Coração quando cisma de querer
Amar quem não devia, fico louco.
Às vezes dá vontade de morrer,
Matando esse infeliz de pouco a pouco...
Meu coração teimoso sempre esquece
Das dores que os amores me causaram.
Por mais que peço a Deus, se ri das preces,
E todas as tristezas se anteparam.
Não sabe que depois fico sofrendo...
A solidão corrói, ele nem liga.
Não se importa com sol, se está chovendo,
Pois dentro do meu peito, já se abriga...
Procuro sem achar, a solução,
Tirar a sua força, coração!
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
quarta-feira, 4 de abril de 2018
FAZEMOS DE PALHAÇO
Fazemos de palhaço e na verdade,
O mundo se percebe o fim da feira,
E posso desenhar, o quanto queira,
A vida se perdendo em liberdade.
O corpo apedrejado, segue tarde,
Deixando sem destino, noutra beira,
A marca penetrando, tal sujeira,
Fogueira da esperança, apenas arde.
E nesta imensidão, a lamaçal,
Reinando toda a fúria, são boçal,
Expressa exatamente o mesmo vago,
Pensar é libertar, e disso, eu sei,
E quanto tempo; tive, e concebei,
Porém a rapineira? Jamais afago.
MARCOS LOURES
O mundo se percebe o fim da feira,
E posso desenhar, o quanto queira,
A vida se perdendo em liberdade.
O corpo apedrejado, segue tarde,
Deixando sem destino, noutra beira,
A marca penetrando, tal sujeira,
Fogueira da esperança, apenas arde.
E nesta imensidão, a lamaçal,
Reinando toda a fúria, são boçal,
Expressa exatamente o mesmo vago,
Pensar é libertar, e disso, eu sei,
E quanto tempo; tive, e concebei,
Porém a rapineira? Jamais afago.
MARCOS LOURES
PREDADORES
Em súbito percebesse quem dita
Fúria; predadores, matam frágeis,
Pudessem perceber os dedos ágeis
Que tramam os canalhas, maldita;
A farsa se presume em tal ganância,
E vejo desvendar a mesma espúria
Quem tanto se moldando com a fúria,
Na fera mais atroz, grassando em ignorância.
Estradas? Não podemos conceber,
Cadáveres famintos, podridão,
O vento se transforma em ilusão,
E nada se pensara o quanto haver,
Resquícios de justiça? Meras farsas,
As horas da esperança? São esparsas...
MARCOS LOURES
Fúria; predadores, matam frágeis,
Pudessem perceber os dedos ágeis
Que tramam os canalhas, maldita;
A farsa se presume em tal ganância,
E vejo desvendar a mesma espúria
Quem tanto se moldando com a fúria,
Na fera mais atroz, grassando em ignorância.
Estradas? Não podemos conceber,
Cadáveres famintos, podridão,
O vento se transforma em ilusão,
E nada se pensara o quanto haver,
Resquícios de justiça? Meras farsas,
As horas da esperança? São esparsas...
MARCOS LOURES
VIVER SEM POESIA
Tentar ser mais feliz sem sofrimento,
Andar por essas ruas sem temer
Viver a liberdade solto, ao vento,
Não se entregar jamais e no amor crer.
Vencer todas quimeras dessa vida
Trazendo na garganta um belo canto.
Saber que nunca estás só e perdida,
Tirar destas tristezas, seu encanto...
Constróis felicidade a cada dia.
Não tema mais a dor duma saudade.
Aprenda que viver é poesia
Soltando nosso grito na cidade.
Pois amar é bem mais que ser incrível
É crer neste sonhar mesmo impossível.
MARCOS LOURES
Andar por essas ruas sem temer
Viver a liberdade solto, ao vento,
Não se entregar jamais e no amor crer.
Vencer todas quimeras dessa vida
Trazendo na garganta um belo canto.
Saber que nunca estás só e perdida,
Tirar destas tristezas, seu encanto...
Constróis felicidade a cada dia.
Não tema mais a dor duma saudade.
Aprenda que viver é poesia
Soltando nosso grito na cidade.
Pois amar é bem mais que ser incrível
É crer neste sonhar mesmo impossível.
MARCOS LOURES
O NOSSO CASO
Nosso caso de amor que começou
Numa bela manhã ensolarada,
Feito duma lembrança que restou
Daquela nossa triste madrugada...
Nós tínhamos amado tanto tempo
Pessoas que não viam nosso amor.
Envoltos em tamanho contratempo
Na busca de viver sem mais temor.
Os mares que sonhamos, tão distantes,
Nos rios, nas cascatas, nas procelas...
Caminhos que passamos, inconstantes,
Nas noites mais escuras, sequer velas...
Agora já vivemos sem ocaso,
Em pleno e doce amor, o nosso caso...
MARCOS LOURES
Numa bela manhã ensolarada,
Feito duma lembrança que restou
Daquela nossa triste madrugada...
Nós tínhamos amado tanto tempo
Pessoas que não viam nosso amor.
Envoltos em tamanho contratempo
Na busca de viver sem mais temor.
Os mares que sonhamos, tão distantes,
Nos rios, nas cascatas, nas procelas...
Caminhos que passamos, inconstantes,
Nas noites mais escuras, sequer velas...
Agora já vivemos sem ocaso,
Em pleno e doce amor, o nosso caso...
MARCOS LOURES
AMAR. O MESMO BEM
Amar é se saber pobre refém
Ao mesmo tempo algoz e vil carrasco,
Amar é perseguir o mesmo bem
Que leva e que nos salva do penhasco.
Amar é conseguir o nada feito
Depois sair sorrindo, sem saber
Que tudo neste mundo contrafeito
Por vezes nos ajuda e faz viver...
Amar é não querer a liberdade
Embora nos dê asas p’ra voar.
Amar é se esquecer de ter saudade
Depois a vida inteira quer chorar...
Amar é nossa força que resiste,
Embora todo amar, seja bem triste...
MARCOS LOURES
Ao mesmo tempo algoz e vil carrasco,
Amar é perseguir o mesmo bem
Que leva e que nos salva do penhasco.
Amar é conseguir o nada feito
Depois sair sorrindo, sem saber
Que tudo neste mundo contrafeito
Por vezes nos ajuda e faz viver...
Amar é não querer a liberdade
Embora nos dê asas p’ra voar.
Amar é se esquecer de ter saudade
Depois a vida inteira quer chorar...
Amar é nossa força que resiste,
Embora todo amar, seja bem triste...
MARCOS LOURES
SUAVEMENTE
Fale suavemente, meu amor...
Tua voz acalmando meu lamento,
Esqueço do tormento e do temor
Quando ouço teu canto me apascento.
Lembro dos nossos sonhos pueris,
Vivendo nosso amor a cada dia.
E sendo, simplesmente, mais feliz.
Trazendo todo encanto e poesia...
Amada, quanto quero teu sorriso,
Andando por estradas mais floridas...
Teus passos me levando ao paraíso.
De mãos dadas, assim, as nossas vidas...
Amor que tanto brilha de repente,
Ouvindo tua voz, suavemente...
MARCOS LOURES
Tua voz acalmando meu lamento,
Esqueço do tormento e do temor
Quando ouço teu canto me apascento.
Lembro dos nossos sonhos pueris,
Vivendo nosso amor a cada dia.
E sendo, simplesmente, mais feliz.
Trazendo todo encanto e poesia...
Amada, quanto quero teu sorriso,
Andando por estradas mais floridas...
Teus passos me levando ao paraíso.
De mãos dadas, assim, as nossas vidas...
Amor que tanto brilha de repente,
Ouvindo tua voz, suavemente...
MARCOS LOURES
PERIGO
Não mais vou conhecer uma saudade
Prometo que te quero mas não vou
Deixar que se perca a claridade
Em tudo que sem medo, me restou...
Vivendo no que sempre quis viver,
Nos ares que pretendo mergulhar
Os olhos de quem sonho posso ver
Na lua que desmaia em manso mar...
Amor que na verdade, me salvara
De quantas ilusões que já perdi.
Acordo sem saber como se pára
O trem que, das saudades, anda aqui.
Amada, como é bom viver contigo,
Embora tanto amor, corra perigo...
MARCOS LOURES
Prometo que te quero mas não vou
Deixar que se perca a claridade
Em tudo que sem medo, me restou...
Vivendo no que sempre quis viver,
Nos ares que pretendo mergulhar
Os olhos de quem sonho posso ver
Na lua que desmaia em manso mar...
Amor que na verdade, me salvara
De quantas ilusões que já perdi.
Acordo sem saber como se pára
O trem que, das saudades, anda aqui.
Amada, como é bom viver contigo,
Embora tanto amor, corra perigo...
MARCOS LOURES
AMOR QUE ME TORTURA
Transbordo nesse amor que me tortura
Embora na tortura é que me salvo.
Jamais esquecerei tanta ternura
Da vida, meu divino e fatal alvo.
Amar é ser feliz em largo gole,
Depois embriaguez vira saudade.
É faca que em teus beijos, já se amole,
E corta mais sutil tranquilidade.
Amar é perceber o gosto amargo
E ter tanto prazer nesse amargor.
O peito lacrimoso que eu embargo
Repete mansamente o meu amor...
Não quero ser talvez o teu fastio,
Apenas te viver em pleno cio!
MARCOS LOURES
Embora na tortura é que me salvo.
Jamais esquecerei tanta ternura
Da vida, meu divino e fatal alvo.
Amar é ser feliz em largo gole,
Depois embriaguez vira saudade.
É faca que em teus beijos, já se amole,
E corta mais sutil tranquilidade.
Amar é perceber o gosto amargo
E ter tanto prazer nesse amargor.
O peito lacrimoso que eu embargo
Repete mansamente o meu amor...
Não quero ser talvez o teu fastio,
Apenas te viver em pleno cio!
MARCOS LOURES
MUITAS VEZES
Amamos tantas vezes nessa vida!
Por certo muitas vezes sem saber
Que por mais que conheçamos despedida
Amor a cada dia, faz crescer...
Recebo teus sorrisos como um canto
Que em plena tempestade nos acalma,
De tanto que te quero, meu encanto
Penetra calmamente, sedando alma...
Amiga, não me deixes ser cruel
Com quem não merecia meu carinho.
Permita que te traga o mesmo céu
Que sempre me deixou bem mais sozinho...
Receba o meu afeto mais sereno,
Que salva em amizade, do veneno...
MARCOS LOURE
Por certo muitas vezes sem saber
Que por mais que conheçamos despedida
Amor a cada dia, faz crescer...
Recebo teus sorrisos como um canto
Que em plena tempestade nos acalma,
De tanto que te quero, meu encanto
Penetra calmamente, sedando alma...
Amiga, não me deixes ser cruel
Com quem não merecia meu carinho.
Permita que te traga o mesmo céu
Que sempre me deixou bem mais sozinho...
Receba o meu afeto mais sereno,
Que salva em amizade, do veneno...
MARCOS LOURE
CARRASCO
Iremos nos amar de madrugada
As bocas percorrendo tantas sendas...
Searas que descubro em minha amada,
Aberto o coração, vislumbro tendas...
E sinto no teu corpo, meu desejo...
Nos mares que navego, cada porto,
Receba meu carinho, manso beijo.
De tudo que pensei ‘stivesse morto..
Amar é conhecer que o infinito
Limita o sentimento que nos une,
Amor tanto sublime quão bonito,
Ao mesmo tempo cura e já nos pune...
Quem dera se eu morresse neste instante,
Em que sou seu carrasco e seu amante...
MARCOS LOURES
As bocas percorrendo tantas sendas...
Searas que descubro em minha amada,
Aberto o coração, vislumbro tendas...
E sinto no teu corpo, meu desejo...
Nos mares que navego, cada porto,
Receba meu carinho, manso beijo.
De tudo que pensei ‘stivesse morto..
Amar é conhecer que o infinito
Limita o sentimento que nos une,
Amor tanto sublime quão bonito,
Ao mesmo tempo cura e já nos pune...
Quem dera se eu morresse neste instante,
Em que sou seu carrasco e seu amante...
MARCOS LOURES
NÃO ME OPUS
Somando quando assoma este universo,
Presume e me resume noutro tenso
Vagando sem vacância tão intenso,
Seguindo cada passo, sou disperso,
Meu prazo se desfaz em todo verso,
E nada do que possa sendo extenso,
Meu manto sem destino, e denso,
Percebo o quanto quase foi perverso.
Vazios ocos dias dizem erros
E sinto em mãos, meus olhos desterros
Que tantas vezes fosse alguma luz,
A marca desejada nada traz,
E o peso de uma vida tão mordaz,
E quando poderia, não me opus...
MARCOS LOURES
Presume e me resume noutro tenso
Vagando sem vacância tão intenso,
Seguindo cada passo, sou disperso,
Meu prazo se desfaz em todo verso,
E nada do que possa sendo extenso,
Meu manto sem destino, e denso,
Percebo o quanto quase foi perverso.
Vazios ocos dias dizem erros
E sinto em mãos, meus olhos desterros
Que tantas vezes fosse alguma luz,
A marca desejada nada traz,
E o peso de uma vida tão mordaz,
E quando poderia, não me opus...
MARCOS LOURES
AMIGO
De quanto que já tive e já perdi,
Dos olhos esquecidos noutras luas...
Se venço meu cansaço, estou aqui,
Caminho sem temer por tuas ruas.
Estrela que brilhou por tantos anos,
Nos céus que imaginara fossem meus;
Recebo destas noites, seus enganos,
Sentindo nos teus versos que há um Deus...
Poeta que me encanta com palavras
É bom ser teu amigo, saiba disso...
Aos poucos me dominam tuas lavras,
E vivo em teu encanto e no teu viço.
Poeta que ilumina eu já te digo
Ah! Como é bom poder ser teu amigo!
MARCOS LOURES
Dos olhos esquecidos noutras luas...
Se venço meu cansaço, estou aqui,
Caminho sem temer por tuas ruas.
Estrela que brilhou por tantos anos,
Nos céus que imaginara fossem meus;
Recebo destas noites, seus enganos,
Sentindo nos teus versos que há um Deus...
Poeta que me encanta com palavras
É bom ser teu amigo, saiba disso...
Aos poucos me dominam tuas lavras,
E vivo em teu encanto e no teu viço.
Poeta que ilumina eu já te digo
Ah! Como é bom poder ser teu amigo!
MARCOS LOURES
IMENSO ABISMO
Imensa solidão, percebo abismo,
E vejo para sempre o quanto havia,
Deixando sem sentido o novo dia,
Vagando sem destino, assim eu cismo.
Recebo do cenário outra falácia,
Um verme desejando alguma luz,
O tempo noutro engodo reproduz,
E a vida desenhando com audácia.
Jamais me imaginasse o quanto reste,
Uma alma se calada, sem os véus,
Os dias; dita a calma, e busco aos céus,
O todo que quisera e não vieste.
Mas sinto o quanto vejo escuridão,
De tanto que eu queria, o mesmo não...
MARCOS LOURES
E vejo para sempre o quanto havia,
Deixando sem sentido o novo dia,
Vagando sem destino, assim eu cismo.
Recebo do cenário outra falácia,
Um verme desejando alguma luz,
O tempo noutro engodo reproduz,
E a vida desenhando com audácia.
Jamais me imaginasse o quanto reste,
Uma alma se calada, sem os véus,
Os dias; dita a calma, e busco aos céus,
O todo que quisera e não vieste.
Mas sinto o quanto vejo escuridão,
De tanto que eu queria, o mesmo não...
MARCOS LOURES
SEM RÉDEAS
Abandonado ao barco me perdendo,
Sem rédeas minha vida segue aquém
Do tanto que pudera ser e vem,
Depois deveras tenha qual adendo,
Despida solidão, gerando este desdém,
O tempo noutro engano, percebendo,
Marcando com terrores, recebendo,
O todo na verdade sou ninguém.
E assim, meus dias são diversas cruzes,
Aonde se perdera sem as luzes,
Refletores ditando outro momento,
De tantas tempestades, nada resta,
Olvido uma esperança, jus funesta...
MARCOS LOURES
Sem rédeas minha vida segue aquém
Do tanto que pudera ser e vem,
Depois deveras tenha qual adendo,
Despida solidão, gerando este desdém,
O tempo noutro engano, percebendo,
Marcando com terrores, recebendo,
O todo na verdade sou ninguém.
E assim, meus dias são diversas cruzes,
Aonde se perdera sem as luzes,
Refletores ditando outro momento,
De tantas tempestades, nada resta,
Olvido uma esperança, jus funesta...
MARCOS LOURES
FELICIDADE
Nas ondas em que trago esse meu barco
Esqueço que jamais eu naufraguei
De tudo que sonhei, restando um parco
Sentimento do tempo em que te amei.
Vivendo sem temer tantas mazelas
Que a vida, com certeza, me deixou...
Nas noites em que amores me revelas,
De tudo que passei, nada restou.
Agora que meus mares não conheço
Recebo teu carinho, tempestade...
Mereça ou não mereça o teu apreço,
Espero te encontrar, felicidade!
Agora que me sinto mais em paz,
Percebo que atraquei um manso cais....
MARCOS LOURES
Esqueço que jamais eu naufraguei
De tudo que sonhei, restando um parco
Sentimento do tempo em que te amei.
Vivendo sem temer tantas mazelas
Que a vida, com certeza, me deixou...
Nas noites em que amores me revelas,
De tudo que passei, nada restou.
Agora que meus mares não conheço
Recebo teu carinho, tempestade...
Mereça ou não mereça o teu apreço,
Espero te encontrar, felicidade!
Agora que me sinto mais em paz,
Percebo que atraquei um manso cais....
MARCOS LOURES
NADA MAIS TE TRAGA
Espero que tu tenhas um bom dia
Assim como um bom dia também quero.
Que seja um dia pleno de alegria
Assim como o meu, também, espero...
Que a vida te sorria e não deboche,
Que os rios que percorres sejam mansos.
Amor não seja só um simples broche
Que te barco aporte nos remansos...
Que nada mais te traga sofrimento
E a vida te inundando de esperanças.
Que o fogo da saudade e do tormento
Não trague tua vida nas lembranças...
Que o sol que te sorria não te queime.
Persevere no amor. Ah! Nisso teime!
MARCOS LOURES
Assim como um bom dia também quero.
Que seja um dia pleno de alegria
Assim como o meu, também, espero...
Que a vida te sorria e não deboche,
Que os rios que percorres sejam mansos.
Amor não seja só um simples broche
Que te barco aporte nos remansos...
Que nada mais te traga sofrimento
E a vida te inundando de esperanças.
Que o fogo da saudade e do tormento
Não trague tua vida nas lembranças...
Que o sol que te sorria não te queime.
Persevere no amor. Ah! Nisso teime!
MARCOS LOURES
DELÍRIOS, ILUSÕES
Toma-me; em delírios, ilusões,
Ousando perceber nova incerteza,
E sinto na verdade outra beleza,
Deixando para trás, trem e vagões,
A fútil caminhada, os corações,
O peso de uma vida com tristeza,
A sorte se desenha, em correnteza,
Os ventos me trazendo em explosões.
Os meus braços cansados, mesmo assim,
Vivendo por tentar o quanto enfim,
Paisagens refletidas do que tramas.
As horas se desnudam, vou sem rumo,
E tanto que; tentasse, eu nada assumo,
Nas sendas mais temíveis, estas chamas...
MARCOS LOURES
Ousando perceber nova incerteza,
E sinto na verdade outra beleza,
Deixando para trás, trem e vagões,
A fútil caminhada, os corações,
O peso de uma vida com tristeza,
A sorte se desenha, em correnteza,
Os ventos me trazendo em explosões.
Os meus braços cansados, mesmo assim,
Vivendo por tentar o quanto enfim,
Paisagens refletidas do que tramas.
As horas se desnudam, vou sem rumo,
E tanto que; tentasse, eu nada assumo,
Nas sendas mais temíveis, estas chamas...
MARCOS LOURES
NOITE ETERNA
Na noite eterna sinto doces olhos
Tocassem cada instante que pudesse,
Além do que tramasse ou mesmo estresse
Gerasse cada engano, tais abrolhos,
Viceja dentro da alma que em teus braços,
Vencendo as tempestades mais atrozes,
Desvenda; as farsas tão terríveis fozes,
Tocando em sentimentos, os meus laços.
A vida se fizera aos poucos planos,
E nada mais sincera a senda dita,
A parte que me corta, tão bendita,
Os erros noutros versos, desenganos.
Meu cetro sem ter reino, nada sobra,
Enquanto a própria sina me recobra.
