanto meu caminho me conduz
Gerando noutro instante o ser maior
Na senda mais gentil, amor invade
E tanto quanto traça a claridade
Tornando o dia a dia bem melhor.
marcos loures
Gibran.
O quanto possa em mim viver a glória
Da imensa liberdade em fúria e frágua
Aonde o meu caminho em paz deságua
Mudando totalmente a minha história
Moldando muito além desta memória
A solução esgota a velha mágoa
E o tempo cristalino em límpida água
Traduz o quanto pude e sem vanglória,
Uma explosão de afeto em tenra luz
E ao quanto meu caminho me conduz
Gerando noutro instante o ser maior
Na senda mais gentil, amor invade
E tanto quanto traça a claridade
Tornando o dia a dia bem melhor.
marcos loures
domingo, 4 de março de 2018
“vossos filhos não são VOSSOS filhos”.
A vida não traduz o quanto em posse
Pudera transcrever o que virá
E saiba com certeza e desde já
O quanto deste rumo a vida endosse,
E nada nem o tempo mais destroce
O sonho que deveras reinará
Enquanto cada vida tomará
O rumo que talvez tudo remoce
Assim ao se perder do quanto pude
Ousar imaginar em plenitude
A libertária senda se apresenta,
E gera novo dia após o fato
Aonde a solidão tanto eu constato
Gerando a vida em si bem mais sedenta.
Marcos Loures 2018
A vida não traduz o quanto em posse
Pudera transcrever o que virá
E saiba com certeza e desde já
O quanto deste rumo a vida endosse,
E nada nem o tempo mais destroce
O sonho que deveras reinará
Enquanto cada vida tomará
O rumo que talvez tudo remoce
Assim ao se perder do quanto pude
Ousar imaginar em plenitude
A libertária senda se apresenta,
E gera novo dia após o fato
Aonde a solidão tanto eu constato
Gerando a vida em si bem mais sedenta.
Marcos Loures 2018
Enquanto neste inferno feito em vida
A sorte se perdendo a cada passo
Atraso o caminhar e quando o traço
Alimentando a chaga, a vã ferida,
A voz em termos vagos proferida
Apodrecendo assim o tênue laço
Apenas me restando o ser escasso
E nada mais trouxera em despedida.
O cálice que a vida não permuta
Trazendo para os lábios tal cicuta
Jamais me impediria de tentar
A senda sem blindagem, trago em mim
Imagem mais constante em ermo fim,
Morrendo sempre aos poucos, devagar.
Marcos Loures 2018
A sorte se perdendo a cada passo
Atraso o caminhar e quando o traço
Alimentando a chaga, a vã ferida,
A voz em termos vagos proferida
Apodrecendo assim o tênue laço
Apenas me restando o ser escasso
E nada mais trouxera em despedida.
O cálice que a vida não permuta
Trazendo para os lábios tal cicuta
Jamais me impediria de tentar
A senda sem blindagem, trago em mim
Imagem mais constante em ermo fim,
Morrendo sempre aos poucos, devagar.
Marcos Loures 2018
No quarto recolhido após o tanto
Aonde me imergira em noite escusa
A sorte noutro passo se entrecruza
E o todo se garante e assim me espanto,
O carma desenhado em tal quebranto
A lida se por vezes é confusa
A imagem refletida no fim não usa
Do pouco aonde o passo eu adianto,
No cerne do problema, a podridão
Os dias mais espúrios que verão
Ocaso de quem tanto quis bem mais,
E aquém do quanto pude ou mesmo vira,
Apenas no caminho esta mentira
Enquanto sem destino ora te esvais.
marcos loures 2018
Aonde me imergira em noite escusa
A sorte noutro passo se entrecruza
E o todo se garante e assim me espanto,
O carma desenhado em tal quebranto
A lida se por vezes é confusa
A imagem refletida no fim não usa
Do pouco aonde o passo eu adianto,
No cerne do problema, a podridão
Os dias mais espúrios que verão
Ocaso de quem tanto quis bem mais,
E aquém do quanto pude ou mesmo vira,
Apenas no caminho esta mentira
Enquanto sem destino ora te esvais.
marcos loures 2018
A espúria procelária dita a sorte
De quem pudesse crer em novo instante,
Mas quando a própria vida se adiante
E trace o que tampouco nos conforte,
Apenas redimindo o velho corte,
A luta tantas vezes degradante
O marco noutro rumo não espante
Quem sabe conviver sempre co’a morte.
Ousasse ter no olhar outro cenário
E sei do quanto o tempo é sempre vário
E vejo retratada esta expressão
Somando o que não veio e nem teria
Mergulho nos anseios de outro dia
E morro sem sentido ou provisão.
Marcos Loures 2018
De quem pudesse crer em novo instante,
Mas quando a própria vida se adiante
E trace o que tampouco nos conforte,
Apenas redimindo o velho corte,
A luta tantas vezes degradante
O marco noutro rumo não espante
Quem sabe conviver sempre co’a morte.
Ousasse ter no olhar outro cenário
E sei do quanto o tempo é sempre vário
E vejo retratada esta expressão
Somando o que não veio e nem teria
Mergulho nos anseios de outro dia
E morro sem sentido ou provisão.
Marcos Loures 2018
Brincar é condição fundamental para ser sério.
Arquimedes
A vida que traduz além do tédio
Um ato mais jocoso poderia
Trazer ao fim de tudo em alegria
A solução etérea de um remédio
E quando a morte adentra ou num assédio
Expressa a face escusa da agonia
E nisto nos salvasse a fantasia,
Erguendo no vazio imenso prédio,
Preconizando o passo noutro enredo
Aos poucos o meu todo em paz concedo
E vibro em consonância com meu tempo,
Vestindo o quanto resta de esperança
Meu passo sem sentido algum se lança
E tenta ultrapassar tal contratempo.
marcos loures
Arquimedes
A vida que traduz além do tédio
Um ato mais jocoso poderia
Trazer ao fim de tudo em alegria
A solução etérea de um remédio
E quando a morte adentra ou num assédio
Expressa a face escusa da agonia
E nisto nos salvasse a fantasia,
Erguendo no vazio imenso prédio,
Preconizando o passo noutro enredo
Aos poucos o meu todo em paz concedo
E vibro em consonância com meu tempo,
Vestindo o quanto resta de esperança
Meu passo sem sentido algum se lança
E tenta ultrapassar tal contratempo.
marcos loures
Na ardência sem sentido e sem proveito
Minha alma perde o prumo e segue aquém
Do quanto poderia e nada vem
Somente este vazio onde me deito,
O prazo terminando e contrafeito
O risco me transforma em vão refém
O passo sem sentido nunca tem
Motivo pelo qual quero e me aceito,
Esgoto minha força em tal anseio
E o tempo noutra face; se o rodeio
Expressa tão somente o mesmo não,
Ainda que pudesse ser diverso
O todo sem sentido aonde eu verso
Extrai cada momento em negação.
marcos loures
Minha alma perde o prumo e segue aquém
Do quanto poderia e nada vem
Somente este vazio onde me deito,
O prazo terminando e contrafeito
O risco me transforma em vão refém
O passo sem sentido nunca tem
Motivo pelo qual quero e me aceito,
Esgoto minha força em tal anseio
E o tempo noutra face; se o rodeio
Expressa tão somente o mesmo não,
Ainda que pudesse ser diverso
O todo sem sentido aonde eu verso
Extrai cada momento em negação.
marcos loures
Nefasta realidade dita o quanto
Pudera desenhar noutro cenário
Além do mesmo corte temerário
O medo já puindo o velho manto,
Navego sem saber do raro encanto
Marcado pelo tosco itinerário
E o canto noutro engodo é meu fadário
Gestando tão somente o mesmo pranto,
Escasseando a sorte aonde outrora
A poesia intensa ainda aflora
E marca com ternura ou mesmo fúria
O prazo se encerrando num momento
E quantas vezes; busco enquanto tento
Vencer a minha sorte em tal penúria.
marcos loures
Pudera desenhar noutro cenário
Além do mesmo corte temerário
O medo já puindo o velho manto,
Navego sem saber do raro encanto
Marcado pelo tosco itinerário
E o canto noutro engodo é meu fadário
Gestando tão somente o mesmo pranto,
Escasseando a sorte aonde outrora
A poesia intensa ainda aflora
E marca com ternura ou mesmo fúria
O prazo se encerrando num momento
E quantas vezes; busco enquanto tento
Vencer a minha sorte em tal penúria.
marcos loures
Na gênese do sonho a podridão
Expressa o que melhor reside na alma
De quem se vendo em ledo e vago trauma
Errático não sabe a direção,
E o preço a se pagar, decerto em vão
Apenas a mortalha ainda acalma
E nisto conhecendo inteira a palma
A morte se anuncia em profusão,
Da rapineira sorte nada levo
E o quanto na verdade sendo sevo
Escarro sobre o corpo que se estende,
Deitando sobre mim todo o fulgor
Da vida desdenhada em desamor,
O sórdido recôndito me atende.