MARCOS LOURES
Tocassem cada instante que pudesse,
Além do que tramasse ou mesmo estresse
Gerasse cada engano, tais abrolhos,
Viceja dentro da alma que em teus braços,
Vencendo as tempestades mais atrozes,
Desvenda; as farsas tão terríveis fozes,
Tocando em sentimentos, os meus laços.
A vida se fizera aos poucos planos,
E nada mais sincera a senda dita,
A parte que me corta, tão bendita,
Os erros noutros versos, desenganos.
Meu cetro sem ter reino, nada sobra,
Enquanto a própria sina me recobra.
MARCOS LOURES
NOSSOS RUMOS
Saiba que nossos rumos se tocaram
Num instante difícil para mim.
Decerto que eles quando se encontraram
Mudaram tudo que eu pensara enfim.
Vinha de tantas dores e promessas
Caminhando sem saber onde chegar...
Guardava nas lembranças, às avessas,
A vontade risonha de sonhar...
Os nossos desesperos eram tantos
Que nada mais havia por fazer...
Buscava nesta vida, seus encantos,
Só tinha uma ilusão nesse meu ser...
Agora que encontrei não vou perder...
Pois só nos resta então, amor, viver!
MARCOS LOURES
Num instante difícil para mim.
Decerto que eles quando se encontraram
Mudaram tudo que eu pensara enfim.
Vinha de tantas dores e promessas
Caminhando sem saber onde chegar...
Guardava nas lembranças, às avessas,
A vontade risonha de sonhar...
Os nossos desesperos eram tantos
Que nada mais havia por fazer...
Buscava nesta vida, seus encantos,
Só tinha uma ilusão nesse meu ser...
Agora que encontrei não vou perder...
Pois só nos resta então, amor, viver!
MARCOS LOURES
TEU NOME
Amor, suavidade diz teu nome.
Vencemos as batalhas complicadas
Porém, o que nos resta já se some
Em meio a tão distantes alvoradas...
Aurora das promessas nunca veio,
Apenas essas nuvens e a saudade...
Amiga, não permita que o receio
Acabe duma vez com claridade...
Navegávamos mares tão distantes
Procurando somente pela paz.
As ondas sempre foram inconstantes
Agora sem amor, tanto me faz...
Eu quero simplesmente ser feliz.
Doce amor, o que faço? Então, me diz...
MARCOS LOURES
Vencemos as batalhas complicadas
Porém, o que nos resta já se some
Em meio a tão distantes alvoradas...
Aurora das promessas nunca veio,
Apenas essas nuvens e a saudade...
Amiga, não permita que o receio
Acabe duma vez com claridade...
Navegávamos mares tão distantes
Procurando somente pela paz.
As ondas sempre foram inconstantes
Agora sem amor, tanto me faz...
Eu quero simplesmente ser feliz.
Doce amor, o que faço? Então, me diz...
MARCOS LOURES
CALABOUÇO
Trazendo às bruxas onde tantas farsas
Tramando com a morte de quem tanto
Vagasse pela sorte em desencanto,
Outros caminhos, velhos os comparsas,
As horas mais suaves são esparsas,
E o beco da esperança, gera o pranto,
Do sangue da inocência, cobre em manto,
Seguindo após a queda, disfarças...
Deixando o que futuro se mostrara,
Na carne apodrecida, cada escara,
E o verme ou imbecil, traz vera infame,
E jardins canibais, vômitos ouço,
E tantos são comuns, outro reclame,
Matando quem possa, um calabouço...
MARCOS LOURES
EU PEÇO A DEUS!
Eu peço tanto a Deus que me ilumine
E deixe que eu prossiga minha luta
Nascida desse amor que sei sublime
E nega por si só a força bruta...
Eu peço tanto a Deus que me dê paz,
Para que eu possa crer no ser humano.
Que eu seja, nessa vida, forte, audaz,
Pretendendo evitar um ledo engano...
Eu peço tanto a Deus por liberdade
Que o povo mais sofrido, possa ter,
O sonho de viver felicidade
E tenha, todo dia o que comer...
Embora tanto tempo mais ateus
Nas preces que dedico, eu peço a Deus!
MARCOS LOURES
E deixe que eu prossiga minha luta
Nascida desse amor que sei sublime
E nega por si só a força bruta...
Eu peço tanto a Deus que me dê paz,
Para que eu possa crer no ser humano.
Que eu seja, nessa vida, forte, audaz,
Pretendendo evitar um ledo engano...
Eu peço tanto a Deus por liberdade
Que o povo mais sofrido, possa ter,
O sonho de viver felicidade
E tenha, todo dia o que comer...
Embora tanto tempo mais ateus
Nas preces que dedico, eu peço a Deus!
MARCOS LOURES
VIESTE
Vieste percebendo a cada dia
O verso sem sentido, ou mesmo a senda
E o tempo na verdade tal contenda
Pudesse traduzir o quanto havia
Meu mundo noutro instante não teria,
Jamais se percebesse o todo e entenda
Bebendo deste sangue, o que me estenda,
A farpa penetrando, me traria...
A força dominando o frágil, dita.
Trazendo em minhas mãos, pepita
Gerada pela sorte de quem mata.
Assim se faz deveras, deuses vêm,
E o tempo que pudera se arremata,
A cena que se acena, volta aquém...
MARCOS LOURES
O verso sem sentido, ou mesmo a senda
E o tempo na verdade tal contenda
Pudesse traduzir o quanto havia
Meu mundo noutro instante não teria,
Jamais se percebesse o todo e entenda
Bebendo deste sangue, o que me estenda,
A farpa penetrando, me traria...
A força dominando o frágil, dita.
Trazendo em minhas mãos, pepita
Gerada pela sorte de quem mata.
Assim se faz deveras, deuses vêm,
E o tempo que pudera se arremata,
A cena que se acena, volta aquém...
MARCOS LOURES
ALGOZ E FLOR
Ilustre amor que leva toda a glória
De ser, por certo, algoz e ser remédio.
Paisagem se desbota na memória
Não deixa mais romper o velho tédio...
De tantos esquecidos nas gavetas
Também nosso contrato não vingou.
Passado que vivemos não remetas
Pois saiba que carinho não restou.
Amada sem amor um só fiasco,
Dos campos e batalhas, teus troféus,
Saltando dos amores, em penhascos,
Despencam nossos sonhos lá dos céus.
A glória de viver tão louco amor
Por certo despetala a mansa flor!
MARCOS LOURES
De ser, por certo, algoz e ser remédio.
Paisagem se desbota na memória
Não deixa mais romper o velho tédio...
De tantos esquecidos nas gavetas
Também nosso contrato não vingou.
Passado que vivemos não remetas
Pois saiba que carinho não restou.
Amada sem amor um só fiasco,
Dos campos e batalhas, teus troféus,
Saltando dos amores, em penhascos,
Despencam nossos sonhos lá dos céus.
A glória de viver tão louco amor
Por certo despetala a mansa flor!
MARCOS LOURES
LEMBRANÇAS
Lembranças desta glória que vivemos,
Em mantos que emprestamos ao veneno.
Sentindo que d’amores que sofremos,
A noite nos invade em seu sereno.
O frio que comanda não resfria
O peito que abrasado, não se cansa.
De tanto que escutei a melodia,
Depois de tanto tempo, amor já dança.
Não deixe que me entregue mais contente
Pois saiba que ironia tem seu preço.
O mundo se desanca, num repente
E amor vai se mudando de endereço.
Quem logra seu passado com mentiras,
Ao pântano das dores já me atiras...
MARCOS LOURES
Em mantos que emprestamos ao veneno.
Sentindo que d’amores que sofremos,
A noite nos invade em seu sereno.
O frio que comanda não resfria
O peito que abrasado, não se cansa.
De tanto que escutei a melodia,
Depois de tanto tempo, amor já dança.
Não deixe que me entregue mais contente
Pois saiba que ironia tem seu preço.
O mundo se desanca, num repente
E amor vai se mudando de endereço.
Quem logra seu passado com mentiras,
Ao pântano das dores já me atiras...
MARCOS LOURES
MINHAS FLORES
Quando partiste além ao fim do tanto,
Regando minhas flores, já murchadas,
Da terra que puderam desenhadas,
O todo no final, gerara encanto,
E sinto quantas vezes, qualquer canto,
As horas de perderam, destroçadas,
E as farsas desejadas, são estradas,
Mortalha desencanto, mero pranto.
E quando me percebo, velha ardência,
O tanto que pudera consciência
Moldando o que tivera em meu canteiro,
E o velho caminhante, este andarilho,
Vestígios, perco o rumo, morro trilho,
O todo na verdade nunca inteiro...
MARCOS LOURES
Regando minhas flores, já murchadas,
Da terra que puderam desenhadas,
O todo no final, gerara encanto,
E sinto quantas vezes, qualquer canto,
As horas de perderam, destroçadas,
E as farsas desejadas, são estradas,
Mortalha desencanto, mero pranto.
E quando me percebo, velha ardência,
O tanto que pudera consciência
Moldando o que tivera em meu canteiro,
E o velho caminhante, este andarilho,
Vestígios, perco o rumo, morro trilho,
O todo na verdade nunca inteiro...
MARCOS LOURES
ABISMOS
Nas águas mais profundas da saudade
Abismos e penhascos são meu mote.
Recebo sem temer intensidade
De todas essas dores todo o lote.
Amando ser amado por quem amo
Amargo a solidão se tu não vens.
Depois de tantas lutas que reclamo,
Aguardo sem rancores nossos bens.
Achego meu amor ao teu amor
E vindo de teu corpo tal clarão,
Vencido pelos ventos, tal valor
Que vale todo inverno em meu verão.
Verás que nada mais vale essa vida
Nos vales da saudade, vã, perdida...
MARCOS LOURES
Abismos e penhascos são meu mote.
Recebo sem temer intensidade
De todas essas dores todo o lote.
Amando ser amado por quem amo
Amargo a solidão se tu não vens.
Depois de tantas lutas que reclamo,
Aguardo sem rancores nossos bens.
Achego meu amor ao teu amor
E vindo de teu corpo tal clarão,
Vencido pelos ventos, tal valor
Que vale todo inverno em meu verão.
Verás que nada mais vale essa vida
Nos vales da saudade, vã, perdida...
MARCOS LOURES
GENTIS DESEJOS
Gentis desejos trago quão mereça,
Quem vaga sobre estradas sem descanso,
E quando noutro passo, sempre avanço,
A trama se perdendo em cada peça;
E vejo destroçando o quanto bebo,
Tomando noutro instante a sorte espúria,
E tanto que pudera a velha fúria
Meu gozo se mostrasse qual placebo,
E restos dos meus vagos desenganos,
Os olhos da pantera se apresenta,
E o tempo noutro engodo me apascenta,
Deixando sem sentido os velhos planos.
Desemboco na foz que nunca traz,
O olhar suave me mostrando, audaz...
MARCOS LOURES
Quem vaga sobre estradas sem descanso,
E quando noutro passo, sempre avanço,
A trama se perdendo em cada peça;
E vejo destroçando o quanto bebo,
Tomando noutro instante a sorte espúria,
E tanto que pudera a velha fúria
Meu gozo se mostrasse qual placebo,
E restos dos meus vagos desenganos,
Os olhos da pantera se apresenta,
E o tempo noutro engodo me apascenta,
Deixando sem sentido os velhos planos.
Desemboco na foz que nunca traz,
O olhar suave me mostrando, audaz...
MARCOS LOURES
RESQUÍCIOS
Nascerão nem sequer quem possa ter,
Resquícios de outros dias que não veio,
E quando na verdade, mais receio,
E bebo neste instante o nada haver.
Nos vórtices da vida que pudera,
Tramar tantas loucuras, são comuns,
Meus olhos tantas vezes, ditam uns,
E vago sem destino, e nada espera,
Recolhe-me presumo ao que não possa,
E vivo dos meus erros, agradeço,
E tanto que se saiba, outro endereço,
Sobrando talvez mesmo, a velha fossa.
Marcando em tatuagem, cada esgoto,
O meu olhar se molda, velho e roto...
MARCOS LOURES
Resquícios de outros dias que não veio,
E quando na verdade, mais receio,
E bebo neste instante o nada haver.
Nos vórtices da vida que pudera,
Tramar tantas loucuras, são comuns,
Meus olhos tantas vezes, ditam uns,
E vago sem destino, e nada espera,
Recolhe-me presumo ao que não possa,
E vivo dos meus erros, agradeço,
E tanto que se saiba, outro endereço,
Sobrando talvez mesmo, a velha fossa.
Marcando em tatuagem, cada esgoto,
O meu olhar se molda, velho e roto...
MARCOS LOURES
TUA FARDA - E FACA
Velhas árvores moldam noutro encanto,
Grassando as alegrias, que não tenho,
Desiguais cenários; não contenho,
Correndo sem sentido, o tolo pranto,
E quando me mostrando, e sempre canto,
Olhando meus anseios, sempre venho,
Fazendo do que possa meu empenho,
Jogado sem descanso, ou mero tanto.
Refaço com meus erros nova voz,
E tento desvendar e nada havia,
Numa esperança, vai vazia,
Afã de uma batalha sempre após,
A tua farda faca, afaga em vão,
O fuzil gritando, em expressão...
MARCOS LOURES
Grassando as alegrias, que não tenho,
Desiguais cenários; não contenho,
Correndo sem sentido, o tolo pranto,
E quando me mostrando, e sempre canto,
Olhando meus anseios, sempre venho,
Fazendo do que possa meu empenho,
Jogado sem descanso, ou mero tanto.
Refaço com meus erros nova voz,
E tento desvendar e nada havia,
Numa esperança, vai vazia,
Afã de uma batalha sempre após,
A tua farda faca, afaga em vão,
O fuzil gritando, em expressão...
MARCOS LOURES
SONHO
Sonho que, soberano e tão suave
Durando minha vida não refaço.
Espero que vagueie minha nave
Em toda imensidão do teu espaço.
Na grota das esperas sem futuro,
Revivo cada gota do perdão
Que parco, sem saber, saltando o muro,
Desaba e já desanca o coração.
Mostrando os velhos dentes que não mordem,
A corda que prendia, se arrebenta...
As garras que me cravas não mais ardem,
Apenas nossas mágoas, água benta.
Eu vejo teu sorriso mais ditoso
Nas horas que vivemos franco gozo...
MARCOS LOURES
Durando minha vida não refaço.
Espero que vagueie minha nave
Em toda imensidão do teu espaço.
Na grota das esperas sem futuro,
Revivo cada gota do perdão
Que parco, sem saber, saltando o muro,
Desaba e já desanca o coração.
Mostrando os velhos dentes que não mordem,
A corda que prendia, se arrebenta...
As garras que me cravas não mais ardem,
Apenas nossas mágoas, água benta.
Eu vejo teu sorriso mais ditoso
Nas horas que vivemos franco gozo...
MARCOS LOURES
ALGEMAS
Todo contentamento também passa
Embora não saibamos bem por que,
A noite que se vai já não me abraça
Procuro a poesia mas cadê?
Vencido pelas dores da alegria
Que mentem mas não deixam de chegar.
Transportam nestas asas novo dia,
Em vôos prometidos ao luar...
Amor em ser cruel também acalma,
Permite tantas lutas e cautelas...
Querendo conquistar uma triste alma
Mentindo transformando belas telas.
As celas que me prendem aos teus braços,
Estão nestas algemas dos espaços...
MARCOS LOURES
Embora não saibamos bem por que,
A noite que se vai já não me abraça
Procuro a poesia mas cadê?
Vencido pelas dores da alegria
Que mentem mas não deixam de chegar.
Transportam nestas asas novo dia,
Em vôos prometidos ao luar...
Amor em ser cruel também acalma,
Permite tantas lutas e cautelas...
Querendo conquistar uma triste alma
Mentindo transformando belas telas.
As celas que me prendem aos teus braços,
Estão nestas algemas dos espaços...
MARCOS LOURES
TOLO INTENTO
Não valha a pena e mesmo quero ter,
Sentidos entre luzes, novo manto,
O todo se transforma e vou encanto,
Querendo quem pudera conceber,
A lida não consiste noutra espreita,
E rasga com meus olhos, os vestígios,
Da vida sem sentido, os litígios,
A porta na verdade, sempre estreita;
Perder-te e nada mais se faça em luz,
Anoitecendo a vida sem proveito,
E quanto se permite, não aceito,
O tempo; noutro engodo, reproduz.
Assisto em camarote a queda e tento,
Meu mundo noutro impasse, tolo intento..
MARCOS LOURES
PUDESSE A VIDA
De tanto quanto amor pudesse a vida,
Servindo por tentar outro desejo,
E quando poderia, nada almejo,
A xepa da esperança vaga lida.
Destroços entre engodos, querida
Farsante companheira, num lampejo,
O medo se transforma embora em pejo,
E a trama nos trazendo, sempre acida.
Consentes com teus olhos vagos dias,
E posso até viver em desencanto,
Vestindo meu sonhar, ainda canto,
As noites tão deveras, seguem frias,
Reparto cada passo outro segundo,
Em mortes, tantos gozos, eu me inundo...
MARCOS LOURES
Servindo por tentar outro desejo,
E quando poderia, nada almejo,
A xepa da esperança vaga lida.
Destroços entre engodos, querida
Farsante companheira, num lampejo,
O medo se transforma embora em pejo,
E a trama nos trazendo, sempre acida.
Consentes com teus olhos vagos dias,
E posso até viver em desencanto,
Vestindo meu sonhar, ainda canto,
As noites tão deveras, seguem frias,
Reparto cada passo outro segundo,
Em mortes, tantos gozos, eu me inundo...
MARCOS LOURES
GRAÇAS A DEUS
Dançando entre delírios segue a rua,
Embora saiba bem que nada mude,
A vida se secando, meu açude,
A luta se desmancha, e morta a lua.
O luto na verdade, continua,
O todo se transforma, e sei que é rude,
E mesmo quando possa se transmude,
A massa sem defesas, já recua.
E as mãos da burguesia ditam farsas.
E tantos os vazio, são comparsas,
Segredos de quem ri, temendo a fome.
E o bêbado nas ruas segue em passo,
Vibrando, com loucura, e segue em traço.
Ao menos noutros restos; vai e come.
MARCOS LOURES
MEUS TRAPOS
Por tantas vezes queira ser além
Da face mais obscura, ser cruel,
Vencido a cada engano, a vida em fel,
E nada me traria, o meu ninguém,
Refaça a historia e nunca vem,
Vestígios, onde queira em mel,
A luta se presume, vou ao léu,
Enquanto me quisera ser aquém.
Mas posso acreditar? Nada permite,
O passo se traduz algum limite
Sobras dos meus erros, são farrapos,
E beijo em teu veneno, carne morta,
Ao longe a sina dita; e tudo corta,
Meus mundos são deveras, meus trapos.
MARCOS LOURES
Da face mais obscura, ser cruel,
Vencido a cada engano, a vida em fel,
E nada me traria, o meu ninguém,
Refaça a historia e nunca vem,
Vestígios, onde queira em mel,
A luta se presume, vou ao léu,
Enquanto me quisera ser aquém.
Mas posso acreditar? Nada permite,
O passo se traduz algum limite
Sobras dos meus erros, são farrapos,
E beijo em teu veneno, carne morta,
Ao longe a sina dita; e tudo corta,
Meus mundos são deveras, meus trapos.
MARCOS LOURES
CRUEL CAMINHO
Cruel caminho segue ao quanto tento,
Vencendo os meus anseios, nada havia,
E quando noutro instante o mesmo dia,
Pousasse no vazio em meu intento,
A noite me trazendo em lua e vento,
Repare cada instante e não teria,
Viceja dentro da alma, onde se havia,
O peso se perdendo e nada atento.
O resto dos meus sonhos são errantes,
Cansada desta vida sem sentido,
O todo que pudera já perdido,
Os olhos embotados, sonhos antes,
Respiro sem saber quanto pudera,
Tramar no teu olhar, a doce fera...
MARCOS LOURES
Vencendo os meus anseios, nada havia,
E quando noutro instante o mesmo dia,
Pousasse no vazio em meu intento,
A noite me trazendo em lua e vento,
Repare cada instante e não teria,
Viceja dentro da alma, onde se havia,
O peso se perdendo e nada atento.
O resto dos meus sonhos são errantes,
Cansada desta vida sem sentido,
O todo que pudera já perdido,
Os olhos embotados, sonhos antes,
Respiro sem saber quanto pudera,
Tramar no teu olhar, a doce fera...
MARCOS LOURES
O TEMPO EM NADA
Muita vez aborrecendo o tempo em nada,
Tramando entre momentos mais sutis,
Em quantas vezes, poderia ser feliz,
Jogado pela sorte, destroçada.