Marcos Loures
Expressa o que melhor reside na alma
De quem se vendo em ledo e vago trauma
Errático não sabe a direção,
E o preço a se pagar, decerto em vão
Apenas a mortalha ainda acalma
E nisto conhecendo inteira a palma
A morte se anuncia em profusão,
Da rapineira sorte nada levo
E o quanto na verdade sendo sevo
Escarro sobre o corpo que se estende,
Deitando sobre mim todo o fulgor
Da vida desdenhada em desamor,
O sórdido recôndito me atende.
Marcos Loures
Uma influência tosca de quem tanto
Pudera me trazer novo caminho
E quando no meu mundo desalinho
Apenas no final nada garanto,
E o corte se anuncia e me agiganto
No tanto quanto pude ser mesquinho
O roto desejar onde me aninho
Espalha a podridão por todo canto,
Assíduo sonhador, mero poeta
A sorte na verdade não completa
Sequer o que pudesse ser diverso
E entranho neste vago desenhar
Morrendo pouco a pouco, devagar
Traçando sem sentido este universo.
Marcos Loures
Pudera me trazer novo caminho
E quando no meu mundo desalinho
Apenas no final nada garanto,
E o corte se anuncia e me agiganto
No tanto quanto pude ser mesquinho
O roto desejar onde me aninho
Espalha a podridão por todo canto,
Assíduo sonhador, mero poeta
A sorte na verdade não completa
Sequer o que pudesse ser diverso
E entranho neste vago desenhar
Morrendo pouco a pouco, devagar
Traçando sem sentido este universo.
Marcos Loures
Aprofundando os passos nesta lama
Dos charcos que carrego dentro em mim
Descrevo calmamente ora meu fim
E o tanto quanto pude não reclama
E a sorte na verdade em leda trama
Matando o que restara do jardim,
Explode num vazio e traz assim
O corte mais audaz e a vida clama.
Ao endeusar quem tanto poderia
Viver somente errática agonia
O mundo se aproxima do final,
O prazo derradeiro se estendesse
Aonde o meu caminho concebesse
O frágil delirar de um ser venal.
marcos loures
Dos charcos que carrego dentro em mim
Descrevo calmamente ora meu fim
E o tanto quanto pude não reclama
E a sorte na verdade em leda trama
Matando o que restara do jardim,
Explode num vazio e traz assim
O corte mais audaz e a vida clama.
Ao endeusar quem tanto poderia
Viver somente errática agonia
O mundo se aproxima do final,
O prazo derradeiro se estendesse
Aonde o meu caminho concebesse
O frágil delirar de um ser venal.
marcos loures
SPIRIT SATANIC
Satanic spirit dominates
Verse bolder that could
And so life made in dark complexion
Denying any mine forever,
Where is emanated rotten fate?
And as much as I could in agony
Saying that creates my ghost
As this fascinates both terrors,
Luck uncovered this plot
And the more I impart to hell
Finally realize that the happiness,
So to portray humanity
In paths of Satan I penetrate
My soul slowly degrades...
MARCOS LOURES
MARCOS LOURES
MAD
Playing in my skin such yearnings
Managing each step toward thistle,
And as you realize immense burden,
I recall your legs, thighs, breasts,
And leave behind old fears
What had been a poet, even a bard,
Life made a dart penetrating
Killing that thought in vain recreations.
Denying the embezzlement where inside,
And having this figure as the center
From every thought you have,
Living deranged, so vain
Power in Praise Satan cry
For more than a foolish soul refrain ...
MARCOS LOURES
HORDES OF SATAN
Feeling really steamed
Where the freedom is fades,
Winning with fury the storm,
Enjoying this immense chagrin,
The price you pay for love,
As time everything will degrade,
Breaking any of modesty grid
I do not see the scene to compose,
Sparks ignite the hells
And rich suits them again,
And many promised wonders,
Lost in this life? Never again,
Auriferous masterful ways,
In hordes of Satan, no more fear...
MARCOS LOURES
The troubles of demon
Marked by cravings demon
I could no longer follow such a procession,
In candles and tears of so
Now within me such pandemonium,
To be an asset of this Satan,
No more harsh loneliness
Nor is this silence and hear me
The great aristocrat to vile peasant.
Serving the big daddy, the majestic,
Inheriting the whole earth after the end
Ghastly caricature a cherub,
Walking the streets, sticky,
You see after all the great Empire
Where the shamelessness dictates the criterion.
MARCOS LOURES
Putrid vision
Meeting in which both brings you shame
The most sublime enjoyment and so perfect
And when in darkness so I lie,
The wonderful order now predict,
Roads loftiest a flash
Elapses furious and I delight,
Now if I am accepted by Satan,
The world in glories plentiful, most too well,
Relief to my torments, my pains,
Thorns defeating rotten flowers
And this whole scenario decomposed,
The putrid vision, mere carrion
Power that emanates from greed finally
And Jehovah will finally depose!
MARCOS LOURES
Anárquica loucura
Gestando o imprevisível
É como ser possível
A vida sem procura
E o tanto em amargura
Ou mesmo em tom sofrível
Gerando noutro nível
O mundo sem ternura,
Areia movediça?
Deveras mais mortiça
E traça a queda em falso,
Quem tanto se transforma
No fundo sem ter forma
Presume o cadafalso.
marcos loures
Gestando o imprevisível
É como ser possível
A vida sem procura
E o tanto em amargura
Ou mesmo em tom sofrível
Gerando noutro nível
O mundo sem ternura,
Areia movediça?
Deveras mais mortiça
E traça a queda em falso,
Quem tanto se transforma
No fundo sem ter forma
Presume o cadafalso.
marcos loures
O tempo se repete
Em formas variadas
E sei das desoladas
Imagens num esquete
E o canto se promete
Em sendas desenhadas
Por vezes destroçadas
Ou noutro tom compete
A soma do que somos
E o todo em vários gomos
Presume o que em verdade
~
Apenas destilamos
E quanto em tantos ramos
Confunde a claridade.
marcos loures
Em formas variadas
E sei das desoladas
Imagens num esquete
E o canto se promete
Em sendas desenhadas
Por vezes destroçadas
Ou noutro tom compete
A soma do que somos
E o todo em vários gomos
Presume o que em verdade
~
Apenas destilamos
E quanto em tantos ramos
Confunde a claridade.
marcos loures
O ser e o parecer
Diversas faces? Busco
A vida em lusco fusco
Também gera o prazer,
Um passo mais velhusco
O novo amanhecer
O todo a se perder
Num canto apenas brusco,
Momentos mais diversos
Regendo os universos
Que habitam dentro em mim,
Semente bem cevada
Deveras não degrada
E gere este jardim.
marcos loures e vinícius reis loures
Diversas faces? Busco
A vida em lusco fusco
Também gera o prazer,
Um passo mais velhusco
O novo amanhecer
O todo a se perder
Num canto apenas brusco,
Momentos mais diversos
Regendo os universos
Que habitam dentro em mim,
Semente bem cevada
Deveras não degrada
E gere este jardim.
marcos loures e vinícius reis loures
O sonho sem limites
Gerando a queda imensa
No fim não mais compensa
Aonde necessites
Do quanto inda acredites
E tentes recompensa
Na sorte atroz e tensa
Da vida que permites,
A luta se mostrando
Diversa em profusão
Meus olhos não verão
Momento inteiro e brando,
O quanto sou mutável
Jamais me fez tragável.
marcos loures
Gerando a queda imensa
No fim não mais compensa
Aonde necessites
Do quanto inda acredites
E tentes recompensa
Na sorte atroz e tensa
Da vida que permites,
A luta se mostrando
Diversa em profusão
Meus olhos não verão
Momento inteiro e brando,
O quanto sou mutável
Jamais me fez tragável.
marcos loures
O fato de educar
Depende deste espelho,
Não basta algum conselho
Pro todo transformar,
A cada novo altar
Jamais eu me ajoelho,
E sei quando destelho
A sorte diz luar,
Embora a tempestade
Por vezes tudo invade,
A luz compensaria,
Assim a liberdade
Em rara claridade
Compensa a noite fria.
marcos loures
Depende deste espelho,
Não basta algum conselho
Pro todo transformar,
A cada novo altar
Jamais eu me ajoelho,
E sei quando destelho
A sorte diz luar,
Embora a tempestade
Por vezes tudo invade,
A luz compensaria,
Assim a liberdade
Em rara claridade
Compensa a noite fria.
marcos loures
O belo satisfaz
A quem dele se apossa
E a vida quando endossa
O todo já nos traz
Um passo mais tenaz
E sei do quanto em troça
A sorte que foi nossa
Sonega a mera paz,
E de tal forma a vida
Expressa a despedida
E gera outro momento,
Assim a cada instante
Beleza deslumbrante
Perdida em novo vento.
marcos loures
A quem dele se apossa
E a vida quando endossa
O todo já nos traz
Um passo mais tenaz
E sei do quanto em troça
A sorte que foi nossa
Sonega a mera paz,
E de tal forma a vida
Expressa a despedida
E gera outro momento,
Assim a cada instante
Beleza deslumbrante
Perdida em novo vento.
marcos loures
Felicidade existe?
No fundo sei que não,
Momento em dimensão
Diversa do ser triste
Gerando o quanto insiste
E marca a precisão
Dos ermos que trarão
O quanto além persiste,
O fato se descobre
Em ato duro ou nobre
Porém sempre volátil,
Qual fosse temporário
O sonho, imaginário,
É sempre em vão contrátil.
marcos loures
No fundo sei que não,
Momento em dimensão
Diversa do ser triste
Gerando o quanto insiste
E marca a precisão
Dos ermos que trarão
O quanto além persiste,
O fato se descobre
Em ato duro ou nobre
Porém sempre volátil,
Qual fosse temporário
O sonho, imaginário,
É sempre em vão contrátil.
marcos loures
O quanto se apequena
Jamais trará decerto
Um rumo onde desperto
E a sorte se serena
Ao nada se condena
Quem vive em tal deserto
O mundo quando aberto
Reflete cada cena,
E espelha o teu olhar
E nisto se entregar
Sem medo e com pujança
Traduz o quanto possa
Vencendo assim a fossa
O mundo além se lança.
marcos loures
Jamais trará decerto
Um rumo onde desperto
E a sorte se serena
Ao nada se condena
Quem vive em tal deserto
O mundo quando aberto
Reflete cada cena,
E espelha o teu olhar
E nisto se entregar
Sem medo e com pujança
Traduz o quanto possa
Vencendo assim a fossa
O mundo além se lança.
marcos loures
O quanto desagrado
Talvez mostre a verdade
E desta honestidade
Jamais enfim me evado,
E quando intenso eu brado
Além do que me invade
Apenas liberdade
Expressa o termo usado,
Ousando ser diverso
Num rumo aonde eu verso
Encontro variáveis
Não quero ser simpático,
Apenas sendo prático
Meus solos são aráveis.
marcos loures
Talvez mostre a verdade
E desta honestidade
Jamais enfim me evado,
E quando intenso eu brado
Além do que me invade
Apenas liberdade
Expressa o termo usado,
Ousando ser diverso
Num rumo aonde eu verso
Encontro variáveis
Não quero ser simpático,
Apenas sendo prático
Meus solos são aráveis.
marcos loures
Um ser que em sociedade
Habita e tanto traz
Na face mais mordaz
O quanto já degrade
Ao mesmo tempo invade
O templo feito em paz
E morde enquanto faz
Além fragilidade.
A força demonstrada
No fundo não diz nada,
Apenas falsa imagem,
Somente ser liberto
Vencer cada deserto
Traduz vera coragem.
marcos loures
Habita e tanto traz
Na face mais mordaz
O quanto já degrade
Ao mesmo tempo invade
O templo feito em paz
E morde enquanto faz
Além fragilidade.
A força demonstrada
No fundo não diz nada,
Apenas falsa imagem,
Somente ser liberto
Vencer cada deserto
Traduz vera coragem.
marcos loures
Amigos? Não conheço
E sei do quanto possa
A vida em tanta troça
Mudando este adereço
E sei e reconheço
A luta que se apossa
Da sorte que foi nossa
E agora um vão tropeço.
A porta se fechando
O mundo desde quando
Transforma cada passo,
Expressa a realidade
E mesmo que degrade
Meu rumo em força eu traço.
marcos loures
E sei do quanto possa
A vida em tanta troça
Mudando este adereço
E sei e reconheço
A luta que se apossa
Da sorte que foi nossa
E agora um vão tropeço.
A porta se fechando
O mundo desde quando
Transforma cada passo,
Expressa a realidade
E mesmo que degrade
Meu rumo em força eu traço.
marcos loures
O quanto poderás depende apenas
Desta bagagem tua vida afora,
E apenas onde há adubo a sorte aflora
As plantas sem a base são pequenas,
E quando de ilusões tu te envenenas
O mundo noutra face me apavora
E o barco sem timão não desancora
Senão neste naufrágio te condenas.
É necessário sim ter horizonte,
Mas quando se consegue e se desponte
O sol entre as terríveis toscas brumas,
Quando se tenta a vida sem raízes
Apenas nós veremos os deslizes
E tu ao fim de tudo já te esfumas.
marcos loures
Desta bagagem tua vida afora,
E apenas onde há adubo a sorte aflora
As plantas sem a base são pequenas,
E quando de ilusões tu te envenenas
O mundo noutra face me apavora
E o barco sem timão não desancora
Senão neste naufrágio te condenas.
É necessário sim ter horizonte,
Mas quando se consegue e se desponte
O sol entre as terríveis toscas brumas,
Quando se tenta a vida sem raízes
Apenas nós veremos os deslizes
E tu ao fim de tudo já te esfumas.
marcos loures
Nem sempre se imagina uma colheita
Da forma desejada ou mais querida
A sorte renegando a própria vida
Decerto ao fim da ceva não se aceita
O quanto sem destino a sorte deita
E nisto se aprofunda uma ferida
E quanta vez eu vejo decidida
A luta na tocaia em fria espreita.
Não somos no final tão previsíveis
Nem todos os caminhos são visíveis
Uma alma penetrando em vários sóis
E a chuva de granizo em tempestade,
Somente num instante já degrade
O que durante a vida tu constróis.
marcos loures
Da forma desejada ou mais querida
A sorte renegando a própria vida
Decerto ao fim da ceva não se aceita
O quanto sem destino a sorte deita
E nisto se aprofunda uma ferida
E quanta vez eu vejo decidida
A luta na tocaia em fria espreita.
Não somos no final tão previsíveis
Nem todos os caminhos são visíveis
Uma alma penetrando em vários sóis
E a chuva de granizo em tempestade,
Somente num instante já degrade
O que durante a vida tu constróis.
marcos loures
A queda de um coqueiro gigantesco
Permite a mais trágica lesão
E os dias entre tantos mostrarão
Cenário com certeza mais dantesco
Um sonhador que fora quixotesco
Regido pelas mãos desta ilusão
No fundo não conhece a direção
E pensa num cenário nababesco,
E quando do arabesco em tal mosaico
O mundo se desnuda tão arcaico
Prosaico caminheiro do vazio,
Aonde quis colheita em primavera
A flórea sensação se desespera
Ao ver somente o mundo em vago estio.
MARCOS LOURES
Permite a mais trágica lesão
E os dias entre tantos mostrarão
Cenário com certeza mais dantesco
Um sonhador que fora quixotesco
Regido pelas mãos desta ilusão
No fundo não conhece a direção
E pensa num cenário nababesco,
E quando do arabesco em tal mosaico
O mundo se desnuda tão arcaico
Prosaico caminheiro do vazio,
Aonde quis colheita em primavera
A flórea sensação se desespera
Ao ver somente o mundo em vago estio.