Batalha a cada instante desolada,
A fonte já secara e tanto quis,
Vivendo sem sentido, traz matiz,
E a longa solidão, aquém, tomada.
Magoando o sentimento nada vinha,
Por vezes tantos erros, vida minha,
Nas levas das vazias ilusões,
Espreitas noutros ermos sigo só,
Negar aonde o tempo volta ao pó.
Abrange o quanto ditam emoções...
MARCOS LOURES
Tramando entre momentos mais sutis,
Em quantas vezes, poderia ser feliz,
Jogado pela sorte, destroçada.
Batalha a cada instante desolada,
A fonte já secara e tanto quis,
Vivendo sem sentido, traz matiz,
E a longa solidão, aquém, tomada.
Magoando o sentimento nada vinha,
Por vezes tantos erros, vida minha,
Nas levas das vazias ilusões,
Espreitas noutros ermos sigo só,
Negar aonde o tempo volta ao pó.
Abrange o quanto ditam emoções...
MARCOS LOURES
ADMIRÁVEL GADO
Acreditando sempre, o tolo busca,
Enquanto na verdade a fera toma,
E o mundo se traduz onde se doma,
E a vida se desnuda, sempre ofusca,
A luta inutilmente, sempre assim,
Cangalhas demarcando este futuro,
O frágil dominado, o solo duro,
E o quanto no cenário, vou ao fim.
O rei nunca percebe, é sempre o ledo.
E sinto desde sempre o fato recomeça.
Da festa que tivera, aquém na pressa,
No fundo desenhando outro segredo,
Aonde se quisera ser, já foi.
Tocando qual se fosse, o tosco boi...
MARCOS LOURES
CADA PASSO
A sombra adormecendo cada passo,
Trazendo meus delírios doces versos,
E tanto tempo percebendo mais diversos,
Caminhos que puderem nisto o traço.
Tocando tua pele; com, ternura,
Sentindo esta presença que domina,
A boca mais suave e desatina,
Enquanto minha luta, é tua cura.
Vibrando na loucura, e tal brandura,
Encontro diamantes, tua mina,
A deusa que pudera ser menina,
Uma alma delirando, vaga e pura.
Percebo sem sentidos, minha sorte,
O quanto desenhando, me conforte...
MARCOS LOURES
CADA PASSO
Seguindo cada passo, noutra senda,
Tristezas dominando o meu anseio,
E quando se perdera sem um veio,
A sorte caminhado, nunca estenda.
A lida se moldara, e nunca entenda,
A doce delicada a boca o seio,
E sempre desejando, qual esteio,
Deixando em nua deusa, a lua acenda.
Seguindo por cascatas, desafios,
As noites desejadas, ouço os rios,
Nas margens desta vida que oferece,
Vivendo a cada instante o tempo intenso,
O amor que tanto quero, o quanto imenso,
Em teias imaginas, amor tece.
MARCOS LOURES
Tristezas dominando o meu anseio,
E quando se perdera sem um veio,
A sorte caminhado, nunca estenda.
A lida se moldara, e nunca entenda,
A doce delicada a boca o seio,
E sempre desejando, qual esteio,
Deixando em nua deusa, a lua acenda.
Seguindo por cascatas, desafios,
As noites desejadas, ouço os rios,
Nas margens desta vida que oferece,
Vivendo a cada instante o tempo intenso,
O amor que tanto quero, o quanto imenso,
Em teias imaginas, amor tece.
MARCOS LOURES
TUA PRECE
Sequer soubesse a vida em gozo e luta,
Trazendo alguma sorte mais suave,
Um voo sem temores, qual uma ave,
Pudesse atravessar, enquanto escuta,
Por vezes nada aquém a liberdade,
Apenas um momento além na paz,
O sonho se moldando sempre audaz,
E quando se tramasse, sem grade,
Matando pouco a pouco, vejo o fim,
E quantas vezes; fujo e nada resta,
A porta me impedindo, a morte gesta,
Aonde tantas vezes, trago em mim,
Um último momento, trás confesse,
Quem sabe me ensinaste, tua prece?
MARCOS LOURES
Trazendo alguma sorte mais suave,
Um voo sem temores, qual uma ave,
Pudesse atravessar, enquanto escuta,
Por vezes nada aquém a liberdade,
Apenas um momento além na paz,
O sonho se moldando sempre audaz,
E quando se tramasse, sem grade,
Matando pouco a pouco, vejo o fim,
E quantas vezes; fujo e nada resta,
A porta me impedindo, a morte gesta,
Aonde tantas vezes, trago em mim,
Um último momento, trás confesse,
Quem sabe me ensinaste, tua prece?
MARCOS LOURES
ENVOLTO NA TERNURA
Amor caricatura tem futuro?
Pergunto se talvez nada virá
Olhar que penetrante traz escuro
Resiste e não me leva a Xangrilá;
Do riso que prometes ser jocoso,
O mar mal navegado perde porto,
Porém se navegar o pleno gozo,
Depois de tantas noites vou ser morto.
Morrer deste prazer que me ofertaste,
É quase que morrer em alegria.
Porém se teu prazer fizer-me traste,
A noite em tempestade cala o dia.
Não faça desse amor caricatura
Envolto em agonias da ternura...
MARCOS LOURES
Pergunto se talvez nada virá
Olhar que penetrante traz escuro
Resiste e não me leva a Xangrilá;
Do riso que prometes ser jocoso,
O mar mal navegado perde porto,
Porém se navegar o pleno gozo,
Depois de tantas noites vou ser morto.
Morrer deste prazer que me ofertaste,
É quase que morrer em alegria.
Porém se teu prazer fizer-me traste,
A noite em tempestade cala o dia.
Não faça desse amor caricatura
Envolto em agonias da ternura...
MARCOS LOURES
terça-feira, 3 de abril de 2018
AMADA
Beleza que traduz pré sentimento
E faz de sua dona a nova escrava.
Deveras do sofrer é bom tormento,
É vulcão que derrama tanta lava.
Não faça do que é belo teu porvir,
Verás que nada vem e sabes disso.
Portanto nada tenho a te pedir,
Nem quero converter em compromisso.
Amada se afagamos nosso egos,
Vivendo por demais sem ter motivo,
Prendemos a nossa alma em podres pregos,
Em sonho por demais, sem gozo, altivo...
Amar é ser feliz no paraíso,
Porém esqueça o lago, vê Narciso!
MARCOS LOURESA
E faz de sua dona a nova escrava.
Deveras do sofrer é bom tormento,
É vulcão que derrama tanta lava.
Não faça do que é belo teu porvir,
Verás que nada vem e sabes disso.
Portanto nada tenho a te pedir,
Nem quero converter em compromisso.
Amada se afagamos nosso egos,
Vivendo por demais sem ter motivo,
Prendemos a nossa alma em podres pregos,
Em sonho por demais, sem gozo, altivo...
Amar é ser feliz no paraíso,
Porém esqueça o lago, vê Narciso!
MARCOS LOURESA
AMANDO
Tantos dons repartidos pelas musas,
Permita que deus Eros me acumule.
As ninfas vão decerto mais confusas,
Amando quem quiser que se estimule.
Onan em desespero, sem amada
Amando sob estrelas não desperta
Morfeus que nessa noite diz mais nada
Embora em Afrodite, aceso alerta.
Depois desta loucura, uma bacante
Em plena redenção, Hermes se explana,
Procura por Minerva tal amante,
Encontra os belos seios de Diana.
Em meio a tantas deusas, meu porquê,
Encontro aqui do lado, e é você!
MARCOS LOURES
Permita que deus Eros me acumule.
As ninfas vão decerto mais confusas,
Amando quem quiser que se estimule.
Onan em desespero, sem amada
Amando sob estrelas não desperta
Morfeus que nessa noite diz mais nada
Embora em Afrodite, aceso alerta.
Depois desta loucura, uma bacante
Em plena redenção, Hermes se explana,
Procura por Minerva tal amante,
Encontra os belos seios de Diana.
Em meio a tantas deusas, meu porquê,
Encontro aqui do lado, e é você!
MARCOS LOURES
CADA GOTA
Aquele que somente se perder
Nas asas deste amor mais envolvente
Verá que encontrará no mesmo ser
A boca que mordendo, sangra e mente.
Não mais que certas coisas na lembrança
Guardei do que desprezo; me deixaste
O vento que trazia essa mudança,
Se avança rebentando uma fina haste.
Isento dos percursos da paixão
Escrevo meu futuro em teu passado.
Não presto mais a mínima atenção
Ao gosto que roubamos do pecado.
Sorvendo cada gota do teu gozo,
A mando deste amor tão desditoso...
MARCOS LOURES
Nas asas deste amor mais envolvente
Verá que encontrará no mesmo ser
A boca que mordendo, sangra e mente.
Não mais que certas coisas na lembrança
Guardei do que desprezo; me deixaste
O vento que trazia essa mudança,
Se avança rebentando uma fina haste.
Isento dos percursos da paixão
Escrevo meu futuro em teu passado.
Não presto mais a mínima atenção
Ao gosto que roubamos do pecado.
Sorvendo cada gota do teu gozo,
A mando deste amor tão desditoso...
MARCOS LOURES
EM PLENA TEMPESTADE
Avanço e não convenço mas converso
E sabes que nas sebes que segui
O vasto do universo deste verso
Em tramas que teimamos só por ti.
Não minto se te sinto mais por certo,
Absinto me embriaga mas não salva.
Navego tantas noites num deserto
Em plena tempestade, na lua alva.
Magoas se me beijas e deságuas
Amores nestas telas descoradas.
Os rios e cascatas perdem águas
Nas mágoas minhas fráguas desaguadas.
No mármore que amor amaro quebra
O gosto inebriante da genebra...
MARCOS LOURES
E sabes que nas sebes que segui
O vasto do universo deste verso
Em tramas que teimamos só por ti.
Não minto se te sinto mais por certo,
Absinto me embriaga mas não salva.
Navego tantas noites num deserto
Em plena tempestade, na lua alva.
Magoas se me beijas e deságuas
Amores nestas telas descoradas.
Os rios e cascatas perdem águas
Nas mágoas minhas fráguas desaguadas.
No mármore que amor amaro quebra
O gosto inebriante da genebra...
MARCOS LOURES
A CADA ENGANO
Perdendo a cada engano, o quanto quero,
O beijo se entregando sem a luta,
A dama conhecida, a velha puta,
O mundo; bem conheço e sempre é fero;
Quimera na verdade, sei que gero,
E bebo mais um gole de cicuta,
Não quero mais lutar, e nada escuta,
A morte deste povo? Nem espero.
Agora se presume o quanto é farto,
E cada novo dia, aborto o parto,
Da Terra, que me sobra, sob o chão.
Justiça? Quando a vida nada havia,
Refaz a mesma farsa, a cada dia,
O sonho, tanto tempo, mero e vão...
MARCOS LOURES
O beijo se entregando sem a luta,
A dama conhecida, a velha puta,
O mundo; bem conheço e sempre é fero;
Quimera na verdade, sei que gero,
E bebo mais um gole de cicuta,
Não quero mais lutar, e nada escuta,
A morte deste povo? Nem espero.
Agora se presume o quanto é farto,
E cada novo dia, aborto o parto,
Da Terra, que me sobra, sob o chão.
Justiça? Quando a vida nada havia,
Refaz a mesma farsa, a cada dia,
O sonho, tanto tempo, mero e vão...
MARCOS LOURES
NÃO INSISTA
Meninos quantas vezes procurasse
Apenas o que possa me trazer
A vida não pudera ter prazer,
A morte em vida, tudo ao fim grassasse,
Espero pelo menos me buscasse,
Olhando sem sentido o quanto ter,
Voltando noutro instante, o conceber,
Nem mesmo a farsa dita alguma face.
E sigo sem destino, inebriado,
Versões entre diversas luas mortas,
Fechando a cada dia, tantas portas,
E o templo sanguinário lado a lado,
Restasse algum momento e nada exista,
Minhas mãos; arrancas; não insista...
MARCOS LOURES
Apenas o que possa me trazer
A vida não pudera ter prazer,
A morte em vida, tudo ao fim grassasse,
Espero pelo menos me buscasse,
Olhando sem sentido o quanto ter,
Voltando noutro instante, o conceber,
Nem mesmo a farsa dita alguma face.
E sigo sem destino, inebriado,
Versões entre diversas luas mortas,
Fechando a cada dia, tantas portas,
E o templo sanguinário lado a lado,
Restasse algum momento e nada exista,
Minhas mãos; arrancas; não insista...
MARCOS LOURES
SEM BATALHAS
Não posso mais falar, nada me clama,
A vida sem destino; segue apenas,
E quando noutra face me condenas,
O dia se transforma em mero drama.
Pudesse desenhar, o tempo nada trama,
Vencido sem palavras; envenenas,
Bebendo toda gota, as horas plenas,
E o tempo se perdendo nada chama.
Vestido dos medíocres caminhantes,
Nas entranhas abutres ditam leis,
Desfiladeiros descem minhas greis,
Arrastam pelas ruas, os canalhas,
Mas sei quando se perdem, os brilhantes
Os sonhos destroçados, sem batalhas...
MARCOS LOURES
A vida sem destino; segue apenas,
E quando noutra face me condenas,
O dia se transforma em mero drama.
Pudesse desenhar, o tempo nada trama,
Vencido sem palavras; envenenas,
Bebendo toda gota, as horas plenas,
E o tempo se perdendo nada chama.
Vestido dos medíocres caminhantes,
Nas entranhas abutres ditam leis,
Desfiladeiros descem minhas greis,
Arrastam pelas ruas, os canalhas,
Mas sei quando se perdem, os brilhantes
Os sonhos destroçados, sem batalhas...
MARCOS LOURES
TEU AMIGO
Aquele que escapar do mau amor
Embrenha seu futuro em plena sorte,
Fugindo deste inferno, sem calor
Aguarda bem mais calmo, a sua morte...
Amor que me parece ter dois gumes,
Cortante ao mesmo tempo, caricia.
Das luas em que rouba tantos lumes,
Amor que tanto apruma já vicia.
Herméticos meus versos pueris
Talvez de amor não façam suas tendas
Amando com palavras mais gentis,
Tampando a claridade, negras vendas.
Agora, num minuto já te digo,
Amor quando é demais, sou teu amigo...
MARCOS LOURES
Embrenha seu futuro em plena sorte,
Fugindo deste inferno, sem calor
Aguarda bem mais calmo, a sua morte...
Amor que me parece ter dois gumes,
Cortante ao mesmo tempo, caricia.
Das luas em que rouba tantos lumes,
Amor que tanto apruma já vicia.
Herméticos meus versos pueris
Talvez de amor não façam suas tendas
Amando com palavras mais gentis,
Tampando a claridade, negras vendas.
Agora, num minuto já te digo,
Amor quando é demais, sou teu amigo...
MARCOS LOURES
A NOITE INTEIRA
A solidão chegando no meu canto
Em prantos e torturas faz seu mote.
Sabendo que o amor precisa encanto
Na cama não há chama que me esgote.
Noturnos os desejos mais sedentos
Se adendos e barganhas eu desfaço,
Disfarço tantos óleos que sei bentos,
Nos dentes que mergulham no teu braço.
Amar demais não custa nem descarto
Embora vá rolando tão sozinho...
Aberto o coração ao novo parto,
Aguardo, calmamente no meu ninho...
Não temo a solidão, é companheira,
Embora eu te prefira a noite inteira...
MARCOS LOURES
Em prantos e torturas faz seu mote.
Sabendo que o amor precisa encanto
Na cama não há chama que me esgote.
Noturnos os desejos mais sedentos
Se adendos e barganhas eu desfaço,
Disfarço tantos óleos que sei bentos,
Nos dentes que mergulham no teu braço.
Amar demais não custa nem descarto
Embora vá rolando tão sozinho...
Aberto o coração ao novo parto,
Aguardo, calmamente no meu ninho...
Não temo a solidão, é companheira,
Embora eu te prefira a noite inteira...
MARCOS LOURES
SER FELIZ
Segredo que te conto meu amor,
É feito da saudade que deixaste.
A pele em minha pele, o bom calor,
Derrubas com carinho, feroz haste.
Não tenho mais segredos para a lua
Portanto não precisa ter vergonha,
Depressa minha amada, fica nua,
A boca em minha boca, vem e ponha.
Desnude-te de todos os receios,
A lua nos convida, para o jogo.
A boca percorrendo doces seios
Acende nessa noite nosso fogo..
E venha sem temer, tanto te quis,
Aguardo simplesmente ser feliz!
MARCOS LOURES.
É feito da saudade que deixaste.
A pele em minha pele, o bom calor,
Derrubas com carinho, feroz haste.
Não tenho mais segredos para a lua
Portanto não precisa ter vergonha,
Depressa minha amada, fica nua,
A boca em minha boca, vem e ponha.
Desnude-te de todos os receios,
A lua nos convida, para o jogo.
A boca percorrendo doces seios
Acende nessa noite nosso fogo..
E venha sem temer, tanto te quis,
Aguardo simplesmente ser feliz!
MARCOS LOURES.
ANOITECEU
Anoiteceu, vibra um sentimento
Que faz com que me perca sem temer.
Avanço como um louco, o pensamento
Colado no teu corpo, no teu ser...
Te Beijando e também sendo beijado
Suaves os carinhos sem ter medo.
O gosto e a delícia do pecado
Inventam num segundo outro segredo.
Amor me transportando, tonto, ao céu,
Arranca tua roupa e nada fala,
A noite te prometo, seu corcel,
Será da mais sublime e nobre gala.
Os sonhos que sonhamos neste quarto,
Amor de tanto amor, dormindo farto...
MARCOS LOURES
Que faz com que me perca sem temer.
Avanço como um louco, o pensamento
Colado no teu corpo, no teu ser...
Te Beijando e também sendo beijado
Suaves os carinhos sem ter medo.
O gosto e a delícia do pecado
Inventam num segundo outro segredo.
Amor me transportando, tonto, ao céu,
Arranca tua roupa e nada fala,
A noite te prometo, seu corcel,
Será da mais sublime e nobre gala.
Os sonhos que sonhamos neste quarto,
Amor de tanto amor, dormindo farto...
MARCOS LOURES
DE TANTO AMOR
Amada quem me dera se não fosses,
A noite que te trago é plena festa.
Os lábios se desejam tantos doces
E nada do sofrer, conosco resta.
Não deixe que essa noite te carregue
Nos braços deste sonho sem me ter.
Amor quando de amor já morre entregue
De tanto amor merece se fazer.
Saber que tu partiste, minha amada,
É quase que morrer na solidão,
Por isso não responda e fale nada
Acorda com carinho o coração.
E fique do meu lado, minha lua,
A noite após a noite, continua...
MARCOS LOURES.
A noite que te trago é plena festa.
Os lábios se desejam tantos doces
E nada do sofrer, conosco resta.
Não deixe que essa noite te carregue
Nos braços deste sonho sem me ter.
Amor quando de amor já morre entregue
De tanto amor merece se fazer.
Saber que tu partiste, minha amada,
É quase que morrer na solidão,
Por isso não responda e fale nada
Acorda com carinho o coração.
E fique do meu lado, minha lua,
A noite após a noite, continua...
MARCOS LOURES.
REMANSO
Eu quero o teu amor, mesmo que ausente,
Vagando pelos sonhos, sem pousada...
Encosto minha boca e se pressente
Que tanto que te amei, foi quase nada...
Mas quero teu amor, vivo e sedento,
Escorre minha vida pelos dedos.
Ardendo um coração em fogo lento,
Na voz quase serena, meus segredos...
Deitado, sem saber sequer o sono,
Espero pelo toque que não vem...
Aguardo tão vazio, no abandono,
Na porta que entreabro vem ninguém...
Mas saiba que te espero e não me canso...
Terei, quando vieres, meu remanso...
MARCOS LOURES
Vagando pelos sonhos, sem pousada...
Encosto minha boca e se pressente
Que tanto que te amei, foi quase nada...
Mas quero teu amor, vivo e sedento,
Escorre minha vida pelos dedos.
Ardendo um coração em fogo lento,
Na voz quase serena, meus segredos...
Deitado, sem saber sequer o sono,
Espero pelo toque que não vem...
Aguardo tão vazio, no abandono,
Na porta que entreabro vem ninguém...
Mas saiba que te espero e não me canso...
Terei, quando vieres, meu remanso...
MARCOS LOURES
MAIS DO QUE PUDE
Deitada nesta sala, adormecida
Te vejo ressonar, tão calmamente...
Amada que se fez bem mais querida
E deita em minha cama, minha amante...
Ao ver sua nudez, já descortino
Futuro tão tranqüilo que preciso...