MARCOS LOURES
O quanto libertário possa ser
Ousando muito além do mero passo,
E quando no final o sonho eu traço
Permito dentro da alma, amanhecer,
A vida não traduz mero poder
Nem mesmo ocupação de ledo espaço,
O sonho sem sentido e sendo escasso
Jamais irá decerto além colher,
Não tenha como meta o que não seja
Apenas a real felicidade,
A vida não se entrega de bandeja
Nem mesmo qualquer luz hoje te invade
Portanto cada sonho se deseja
Além do quanto traz em claridade.
marcos loures
Ousando muito além do mero passo,
E quando no final o sonho eu traço
Permito dentro da alma, amanhecer,
A vida não traduz mero poder
Nem mesmo ocupação de ledo espaço,
O sonho sem sentido e sendo escasso
Jamais irá decerto além colher,
Não tenha como meta o que não seja
Apenas a real felicidade,
A vida não se entrega de bandeja
Nem mesmo qualquer luz hoje te invade
Portanto cada sonho se deseja
Além do quanto traz em claridade.
marcos loures
A vida não permite tanta escolha
E traz a cada passo uma vertente
E nesta novo rumo se apresente
E o velho noutro instante se recolha,
O vento esparramando cada folha
A sorte no final não apascente
E mesmo quando engodo é mais freqüente
Um amor-próprio é frágil, tola bolha.
E o quanto poderia ser diverso
Não segue qualquer lei, ou norma ou regra
A vida por si só já desintegra
Ou renovando o rumo noutro norte,
Seguindo contra a fúria do universo
Aonde com firmeza ou não eu verso
Traduz o que virá, no fim, a morte.
marcos loures
E traz a cada passo uma vertente
E nesta novo rumo se apresente
E o velho noutro instante se recolha,
O vento esparramando cada folha
A sorte no final não apascente
E mesmo quando engodo é mais freqüente
Um amor-próprio é frágil, tola bolha.
E o quanto poderia ser diverso
Não segue qualquer lei, ou norma ou regra
A vida por si só já desintegra
Ou renovando o rumo noutro norte,
Seguindo contra a fúria do universo
Aonde com firmeza ou não eu verso
Traduz o que virá, no fim, a morte.
marcos loures
Algemas que presumem tanto escasso
Caminho para quem busca a verdade
E nisto o quanto vale a liberdade
Traçando outro caminho em firme passo,
Mas quando a realidade eu bebo e traço,
O dia a dia sempre nos degrade
E gera no final a torpe grade
Atando cada pé em firme laço,
A vida só se entrega a quem já luta
E sei da face atroz e mesmo astuta
Da fera que se esconde em vãs promessas,
E sem saber das pedras do caminho
O ser humano abjeto e tão mesquinho
Transcende ao que decerto em vão expressas.
Marcos Loures
Caminho para quem busca a verdade
E nisto o quanto vale a liberdade
Traçando outro caminho em firme passo,
Mas quando a realidade eu bebo e traço,
O dia a dia sempre nos degrade
E gera no final a torpe grade
Atando cada pé em firme laço,
A vida só se entrega a quem já luta
E sei da face atroz e mesmo astuta
Da fera que se esconde em vãs promessas,
E sem saber das pedras do caminho
O ser humano abjeto e tão mesquinho
Transcende ao que decerto em vão expressas.
Marcos Loures
A liberdade é sempre uma conquista
E nisto se desenha o quanto vem
Dos erros já não sendo algum refém
Apenas o futuro além se avista,
O mundo noutra face ora resista
Ao quanto com terror dita o desdém,
O passo sem sentido não provém
Do todo e nem sequer deixando pista,
A morte nos liberta? Nisto eu creio,
Mas tanto quanto possa em devaneio
Vagando sem temor e sem destino,
Meu canto se desenha em tom suave
E nada mais liberto do que esta ave
Num céu em azulejo, cristalino.
MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES
E nisto se desenha o quanto vem
Dos erros já não sendo algum refém
Apenas o futuro além se avista,
O mundo noutra face ora resista
Ao quanto com terror dita o desdém,
O passo sem sentido não provém
Do todo e nem sequer deixando pista,
A morte nos liberta? Nisto eu creio,
Mas tanto quanto possa em devaneio
Vagando sem temor e sem destino,
Meu canto se desenha em tom suave
E nada mais liberto do que esta ave
Num céu em azulejo, cristalino.
MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES
Sonhar é necessário, mas sabendo
Que a vida traça apenas pesadelos
E quanto mais atrozes posso vê-los
Os dias não passando de um remendo,
O mundo se moldara neste horrendo
Caminho entre ferozes vãos desvelos,
E sei que posso enfim até prevê-los
A morte sendo ao fim meu dividendo.
Os pés sempre tocando o firme solo
Senão a cada engano em vão me assolo
E morro um pouco mais, desesperança,
A sorte se aproxima ou se afastara
A bruma aonde quis a noite clara,
Quem tanto busca além, cedo se cansa.
MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES
2018
Que a vida traça apenas pesadelos
E quanto mais atrozes posso vê-los
Os dias não passando de um remendo,
O mundo se moldara neste horrendo
Caminho entre ferozes vãos desvelos,
E sei que posso enfim até prevê-los
A morte sendo ao fim meu dividendo.
Os pés sempre tocando o firme solo
Senão a cada engano em vão me assolo
E morro um pouco mais, desesperança,
A sorte se aproxima ou se afastara
A bruma aonde quis a noite clara,
Quem tanto busca além, cedo se cansa.
MARCOS LOURES E DIMITRI REIS LOURES
2018
sábado, 3 de março de 2018
E vens quando trazes tua farsa.
Destraçando o momento em gargalhadas.
Trilhando sem destino, e sem estadas,
A face se mostrando, e me disfarça.
À margem prosseguindo algum lugar,
Tomando o pensamento que me invento
A tempestade dita o sentimento,
Promessas de ternura a destroçar.
Reflito a queda quando deva em dores
Máscara a tola rota sem destino,
No riso mais atroz; o canto (afino)
O prazo determina, em teus horrores,
Depois as garras desta moldam ritos
Cenários perceber anos aflitos...
Marcos Loures
Destraçando o momento em gargalhadas.
Trilhando sem destino, e sem estadas,
A face se mostrando, e me disfarça.
À margem prosseguindo algum lugar,
Tomando o pensamento que me invento
A tempestade dita o sentimento,
Promessas de ternura a destroçar.
Reflito a queda quando deva em dores
Máscara a tola rota sem destino,
No riso mais atroz; o canto (afino)
O prazo determina, em teus horrores,
Depois as garras desta moldam ritos
Cenários perceber anos aflitos...
Marcos Loures
Se o tempo sonegar alguma luz
Talvez seja possível ver a lua,
Mas quando a noite escura continua
E o sonho no final nada produz,
Aonde o meu cenário me conduz
E a sorte se desenha bela e nua
O todo sem sentido algum flutua
E gera o meu futuro em dura cruz,
A vida na verdade ora se sela
Abrindo com firmeza esta janela,
E nela posso enfim já mergulhar,
Porém o que fazer se sendo presa
Minha alma não garante tal leveza
Morando no mais alto e ledo altar?
Marcos Loures 2018
Talvez seja possível ver a lua,
Mas quando a noite escura continua
E o sonho no final nada produz,
Aonde o meu cenário me conduz
E a sorte se desenha bela e nua
O todo sem sentido algum flutua
E gera o meu futuro em dura cruz,
A vida na verdade ora se sela
Abrindo com firmeza esta janela,
E nela posso enfim já mergulhar,
Porém o que fazer se sendo presa
Minha alma não garante tal leveza
Morando no mais alto e ledo altar?
Marcos Loures 2018
Hedônico caminho se resume
Em atos que no fim traçando a dor
Impedem que se veja a imensa flor
Ousando noutro passo por costume,
E quando não se sente tal perfume,
Narcísico cenário a se compor
Transborda de tal forma em vão valor
Que ao fim transborda na alma um vago estrume,
Poder acreditar nesta falácia
Bem mais do que talvez a mera audácia
Transforma a vida em leda paisagem
Sonega o que melhor podia haver
Na falsa sensação deste prazer
O gozo se desdenha em vil miragem.
Marcos Loures 2018
Em atos que no fim traçando a dor
Impedem que se veja a imensa flor
Ousando noutro passo por costume,
E quando não se sente tal perfume,
Narcísico cenário a se compor
Transborda de tal forma em vão valor
Que ao fim transborda na alma um vago estrume,
Poder acreditar nesta falácia
Bem mais do que talvez a mera audácia
Transforma a vida em leda paisagem
Sonega o que melhor podia haver
Na falsa sensação deste prazer
O gozo se desdenha em vil miragem.
Marcos Loures 2018
Retrovisor por vezes nos ajuda
Enquanto a direção não se abandona
E quando o que vivemos vêm à tona
A sorte noutro instante se transmuda,
Uma alma se; entretanto queda muda
E apenas do vazio ora se adona
No fundo a cada engodo desabona
O quanto poderia e nada acuda.