Amor que me invadiu desde menino,
Agora reconheço em paraíso...
Eu quero te tocar cada segundo
Sabendo que não tenho mais tormento
Em cada nova senda me aprofundo
Da boca irei sorver o meu provento...
Amando quem sonhara em juventude,
Assim amar demais; mais do que pude...
MARCOS LOURE
Te vejo ressonar, tão calmamente...
Amada que se fez bem mais querida
E deita em minha cama, minha amante...
Ao ver sua nudez, já descortino
Futuro tão tranqüilo que preciso...
Amor que me invadiu desde menino,
Agora reconheço em paraíso...
Eu quero te tocar cada segundo
Sabendo que não tenho mais tormento
Em cada nova senda me aprofundo
Da boca irei sorver o meu provento...
Amando quem sonhara em juventude,
Assim amar demais; mais do que pude...
MARCOS LOURE
POR MAIS UM DIA
Espero meu amor por um mais um dia
Quem sabe me trarás uma outra vida...
Sabendo que minha alma se perdia,
Virás e salvarás da despedida...
Amor que não se jura e se comete,
Que em loucas sinfonias se entrelaça
Amor que não precisa nem promete
Vivendo caçador virando caça.
Amor que não mais temo simples amo,
A quem sempre obedeço e nunca nego.
Pois saibas meu amor que eu sempre te amo,
Amor é manso fado que carrego...
Te quero meu amor, dia após dia
Por dias e por vidas, fantasia...
MARCOS LOURES
Quem sabe me trarás uma outra vida...
Sabendo que minha alma se perdia,
Virás e salvarás da despedida...
Amor que não se jura e se comete,
Que em loucas sinfonias se entrelaça
Amor que não precisa nem promete
Vivendo caçador virando caça.
Amor que não mais temo simples amo,
A quem sempre obedeço e nunca nego.
Pois saibas meu amor que eu sempre te amo,
Amor é manso fado que carrego...
Te quero meu amor, dia após dia
Por dias e por vidas, fantasia...
MARCOS LOURES
GIRASSOL
A vida me promete a primavera
Talvez a derradeira em minha vida...
Não sei mais se resisto a tanta espera.
Não se demore tanto assim, querida...
Saudade corroendo pouco a pouco,
A primavera passa tão depressa...
Em grito desumano, amor tão rouco,
Aguarda mas precisa; tenho pressa!
Fechando os tristes olhos devagar,
Divago sobre quem já foi embora.
Não tarde meu amor, o teu chegar,
A solidão em tudo me devora...
Espero, ansiosamente por teu sol,
Meus olhos te buscando, girassol...
MARCOS LOURES
Talvez a derradeira em minha vida...
Não sei mais se resisto a tanta espera.
Não se demore tanto assim, querida...
Saudade corroendo pouco a pouco,
A primavera passa tão depressa...
Em grito desumano, amor tão rouco,
Aguarda mas precisa; tenho pressa!
Fechando os tristes olhos devagar,
Divago sobre quem já foi embora.
Não tarde meu amor, o teu chegar,
A solidão em tudo me devora...
Espero, ansiosamente por teu sol,
Meus olhos te buscando, girassol...
MARCOS LOURES
MANSAMENTE
A vida sem você não tem sentido,
Eu quero poder ser o companheiro
Que trama cada sonho dividido
Dormindo do seu lado, por inteiro...
Eu quero seu perfume em meus lábios,
Na doce maciez de sua boca.
Os dedos conhecendo sendo sábios,
Invadem sua pele, a voz mais rouca...
Eu quero ser o pássaro que voa
Adentra nessas matas mais fechadas,
O canto que em meu canto já ressoa,
A mando dessas mãos por mim amadas...
Sabendo cada canto de seu colo,
Penetra, mansamente no seu solo...
MARCOS LOURES
Eu quero poder ser o companheiro
Que trama cada sonho dividido
Dormindo do seu lado, por inteiro...
Eu quero seu perfume em meus lábios,
Na doce maciez de sua boca.
Os dedos conhecendo sendo sábios,
Invadem sua pele, a voz mais rouca...
Eu quero ser o pássaro que voa
Adentra nessas matas mais fechadas,
O canto que em meu canto já ressoa,
A mando dessas mãos por mim amadas...
Sabendo cada canto de seu colo,
Penetra, mansamente no seu solo...
MARCOS LOURES
DESAFIOS
Trazendo em teu olhar esta ternura
Que possa caminhar noutro cenário,
A vida sem sentido, meu fadário,
Marcando o quanto quero além da cura.
Jamais; pudesse ter momento em luz,
Vivendo este tormento que me deste
E a sorte se moldando assim agreste,
E nada na verdade, me produz,
Levado pela chuva em vendaval,
Aonde se perceba noutra face,
Ousando o que pudera novo impasse,
Trâmites são as fases deste aval.
Cercando com meus erros, desvarios,
E os olhos se presumem, desafios...
MARCOS LOURES
Que possa caminhar noutro cenário,
A vida sem sentido, meu fadário,
Marcando o quanto quero além da cura.
Jamais; pudesse ter momento em luz,
Vivendo este tormento que me deste
E a sorte se moldando assim agreste,
E nada na verdade, me produz,
Levado pela chuva em vendaval,
Aonde se perceba noutra face,
Ousando o que pudera novo impasse,
Trâmites são as fases deste aval.
Cercando com meus erros, desvarios,
E os olhos se presumem, desafios...
MARCOS LOURES
REDENTORA
Amada que te quero namorada
Fazendo dos meus dias uma espera
No amor de quase tudo em quase nada
Que acalma e que delira, gozo e fera...
Não sabes quem eu sou mas te prometo
Os sonhos que me dás em sedução.
Os erros que talvez nunca cometo,
Esperam minha amada, o teu perdão.
Namoro, na verdade, nunca tive
Se bem que sempre expus toda a minha alma.
Andando por poemas onde estive,
A lua redentora, sei na palma.
A minha namorada verdadeira
Se esconde por detrás da vida inteira...
MARCOS LOURES
Fazendo dos meus dias uma espera
No amor de quase tudo em quase nada
Que acalma e que delira, gozo e fera...
Não sabes quem eu sou mas te prometo
Os sonhos que me dás em sedução.
Os erros que talvez nunca cometo,
Esperam minha amada, o teu perdão.
Namoro, na verdade, nunca tive
Se bem que sempre expus toda a minha alma.
Andando por poemas onde estive,
A lua redentora, sei na palma.
A minha namorada verdadeira
Se esconde por detrás da vida inteira...
MARCOS LOURES
RAPINA
Deixando para trás, a rapineira,
Matando em cada olhar, o predador,
Que toma cada gota, sem temor,
Bebendo sem pudor, a lida inteira.
E vejo desenhada esta vertente
Trazendo a quem pudera ser mais frágil,
Deveras deveria ser mais ágil,
Rasgando esta certeza, ou a corrente,
Sentado na calçada vejo o fim,
Gargalhando prazeres delirando,
E o templo disfarçando, trama o bando,
E desde sempre sinto, o quanto vim,
Vestígios? Nunca deixas, com certeza,
Na caça na verdade, não sou presa...
MARCOS LOURES
Matando em cada olhar, o predador,
Que toma cada gota, sem temor,
Bebendo sem pudor, a lida inteira.
E vejo desenhada esta vertente
Trazendo a quem pudera ser mais frágil,
Deveras deveria ser mais ágil,
Rasgando esta certeza, ou a corrente,
Sentado na calçada vejo o fim,
Gargalhando prazeres delirando,
E o templo disfarçando, trama o bando,
E desde sempre sinto, o quanto vim,
Vestígios? Nunca deixas, com certeza,
Na caça na verdade, não sou presa...
MARCOS LOURES
DESENREDO
Devora uma paixão solenemente
Não cabe nem espaço para a paz.
Tomando cada canto deste mente
Paixão me inutiliza, tanto audaz.
Não penso mais em ter a liberdade
Liberto que me encontro em tal paixão
Brilhando não consigo claridade,
Do sim sempre mergulho em pleno não.
Faminto nunca fico saciado,
Sedento, no oceano em que me encontro.
Não deixo respirar o ser amado,
Em paz já necessito desencontro.
Mergulho sobre as pedras, sem ter medo,
Apaixonadamente, um desenredo...
MARCOS LOURES
Não cabe nem espaço para a paz.
Tomando cada canto deste mente
Paixão me inutiliza, tanto audaz.
Não penso mais em ter a liberdade
Liberto que me encontro em tal paixão
Brilhando não consigo claridade,
Do sim sempre mergulho em pleno não.
Faminto nunca fico saciado,
Sedento, no oceano em que me encontro.
Não deixo respirar o ser amado,
Em paz já necessito desencontro.
Mergulho sobre as pedras, sem ter medo,
Apaixonadamente, um desenredo...
MARCOS LOURES
BRASIL... TUA CARA...
As presas expressando em fome e balas,
As horas presumindo o quanto tente,
O mundo que matasse mais contente,
E quando; as estruturas? Nem abalas.
Crocitam pelas ruas velhas salas
Cadáveres lambendo o quanto invente,
Grassando nas calçadas, outra enchente,
E deixando as carcaças, tantas valas.
Milícias e polícias, mortes risos,
Palhaços são sementes, e guizos,
Deixando o corpo mostra este país,
De um povo na verdade mais feliz,
Tramando outro futuro, este Brasil,
Nas mãos, esta ilusão, mais um fuzil...
MARCOS LOURES
As horas presumindo o quanto tente,
O mundo que matasse mais contente,
E quando; as estruturas? Nem abalas.
Crocitam pelas ruas velhas salas
Cadáveres lambendo o quanto invente,
Grassando nas calçadas, outra enchente,
E deixando as carcaças, tantas valas.
Milícias e polícias, mortes risos,
Palhaços são sementes, e guizos,
Deixando o corpo mostra este país,
De um povo na verdade mais feliz,
Tramando outro futuro, este Brasil,
Nas mãos, esta ilusão, mais um fuzil...
MARCOS LOURES
ERROS
Falácias, simplesmente dizem erros,
E sigo percebendo outro momento,
Vencido sem destino, não mais tento,
Meu mundo noutro mundo, meus aterros,
Olhando no passado, são desterros,
E deles procurassem os intentos,
Restando sem saber novos rebentos,
Deitando para trás vestígios, cerros.
Repare cada instante o que pudera,
Trazer nos olhos sempre primavera
Gerando o quanto resta da ilusão,
Reveses são comuns, e disto eu sei,
O todo no vazio, e recebei,
Deixando tão somente o mesmo não...
MARCOS LOURES
E sigo percebendo outro momento,
Vencido sem destino, não mais tento,
Meu mundo noutro mundo, meus aterros,
Olhando no passado, são desterros,
E deles procurassem os intentos,
Restando sem saber novos rebentos,
Deitando para trás vestígios, cerros.
Repare cada instante o que pudera,
Trazer nos olhos sempre primavera
Gerando o quanto resta da ilusão,
Reveses são comuns, e disto eu sei,
O todo no vazio, e recebei,
Deixando tão somente o mesmo não...
MARCOS LOURES
POR TODA VIDA
Amor que me acompanha a vida inteira
Desde que a juventude começava...
Tivesse o teu carinho, companheira,
Nas asas que me deste, enfim voava...
Mas amor se egoísta nega o voo,
As asas se podando, não libertam.
Amor que por amar assim, perdoo,
Embora tantos sonhos já desertam...
Te quero minha amada, não o nego,
E cada vez mais perto e mais distante.
Se liberdade é tudo o que carrego,
Por mais que tu me queiras, é bastante?
Não temas pelas asas, ó querida,
Eu tenho nosso amor, por toda a vida...
MARCOS LOURES
Desde que a juventude começava...
Tivesse o teu carinho, companheira,
Nas asas que me deste, enfim voava...
Mas amor se egoísta nega o voo,
As asas se podando, não libertam.
Amor que por amar assim, perdoo,
Embora tantos sonhos já desertam...
Te quero minha amada, não o nego,
E cada vez mais perto e mais distante.
Se liberdade é tudo o que carrego,
Por mais que tu me queiras, é bastante?
Não temas pelas asas, ó querida,
Eu tenho nosso amor, por toda a vida...
MARCOS LOURES
CORONHA
Trazendo dentro da alma, a cicatriz,
Marcada a cada passo, sem motivo,
No fato desengano sobrevivo,
E a vida se fazendo, a velha atriz,
Promessas sem respostas, por um triz,
Somente entre dementes, mas altivo,
E sigo sem as trilhas, mesmo vivo,
A vida se fazendo em meretriz;
As flores espalhadas, nem restasse,
O todo no vazio noutra face
À frente novo passo e nada tenho.
E quem pudesse ainda e mesmo sonha,
Tocando, a cada tiro, ou a coronha,
Procuro perceber, e não contenho...
MARCOS LOURES
Marcada a cada passo, sem motivo,
No fato desengano sobrevivo,
E a vida se fazendo, a velha atriz,
Promessas sem respostas, por um triz,
Somente entre dementes, mas altivo,
E sigo sem as trilhas, mesmo vivo,
A vida se fazendo em meretriz;
As flores espalhadas, nem restasse,
O todo no vazio noutra face
À frente novo passo e nada tenho.
E quem pudesse ainda e mesmo sonha,
Tocando, a cada tiro, ou a coronha,
Procuro perceber, e não contenho...
MARCOS LOURES
FRESTAS
Vivendo sem sentido, sigo apenas,
As horas determinam cada falha,
E na verdade vejo a tola tralha,
E sempre que me dizes, condenas.
Orgasmos ou engodos, estas cenas,
A voz já se calando, nada espalha,
Abrindo outro momento, se retalha,
E nada se perceba as tramas plenas,
Reparto com meus erros e tempestas
Postando cada prazo sem destino,
Queria ser voltar, velho menino,
Trazendo as lutas tantas ilusões,
Os dias são farsantes, corações,
Matando o quanto; houvera sequer frestas...
MARCOS LOURES
As horas determinam cada falha,
E na verdade vejo a tola tralha,
E sempre que me dizes, condenas.
Orgasmos ou engodos, estas cenas,
A voz já se calando, nada espalha,
Abrindo outro momento, se retalha,
E nada se perceba as tramas plenas,
Reparto com meus erros e tempestas
Postando cada prazo sem destino,
Queria ser voltar, velho menino,
Trazendo as lutas tantas ilusões,
Os dias são farsantes, corações,
Matando o quanto; houvera sequer frestas...
MARCOS LOURES
A PRÓPRIA MORTE
A liberdade traz a própria morte
Gerando em tempestades que buscasse,
E siga a cada passo o velho impasse,
Que mate quando queira o que conforte.
O tempo na verdade não comporte
O ledo desenhado nunca trace,
A lenda se moldando se mostrasse,
O cântico deseja o frágil forte.
E nada mais pousasse em paciência,
Deixando tanta vez, esta imprudência,
Rasgando novamente o qual pudesse
Vestígios são meus restos, novamente,
O corpo apodrecido, sem semente,
Talvez; quem traga, alguma luz ou prece.
MARCOS LOURES
O QUE É SE AMAR
Quem somente uma vez amou na vida
Espera que esse amor nunca se acabe...
Por isso te esperando, vem querida,
Tristeza no meu peito não mais cabe...
Eu quero tuas mãos, tão mansas mãos...
Nas minhas, me trazendo maciez
Não deixem que se tornem, vagos, vãos,
Os dias em que tanto amor se fez...
Somente por um dia não me basta,
Amor que quero sempre, por inteiro...
A vida não seria essa vergasta
Que corta com prazer tão costumeiro...
Quem sabe nosso amor possa me dar,
Razão para entender o que é se amar...
MARCOS LOURES
Espera que esse amor nunca se acabe...
Por isso te esperando, vem querida,
Tristeza no meu peito não mais cabe...
Eu quero tuas mãos, tão mansas mãos...
Nas minhas, me trazendo maciez
Não deixem que se tornem, vagos, vãos,
Os dias em que tanto amor se fez...
Somente por um dia não me basta,
Amor que quero sempre, por inteiro...
A vida não seria essa vergasta
Que corta com prazer tão costumeiro...
Quem sabe nosso amor possa me dar,
Razão para entender o que é se amar...
MARCOS LOURES
AQUARELA? QUAL?
Na terra de Cabral, nada fazer,
Abrindo suas portas, sem futuro,
Vivendo na esperança o tempo duro,
E o peso se carrega sem poder.
Cedendo os velhos portos, o desdém.
E nada valeria novo sonho,
E quando penso apenas me proponho,
Somente o que deveras se convém;
Resquícios da semente, cada grão?
A forca farta em gozo noutro engano,
Entrando sem saída pelo cano,
Respostas na verdade é sempre o não.
E posso acreditar? Jamais seria,
Feliz a fome dita a cada dia...
MARCOS LOURES
Abrindo suas portas, sem futuro,
Vivendo na esperança o tempo duro,
E o peso se carrega sem poder.
Cedendo os velhos portos, o desdém.
E nada valeria novo sonho,
E quando penso apenas me proponho,
Somente o que deveras se convém;
Resquícios da semente, cada grão?
A forca farta em gozo noutro engano,
Entrando sem saída pelo cano,
Respostas na verdade é sempre o não.
E posso acreditar? Jamais seria,
Feliz a fome dita a cada dia...
MARCOS LOURES
ALGUM FUTURO?
Matando a cada instante algum futuro,
Saber da história dita o quanto vês.
E nisto outro momento sei talvez,
Percebo o que concebo passo escuro.
O solo que plantaste, segue duro,
A luta destroçando a insensatez,
E o verbo sem sentido, e não crês.
Quebrando cada instante novo muro.
E assim destroça novos dias, cego.
E quando noutro engano, eu me entrego,
Servindo a quem pudera ser a fera
Gravando cada espinho, a porta espúria,
Sangrando sem sentido, apenas fúria,
E a vida marca o passo, e nada espera...
MARCOS LOURES
Saber da história dita o quanto vês.
E nisto outro momento sei talvez,
Percebo o que concebo passo escuro.
O solo que plantaste, segue duro,
A luta destroçando a insensatez,
E o verbo sem sentido, e não crês.
Quebrando cada instante novo muro.
E assim destroça novos dias, cego.
E quando noutro engano, eu me entrego,
Servindo a quem pudera ser a fera
Gravando cada espinho, a porta espúria,
Sangrando sem sentido, apenas fúria,
E a vida marca o passo, e nada espera...
MARCOS LOURES
CARTAZES
Não quero mais falar além da traça
Tomando em cada instante o que vivi,
E sei sentido o quanto em ti,
A trama e nada dita, e mesmo faça.
A lança penetrando a sorte escassa,
O medo se tomando o que perdi,
Gerado no vazio, concebi
A lama que me clama, outra cachaça;
Bebendo em tua boca cada trave,
E tente caminhar quando me entrave
Gerando outros tormentos, é comum.
Sem nada que pudera ainda trazes,
A vida; e me disseste, outra fase,
Mentiras expressando são cartazes?
MARCOS LOURES
Tomando em cada instante o que vivi,
E sei sentido o quanto em ti,
A trama e nada dita, e mesmo faça.
A lança penetrando a sorte escassa,
O medo se tomando o que perdi,
Gerado no vazio, concebi
A lama que me clama, outra cachaça;
Bebendo em tua boca cada trave,
E tente caminhar quando me entrave
Gerando outros tormentos, é comum.
Sem nada que pudera ainda trazes,
A vida; e me disseste, outra fase,
Mentiras expressando são cartazes?
MARCOS LOURES
RESQUÍCIOS
Nos vestígios de pólvora as mãos,
Os olhos embotados; nada resta,
Somente o que pudera ser festa
Tomando meus enganos, dias vãos.
Caminhante sem vagos sonhos; vejo,
Tentando acreditar no que não pude,
Ainda que restasse a juventude,
Perdido sem ter rumo, eu sinto pejo.
Carcaças dos meus dias; nada tive,
Levando ao tempo sigo sem saber,
O verso se fazendo perecer,
E sobra no final aonde estive.
Resquícios dos meus vícios, meu abismo,
Sem ter sequer descanso? Eu cismo...
MARCOS LOURES
Os olhos embotados; nada resta,
Somente o que pudera ser festa
Tomando meus enganos, dias vãos.
Caminhante sem vagos sonhos; vejo,
Tentando acreditar no que não pude,
Ainda que restasse a juventude,
Perdido sem ter rumo, eu sinto pejo.
Carcaças dos meus dias; nada tive,
Levando ao tempo sigo sem saber,
O verso se fazendo perecer,
E sobra no final aonde estive.
Resquícios dos meus vícios, meu abismo,
Sem ter sequer descanso? Eu cismo...