O ser e o já ter sido no será
Transformação diversa nos trará
E ao fim de certo tempo, o quanto existe
Ainda que pudesse ser diverso
Gerando dentro em nós tal universo
Mutável, movediço, amável, triste.
Marcos Loures 2018
Enquanto a direção não se abandona
E quando o que vivemos vêm à tona
A sorte noutro instante se transmuda,
Uma alma se; entretanto queda muda
E apenas do vazio ora se adona
No fundo a cada engodo desabona
O quanto poderia e nada acuda.
O ser e o já ter sido no será
Transformação diversa nos trará
E ao fim de certo tempo, o quanto existe
Ainda que pudesse ser diverso
Gerando dentro em nós tal universo
Mutável, movediço, amável, triste.
Marcos Loures 2018
Perdão nos alivia e nos permite
A paz que tantas vezes procuramos,
E assim viver sem servos, donos, amos
Ultrapassando em paz qualquer limite,
No quanto é necessário e se acredite
Os olhos com firmeza e caminhamos
Ousando noutros passos, novos ramos
Frondosa maravilha não se evite;
E sendo de tal forma costumeira
A sorte noutra sorte já se inteira
Deixando para trás o quanto dói.
O sentimento espúrio e sem proveito
Negando a calmaria quando deito
Apenas e somente nos corrói.
Marcos Loures 2018
A paz que tantas vezes procuramos,
E assim viver sem servos, donos, amos
Ultrapassando em paz qualquer limite,
No quanto é necessário e se acredite
Os olhos com firmeza e caminhamos
Ousando noutros passos, novos ramos
Frondosa maravilha não se evite;
E sendo de tal forma costumeira
A sorte noutra sorte já se inteira
Deixando para trás o quanto dói.
O sentimento espúrio e sem proveito
Negando a calmaria quando deito
Apenas e somente nos corrói.
Marcos Loures 2018
Por vezes é preciso estar sozinho
E nisto se evolui para o Nirvana
Destarte a própria vida nos engana
E traz cada roseira em ledo espinho,
O manto se mostrara em descaminho
E a luta na verdade mais profana
Expressa o quanto o todo ora se dana
Num ato sem sentido e mais mesquinho,
A fuga para o tanto nega o quanto
E neste desenhar nada garanto,
Somente a solidão que por ventura
Traduz evolução em alma e passo,
Assim cada momento aonde eu traço
A luta se transforma e já perdura.
Marcos Loures 2018
E nisto se evolui para o Nirvana
Destarte a própria vida nos engana
E traz cada roseira em ledo espinho,
O manto se mostrara em descaminho
E a luta na verdade mais profana
Expressa o quanto o todo ora se dana
Num ato sem sentido e mais mesquinho,
A fuga para o tanto nega o quanto
E neste desenhar nada garanto,
Somente a solidão que por ventura
Traduz evolução em alma e passo,
Assim cada momento aonde eu traço
A luta se transforma e já perdura.
Marcos Loures 2018
A mão que arando a terra purifica
E gera nova vida após o grão
Do todo mais sublime uma expressão
Da vida por si mesma rara e rica,
O quanto dentro em nós isto edifica
Traçando com firmeza a direção
Presume nesta eterna floração
A sólida beleza que assim fica.
O corte dos espinhos vale o aroma
E o tanto se mostrara além da soma
Multiplicando o todo num só rumo,
E quando dos estrumes vejo a vida
Brotando, cicatriza tal ferida
E traz de uma existência o raro sumo.
marcos loures 2018
E gera nova vida após o grão
Do todo mais sublime uma expressão
Da vida por si mesma rara e rica,
O quanto dentro em nós isto edifica
Traçando com firmeza a direção
Presume nesta eterna floração
A sólida beleza que assim fica.
O corte dos espinhos vale o aroma
E o tanto se mostrara além da soma
Multiplicando o todo num só rumo,
E quando dos estrumes vejo a vida
Brotando, cicatriza tal ferida
E traz de uma existência o raro sumo.
marcos loures 2018
Ao nivelar por baixo o que se tenta
Gerando em consonância a pequenez
É como cultivar a estupidez
Tentando ver a paz numa tormenta,
A vida noutra face estando atenta
Precisa muito mais do que se fez
E nisto se desenha a lucidez
O passo com firmeza me alimenta,
Jogar perlas aos porcos? Nada disto,
Apenas onde possa agora insisto
E sei de uma resposta que procuro,
Melhor do que tentar caminho vago
Enquanto sem sentido algum divago
Andando sem destino em rumo escuro.
Marcos Loures 2018
Gerando em consonância a pequenez
É como cultivar a estupidez
Tentando ver a paz numa tormenta,
A vida noutra face estando atenta
Precisa muito mais do que se fez
E nisto se desenha a lucidez
O passo com firmeza me alimenta,
Jogar perlas aos porcos? Nada disto,
Apenas onde possa agora insisto
E sei de uma resposta que procuro,
Melhor do que tentar caminho vago
Enquanto sem sentido algum divago
Andando sem destino em rumo escuro.
Marcos Loures 2018
O quanto se desenha em liderança
Expressa falsa imagem e somente
O tolo num momento impertinente
Ao desejar além cego, se lança,
O passo com firmeza sempre avança
E compartilha até cada semente
Senão por mais que busque e sempre atente
A sorte se perdendo sem fiança.
O passo se mostrar titubeante
Ao fim da caminhada nos garante
Apenas outra queda e nada mais,
Ousar e ter no olhar uma partilha
Traçando o que deveras tanto brilha
Explode em ritos claros, divinais.
Marcos Loures
Expressa falsa imagem e somente
O tolo num momento impertinente
Ao desejar além cego, se lança,
O passo com firmeza sempre avança
E compartilha até cada semente
Senão por mais que busque e sempre atente
A sorte se perdendo sem fiança.
O passo se mostrar titubeante
Ao fim da caminhada nos garante
Apenas outra queda e nada mais,
Ousar e ter no olhar uma partilha
Traçando o que deveras tanto brilha
Explode em ritos claros, divinais.
Marcos Loures
O amor se permitisse
Franqueza invés de luta
Ainda mais astuta
A sorte que eu cobice
E nisto esta tolice
Deveras não reluta
E gera o que se escuta
Além desta mesmice,
O todo numa parte
Pudera e não reparte
Apenas num instante
Amor quando demais
Ou mesmo em desiguais
Momentos; tanto espante.
marcos loures 2018
Franqueza invés de luta
Ainda mais astuta
A sorte que eu cobice
E nisto esta tolice
Deveras não reluta
E gera o que se escuta
Além desta mesmice,
O todo numa parte
Pudera e não reparte
Apenas num instante
Amor quando demais
Ou mesmo em desiguais
Momentos; tanto espante.
marcos loures 2018
Eu não me julgo sábio nem poeta
Apenas eu não sou este imbecil
Que tantas vezes tenta e nunca viu
A face mais sublime e predileta,
Aonde o verso apenas se completa
De forma mais suave e até gentil,
O tanto quanto possa se sentiu
Além de meramente espúria meta.
Vistosa maravilha, a poesia
Expressa com audácia o que traria
E nessa condição reinando esta arte
Não cabe nas palavras, pensamento
E quando bebo a sorte ou mesmo tento,
Beleza sem igual, já se comparte.
marcos loures 2018
Apenas eu não sou este imbecil
Que tantas vezes tenta e nunca viu
A face mais sublime e predileta,
Aonde o verso apenas se completa
De forma mais suave e até gentil,
O tanto quanto possa se sentiu
Além de meramente espúria meta.
Vistosa maravilha, a poesia
Expressa com audácia o que traria
E nessa condição reinando esta arte
Não cabe nas palavras, pensamento
E quando bebo a sorte ou mesmo tento,
Beleza sem igual, já se comparte.
marcos loures 2018
Porém ela não quer viver comigo,
E sei do quanto a vida sem amor
Expressa o que pudera em tal horror
Gerando este temor que não persigo,
Imprevisível passo tão antigo,
O curto caminhar encena a dor
E nada mais pudera te propor
Senão este cenário em desabrigo.
Vestígios de uma sorte sem sentido
O todo noutro caos se transformando
Meu mundo tantas vezes mais infando
O corte se anuncia e não me olvido
Do tempo que vivera solitário
E sei deste tormento, atroz, diário.
Marcos Loures 2018
E sei do quanto a vida sem amor
Expressa o que pudera em tal horror
Gerando este temor que não persigo,
Imprevisível passo tão antigo,
O curto caminhar encena a dor
E nada mais pudera te propor
Senão este cenário em desabrigo.
Vestígios de uma sorte sem sentido
O todo noutro caos se transformando
Meu mundo tantas vezes mais infando
O corte se anuncia e não me olvido
Do tempo que vivera solitário
E sei deste tormento, atroz, diário.
Marcos Loures 2018
Levando ao passo que me trague em paz,
Ascendo ao mundo sinto ao menos possa,
A vida quando fora agora em troça
Singrando o quanto venha e nada traz.
Em levas destas dores são momentos?
E lumes traçam versos sem sentido,
Pudera quando veja o medo olvido
Meus dias desenhando sofrimentos,
Buscando alguma estrada noutra senda,
E prazos deterão? Terei futuro?
Sigo em passo deixando tão obscuro,
A vida e se reflita, outra contenda,
Somando os meus enganos, vejo a soma,
Ainda se desejo? Ao fim me toma...
Marcos Loures 2018
Ascendo ao mundo sinto ao menos possa,
A vida quando fora agora em troça
Singrando o quanto venha e nada traz.
Em levas destas dores são momentos?
E lumes traçam versos sem sentido,
Pudera quando veja o medo olvido
Meus dias desenhando sofrimentos,
Buscando alguma estrada noutra senda,
E prazos deterão? Terei futuro?
Sigo em passo deixando tão obscuro,
A vida e se reflita, outra contenda,
Somando os meus enganos, vejo a soma,
Ainda se desejo? Ao fim me toma...
Marcos Loures 2018
Vivendo sem saber alguma senda,
Meu mundo desafia a própria sorte,
E quando trama a luta e não conforte,
Vestígios do que fora se desvenda
O medo percebendo a mesma farsa,
E tento outro cenário, nada resta,
Deixando ver sentido alguma fresta
E quando desvendar; e tudo se disfarça.
Aporta me deixando no vazio,
Tramando aonde possa noutra lua,
Voando para sempre ou continua.
Ainda que pudesse desafio.
Desfio o velho sonho e nada além,
Deixando o que deveras, ser, ninguém...
Marcos Loures 2018
Meu mundo desafia a própria sorte,
E quando trama a luta e não conforte,
Vestígios do que fora se desvenda
O medo percebendo a mesma farsa,
E tento outro cenário, nada resta,
Deixando ver sentido alguma fresta
E quando desvendar; e tudo se disfarça.
Aporta me deixando no vazio,
Tramando aonde possa noutra lua,
Voando para sempre ou continua.
Ainda que pudesse desafio.
Desfio o velho sonho e nada além,
Deixando o que deveras, ser, ninguém...
Marcos Loures 2018
Deixando a todo instante o quanto queira,
Vencendo em tempestades? Nada venho,
Ainda que mostrasse algum empenho
Abismo, e se desenhas; vou, à beira,
Buscando além da lágrima desnuda,
Aponta-se ao caminho sem destino,
Vagando quanto possa em desatino,
Percebo e tento quando nada ajuda.
Seguindo noutro rumo, poderia,
Mas sei que não teria outro momento,
E quando se sentisse, ou mesmo tento,
Jogada pelo instante, tramo um dia,
Navio se perdendo em pleno mar,
A sorte ditaria outro lugar...
Marcos Loures 2018
Vencendo em tempestades? Nada venho,
Ainda que mostrasse algum empenho
Abismo, e se desenhas; vou, à beira,
Buscando além da lágrima desnuda,
Aponta-se ao caminho sem destino,
Vagando quanto possa em desatino,
Percebo e tento quando nada ajuda.
Seguindo noutro rumo, poderia,
Mas sei que não teria outro momento,
E quando se sentisse, ou mesmo tento,
Jogada pelo instante, tramo um dia,
Navio se perdendo em pleno mar,
A sorte ditaria outro lugar...
Marcos Loures 2018
Seguindo a cada instante o que procuro,
Deixando alguma luz em sombras, vejo.
Abarco em tua boca outro desejo,
Ainda o todo bebo, qual obscuro.
Na vida desenhada na cidade
Jogando ao fim as cinzas no vazio,
E quando percebendo outro me crio
Matando e caminhando quem há de?
Apreendo qual pudera a primavera
Jogada neste outono, o mesmo passo,
E quando neste engodo, destraço.
Beijando em solidão, e nada espera.
A fera outra vertente dominando,
O nada na verdade, ainda quando?
Marcos Loures 2018
Deixando alguma luz em sombras, vejo.
Abarco em tua boca outro desejo,
Ainda o todo bebo, qual obscuro.
Na vida desenhada na cidade
Jogando ao fim as cinzas no vazio,
E quando percebendo outro me crio
Matando e caminhando quem há de?
Apreendo qual pudera a primavera
Jogada neste outono, o mesmo passo,
E quando neste engodo, destraço.
Beijando em solidão, e nada espera.
A fera outra vertente dominando,
O nada na verdade, ainda quando?
Marcos Loures 2018
Sentido dominando o quanto possa
Deixando algum caminho aonde reste
A vida noutra estreita ainda ateste,
O passo se desenha enquanto fossa
Atento-me ao momento sem destino,
Levando aos anseios desenhados
Beirando recebendo os ventos fados
Chegando ao todo deixa em desatino
A lavra já não trague outra pepita,
E bebo desta luta que presume
Vivendo no vazio se resume
Enquanto ainda volte se acredita
Vagando pela intensa sensação,
Trazendo o quanto deva a solidão.
Marcos Loures 2018
Deixando algum caminho aonde reste
A vida noutra estreita ainda ateste,
O passo se desenha enquanto fossa
Atento-me ao momento sem destino,
Levando aos anseios desenhados
Beirando recebendo os ventos fados
Chegando ao todo deixa em desatino
A lavra já não trague outra pepita,
E bebo desta luta que presume
Vivendo no vazio se resume
Enquanto ainda volte se acredita
Vagando pela intensa sensação,
Trazendo o quanto deva a solidão.
Marcos Loures 2018
Meu mundo desenhando em pleno inferno,
Sarcástica gargalha abutres vens
Dos sonhos, cegas, luz, dias mortos jovens.
Ou pelo menos outro possa ao fim hiberno,
Seguindo pelo menos tenha a sorte
Diversa solidão mostrasse paz,
E quando desenhar pudesse em jaz
A ventania e veja o que conforte
Rasgando a carne em viva, outro momento,
Levado que deixaste meu enredo,
Não possa, e te sentir bebendo o medo,
Outrora conseguir, e mesmo tento.
Porém cansado vejo a mesma vida,
Jogada sem sentido, e já perdida...
Marcos Loures 2018
Sarcástica gargalha abutres vens
Dos sonhos, cegas, luz, dias mortos jovens.
Ou pelo menos outro possa ao fim hiberno,
Seguindo pelo menos tenha a sorte
Diversa solidão mostrasse paz,
E quando desenhar pudesse em jaz
A ventania e veja o que conforte
Rasgando a carne em viva, outro momento,
Levado que deixaste meu enredo,
Não possa, e te sentir bebendo o medo,
Outrora conseguir, e mesmo tento.
Porém cansado vejo a mesma vida,
Jogada sem sentido, e já perdida...
Marcos Loures 2018
Ouvir a voz que possa após da queda,
Enquanto se perceba além do nada,
Deixando conceber, imagem cada,
A fonte sem destino, ou menos seda,
Um extremo caminho eu perco a rota,
E tento outro momento que permita
Vencer a luz tomando este eremita
A vida dominando e me derrota.
Saber quando denota a amarga lida,
Permito-me sonhando e nada vejo,
A luta desenhada sem desejo
Arcando que pudera já perdida
Moldando me percebo e sinto assim
Vivendo o quanto resta, ao menos, fim...
Marcos Loures 2018
Enquanto se perceba além do nada,
Deixando conceber, imagem cada,
A fonte sem destino, ou menos seda,
Um extremo caminho eu perco a rota,
E tento outro momento que permita
Vencer a luz tomando este eremita
A vida dominando e me derrota.
Saber quando denota a amarga lida,
Permito-me sonhando e nada vejo,
A luta desenhada sem desejo
Arcando que pudera já perdida
Moldando me percebo e sinto assim
Vivendo o quanto resta, ao menos, fim...
Marcos Loures 2018
Seguindo a mesma história, a solidão,
Ouvindo o velho credo, desenhado.
O dia repetindo este passado,
Encontro nesta farsa e vejo o não.