MARCOS LOURES
HUMANIDADE
Humanidade segue sem sentido,
Refaço meus enganos, disto eu sei,
Ainda que pudera noutra grei,
O tempo destinado, mas vencido,
Reparo cada verso e sem havido
O prazo se perdera s não terei,
O todo se fartando em não serei,
Moldado pela fúria, concebido.
Refaço? Nada passo, mera queda,
A vida se pagando esta moeda,
E o tempo sem momento, ora fenece.
Respostas sem descanso, velha chaga,
A mão que me matando, logo afaga,
E o quanto desejei, apenas prece...
MARCOS LOURES
Refaço meus enganos, disto eu sei,
Ainda que pudera noutra grei,
O tempo destinado, mas vencido,
Reparo cada verso e sem havido
O prazo se perdera s não terei,
O todo se fartando em não serei,
Moldado pela fúria, concebido.
Refaço? Nada passo, mera queda,
A vida se pagando esta moeda,
E o tempo sem momento, ora fenece.
Respostas sem descanso, velha chaga,
A mão que me matando, logo afaga,
E o quanto desejei, apenas prece...
MARCOS LOURES
ALGUM ABRIGO
Viver neste país sem ter alento,
Restando alguma fresta aonde havia
A luta desenhada em tez sombria,
Sobrando no final o desalento,
Repito cada engodo e bebo ao vento
Palavra sem destino, sem futuro,
E sigo mesma face, o solo duro,
E não sequer nem mais eu tento.
Quebrantos dominando todo engano,
E na verdade sigo, sem um plano
Que possa traduzir onde fartura
Não quero descansar, mas nada tenho,
E peço apenas nova estrada, e sigo,
Ainda que; pudesse algum abrigo...
MARCOS LOURES
Restando alguma fresta aonde havia
A luta desenhada em tez sombria,
Sobrando no final o desalento,
Repito cada engodo e bebo ao vento
Palavra sem destino, sem futuro,
E sigo mesma face, o solo duro,
E não sequer nem mais eu tento.
Quebrantos dominando todo engano,
E na verdade sigo, sem um plano
Que possa traduzir onde fartura
Não quero descansar, mas nada tenho,
E peço apenas nova estrada, e sigo,
Ainda que; pudesse algum abrigo...
MARCOS LOURES
UM PORTO
Minha alma em seu alento encontra um porto,
Depois de tantos erros se perdendo,
A vida num momento qual adendo,
Tramasse outros delírios, vivo e morto,
Seguindo caminhante segue torto,
Querendo onde em verdade, vencendo
A cada novo instante, me incendendo,
E nada restaria, vou absorto.
Seria tão diverso poderia
Sentir o quanto além o próprio dia
Restando o que me desse além da ausência,
Viceja outro momento e a rosa triste
A lua se desnuda e não existe,
Somente me tomando em resistência...
MARCOS LOURES
Depois de tantos erros se perdendo,
A vida num momento qual adendo,
Tramasse outros delírios, vivo e morto,
Seguindo caminhante segue torto,
Querendo onde em verdade, vencendo
A cada novo instante, me incendendo,
E nada restaria, vou absorto.
Seria tão diverso poderia
Sentir o quanto além o próprio dia
Restando o que me desse além da ausência,
Viceja outro momento e a rosa triste
A lua se desnuda e não existe,
Somente me tomando em resistência...
MARCOS LOURES
VIVENDO TANTO AMOR
Amor que me acostuma assim tão mal
Que nada mais consigo nem pensar,
Vivendo tanto amor, sou, afinal,
Estrela que brilhou em meio ao mar...
Não posso mais seguir sem teu abraço,
Que fazer dessa vida que não quero,
Prefiro mergulhar no teu cansaço,
Amar amor que sempre foi sincero...
Mas nada do que digo representa
A gota que querias deste orvalho.
A gente sem querer, por vezes tenta
Mas sabe que comete um ato falho,
E deixa nosso amor em sofrimento,
Que faço, meu amor, do sentimento?
MARCOS LOURES
Que nada mais consigo nem pensar,
Vivendo tanto amor, sou, afinal,
Estrela que brilhou em meio ao mar...
Não posso mais seguir sem teu abraço,
Que fazer dessa vida que não quero,
Prefiro mergulhar no teu cansaço,
Amar amor que sempre foi sincero...
Mas nada do que digo representa
A gota que querias deste orvalho.
A gente sem querer, por vezes tenta
Mas sabe que comete um ato falho,
E deixa nosso amor em sofrimento,
Que faço, meu amor, do sentimento?
MARCOS LOURES
LOUCURAS E DESEJOS
Por que zombar assim dos meus amores
Loucuras e desejos se misturam,
Ao mesmo tempo causam tantas dores
Ao fim da noite vêm e já nos curam...
Não zombes do que sinto, podes ver
Nos olhos que te adoram, tantas luzes...
Amada quanto bem tem te querer
Não peço que suporte minhas cruzes.
Apenas não te peço nada mais
Que estar na minha noite mais feliz,
Da lua que trouxeste sem jamais
Roubar deste luar qualquer matiz...
Não deixe que o amor cedo desfaça
Dancemos nosso amor em plena praça!
MARCOS LOURES
Loucuras e desejos se misturam,
Ao mesmo tempo causam tantas dores
Ao fim da noite vêm e já nos curam...
Não zombes do que sinto, podes ver
Nos olhos que te adoram, tantas luzes...
Amada quanto bem tem te querer
Não peço que suporte minhas cruzes.
Apenas não te peço nada mais
Que estar na minha noite mais feliz,
Da lua que trouxeste sem jamais
Roubar deste luar qualquer matiz...
Não deixe que o amor cedo desfaça
Dancemos nosso amor em plena praça!
MARCOS LOURES
segunda-feira, 2 de abril de 2018
SEM DESCULPAS
Tristeza que por certo não põe mesa
Ao mesmo tempo espreita sem ter pena.
Vasculha procurando por princesa
Encontra, nos envolve e logo acena.
Tristeza desse amar mais do que pude
Revolta nas entranhas dando nojo,
Acaba com meus sonhos, sem saúde,
Invade minha vida, e toma o bojo.
Tristeza sem desculpas quer voltar
E nada que eu fizer pode contê-la
Amor por mais que traga meu luar
Tristeza é qual cadente e morta estrela.
Porém não deixe nada p’ra depois,
A noite, sem tristeza, é de nós dois!
MARCOS LOURES
Ao mesmo tempo espreita sem ter pena.
Vasculha procurando por princesa
Encontra, nos envolve e logo acena.
Tristeza desse amar mais do que pude
Revolta nas entranhas dando nojo,
Acaba com meus sonhos, sem saúde,
Invade minha vida, e toma o bojo.
Tristeza sem desculpas quer voltar
E nada que eu fizer pode contê-la
Amor por mais que traga meu luar
Tristeza é qual cadente e morta estrela.
Porém não deixe nada p’ra depois,
A noite, sem tristeza, é de nós dois!
MARCOS LOURES
OCASO
Amor que dessa dor fez seu ocaso
Renasce no perdão do novo amor.
A vida não permite tanto acaso,
Se caso novamente amor e dor.
Nos portos do ciúme quando encalha,
Amor não deixa mais um só recado.
Amor quando transforma na batalha,
Aos poucos destruindo o ser amado.
Tem dó de quem amou e agora pede
Amor de quem jamais sofreu de amor.
Amada nada forte nos impede
Receba deste amor, o salvador.
Bem junto dos meus braços, vem morena,
Ao menos por sentir apenas pena...
MARCOS LOURES
Renasce no perdão do novo amor.
A vida não permite tanto acaso,
Se caso novamente amor e dor.
Nos portos do ciúme quando encalha,
Amor não deixa mais um só recado.
Amor quando transforma na batalha,
Aos poucos destruindo o ser amado.
Tem dó de quem amou e agora pede
Amor de quem jamais sofreu de amor.
Amada nada forte nos impede
Receba deste amor, o salvador.
Bem junto dos meus braços, vem morena,
Ao menos por sentir apenas pena...
MARCOS LOURES
PECADO
Essa hora está chegando amigo meu;
Tristeza se aproveita e dá recado.
Meu verso vai sangrando mais ateu
Envolto sem perfume, no pecado.
Nos bares que tomamos mais um trago
Milhares e milhares de saideiras.
A lua tão charmosa faz estrago;
As pernas das mulheres, verdadeiras...
Depois de tanta lua a noite morre
No colo da morena que escolhi.
Cabeça vai girando, estou de porre;
Porém mais um amor, sobrevivi...
Depressa meu amigo, vem ligeiro,
Que o dia vem chegando, sorrateiro...
MARCOS LOURES
Tristeza se aproveita e dá recado.
Meu verso vai sangrando mais ateu
Envolto sem perfume, no pecado.
Nos bares que tomamos mais um trago
Milhares e milhares de saideiras.
A lua tão charmosa faz estrago;
As pernas das mulheres, verdadeiras...
Depois de tanta lua a noite morre
No colo da morena que escolhi.
Cabeça vai girando, estou de porre;
Porém mais um amor, sobrevivi...
Depressa meu amigo, vem ligeiro,
Que o dia vem chegando, sorrateiro...
MARCOS LOURES
SOL
Quando o rei sol a mando do seu brilho
Buscava pelo espaço, companheira,
Ao ver um simples astro no seu trilho.
Inerte, semi morta, numa beira.
Pensou como podia transformar
De tão simples beleza em algo mais,
Nos seus braços, deitou e fez luar,
De tal amor repleto em mansa paz...
A lua com seus raios que refletem
Os raios que lhe manda esse rei sol,
Amores sem igual que se repetem
Iluminando todo esse arrebol...
Amores como o nosso, neste astral,
Por vezes num eclipse assim total!
MARCOS LOURES
Buscava pelo espaço, companheira,
Ao ver um simples astro no seu trilho.
Inerte, semi morta, numa beira.
Pensou como podia transformar
De tão simples beleza em algo mais,
Nos seus braços, deitou e fez luar,
De tal amor repleto em mansa paz...
A lua com seus raios que refletem
Os raios que lhe manda esse rei sol,
Amores sem igual que se repetem
Iluminando todo esse arrebol...
Amores como o nosso, neste astral,
Por vezes num eclipse assim total!
MARCOS LOURES
EU TE DESEJO
Procuro nosso amor pelo infinito
Buscando nas estrelas ,nossa cama...
Amor que te prometo, mais bonito,
Acende sem ter pressa, brasa e chama....
Amor que não permite mais meus erros,
Pois sabe que de amar errei demais.
Nos olhos tão distantes meus desterros
Caminhos que procuro e sei jamais...
Procuro pelos cantos dessa casa
No quarto, nessa sala de jantar,
O tempo sem amor já tanto arrasa...
Espero pela noite e quero amar...
Onde estás meu amor ,que não te vejo.
Deitado em minha cama, eu te desejo...
MARCOS LOURES
Buscando nas estrelas ,nossa cama...
Amor que te prometo, mais bonito,
Acende sem ter pressa, brasa e chama....
Amor que não permite mais meus erros,
Pois sabe que de amar errei demais.
Nos olhos tão distantes meus desterros
Caminhos que procuro e sei jamais...
Procuro pelos cantos dessa casa
No quarto, nessa sala de jantar,
O tempo sem amor já tanto arrasa...
Espero pela noite e quero amar...
Onde estás meu amor ,que não te vejo.
Deitado em minha cama, eu te desejo...
MARCOS LOURES
FONTE
Eu amo meu amor tão simplesmente
Que nada mais importa nem por que.
Sabendo que viver sem ter amor
Não cabe e nem pergunto mais cadê
Amor não se conjuga, se completa,
Se faz e se desfaz e nem se importa.
Falar de tanto amor se for poeta
Ao mesmo tempo fecha e abre a porta.
Amor é fonte amada em si se esgota
Se cabem mil mistérios, um milhão...
Amor p’ra ser amor não sabe cota
Invade cada canto, mar, grotão...
Amor é quase morte, no prazer.
No entanto quase mata e faz viver...
MARCOS LOURES
Que nada mais importa nem por que.
Sabendo que viver sem ter amor
Não cabe e nem pergunto mais cadê
Amor não se conjuga, se completa,
Se faz e se desfaz e nem se importa.
Falar de tanto amor se for poeta
Ao mesmo tempo fecha e abre a porta.
Amor é fonte amada em si se esgota
Se cabem mil mistérios, um milhão...
Amor p’ra ser amor não sabe cota
Invade cada canto, mar, grotão...
Amor é quase morte, no prazer.
No entanto quase mata e faz viver...
MARCOS LOURES
HIENAS
Depois de tantos sonhos, nada resta,
Apenas os canalhas dominando,
Os deuses do poder, na certa em bando,
Tramando a farsa, a corja toma e infesta,
Demônio a cada instante, sempre gesta,
O quanto se delira demarcando,
Vertentes da esperança? Vão matando,
O feto desnutrido a rês funesta.
É sempre assim igual eternidade,
Destroços; são comuns, eu sei,
Apedrejada a corja mata o rei,
E toma noutra instância; falsidade,
E vejo pelas praças, as arenas,
Vibrando com prazeres, as hienas...
MARCOS LOURES
Apenas os canalhas dominando,
Os deuses do poder, na certa em bando,
Tramando a farsa, a corja toma e infesta,
Demônio a cada instante, sempre gesta,
O quanto se delira demarcando,
Vertentes da esperança? Vão matando,
O feto desnutrido a rês funesta.
É sempre assim igual eternidade,
Destroços; são comuns, eu sei,
Apedrejada a corja mata o rei,
E toma noutra instância; falsidade,
E vejo pelas praças, as arenas,
Vibrando com prazeres, as hienas...
MARCOS LOURES
A VIDA EM PLENA?
Sem medo de sentir a vida em plena
Noite caminhando a lua cheia,
Sabendo da ilusão tocando a areia
E o passo se perdendo, concatena,
Desenho noutra vida, a nova cena,
Refaça uma ferida, que clareia,
Fartando de prazer, e me incendeia,
E a vida na fartura, me condena.
Servindo a quem servisse ser assim,
Trazendo o que pudera ter o sim,
Embora saiba a farsa que domina,
Meu mundo noutro mundo, se faria,
A vida que eu conheço em fantasia,
Ao novo; noutra senda, se destina?
MARCOS LOURES
A PAZ
Ouvindo quando a noite traz; a paz,
Que tantas vezes busco alguma sorte,
Embora noutro instante, o me conforte,
Vivendo este delírio, e sendo audaz,
Tramando o quanto possa ser capaz,
Fechando meu passado, sem o corte,
Meu barco se procura noutro norte,
Trazendo este momento, e ter a paz.
Resquícios de outros erros? Já não sei,
Refaço a cada passo aonde fui,
Vivendo o mundo sigo, nova grei,
Deixando sem sentido a solidão
E bebo o teu desejo, a sorte flui,
Lavrando com prazeres, cada grão...
MARCOS LOURES
Que tantas vezes busco alguma sorte,
Embora noutro instante, o me conforte,
Vivendo este delírio, e sendo audaz,
Tramando o quanto possa ser capaz,
Fechando meu passado, sem o corte,
Meu barco se procura noutro norte,
Trazendo este momento, e ter a paz.
Resquícios de outros erros? Já não sei,
Refaço a cada passo aonde fui,
Vivendo o mundo sigo, nova grei,
Deixando sem sentido a solidão
E bebo o teu desejo, a sorte flui,
Lavrando com prazeres, cada grão...
MARCOS LOURES
A LUA TESTEMUNHA
Falava desse amor á minha amada
Que nem sabia o quanto que eu amava
Sentado no beiral duma calçada
A lua testemunha nos calçava.
Temia pois tremia por inteiro.
Das pernas que tremulam, qual bandeira,
Meu Amor me mostrava, companheiro,
Quanto amar faz mudar a vida inteira.
Depois de tanto tempo sem dizer,
Que o medo nos tortura e enfraquece,
A mão de quem declara é só tremer,
Parece que se perde numa prece...
Aos poucos como quem pede perdão,
Amor, de tanto amor, declaro em vão...
MARCOS LOURES
Que nem sabia o quanto que eu amava
Sentado no beiral duma calçada
A lua testemunha nos calçava.
Temia pois tremia por inteiro.
Das pernas que tremulam, qual bandeira,
Meu Amor me mostrava, companheiro,
Quanto amar faz mudar a vida inteira.
Depois de tanto tempo sem dizer,
Que o medo nos tortura e enfraquece,
A mão de quem declara é só tremer,
Parece que se perde numa prece...
Aos poucos como quem pede perdão,
Amor, de tanto amor, declaro em vão...
MARCOS LOURES
ONDAS
Nas noites solitárias vejo apenas
As ondas meus mares, oceanos,
Tocando em tua pele, sigo os planos,
Tua carne; desejas e condenas.
As horas presumindo, aonde plenas,
Trazendo os meus delírios, dias, anos,
Desnuda em cada toque; soberanos
Momentos mais audazes. As cenas...
E quero ter certeza quando vens,
No cálice divino, intensidade,
Vivendo a cada instante eternidade,
E dias se fazendo o quanto tens,
Marcando quando queres, e vês
A sílfide tocada em tua tez...
MARCOS LOURES
As ondas meus mares, oceanos,
Tocando em tua pele, sigo os planos,
Tua carne; desejas e condenas.
As horas presumindo, aonde plenas,
Trazendo os meus delírios, dias, anos,
Desnuda em cada toque; soberanos
Momentos mais audazes. As cenas...
E quero ter certeza quando vens,
No cálice divino, intensidade,
Vivendo a cada instante eternidade,
E dias se fazendo o quanto tens,
Marcando quando queres, e vês
A sílfide tocada em tua tez...
MARCOS LOURES
TEUS SEIOS
Teus seios, delicados e delírios,
Meus olhos te procuram, onde estás?
A vida se fazendo em plena paz,
Seguindo sem saber os vãos martírios,
Traçando noutra fonte o que procura,
Vivendo por amar e ter certeza,
A luz que se moldando, com leveza,
Depois dos meus temores, vejo a cura.
E quero em tua boca a doce luz,
E nela refazer o que conduz,
Trazendo enfim a sorte que me deste,
Sentindo esta loucura que me dês
E vejo neste encanto, t’a nudez.
Enquanto amor se mostre e vieste.
MARCOS LOURES
Meus olhos te procuram, onde estás?
A vida se fazendo em plena paz,
Seguindo sem saber os vãos martírios,
Traçando noutra fonte o que procura,
Vivendo por amar e ter certeza,
A luz que se moldando, com leveza,
Depois dos meus temores, vejo a cura.
E quero em tua boca a doce luz,
E nela refazer o que conduz,
Trazendo enfim a sorte que me deste,
Sentindo esta loucura que me dês
E vejo neste encanto, t’a nudez.
Enquanto amor se mostre e vieste.
MARCOS LOURES
QUEM DERA
Quem dera se deixasse que eu viesse
Da noite em tal ternura que te amanse,
As mãos que te carinham, numa prece,
O passo sorrateiro que te alcance.
Quem dera se trouxesse meu carinho
E desse tantos beijos nesta nuca.
Depois ir te despindo com jeitinho,
Amor que não maltrata e nem machuca...
Apenas no gemido desta noite,
As pernas se entrelaçam num balé,
Me apego na ternura em manso açoite
Amor que me transmite rogo e fé.
Não quero nem ao menos transformar
Apenas o que quero, enfim, te amar!
MARCOS LOURES
Da noite em tal ternura que te amanse,
As mãos que te carinham, numa prece,
O passo sorrateiro que te alcance.
Quem dera se trouxesse meu carinho
E desse tantos beijos nesta nuca.
Depois ir te despindo com jeitinho,
Amor que não maltrata e nem machuca...
Apenas no gemido desta noite,
As pernas se entrelaçam num balé,
Me apego na ternura em manso açoite
Amor que me transmite rogo e fé.
Não quero nem ao menos transformar
Apenas o que quero, enfim, te amar!
MARCOS LOURES
ETERNIDADE
Aromas delicados; quanto os quero,
E sinto dominando a cada o tanto,
Marcando em tais caminhos, cada encanto,
Deixando para trás o tempo fero.
Amar e ter nas mãos o quanto espero,
Ouvindo esta sirena e busco o canto,
Embora; sei do medo, ou mesmo pranto,
Aonde quando possa, nunca é mero,
Apenas serviçal, deusa sublime,
Quantas vezes deseja o que redime
Quem possa perceber a imensidade
Das armas sem defesa, vou aquém,
E tanto delirar o amor que vem,
Pudera ser assim, a eternidade...