Pudera perceber sem ter a sorte,
Singrando em versos tolos mar distante
E sigo caminhar neste constante
Do corte penetrando, nada aporte,
E bebo em goles dores que me trazes
Disfarço e tento a face noutro dia,
E quando o quanto, dita, caberia,
A queda desdenhada, sem as bases,
Contento-me e mais nada, sinto apenas,
À morte me conforte e já condenas...
Marcos Loures
Ouvindo o velho credo, desenhado.
O dia repetindo este passado,
Encontro nesta farsa e vejo o não.
Pudera perceber sem ter a sorte,
Singrando em versos tolos mar distante
E sigo caminhar neste constante
Do corte penetrando, nada aporte,
E bebo em goles dores que me trazes
Disfarço e tento a face noutro dia,
E quando o quanto, dita, caberia,
A queda desdenhada, sem as bases,
Contento-me e mais nada, sinto apenas,
À morte me conforte e já condenas...
Marcos Loures
sexta-feira, 2 de março de 2018
Na fonte desejada além do quase
Procuro e nada sinto mesmo quando
Do tempo mostre sempre ainda brando
A sorte sendo além negando a base,
Tragando outro cigarro, a senda e dita,
Deitando em teu olhar, bendita a mágica,
Neblina desenhando a noite trágica
E ao quase se perfuma ora maldita
Crepuscular, percebo enquanto a trama,
Seguindo sem ter lua quando houvera
E trama outra falácia, outra quimera,
Jogado pelo em canto, a luta chama.
Percebo algum sinal e nada sinto,
Qual fora em tempestades; hoje, extinto.
Marcos Loures 2018
Procuro e nada sinto mesmo quando
Do tempo mostre sempre ainda brando
A sorte sendo além negando a base,
Tragando outro cigarro, a senda e dita,
Deitando em teu olhar, bendita a mágica,
Neblina desenhando a noite trágica
E ao quase se perfuma ora maldita
Crepuscular, percebo enquanto a trama,
Seguindo sem ter lua quando houvera
E trama outra falácia, outra quimera,
Jogado pelo em canto, a luta chama.
Percebo algum sinal e nada sinto,
Qual fora em tempestades; hoje, extinto.
Marcos Loures 2018
Prossigo
Olhos buscam
Cores tantas que nada poderia
Prorrogar a imagem esquecida
Pelos cantos da casa,
Velha casa abandonada
Pelos erros de uma vida sem valia,
Vertendo em novos e fatais enganos.
Olhos procuram pelos ermos
Termos e sermos
Que não mais teríamos
Senão o mesmo fato
Envelhecido e torpe
Do pretérito tornado futuro.
O muro caído, o vento em fúria,
A incúria,
Lamúria?
Prossigo...
Marcos Loures
Olhos buscam
Cores tantas que nada poderia
Prorrogar a imagem esquecida
Pelos cantos da casa,
Velha casa abandonada
Pelos erros de uma vida sem valia,
Vertendo em novos e fatais enganos.
Olhos procuram pelos ermos
Termos e sermos
Que não mais teríamos
Senão o mesmo fato
Envelhecido e torpe
Do pretérito tornado futuro.
O muro caído, o vento em fúria,
A incúria,
Lamúria?
Prossigo...
Marcos Loures
Amargo este momento que percebo
Vagando pela sorte quando eu vejo
O canto desenhando outro desejo
Marcando a solidão, do encanto bebo,
Moldando em vagas luzes dizem tantas
As plagas tão distantes marcam cegas
Espero quando vejo e sei que negas
As lutas desenhadas. Desencantas...
Bebendo em versos vejo outro cenário
Deixando deste vago qual segredo
E quando no vazio, ao fim me enredo,
Marcando o passo sinto temerário.
E falas deste amor que procurara,
Sentir felicidade? Imagem rara...
Marcos Loures 2018
Vagando pela sorte quando eu vejo
O canto desenhando outro desejo
Marcando a solidão, do encanto bebo,
Moldando em vagas luzes dizem tantas
As plagas tão distantes marcam cegas
Espero quando vejo e sei que negas
As lutas desenhadas. Desencantas...
Bebendo em versos vejo outro cenário
Deixando deste vago qual segredo
E quando no vazio, ao fim me enredo,
Marcando o passo sinto temerário.
E falas deste amor que procurara,
Sentir felicidade? Imagem rara...
Marcos Loures 2018
Lembranças dentro da alma
Acalma embora agora
Apenas resquícios.
Voltando ao mesmo ponto
Tonto algum desejo.
O anseio, um veio que pudesse
Perceber o vento
Dessa brisa,
Avisa que talvez
Em vórtices
aborta ou abra a porta
vestido rabiscos.
Arisco arrisco
Risco deixando noutro momento.
Quem sabe?
Caberia...
Marcos Loures 2018
Acalma embora agora
Apenas resquícios.
Voltando ao mesmo ponto
Tonto algum desejo.
O anseio, um veio que pudesse
Perceber o vento
Dessa brisa,
Avisa que talvez
Em vórtices
aborta ou abra a porta
vestido rabiscos.
Arisco arrisco
Risco deixando noutro momento.
Quem sabe?
Caberia...
Marcos Loures 2018
Amar e ter somente
O mar a sensação
Vagando quanto outrora
Outono deixando
Outro momento
Ou mesmo sem destino
Do declínio resta ao nada mais.
Amar e ter semente
Matando o quanto fere
Em restos do verão;
Frestas abertas?
Apenas incertezas.
Temer cada frase
A fase escrita
Mal dita
A base abrasa
Cigarro traz a paz?
Amar e ter enquanto mente;
Confusas luzes.
Escusas e perdões;
Ilusões...
Marcos Loures 2018
O mar a sensação
Vagando quanto outrora
Outono deixando
Outro momento
Ou mesmo sem destino
Do declínio resta ao nada mais.
Amar e ter semente
Matando o quanto fere
Em restos do verão;
Frestas abertas?
Apenas incertezas.
Temer cada frase
A fase escrita
Mal dita
A base abrasa
Cigarro traz a paz?
Amar e ter enquanto mente;
Confusas luzes.
Escusas e perdões;
Ilusões...
Marcos Loures 2018
Podendo desta farsa
Comparsa e passa
E traça a vida abraça
E nada mais valeria
Sequer
Somente a fumaça
E laça ao verme
Inerme ver-me especular.
Ao meu templo em tempos
Medo segredo sangrando.
Singrando ao pleno
Remando oceano
Sem praia.
Areia sem sereia
Interno este deserto.
Perto?
Certo?
Traça o quanto canto.
Desencanto...
Marcos Loures 2018
Comparsa e passa
E traça a vida abraça
E nada mais valeria
Sequer
Somente a fumaça
E laça ao verme
Inerme ver-me especular.
Ao meu templo em tempos
Medo segredo sangrando.
Singrando ao pleno
Remando oceano
Sem praia.
Areia sem sereia
Interno este deserto.
Perto?
Certo?
Traça o quanto canto.
Desencanto...
Marcos Loures 2018
Na fonte sem sequer
Pudesse traduzir versão
Diversa dimensão
Na fome atroz sem voz
De um mundo destruindo
A ponte desaponte
E assim desmonte
Mostrando o quando
Houvera e nada nos entranha.
Estranha e dura cura
Na procura que nunca saiba a trilha.
Outra armadilha.
A ilha realça
Matilha maravilha sensação
Do não
Mostrando assim
Nova face da justiça.
Lanterna
Eternas ondas,
Latina América;
Homérica do passo
Traço este compasso;
Refazendo alguma reta.
Etérea em círculos...
Ou melhor cataclismo
Continente molda
Retalho feito em solda.
Retrato do gigante.
Na história a escória
Nosso abismo...
Marcos Loures 2018
Pudesse traduzir versão
Diversa dimensão
Na fome atroz sem voz
De um mundo destruindo
A ponte desaponte
E assim desmonte
Mostrando o quando
Houvera e nada nos entranha.
Estranha e dura cura
Na procura que nunca saiba a trilha.
Outra armadilha.
A ilha realça
Matilha maravilha sensação
Do não
Mostrando assim
Nova face da justiça.
Lanterna
Eternas ondas,
Latina América;
Homérica do passo
Traço este compasso;
Refazendo alguma reta.
Etérea em círculos...
Ou melhor cataclismo
Continente molda
Retalho feito em solda.
Retrato do gigante.
Na história a escória
Nosso abismo...
Marcos Loures 2018
Noutro instante poderia
Ao quando qualquer dia
Havia sem somente
E mente traz realce
Que passe além da queda;
Enredo-me
Segredo quanto tente
E o vento em tempestade
A cidade sem as luzes
Em nuvens eternas
Lanternas de vaga-lumes
Perfumes penetrando
Adendos desarmando
Disfarçando o medo
Cedo ou tarde
Alarde?