MARCOS LOURES
E sinto dominando a cada o tanto,
Marcando em tais caminhos, cada encanto,
Deixando para trás o tempo fero.
Amar e ter nas mãos o quanto espero,
Ouvindo esta sirena e busco o canto,
Embora; sei do medo, ou mesmo pranto,
Aonde quando possa, nunca é mero,
Apenas serviçal, deusa sublime,
Quantas vezes deseja o que redime
Quem possa perceber a imensidade
Das armas sem defesa, vou aquém,
E tanto delirar o amor que vem,
Pudera ser assim, a eternidade...
MARCOS LOURES
VENTOS DA PAIXÃO
Procuro tua imagem sacrossanta
Em todos os momentos desairosos
Qual força mais sublime se levanta
E trama nossos olhos desejosos?
Transmites nos carinhos mil faíscas
Que sempre numa ardência me dominam,
As bocas se procuram, são ariscas,
Ao fim em nossa cama determinam...
Magia desse toque que se embosca
No canto que não posso mais fingir.
A perna que na perna já se enrosca,
Desejos e torturas repartir...
Em meu peito, total revolução
Causada pelos ventos da paixão...
MARCOS LOURES
Em todos os momentos desairosos
Qual força mais sublime se levanta
E trama nossos olhos desejosos?
Transmites nos carinhos mil faíscas
Que sempre numa ardência me dominam,
As bocas se procuram, são ariscas,
Ao fim em nossa cama determinam...
Magia desse toque que se embosca
No canto que não posso mais fingir.
A perna que na perna já se enrosca,
Desejos e torturas repartir...
Em meu peito, total revolução
Causada pelos ventos da paixão...
MARCOS LOURES
FOGARÉU
De quem há tanto tempo ainda tento
Vestindo de ilusões chamado sonho,
E quando passo em teu desdém, proponho,
Meu mundo sem sentido, e me contento.
Vagando no infinito, e não invento,
Meu mundo sem caminho é tão bisonho,
E nada poderia, e não reponho,
A morte em sorte segue além o vento.
E bebo o vendaval, mera ilusão,
E refaço do passado, vejo o não,
Levado em meus enganos, simplesmente.
Banquetes desta ausência que me tramas,
Deitando sem descanso, e quando mentes,
Do velho fogaréu, sinto estas chamas...
MARCOS LOURES
Vestindo de ilusões chamado sonho,
E quando passo em teu desdém, proponho,
Meu mundo sem sentido, e me contento.
Vagando no infinito, e não invento,
Meu mundo sem caminho é tão bisonho,
E nada poderia, e não reponho,
A morte em sorte segue além o vento.
E bebo o vendaval, mera ilusão,
E refaço do passado, vejo o não,
Levado em meus enganos, simplesmente.
Banquetes desta ausência que me tramas,
Deitando sem descanso, e quando mentes,
Do velho fogaréu, sinto estas chamas...
MARCOS LOURES
LOUCURA
Esplêndida loucura feita amor,
Vestindo do delírio que me tomas,
As perdas na verdade são as somas
Do raro; desenhar, se faz clamor,
E quantas vezes pobre sonhador,
Os dias sem destino, tudo domas,
Em tantos desenganos, as redomas,
Impedem cada passo, em meu temor.
Não quero apenas perceber o lume,
E todo meu desejo sempre assume
Além do todo que deveras dita,
Recobre com seus mantos, meu momento,
Estendo para além o quanto tento,
Da sorte a mais sublime outra pepita...
MARCOS LOURES
NÃO DUVIDE
Eu sempre irei amar-te, não duvide,
Não desse amor tão frágil pois finito.
Amor que nasce amor de amor incide
E forja um novo amor bem mais bonito.
Que não cobrando nada, tudo faz,
Que não pedindo culpa, se permite.
Amor que não termina sem ter paz
E sabe que na vida não se omite.
Amor tão corriqueiro, pois sereno,
Recebe uma outra vida sem ser dono.
Vivendo deste amor, cadê veneno?
Pior que desamor num abandono...
Te quero minha amiga, não desisto,
Amor que sangra amor, tanto eu insisto...
MARCOS LOURES
Não desse amor tão frágil pois finito.
Amor que nasce amor de amor incide
E forja um novo amor bem mais bonito.
Que não cobrando nada, tudo faz,
Que não pedindo culpa, se permite.
Amor que não termina sem ter paz
E sabe que na vida não se omite.
Amor tão corriqueiro, pois sereno,
Recebe uma outra vida sem ser dono.
Vivendo deste amor, cadê veneno?
Pior que desamor num abandono...
Te quero minha amiga, não desisto,
Amor que sangra amor, tanto eu insisto...
MARCOS LOURES
AONDE OUTRORA
Procuro outro soneto aonde outrora
Encontre nesta terra minha lavra,
E quando na verdade na palavra
Expressa o todo sem saber agora.
E quando sente amor, desenho e viva,
Dos mares quando quero a luz intensa,
A certa sensação, da sorte imensa,
Diamante lapidado, em voz altiva.
Não quero perecer sem ter caminho,
Durante tantas vezes fui sozinho,
Agora concebendo o grande encanto.
E faço sem certezas, vou instinto,
E sigo quando ouvindo o doce canto
Enquanto sem teu pranto, o medo extinto...
MARCOS LOURES
Encontre nesta terra minha lavra,
E quando na verdade na palavra
Expressa o todo sem saber agora.
E quando sente amor, desenho e viva,
Dos mares quando quero a luz intensa,
A certa sensação, da sorte imensa,
Diamante lapidado, em voz altiva.
Não quero perecer sem ter caminho,
Durante tantas vezes fui sozinho,
Agora concebendo o grande encanto.
E faço sem certezas, vou instinto,
E sigo quando ouvindo o doce canto
Enquanto sem teu pranto, o medo extinto...
MARCOS LOURES
QUERIDA
Querida, tantas vezes poderia
Seguindo sem sentir tua presença
Da vida quando a sorte traz em crença
Trouxesse ao largo noite em alegria.
Aurora me tocasse em novo dia,
E a vida noutra fonte, sendo imensa,
Tramando em lucidez, embora tensa,
Marcasse meu futuro onde haveria.
Amar é ter certezas? Ser semente,
E quando noutro solo, a vida mente
E; tantas vezes, sigo sem sentido.
Na boca que me toca me procura,
Da dor quando provoca, e que me cura,
No livro que conheço, concebido
MARCOS LOURES
Seguindo sem sentir tua presença
Da vida quando a sorte traz em crença
Trouxesse ao largo noite em alegria.
Aurora me tocasse em novo dia,
E a vida noutra fonte, sendo imensa,
Tramando em lucidez, embora tensa,
Marcasse meu futuro onde haveria.
Amar é ter certezas? Ser semente,
E quando noutro solo, a vida mente
E; tantas vezes, sigo sem sentido.
Na boca que me toca me procura,
Da dor quando provoca, e que me cura,
No livro que conheço, concebido
MARCOS LOURES
TE PROCURO
Quando estou tão sozinho te procuro
Em todos os meus versos, mas cadê?
A lua que te trouxe sobre um muro
Se esconde sem sequer ter um por que...
Não deixe que se amaine um sentimento
Voraz e sedutor que já se assoma.
Que o tempo não se torne num tormento
E tudo em nossa vida seja soma...
Agora se vier a solidão
Ao lado de quem pede tanto amor.
Amada, por favor me diga o não.
Prefiro que viver sem ter ardor.
Que a chama quando apaga, nesse caso,
Transporta tanta dor ao nosso ocaso...
MARCOS LOURES
Em todos os meus versos, mas cadê?
A lua que te trouxe sobre um muro
Se esconde sem sequer ter um por que...
Não deixe que se amaine um sentimento
Voraz e sedutor que já se assoma.
Que o tempo não se torne num tormento
E tudo em nossa vida seja soma...
Agora se vier a solidão
Ao lado de quem pede tanto amor.
Amada, por favor me diga o não.
Prefiro que viver sem ter ardor.
Que a chama quando apaga, nesse caso,
Transporta tanta dor ao nosso ocaso...
MARCOS LOURES
QUAL CAMINHO?
Por ande tu andaste na cidade
Que em versos te mandei um telegrama
Voando nessas asas da saudade
Ardendo sem temer sequer a chama.
Andaste por acaso tão distante
Que nada me importava nem o mundo...
Em busca do carinho, minha amante,
Meu todo se desaba num segundo...
Vieste por acaso, disso eu sei.
Não posso permitir que não mais voltes,
De todos os caminhos que passei,
As ondas desses mares, não revoltes...
Agora que encontro tão sozinho,
Por onde é que tu andas, qual caminho?
MARCOS LOURES
Que em versos te mandei um telegrama
Voando nessas asas da saudade
Ardendo sem temer sequer a chama.
Andaste por acaso tão distante
Que nada me importava nem o mundo...
Em busca do carinho, minha amante,
Meu todo se desaba num segundo...
Vieste por acaso, disso eu sei.
Não posso permitir que não mais voltes,
De todos os caminhos que passei,
As ondas desses mares, não revoltes...
Agora que encontro tão sozinho,
Por onde é que tu andas, qual caminho?
MARCOS LOURES
GREVE DE FOME!? PIADA
Beber o sangue deste povo, eu vejo
A velha insensatez que toma todo,
Vestígios desta tralha, noutro engodo,
Ainda se mostrando qual desejo.
Um tolo ou imbecil fazendo greve
Fugindo da verdade quando mata,
Diz-se e um salvador, e o resto cata,
Gerando o seu outono, finge neve,
Apenas um lacaio, nada além,
Quando o verme aparece e desenhando
Talvez, tolo, canalha é mais constante,
E quando algum faminto, apenas tem
Um dia sem sentido, surge o bando.
Infeliz mente, mente sem rompante...
MARCOS LOURES
A velha insensatez que toma todo,
Vestígios desta tralha, noutro engodo,
Ainda se mostrando qual desejo.
Um tolo ou imbecil fazendo greve
Fugindo da verdade quando mata,
Diz-se e um salvador, e o resto cata,
Gerando o seu outono, finge neve,
Apenas um lacaio, nada além,
Quando o verme aparece e desenhando
Talvez, tolo, canalha é mais constante,
E quando algum faminto, apenas tem
Um dia sem sentido, surge o bando.
Infeliz mente, mente sem rompante...
MARCOS LOURES
PERFUMES DELICADOS
A rosa sedutora bem sabia
Que tinha mil perfumes delicados,
Amores que em amor se delicia
Das rosas iluminam belos fados...
Um louco colibri ao ver a rosa,
Em versos dedicou o seu desejo
A rosa por sinal tão vaidosa
Ao pobre colibri negou um beijo...
De tanto que sofreu o pobre ser,
Que enlouquecido vive sem ter rumo.
Agora a sua sina é só viver
Em busca dum amor que lhe dê prumo...
Procura inutilmente por amor,
E beija, sem parar, basta ser flor!
MARCOS LOURES
Que tinha mil perfumes delicados,
Amores que em amor se delicia
Das rosas iluminam belos fados...
Um louco colibri ao ver a rosa,
Em versos dedicou o seu desejo
A rosa por sinal tão vaidosa
Ao pobre colibri negou um beijo...
De tanto que sofreu o pobre ser,
Que enlouquecido vive sem ter rumo.
Agora a sua sina é só viver
Em busca dum amor que lhe dê prumo...
Procura inutilmente por amor,
E beija, sem parar, basta ser flor!
MARCOS LOURES
SOMENTE UM VAMPIRO? NÓS MESMOS...
A fome quando gera em tal riqueza
Trazendo a massa doma estupidez,
Tocando pelo gado, que tu vês,
Na morte concebida, essa beleza.
Não quero mais pensar nem a tristeza,
Aonde se imagina a cupidez,
Jamais terei, nem quero a nova tez,
Bebendo desta sorte, outra leveza,
Remanso? Nem sequer. Somente resta,
Ao menos carnaval, quem sabe festa,
Lavando a podre sala, ao fim confiro,
Deixando a podridão domina quem
É mais do que se possa ser alguém,
A taça desenhando outro vampiro...
MARCOS LOURES
Trazendo a massa doma estupidez,
Tocando pelo gado, que tu vês,
Na morte concebida, essa beleza.
Não quero mais pensar nem a tristeza,
Aonde se imagina a cupidez,
Jamais terei, nem quero a nova tez,
Bebendo desta sorte, outra leveza,
Remanso? Nem sequer. Somente resta,
Ao menos carnaval, quem sabe festa,
Lavando a podre sala, ao fim confiro,
Deixando a podridão domina quem
É mais do que se possa ser alguém,
A taça desenhando outro vampiro...
MARCOS LOURES
PRESENTES? IMBECIS
Quando se presume em face espúria,
Toando em tempestades sem destino,
Aonde se mostrara a luta do menino,
Não resta nem sequer u’a lamúria,
A nata da canalha gera a fúria,
E o peso se transforma em norma, atino
Sentindo o que pudera e não afino,
A fonte já secara e desatino.
Ao ver a farsa gera noutro instante,
Entrega-se ao demônio, são estúpidos,
E dizem dos “amores” ou cúpidos,
Carcaças dos famintos são presentes,
E os olhos retratando os seus constantes,
Tomado sem sentirem; suas gentes...
MARCOS LOURES
Toando em tempestades sem destino,
Aonde se mostrara a luta do menino,
Não resta nem sequer u’a lamúria,
A nata da canalha gera a fúria,
E o peso se transforma em norma, atino
Sentindo o que pudera e não afino,
A fonte já secara e desatino.
Ao ver a farsa gera noutro instante,
Entrega-se ao demônio, são estúpidos,
E dizem dos “amores” ou cúpidos,
Carcaças dos famintos são presentes,
E os olhos retratando os seus constantes,
Tomado sem sentirem; suas gentes...
MARCOS LOURES
PLANTEI SEMENTE E FLOR
No meu jardim doente, poucas rosas
Abertas no meu peito sem amor...
Vencido pelas luas orgulhosas
Esqueço que plantei semente e flor...
Jasmins com inefáveis tons de alvura
E lírios esquecidos no jardim...
O canto deste amor, viva ternura,
Ressoa calmamente dentro em mim...
Que faço se não tenho mais as flores
Que tanto procurei, felicidade...
Assim também se foram meus amores,
Restando disso tudo, uma saudade...
Saudade do jardim que não mais tenho,
Em busca dos amores, sempre venho...
MARCOS LOURES
Abertas no meu peito sem amor...
Vencido pelas luas orgulhosas
Esqueço que plantei semente e flor...
Jasmins com inefáveis tons de alvura
E lírios esquecidos no jardim...
O canto deste amor, viva ternura,
Ressoa calmamente dentro em mim...
Que faço se não tenho mais as flores
Que tanto procurei, felicidade...
Assim também se foram meus amores,
Restando disso tudo, uma saudade...
Saudade do jardim que não mais tenho,
Em busca dos amores, sempre venho...
MARCOS LOURES
DISTANTE
Distante desse amor que mora longe
Tão longe que não posso mais pensar
Amor que tão distante vou por onde
Buscando nessas ondas desse mar.
Distâncias são detalhes tão pequenos
Que nada impedirá nossos anseios,
De noite nos teus braços mais morenos
Roçando minha boca nos teus seios...
Saudade de viver sem mais temer
Vivendo sem distâncias nosso amor.
Nas saias que pretendo me esconder
Procuro teus desejos, meu ardor...
Amada estás mais perto a cada dia,
As asas meu amor, por certo, cria...
MARCOS LOURES
Tão longe que não posso mais pensar
Amor que tão distante vou por onde
Buscando nessas ondas desse mar.
Distâncias são detalhes tão pequenos
Que nada impedirá nossos anseios,
De noite nos teus braços mais morenos
Roçando minha boca nos teus seios...
Saudade de viver sem mais temer
Vivendo sem distâncias nosso amor.
Nas saias que pretendo me esconder
Procuro teus desejos, meu ardor...
Amada estás mais perto a cada dia,
As asas meu amor, por certo, cria...
MARCOS LOURES
A LUA DE MEU BEM
Eu quero que tu venhas no luar
Que mais que tudo em mim clareie vida
Aos olhos desta lua, faço par
Com olhos que conquistam, sem partida...
Eu quero que te traga a mansa noite
Nas tramas que pretendo nossas teias...
A boca tão sutil serve de açoite
No canto deste mar tantas sereias...
Eu quero que tu saibas que não vivo
Sem ter o mar amor sem ser presente.
De tanto que te amei, sou teu cativo.
Futuro que desejo se pressente...
A noite simplesmente já se vem,
Trazendo, enfim, a lua de meu bem...
MARCOS LOURES
Que mais que tudo em mim clareie vida
Aos olhos desta lua, faço par
Com olhos que conquistam, sem partida...
Eu quero que te traga a mansa noite
Nas tramas que pretendo nossas teias...
A boca tão sutil serve de açoite
No canto deste mar tantas sereias...
Eu quero que tu saibas que não vivo
Sem ter o mar amor sem ser presente.
De tanto que te amei, sou teu cativo.
Futuro que desejo se pressente...
A noite simplesmente já se vem,
Trazendo, enfim, a lua de meu bem...
MARCOS LOURES
SOZINHO
Perdido, sem carinho, um coração
Que busca noutros tantos sua paz.
Vivendo precisando do perdão
Que quem amou pensava ser capaz.
Amor que não perdoa, nunca soma.
Apenas se distrai e não ressurge
De tudo neste amor, pedindo estoma,
Tempo de ser feliz, sem dores, urge.
Palavras que disseste, num adeus,
Destroçam coração que sofre tanto...
Os olhos que disseste serem meus,
Perderam tanto brilho e doce encanto...
As horas se passando, sem carinho,
Matando um coração, triste, sozinho...
MARCOS LOURES
Que busca noutros tantos sua paz.
Vivendo precisando do perdão
Que quem amou pensava ser capaz.
Amor que não perdoa, nunca soma.
Apenas se distrai e não ressurge
De tudo neste amor, pedindo estoma,
Tempo de ser feliz, sem dores, urge.
Palavras que disseste, num adeus,
Destroçam coração que sofre tanto...
Os olhos que disseste serem meus,
Perderam tanto brilho e doce encanto...
As horas se passando, sem carinho,
Matando um coração, triste, sozinho...
MARCOS LOURES
SINCERA
Namorada que espero e nunca veio,
Apenas ameaça mas não chega
Amor quando em amor vira receio,
A carga em desamor logo renega.
Vivendo na esperança mais sincera
De ter o teu amor amada minha
Nascendo no fulgor da primavera
Na flor que imaginava e nunca tinha...
Colhendo tantas vezes seus espinhos,
Me perco e nada encontro, nem a mim...
Amares poderiam ser meus ninhos,
A vida não seria triste assim...
Agora que te espero, namorada,
Ao fim dessa jornada, nada, nada...
MARCOS LOURES.
Apenas ameaça mas não chega
Amor quando em amor vira receio,
A carga em desamor logo renega.
Vivendo na esperança mais sincera
De ter o teu amor amada minha
Nascendo no fulgor da primavera
Na flor que imaginava e nunca tinha...
Colhendo tantas vezes seus espinhos,
Me perco e nada encontro, nem a mim...
Amares poderiam ser meus ninhos,
A vida não seria triste assim...
Agora que te espero, namorada,
Ao fim dessa jornada, nada, nada...
MARCOS LOURES.
ILUSIONISMO
Ilusionismo feito em sonhos trago
Erráticos delírios ditam erros,
E sigo caminhando meus desterros,
A cada engano tramo novo estrago.
E sinto a farsa feita em versos vãos,
Mergulho no vazio e o sofrimento,
Ainda quando possa outro momento,
A queda a cada engodo, os mesmos chãos.
Legado que carrego e nada reste,
Ou mesmo poderia ter a senda
E o passo desatino, ainda acenda,
As chamas que negaste, a fome, a peste.
Levado para o poço, após a queda,
A vida paga o fim, cobre a moeda.
MARCOS LOURES
Erráticos delírios ditam erros,
E sigo caminhando meus desterros,
A cada engano tramo novo estrago.
E sinto a farsa feita em versos vãos,
Mergulho no vazio e o sofrimento,
Ainda quando possa outro momento,
A queda a cada engodo, os mesmos chãos.
Legado que carrego e nada reste,
Ou mesmo poderia ter a senda
E o passo desatino, ainda acenda,
As chamas que negaste, a fome, a peste.
Levado para o poço, após a queda,
A vida paga o fim, cobre a moeda.
MARCOS LOURES
FLORES
Os olhos que sorriem quando vejo
Sorrisos que me olhando maravilham.
Nos olhos que pretendo, um manso beijo,
Sorrisos que deliro quando brilham...
De flores tantas cores, luas, sonhos,
Amando sem querer, desejo a musa.
Caminhos e promessas mais risonhos,
Perdoe se meu verso já se abusa...
Não sabes deste encanto que produzes,
Versejo cada vez mais delicado
Ao ver destes olhos tantas luzes,
Nos lábios tanto brilho extasiado...
Ó rosa dos meus sonhos, vaidosa...
Na boca e nos teus olhos, maviosa...
MARCOS LOURES
Sorrisos que me olhando maravilham.
Nos olhos que pretendo, um manso beijo,
Sorrisos que deliro quando brilham...
De flores tantas cores, luas, sonhos,
Amando sem querer, desejo a musa.
Caminhos e promessas mais risonhos,
Perdoe se meu verso já se abusa...
Não sabes deste encanto que produzes,
Versejo cada vez mais delicado
Ao ver destes olhos tantas luzes,
Nos lábios tanto brilho extasiado...
Ó rosa dos meus sonhos, vaidosa...
Na boca e nos teus olhos, maviosa...
MARCOS LOURES
AO MESMO TEMPO SANGRA
Não quero sentir medo nem saudade
Apenas esse vento me acarinha
Trazendo, esse poder: felicidade.
A noite sem talvez já se avizinha...
Promessa que me traga novo amor
No brilho desta estrela que morreu.
O vento que soprando traz sabor
De tudo que minha alma se esqueceu.
Andava te buscando, minha rosa,
Jardins que percorrera, tão vazios...
Por mais que consideres vaidosa,
Revive nos meus sonhos, velhos trilhos...
Amor que calmamente, tudo invade,
Ao mesmo tempo sangra e não mais arde...
MARCOS LOURES
Apenas esse vento me acarinha
Trazendo, esse poder: felicidade.
A noite sem talvez já se avizinha...
Promessa que me traga novo amor
No brilho desta estrela que morreu.
O vento que soprando traz sabor
De tudo que minha alma se esqueceu.
Andava te buscando, minha rosa,
Jardins que percorrera, tão vazios...
Por mais que consideres vaidosa,
Revive nos meus sonhos, velhos trilhos...
Amor que calmamente, tudo invade,
Ao mesmo tempo sangra e não mais arde...
MARCOS LOURES
domingo, 1 de abril de 2018
SEM PROMESSA
Marcado pelo canto sem promessa
Que tanto me fez bem e me fez mal,
A vida me exigindo, e tenho pressa,
De tudo que mais quis, teu; afinal!
Se teimo em não seguir meu sentimento,
É culpa desse amor que foi demais.
Agora minha mente solta ao vento,
Precisa desse amor, em plena paz...
Não vejo um só momento que não sonhe
Buscando por palavras mais gentis.
Amor que se permite que se enfronhe
Desbrava novos sonhos mais sutis...
Amor que me marcando, me salvou,
Da dor que dentro em mim, já se aninhou...
MARCOS LOURES
Que tanto me fez bem e me fez mal,
A vida me exigindo, e tenho pressa,
De tudo que mais quis, teu; afinal!
Se teimo em não seguir meu sentimento,
É culpa desse amor que foi demais.
Agora minha mente solta ao vento,
Precisa desse amor, em plena paz...
Não vejo um só momento que não sonhe
Buscando por palavras mais gentis.
Amor que se permite que se enfronhe
Desbrava novos sonhos mais sutis...
Amor que me marcando, me salvou,
Da dor que dentro em mim, já se aninhou...
MARCOS LOURES
SOU NADA
Na vida nunca quis um outro risco
Que não levasse aos braços de quem amo...
Vivendo tanto tempo sendo arisco,
Inundo em santo amor e não reclamo...
Vivendo sem querer prosperidade
Apenas prosperar no sentimento
Que nada mais me traz felicidade
Somente teu amor, queimando lento...
As notas que me emprestas, da canção,
Acordes dissonantes e cantatas.
Aguardo por teu mago coração
Em meio a madrugadas, serenatas...
E falo, sem temer qualquer rancor,
Sou nada nessa vida sem amor...
MARCOS LOURES
Que não levasse aos braços de quem amo...
Vivendo tanto tempo sendo arisco,
Inundo em santo amor e não reclamo...
Vivendo sem querer prosperidade
Apenas prosperar no sentimento
Que nada mais me traz felicidade
Somente teu amor, queimando lento...
As notas que me emprestas, da canção,
Acordes dissonantes e cantatas.
Aguardo por teu mago coração
Em meio a madrugadas, serenatas...
E falo, sem temer qualquer rancor,
Sou nada nessa vida sem amor...
MARCOS LOURES
DOS SONHOS QUE VIVEMOS
Viver sem ter carinho de quem gosto
Exposto a tempestades mais febris
O vento que batendo no teu rosto
Recorda desse tempo mais feliz...
Por onde caminhava minha amada,
Cansada de tentar felicidade
Depois de ser promessa e quase nada
Restou desse meu tempo uma saudade...
Mas quero que tu saibas que, sincero,
Te quero cada vez aqui por perto.
Amando tanto amor que sinto, espero,
Que voltes inundando meu deserto...
Amor que tanto quis e agora tenho,
Dos sonhos que vivemos, de onde venho...
MARCOS LOURES
Exposto a tempestades mais febris
O vento que batendo no teu rosto
Recorda desse tempo mais feliz...
Por onde caminhava minha amada,
Cansada de tentar felicidade
Depois de ser promessa e quase nada
Restou desse meu tempo uma saudade...
Mas quero que tu saibas que, sincero,
Te quero cada vez aqui por perto.
Amando tanto amor que sinto, espero,
Que voltes inundando meu deserto...
Amor que tanto quis e agora tenho,
Dos sonhos que vivemos, de onde venho...
MARCOS LOURES
PERFEITA
Reflete sobre a rosa a bela lua,
Trazendo nos seus raios, tal encanto
Desfilando no céu, perfeita e nua.
Transfere todo brilho p’ro meu canto...
Ó lua mensageira de esperança
Meus versos te buscando, sem cansaço.
Nas pétalas da rosa, a lua dança,
Formando um belo quadro, traço a traço...
Invade, pois, minha alma, lua amada...
Traduz tanta beleza em seu fulgor
Espero por seus braços, madrugada,
Na lua vou banhando meu amor...
Minha alma na tua alma continua,
Por isso estou te amando, bela lua...
MARCOS LOURES
Trazendo nos seus raios, tal encanto
Desfilando no céu, perfeita e nua.
Transfere todo brilho p’ro meu canto...
Ó lua mensageira de esperança
Meus versos te buscando, sem cansaço.
Nas pétalas da rosa, a lua dança,
Formando um belo quadro, traço a traço...
Invade, pois, minha alma, lua amada...
Traduz tanta beleza em seu fulgor
Espero por seus braços, madrugada,
Na lua vou banhando meu amor...
Minha alma na tua alma continua,
Por isso estou te amando, bela lua...
MARCOS LOURES
QUEM DERA
Quem dera se pudesse ser teu homem
Aquele que esperavas mas não vinha.
As dores que te deram, logo somem,
Abraço que te toca e adivinha...
Quem dera se pudesse te trazer
O gosto que esqueceste dessa vida.
Matando uma vontade de morrer
Deitado em tua cama adormecida.
Quem dera se cantasse o mesmo canto
O coração que bate mas não sente.
Vivendo teu amor, vestindo o manto
Que trama no prazer, viver contente...
Assim eu poderia mais me expor
A todos os desígnios deste amor!
MARCOS LOURES
Aquele que esperavas mas não vinha.
As dores que te deram, logo somem,
Abraço que te toca e adivinha...
Quem dera se pudesse te trazer
O gosto que esqueceste dessa vida.
Matando uma vontade de morrer
Deitado em tua cama adormecida.
Quem dera se cantasse o mesmo canto
O coração que bate mas não sente.
Vivendo teu amor, vestindo o manto
Que trama no prazer, viver contente...
Assim eu poderia mais me expor
A todos os desígnios deste amor!
MARCOS LOURES
SENTIMENTO
Espero cada canto num segundo,
Que invada meu sorriso como um todo
Amor que me penetra traz meu mundo
Quiçá possa salvar-me deste lodo
Que em vão meu coração se emaranhando
Arrasta meus sentidos rumo ao nada.
O tempo de viver já vai passando
Em busca do sorriso desta amada...
Meus versos não são mais ledo destino
São versos que te faço, sentimento...
Encanto do meu mundo de menino
Tecendo uma esperança em pleno vento...
E canto meu amor com tal certeza
Envolto neste encanto, da beleza...
MARCOS LOURES
Que invada meu sorriso como um todo
Amor que me penetra traz meu mundo
Quiçá possa salvar-me deste lodo
Que em vão meu coração se emaranhando
Arrasta meus sentidos rumo ao nada.
O tempo de viver já vai passando
Em busca do sorriso desta amada...
Meus versos não são mais ledo destino
São versos que te faço, sentimento...
Encanto do meu mundo de menino
Tecendo uma esperança em pleno vento...
E canto meu amor com tal certeza
Envolto neste encanto, da beleza...
MARCOS LOURES
SEM TER MEDIDA
Por eu te amar assim sem ter medida,
Amor não me perdoa e me tortura,
Não quero mais saber se tem saída
Apenas vou viver santa loucura
Que, por te amar assim, ‘stá me salvando
Dos erros que cometo, sem sentir.
Nas vezes que declaro estar te amando,
Sem nada que consiga me impedir;
Eu sinto desta brisa o beijo calmo...
Meus versos em louvor ao que mais sinto,
Prometem cada dia um novo salmo,
Palavras me inebriam qual absinto.
És tudo que procuro e tenho enfim,
Sou feliz por te amar. Te amar assim...
MARCOS LOURES
Amor não me perdoa e me tortura,
Não quero mais saber se tem saída
Apenas vou viver santa loucura
Que, por te amar assim, ‘stá me salvando
Dos erros que cometo, sem sentir.
Nas vezes que declaro estar te amando,
Sem nada que consiga me impedir;
Eu sinto desta brisa o beijo calmo...
Meus versos em louvor ao que mais sinto,
Prometem cada dia um novo salmo,
Palavras me inebriam qual absinto.
És tudo que procuro e tenho enfim,
Sou feliz por te amar. Te amar assim...
MARCOS LOURES
VENTO DA PAIXÃO
Desde que ela se foi não tenho vida,
Escute, por favor, amigo meu.
Aquela que eu pensava tão querida
Aos poucos, no meu mundo, se perdeu...
Levada pelo vento da paixão,
Deixou aqui por dentro quase nada,
Não creio que eu encontre solução,
Minha alma aqui ficou, abandonada...
Não vejo mais prazer e nem vontade,
Nas coisas que fazia com prazer,
Amar como eu amei, tanta verdade;
Perdido nesta angústia vou morrer...
Desculpe se me mostro por inteiro,
Amigo é pr’essas coisas, companheiro...
MARCOS LOURES
Escute, por favor, amigo meu.
Aquela que eu pensava tão querida
Aos poucos, no meu mundo, se perdeu...
Levada pelo vento da paixão,
Deixou aqui por dentro quase nada,
Não creio que eu encontre solução,
Minha alma aqui ficou, abandonada...
Não vejo mais prazer e nem vontade,
Nas coisas que fazia com prazer,
Amar como eu amei, tanta verdade;
Perdido nesta angústia vou morrer...
Desculpe se me mostro por inteiro,
Amigo é pr’essas coisas, companheiro...
MARCOS LOURES
ABRAÇO AMIGO
Abraço quando é dado com carinho
Transfere uma energia positiva,
Nos braços desse amigo já me aninho
À vida saudações, portanto viva!
Amigo nunca troca de camisa,
É sempre mais leal e companheiro
Mesmo que venta, trama calma brisa,
Fazendo da amizade seu celeiro...
Meu amigo guardado aqui no peito,
Bem sabe destas dores que sofri,
Nos laços que criamos; mais perfeito,
O belo desta vida, sempre aqui...
Natal que se aproxima, estou contigo,
Espero, com ternura, abraço amigo...
MARCOS LOURES
Transfere uma energia positiva,
Nos braços desse amigo já me aninho
À vida saudações, portanto viva!
Amigo nunca troca de camisa,
É sempre mais leal e companheiro
Mesmo que venta, trama calma brisa,
Fazendo da amizade seu celeiro...
Meu amigo guardado aqui no peito,
Bem sabe destas dores que sofri,
Nos laços que criamos; mais perfeito,
O belo desta vida, sempre aqui...
Natal que se aproxima, estou contigo,
Espero, com ternura, abraço amigo...
MARCOS LOURES
PELOS CAMPOS
Adoro teus cabelos, és perfeita,
Na boca sensual tudo se sabe
Minha alma na tua alma se deleita,
Amor que tanto tenho não me cabe...
De tanto que te quero, tão profundo
Amor, neste teu céu eu vou sonhando
Com alguém que vivendo neste mundo,
Fazendo levitar, ando pensando.
Voando com as asas que me deste,
Flutuo com teus pés ó minha amada.
Recebo teu carinho como um teste
Depois de tanto sonho serei nada?
Só sei que por teus passos tanto imploro,
Amor que mais que tudo, eu sempre adoro!
MARCOS LOURES
Na boca sensual tudo se sabe
Minha alma na tua alma se deleita,
Amor que tanto tenho não me cabe...
De tanto que te quero, tão profundo
Amor, neste teu céu eu vou sonhando
Com alguém que vivendo neste mundo,
Fazendo levitar, ando pensando.
Voando com as asas que me deste,
Flutuo com teus pés ó minha amada.
Recebo teu carinho como um teste
Depois de tanto sonho serei nada?
Só sei que por teus passos tanto imploro,
Amor que mais que tudo, eu sempre adoro!
MARCOS LOURES
PROFUNDO
Adoro teus cabelos, és perfeita,
Na boca sensual tudo se sabe
Minha alma na tua alma se deleita,
Amor que tanto tenho não me cabe...
De tanto que te quero, tão profundo
Amor, neste teu céu eu vou sonhando
Com alguém que vivendo neste mundo,
Fazendo levitar, ando pensando.
Voando com as asas que me deste,
Flutuo com teus pés ó minha amada.
Recebo teu carinho como um teste
Depois de tanto sonho serei nada?
Só sei que por teus passos tanto imploro,
Amor que mais que tudo, eu sempre adoro!
MARCOS LOURES
Na boca sensual tudo se sabe
Minha alma na tua alma se deleita,
Amor que tanto tenho não me cabe...
De tanto que te quero, tão profundo
Amor, neste teu céu eu vou sonhando
Com alguém que vivendo neste mundo,
Fazendo levitar, ando pensando.
Voando com as asas que me deste,
Flutuo com teus pés ó minha amada.
Recebo teu carinho como um teste
Depois de tanto sonho serei nada?
Só sei que por teus passos tanto imploro,
Amor que mais que tudo, eu sempre adoro!
MARCOS LOURES
A TUA AUSÊNCIA
Machuca o coração a tua ausência...
Sabendo que te quero, minha amada
A vida não se faz coincidência,
Precisa ser, deveras, conquistada.
Em cada novo beijo, num novo abraço,
Se somam sentimentos mais perfeitos.
Amando quem se fez pleno cansaço,
Desejo reclamando seus direitos...
Repare como o céu tem claridade
Roubada de teus olhos, minha estrela.
Louvando tanto amor em liberdade
A cada no sonho, revivê-la.
Machuca o coração ando curvado,
Coração tanto pesa, apaixonado!
MARCOS LOURES
Sabendo que te quero, minha amada
A vida não se faz coincidência,
Precisa ser, deveras, conquistada.
Em cada novo beijo, num novo abraço,
Se somam sentimentos mais perfeitos.
Amando quem se fez pleno cansaço,
Desejo reclamando seus direitos...
Repare como o céu tem claridade
Roubada de teus olhos, minha estrela.
Louvando tanto amor em liberdade
A cada no sonho, revivê-la.
Machuca o coração ando curvado,
Coração tanto pesa, apaixonado!
MARCOS LOURES
LUAR
De tanto que essa sorte vai perdida
Em busca desta estrela do meu norte,
A vida se demonstra esvaecida
Persegue seu destino, triste e forte...
O tempo vai passando e ninguém vê
Meus passos que cansei de sempre ter
Chorando sem saber sequer por que,
Espero que consiga, enfim, me ver...
Ó lua que caminho, pois, trilhaste,
Se tudo o que me deste já passou.
Amor que desse amor tu não roubaste
Nunca em minha vida se encontrou...
Estrela! Não me canso de sonhar
Com raios que encontrei nesse luar!
MARCOS LOURES
Em busca desta estrela do meu norte,
A vida se demonstra esvaecida
Persegue seu destino, triste e forte...
O tempo vai passando e ninguém vê
Meus passos que cansei de sempre ter
Chorando sem saber sequer por que,
Espero que consiga, enfim, me ver...
Ó lua que caminho, pois, trilhaste,
Se tudo o que me deste já passou.
Amor que desse amor tu não roubaste
Nunca em minha vida se encontrou...
Estrela! Não me canso de sonhar
Com raios que encontrei nesse luar!
MARCOS LOURES
CORREM HORAS
Caminha a minha amada, tão esguia,
Passando pelas ruas simplesmente,
Faz planos, meu amor, em fantasia,
E tudo modifica, de repente...
Se quando vejo amor, assim, passar,
O mundo se converte em delírio,
O certo é que estarei a te encontrar
Nas sendas mais distantes, sem martírio...
Erguendo meus castelos nos teus passos,
Os paços que criei, tanta beleza,
Sabendo que me prendes em teus laços,
Sucumbo totalmente à realeza.
Amor tão delicado, delicia,
De tanto que te amei, amor vicia...
MARCOS LOURES
Passando pelas ruas simplesmente,
Faz planos, meu amor, em fantasia,
E tudo modifica, de repente...
Se quando vejo amor, assim, passar,
O mundo se converte em delírio,
O certo é que estarei a te encontrar
Nas sendas mais distantes, sem martírio...
Erguendo meus castelos nos teus passos,
Os paços que criei, tanta beleza,
Sabendo que me prendes em teus laços,
Sucumbo totalmente à realeza.
Amor tão delicado, delicia,
De tanto que te amei, amor vicia...
MARCOS LOURES
MEUS CASTELOS
Caminha a minha amada, tão esguia,
Passando pelas ruas simplesmente,
Faz planos, meu amor, em fantasia,
E tudo modifica, de repente...
Se quando vejo amor, assim, passar,
O mundo se converte em delírio,
O certo é que estarei a te encontrar
Nas sendas mais distantes, sem martírio...
Erguendo meus castelos nos teus passos,
Os paços que criei, tanta beleza,
Sabendo que me prendes em teus laços,
Sucumbo totalmente à realeza.
Amor tão delicado, delicia,
De tanto que te amei, amor vicia...
MARCOS LOURES
Passando pelas ruas simplesmente,
Faz planos, meu amor, em fantasia,
E tudo modifica, de repente...
Se quando vejo amor, assim, passar,
O mundo se converte em delírio,
O certo é que estarei a te encontrar
Nas sendas mais distantes, sem martírio...
Erguendo meus castelos nos teus passos,
Os paços que criei, tanta beleza,
Sabendo que me prendes em teus laços,
Sucumbo totalmente à realeza.
Amor tão delicado, delicia,
De tanto que te amei, amor vicia...
MARCOS LOURES
AMAR A QUEM AMEI
Amar a quem amei por ideal
Em todos os segundos, tantos dias,
Fazendo desse amor o bem e o mal,
Que trama sutilezas mais sombrias...
Amores que guardei no pensamento,
São flores que se murcham nos martírios,
Vivendo tanto amor esparso ao vento,
Jardins que se perderam tantos lírios...
Agora que não posso mais lutar,
A lua se demonstra mais gentil,
Mandando belo raio de luar
Tocando meu amor, mansa e sutil.
Amor que sussurrante me devora,
A lua nos meus braços se demora...
MARCOS LOURES
Em todos os segundos, tantos dias,
Fazendo desse amor o bem e o mal,
Que trama sutilezas mais sombrias...
Amores que guardei no pensamento,
São flores que se murcham nos martírios,
Vivendo tanto amor esparso ao vento,
Jardins que se perderam tantos lírios...
Agora que não posso mais lutar,
A lua se demonstra mais gentil,
Mandando belo raio de luar
Tocando meu amor, mansa e sutil.
Amor que sussurrante me devora,
A lua nos meus braços se demora...
MARCOS LOURES
LUA ACALMA
Amor que conheci noutras esferas
Voando por estradas doloridas,
Agora se renasce em primaveras
Trazendo tantas flores mais queridas...