Marcos Loures 2018
Ao quando qualquer dia
Havia sem somente
E mente traz realce
Que passe além da queda;
Enredo-me
Segredo quanto tente
E o vento em tempestade
A cidade sem as luzes
Em nuvens eternas
Lanternas de vaga-lumes
Perfumes penetrando
Adendos desarmando
Disfarçando o medo
Cedo ou tarde
Alarde?
Marcos Loures 2018
Viceja a marca
A barca que encontra em verso o cais
E nada mais somente
Demente imerso intenso
Tenso, busco
E brusco.
Apenas qualquer momento.
Quem sabe ao menos?
Veneno em pleno
Porto.
Morto?
Sem sal,
Aporto nada quando além do mar
Inverso temendo alguma luz.
Regando além do quanto jus
A cruz que me deste.
Quem sangre?
O mangue que desejo
Sem pejo, anseio!
Marcos Loures 2018
A barca que encontra em verso o cais
E nada mais somente
Demente imerso intenso
Tenso, busco
E brusco.
Apenas qualquer momento.
Quem sabe ao menos?
Veneno em pleno
Porto.
Morto?
Sem sal,
Aporto nada quando além do mar
Inverso temendo alguma luz.
Regando além do quanto jus
A cruz que me deste.
Quem sangre?
O mangue que desejo
Sem pejo, anseio!
Marcos Loures 2018
Imaginária trama
Que derrama intensa
Imensa alçando o medo que me trazes
E faças deste encanto
O canto negando além do rio
E vejo quando rio
Da lástima
Que em plástica
Exprime alguma queda;
E seda o sonho
Onde busco
Obscuro e molduro
A tétrica
Procissão
Garganta
Na luta quando desencanta
E bebo este aguardente
De uma louçã
Em vã
O que me deixas
Queixas sem sentidos.
Imaginaria o quando havia.
Vagando...
Marcos Loures 2018
Que derrama intensa
Imensa alçando o medo que me trazes
E faças deste encanto
O canto negando além do rio
E vejo quando rio
Da lástima
Que em plástica
Exprime alguma queda;
E seda o sonho
Onde busco
Obscuro e molduro
A tétrica
Procissão
Garganta
Na luta quando desencanta
E bebo este aguardente
De uma louçã
Em vã
O que me deixas
Queixas sem sentidos.
Imaginaria o quando havia.
Vagando...
Marcos Loures 2018
Refaço?
Quem dera a fera espera
Deixando imagem quando traço
Vivendo mais quimera
Fazendo do meu verso
O mais disperso
Abraços ao vazio
E o frio quando crio
No cio ócio
Partícipe
Do presente bilhetes
Garras e amarras
Que amaras são retratos.
Cactos em carinhos.
Vinhos vinagres
Sagrando em correntes...
Marcos loures 2018
Quem dera a fera espera
Deixando imagem quando traço
Vivendo mais quimera
Fazendo do meu verso
O mais disperso
Abraços ao vazio
E o frio quando crio
No cio ócio
Partícipe
Do presente bilhetes
Garras e amarras
Que amaras são retratos.
Cactos em carinhos.
Vinhos vinagres
Sagrando em correntes...
Marcos loures 2018
Vestígios e delírios, ritos que tramas,
Deixando ao menos quando amenos
Dias revendo desvarios
Fantasias jogadas noutro quarto.
E reparto .
Atalhos, falhas e mergulhos.
Pedras, e cascatas;
Mesclando versos que vísceras expostas;
Em postas respostas...
Além do medo
Quando o enredo desta vida.
Retalhos...
Marcos Loures 2018
Deixando ao menos quando amenos
Dias revendo desvarios
Fantasias jogadas noutro quarto.
E reparto .
Atalhos, falhas e mergulhos.
Pedras, e cascatas;
Mesclando versos que vísceras expostas;
Em postas respostas...
Além do medo
Quando o enredo desta vida.
Retalhos...
Marcos Loures 2018
Podendo deste amor somente em queda
Fartaste de buscar em desencanto,
Nos olhos desenhando aonde pranto
Disfarçando somente a vida seda
Quem dera ter a vida noutra face
E amar seguir vencido e nada reste,
Ainda quando o tempo velha peste
Houvera então a morte que me trace
Deixando a marca desta velha luta
Fizeste deste nada quando resta
A vida em fresta ainda mostra festa
Palavra refazendo a lavra bruta
E bebo em tua boca outro resquício
Ou mesmo mergulhar o tolo vício...
Marcos Loures 2018
Fartaste de buscar em desencanto,
Nos olhos desenhando aonde pranto
Disfarçando somente a vida seda
Quem dera ter a vida noutra face
E amar seguir vencido e nada reste,
Ainda quando o tempo velha peste
Houvera então a morte que me trace
Deixando a marca desta velha luta
Fizeste deste nada quando resta
A vida em fresta ainda mostra festa
Palavra refazendo a lavra bruta
E bebo em tua boca outro resquício
Ou mesmo mergulhar o tolo vício...
Marcos Loures 2018
Jogado noutro instante que trouxera
Marcando com fartura a mesma farsa
Aonde fora ao menos que disfarça
A luta desejando a mesma fera
Quimera que vieste em falsa sorte
Presença sem sentido de quem ame
Vestígio mostre encanto ainda clame
Ou mesmo percebendo o que conforte
Bebendo do vinagre quando houvera
Seguindo quando tenha a mesma cruz
E quero a luz comporte quando a jus
Mostrasse a face quanto feita à fera
Traçando a solidão na morte em plena
Sensação ao fim ora me acena.
Marcos Loures 2018
Marcando com fartura a mesma farsa
Aonde fora ao menos que disfarça
A luta desejando a mesma fera
Quimera que vieste em falsa sorte
Presença sem sentido de quem ame
Vestígio mostre encanto ainda clame
Ou mesmo percebendo o que conforte
Bebendo do vinagre quando houvera
Seguindo quando tenha a mesma cruz
E quero a luz comporte quando a jus
Mostrasse a face quanto feita à fera
Traçando a solidão na morte em plena
Sensação ao fim ora me acena.
Marcos Loures 2018
Amiga a farsa feita em versos teus
Mostrando a tua máscara desnuda
Enquanto o todo dita quando ajuda
Procuro a luz e busco sigo adeus
Fracassos, desenhando a pressa, resta
Somente o medo espreita e nada vês
Seguindo passo a passo, como rês,
A lama desdenhando ao tanto gesta.
Buscasse noutro todo que não tenho
Vencido minha amada nada, mentes,
Meus prazos velhos sonhos serpentes
E louco trago embora mostre empenho
De quantas foram formas de outro em vão
A senda molda a face grita amar? NÃO
Marcos Loures 2018
Mostrando a tua máscara desnuda
Enquanto o todo dita quando ajuda
Procuro a luz e busco sigo adeus
Fracassos, desenhando a pressa, resta
Somente o medo espreita e nada vês
Seguindo passo a passo, como rês,
A lama desdenhando ao tanto gesta.
Buscasse noutro todo que não tenho
Vencido minha amada nada, mentes,
Meus prazos velhos sonhos serpentes
E louco trago embora mostre empenho
De quantas foram formas de outro em vão
A senda molda a face grita amar? NÃO
Marcos Loures 2018
Disfarças quando dizes quanto queres
Sementes destruídas noutro instante
Deixando desnudas, sei constante,
E ris quando em verdade agora feres.
Percebo a mesma sanha quando sigo
E trago estreita sorte quase e seja
A vida destroçada diz pejada
Mostrando o quanto fora sei comigo
Amarga sensação vinagra a vida,
Engoles com “ternuras” e ilusões
Jogados pelos cantos sensações
E tento noutra sorte concebida
Ou mesmo alguma luz trague esperança
Desenha o passo feito e quando cansa.
Marcos Loures 2018
Sementes destruídas noutro instante
Deixando desnudas, sei constante,
E ris quando em verdade agora feres.
Percebo a mesma sanha quando sigo
E trago estreita sorte quase e seja
A vida destroçada diz pejada
Mostrando o quanto fora sei comigo
Amarga sensação vinagra a vida,
Engoles com “ternuras” e ilusões
Jogados pelos cantos sensações
E tento noutra sorte concebida
Ou mesmo alguma luz trague esperança
Desenha o passo feito e quando cansa.
Marcos Loures 2018
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