Olhando teu amor, penso num lago
De plácidas delícias refrescantes,
Procuro por teu corpo, num afago,
E sonho nossa noites deslumbrantes...
Na dureza e pureza de um marfim,
Amor vem se adentro na minha alma.
É tudo o que restou de bom em mim,
As lágrimas não choro, lua acalma...
Amor que recomeça neste clima,
Em tanta claridade já se estima...
MARCOS LOURES
Voando por estradas doloridas,
Agora se renasce em primaveras
Trazendo tantas flores mais queridas...
Olhando teu amor, penso num lago
De plácidas delícias refrescantes,
Procuro por teu corpo, num afago,
E sonho nossa noites deslumbrantes...
Na dureza e pureza de um marfim,
Amor vem se adentro na minha alma.
É tudo o que restou de bom em mim,
As lágrimas não choro, lua acalma...
Amor que recomeça neste clima,
Em tanta claridade já se estima...
MARCOS LOURES
REJUVENESCE
Amor que com certeza nega idade
Transforma todo velho na criança
Que sempre a me trazer a claridade
Renova no meu peito uma esperança
De ser o que pretendo e nunca fui,
O manto que me cobre, mais florido,
Amor que mansamente sempre flui
Fazendo do meu riso, meu fluido...
Amor que te dedico em manso rio,
Revive, dentro em mim, o paraíso,
Percorro com meus dedos o vazio,
Encontro em teu amor, o meu sorriso...
Amor que na verdade não padece,
Amor que vindo a mim, rejuvenesce...
MARCOS LOURES
Transforma todo velho na criança
Que sempre a me trazer a claridade
Renova no meu peito uma esperança
De ser o que pretendo e nunca fui,
O manto que me cobre, mais florido,
Amor que mansamente sempre flui
Fazendo do meu riso, meu fluido...
Amor que te dedico em manso rio,
Revive, dentro em mim, o paraíso,
Percorro com meus dedos o vazio,
Encontro em teu amor, o meu sorriso...
Amor que na verdade não padece,
Amor que vindo a mim, rejuvenesce...
MARCOS LOURES
MINHAS ILUSÕES
Nos olhos destroçados pela dor
Adormecido sem saber se irei voltar,
Vivendo tanto tempo sem amor,
Recebo desta mão a dor do mar.
Esquecido pelos ventos da saudade
Deixado neste canto, sem remédio...
Morrendo sem sequer ter claridade,
A vida se escoando em pleno tédio....
As minhas ilusões já debruçadas
Nas águas tão profundas abissais.
Recebo das esfumas tais lufadas,
Impedem mesmo em sonho, um novo cais...
E morro, tão calado, sem ninguém,
Somente a tempestade desce e vem...
MARCOS LOURES
Adormecido sem saber se irei voltar,
Vivendo tanto tempo sem amor,
Recebo desta mão a dor do mar.
Esquecido pelos ventos da saudade
Deixado neste canto, sem remédio...
Morrendo sem sequer ter claridade,
A vida se escoando em pleno tédio....
As minhas ilusões já debruçadas
Nas águas tão profundas abissais.
Recebo das esfumas tais lufadas,
Impedem mesmo em sonho, um novo cais...
E morro, tão calado, sem ninguém,
Somente a tempestade desce e vem...
MARCOS LOURES
CASCATAS
Sentindo, da saudade, seu bafejo,
Queimando minha face na tristeza;
Procuro teu amor em meu desejo,
E nada me restou, nem correnteza...
O rio que te leva não te traz,
Espero nas cascatas da saudade.
O mundo vai perdendo sua paz,
Agora o que farei, felicidade?
A noite sem teus braços, que tortura!
Se tanto quis amor, hoje não posso,
A pele se cortando, uma fissura
Que marca todo amor, também o nosso...
Não tenho mais meu sonho em claridade,
Apenas me tortura uma saudade!
MARCOS LOURES
Queimando minha face na tristeza;
Procuro teu amor em meu desejo,
E nada me restou, nem correnteza...
O rio que te leva não te traz,
Espero nas cascatas da saudade.
O mundo vai perdendo sua paz,
Agora o que farei, felicidade?
A noite sem teus braços, que tortura!
Se tanto quis amor, hoje não posso,
A pele se cortando, uma fissura
Que marca todo amor, também o nosso...
Não tenho mais meu sonho em claridade,
Apenas me tortura uma saudade!
MARCOS LOURES
MEU FILHO
Meu filho caminhando pela casa
Sorrisos de criança tão feliz...
O medo que em meu peito tanto abrasa,
Em cortes se negando a cicatriz...
Meu filho sem tristezas nem maldades,
Abraça o meu futuro sem saber.
As luas que roubaram claridades
Embalde sempre negam a nascer...
Que Deus não te permita o sofrimento
Nem trevas que comigo já carrego,
Prefiro mergulhar no meu tormento
Pois sei que tristes mares eu navego...
Agora só Te peço, meu bom Deus,
Afaste do meu filho os males meus...
MARCOS LOURES
Sorrisos de criança tão feliz...
O medo que em meu peito tanto abrasa,
Em cortes se negando a cicatriz...
Meu filho sem tristezas nem maldades,
Abraça o meu futuro sem saber.
As luas que roubaram claridades
Embalde sempre negam a nascer...
Que Deus não te permita o sofrimento
Nem trevas que comigo já carrego,
Prefiro mergulhar no meu tormento
Pois sei que tristes mares eu navego...
Agora só Te peço, meu bom Deus,
Afaste do meu filho os males meus...
MARCOS LOURES
VENTO DA ESPERANÇA
Pretendo minha vida em tal deleite
Que nada possa mais que meu amor.
Na cama que por sorte amor se deite
Rolamos de prazeres sem rancor...
O vento transformado em mansa brisa
Desfaz um sofrimento sem perguntas,
Amor que me traduzes, poetisa,
Nas mãos que se procuram ,todas juntas...
Vencido pelo vento de esperança
Que nada mais me impeça, ser feliz...
Amando quem chegara sem tardança
Da dança que se dança peço bis...
Agora não pergunte mais à lua,
Amor que te procura, mansa e nua...
MARCOS LOURES
Que nada possa mais que meu amor.
Na cama que por sorte amor se deite
Rolamos de prazeres sem rancor...
O vento transformado em mansa brisa
Desfaz um sofrimento sem perguntas,
Amor que me traduzes, poetisa,
Nas mãos que se procuram ,todas juntas...
Vencido pelo vento de esperança
Que nada mais me impeça, ser feliz...
Amando quem chegara sem tardança
Da dança que se dança peço bis...
Agora não pergunte mais à lua,
Amor que te procura, mansa e nua...
MARCOS LOURES
NUM CAMPO AGRESTE
A noite que te trouxe, tão divina
Miraculosamente guardada em mim,
De tanto que te quero, descortina
Amor que sempre trago sem ter fim...
Aos campos que passamos, nossos olhos,
As flores que cultivo, sem segredos...
Carrego nosso amor em tantos molhos
Que nada mais importa nem os medos...
Nasceste da ternura que me invade
E sabe que preciso estar em ti.
Amor que não se importa com saudade
De tanto que este amor sempre vivi...
És flor que já plantei num campo agreste,
A força que me trazes, me reveste...
MARCOS LOURES
Miraculosamente guardada em mim,
De tanto que te quero, descortina
Amor que sempre trago sem ter fim...
Aos campos que passamos, nossos olhos,
As flores que cultivo, sem segredos...
Carrego nosso amor em tantos molhos
Que nada mais importa nem os medos...
Nasceste da ternura que me invade
E sabe que preciso estar em ti.
Amor que não se importa com saudade
De tanto que este amor sempre vivi...
És flor que já plantei num campo agreste,
A força que me trazes, me reveste...
MARCOS LOURES
RENASCER
A noite me trazendo o mar imenso
Em mansa calmaria que me invade,
Acendo meus desejos neste incenso
Qual fora em atitude uma saudade...
Saudade deste tempo que passei
Em busca deste Deus que não mais vejo.
Agora que a mortalha traz a lei,
O manto desta dor, forma o desejo...
Desejo de saber do meu futuro
Nos olhos desta guia, primavera...
O resto da canção, seguindo escuro,
O tempo que passei, minha nova era...
Agora que te encontro ao fim do dia,
Renasce meu amor, em poesia...
MARCOS LOURES
Em mansa calmaria que me invade,
Acendo meus desejos neste incenso
Qual fora em atitude uma saudade...
Saudade deste tempo que passei
Em busca deste Deus que não mais vejo.
Agora que a mortalha traz a lei,
O manto desta dor, forma o desejo...
Desejo de saber do meu futuro
Nos olhos desta guia, primavera...
O resto da canção, seguindo escuro,
O tempo que passei, minha nova era...
Agora que te encontro ao fim do dia,
Renasce meu amor, em poesia...
MARCOS LOURES
CORCEL
Cortando num galope pelo céu
Mergulha em teu sorriso, num segundo,
Receba com carinho teu corcel
Que sonha vir também tragando o mundo...
As mãos que acariciam teu desejo
São mãos mais delicadas e precisas,
Fazendo dos meus sonhos, sem ter pejo,
As horas e delícias mais concisas...
Corcel que deleitando não se cansa
De ter uma esperança de te ter...
Recebe todo o vento da lembrança
Do sonho que começa a te envolver...
Não deixe que se queime quem te espera,
Corcel que se devora por pantera...
MARCOS LOURES
Mergulha em teu sorriso, num segundo,
Receba com carinho teu corcel
Que sonha vir também tragando o mundo...
As mãos que acariciam teu desejo
São mãos mais delicadas e precisas,
Fazendo dos meus sonhos, sem ter pejo,
As horas e delícias mais concisas...
Corcel que deleitando não se cansa
De ter uma esperança de te ter...
Recebe todo o vento da lembrança
Do sonho que começa a te envolver...
Não deixe que se queime quem te espera,
Corcel que se devora por pantera...
MARCOS LOURES
NAS NOITES DELICADAS
Serpente que sonhavas em delícias
Por entre tuas pernas passeando,
Fazendo dos prazeres e sevícias
Desejos que deliras desfrutando...
Quem dera ser a serpe que t’anseias
Nas noites delicadas e gentis,
Entrar e penetrar por tuas veias
Causando teus delírios mais febris...
Enrosco em tuas coxas tão morenas,
Depois de conhecer os teus caminhos,
Com tais temperaturas não amenas
Deitar tão bravamente nos teus ninhos...
Desejas da serpente, um louco beijo,
Serpente que te invade, com desejo...
MARCOS LOURES
Por entre tuas pernas passeando,
Fazendo dos prazeres e sevícias
Desejos que deliras desfrutando...
Quem dera ser a serpe que t’anseias
Nas noites delicadas e gentis,
Entrar e penetrar por tuas veias
Causando teus delírios mais febris...
Enrosco em tuas coxas tão morenas,
Depois de conhecer os teus caminhos,
Com tais temperaturas não amenas
Deitar tão bravamente nos teus ninhos...
Desejas da serpente, um louco beijo,
Serpente que te invade, com desejo...
MARCOS LOURES
AMARGURA
Amargurada tramas com a lua
Maneiras de forjar loucos desmaios,
No cio que te encontro, seminua,
De todos os desejos, mansos raios...
Desfruto dessas flóreas emboscadas
Que tramas sem saber que te tocaio.
As prendas que me deste, vão guardadas
Nas flores que escondeste, logo caio.
Pairando nossos sonhos mais secretos,
Em torno desse mar que já se orvalha.
Os dedos competentes seguem retos,
Cortando teu prazer, doce batalha...
Te quero desejando sem ter medos,
Amor que já desvenda teus segredos...
MARCOS LOURES
Maneiras de forjar loucos desmaios,
No cio que te encontro, seminua,
De todos os desejos, mansos raios...
Desfruto dessas flóreas emboscadas
Que tramas sem saber que te tocaio.
As prendas que me deste, vão guardadas
Nas flores que escondeste, logo caio.
Pairando nossos sonhos mais secretos,
Em torno desse mar que já se orvalha.
Os dedos competentes seguem retos,
Cortando teu prazer, doce batalha...
Te quero desejando sem ter medos,
Amor que já desvenda teus segredos...
MARCOS LOURES
PERDIDO
Nas torres que mergulhas, altaneira,
Esqueces dos teus sonhos bloqueados,
Vivendo das tocaias mais certeiras,
Invades meus caminhos e meus prados...
Amando quem amei e não voltou
Depois de tanto tempo, não me esqueço.
Padeço destes restos do que sou,
Sem pena, ao fugires, enlouqueço.
Procuro por teus rastros mas não acho,
Não tenho mais o faro que já tive
Não quero que maltrates, sou capacho
De todos os momentos nada vive...
Não vejo mais teus olhos sedutores,
Perdido nesse mundo, sem amores...
MARCOS LOURES
Esqueces dos teus sonhos bloqueados,
Vivendo das tocaias mais certeiras,
Invades meus caminhos e meus prados...
Amando quem amei e não voltou
Depois de tanto tempo, não me esqueço.
Padeço destes restos do que sou,
Sem pena, ao fugires, enlouqueço.
Procuro por teus rastros mas não acho,
Não tenho mais o faro que já tive
Não quero que maltrates, sou capacho
De todos os momentos nada vive...
Não vejo mais teus olhos sedutores,
Perdido nesse mundo, sem amores...
MARCOS LOURES
NÃO SE ESQUEÇA
Amiga, nossa noite já promete
Portanto não se esqueça do detalhe
Que quando tanto amor já se intromete
Promessas de desejos fundo entalhe.
Amiga como é bom saber que vens
Trazer quem sabe a luz que necessito.
De todos os meus toscos, pobres bens,
A noite que vieres, nosso rito.
Amiga me fartando de teus beijos,
Não deixo de sentir certo ciúme
Sabendo que repartes teus desejos,
Quais flores que se encharcam de perfume.
Mas venha, nessa noite, minha amiga,
A mão que acaricia, em si me abriga...
MARCOS LOURES
Portanto não se esqueça do detalhe
Que quando tanto amor já se intromete
Promessas de desejos fundo entalhe.
Amiga como é bom saber que vens
Trazer quem sabe a luz que necessito.
De todos os meus toscos, pobres bens,
A noite que vieres, nosso rito.
Amiga me fartando de teus beijos,
Não deixo de sentir certo ciúme
Sabendo que repartes teus desejos,
Quais flores que se encharcam de perfume.
Mas venha, nessa noite, minha amiga,
A mão que acaricia, em si me abriga...
MARCOS LOURES
TEUS OLHOS
Teus olhos que em meus olhos já cintilam
Aos deuses os meus olhos agradecem,
Esquecem dos rancores que destilam
Nas horas que em teus olhos não se esquecem.
Alagas com teus rios os meus potes
E fazes de meus fios tantos cortes,
Amores que vivemos são meus motes
Embora não se percam nossas sortes....
Jazido sobre a cama que me dás
Desmaio nos teus braços sedutores,
Vencido te desejo, amor em paz,
Nas múltiplas feições de tantas cores...
Querendo formosura sem igual,
Amor que tanto tenho mel e mal....
MARCOS LOURES
Aos deuses os meus olhos agradecem,
Esquecem dos rancores que destilam
Nas horas que em teus olhos não se esquecem.
Alagas com teus rios os meus potes
E fazes de meus fios tantos cortes,
Amores que vivemos são meus motes
Embora não se percam nossas sortes....
Jazido sobre a cama que me dás
Desmaio nos teus braços sedutores,
Vencido te desejo, amor em paz,
Nas múltiplas feições de tantas cores...
Querendo formosura sem igual,
Amor que tanto tenho mel e mal....
MARCOS LOURES
JARDIM
Flores no meu jardim esquecidas...
Jasmins e brancos lírios derradeiros,
Crisântemos e rosas ressequidas
Amores se perdendo, corriqueiros...
As rosas, violetas, dálias, lírios;
Não sabem quanto tempo eu procurei,
Passando meus amores nos martírios
Achando que podia, mergulhei...
Agora que o jardim, tão sem cuidado,
Em urzes, nos espinhos sequer flor,
Eu lembro desse amor novo, encantado,
Quem sabe possa ser o salvador?
Porém, ao ver distante o teu abraço,
Deitado em meu jardim, vem o cansaço...
MARCOS LOURES
ATOS E PALAVRAS
Eu amo meu amor completamente,
Em atos e palavras, cada dia...
Vertendo nesse amor, o corpo, a mente,
Invade mansamente a poesia...
Amor que não se mede e se procura
Em atos e desejos delirantes.
Vibrando totalmente de ternura,
Amor que se tortura nos rompantes...
Amantes deste amor quase sincero,
Dormimos abraçados, sonhos vários,
Nos braços que mergulho sempre espero
O canto em liberdade dos canários...
Amor que plenamente não me ilude,
Porém vivo esse amor em plenitude...
MARCOS LOURES
Em atos e palavras, cada dia...
Vertendo nesse amor, o corpo, a mente,
Invade mansamente a poesia...
Amor que não se mede e se procura
Em atos e desejos delirantes.
Vibrando totalmente de ternura,
Amor que se tortura nos rompantes...
Amantes deste amor quase sincero,
Dormimos abraçados, sonhos vários,
Nos braços que mergulho sempre espero
O canto em liberdade dos canários...
Amor que plenamente não me ilude,
Porém vivo esse amor em plenitude...
MARCOS LOURES
VERTENTES
Nessas tênues vertentes deste rio
As águas que te banham deliciam.
Diluo meus desejos no teu cio
Pelúcias que os amores propiciam...
Desfilo meus dedos em teus portos
Atraco meu navio no teu cais.
Os medos não demoram, vivem mortos,
Pois sabem que temor não terei mais...
Cortejo cada toque mais profano,
Remessas de delírios e prazeres
Noturnas fantasias sem engano,
Que são tramadas, basta tu quereres...
Eu quero teu amor, manso cortejo,
Em tantas explosões do meu desejo...
MARCOS LOURES
As águas que te banham deliciam.
Diluo meus desejos no teu cio
Pelúcias que os amores propiciam...
Desfilo meus dedos em teus portos
Atraco meu navio no teu cais.
Os medos não demoram, vivem mortos,
Pois sabem que temor não terei mais...
Cortejo cada toque mais profano,
Remessas de delírios e prazeres
Noturnas fantasias sem engano,
Que são tramadas, basta tu quereres...
Eu quero teu amor, manso cortejo,
Em tantas explosões do meu desejo...
MARCOS LOURES
NOTURNOS
Não falo mais em lágrimas nem gritos
Noturnos, nem vazios dentro da alma...
Amores que avassalam velhos mitos
Trazendo toda a paz que já me acalma...
Não falo mais em promessas disfarçadas
Nem nos medos inerentes ao amor.
As noites em carinhos, se passadas,
Não deixarão espaços ao rancor...
O templo dos amores, nossa cama,
Deliciosamente num incenso
Perfumando toda nossa chama
Trazendo um prazer santo, imenso...
Falo dessa ternura que tivemos
Na brasa deste amor em que vivemos...
MARCOS LOURES
Noturnos, nem vazios dentro da alma...
Amores que avassalam velhos mitos
Trazendo toda a paz que já me acalma...
Não falo mais em promessas disfarçadas
Nem nos medos inerentes ao amor.
As noites em carinhos, se passadas,
Não deixarão espaços ao rancor...
O templo dos amores, nossa cama,
Deliciosamente num incenso
Perfumando toda nossa chama
Trazendo um prazer santo, imenso...
Falo dessa ternura que tivemos
Na brasa deste amor em que vivemos...
MARCOS LOURES
TÃO DE REPENTE
Assim nossos desejos tão carnais
Em tantas rebeldias se processam
Forjando em nossa cama carnavais
Em todos os momentos recomeçam
E tramam nos seus frêmitos delírios
As horas mais incríveis sem receios,
Beleza para os olhos, meu colírios
Na dura turgidez de belos seios...
Não cabem nem discursos da arrogância,
Nos lábios encardidos sem pudor,
Aromas sensuais, doces fragrâncias,
Misturas dos prazeres e do amor...
Ao ver teu corpo nu enlanguescente
Amor que se refaz tão de repente...
MARCOS LOURES
Em tantas rebeldias se processam
Forjando em nossa cama carnavais
Em todos os momentos recomeçam
E tramam nos seus frêmitos delírios
As horas mais incríveis sem receios,
Beleza para os olhos, meu colírios
Na dura turgidez de belos seios...
Não cabem nem discursos da arrogância,
Nos lábios encardidos sem pudor,
Aromas sensuais, doces fragrâncias,
Misturas dos prazeres e do amor...
Ao ver teu corpo nu enlanguescente
Amor que se refaz tão de repente...
MARCOS LOURES
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