Florescem alvas formas nos meus olhos
E delas encetando meus delírios
Crisântemos, verbenas, dálias, lírios
Prazeres reconheço e colho aos molhos.
Por mais que tantas vezes acidula
A vida não se perde em poucas luzes,
Arranco do canteiro torpes urzes,
Mergulho no teu corpo, em fúria e gula
E teimo em descumprir qualquer tratado,
Fronteiras não conheço nem limites,
E quando em minhas mãos, mais te permite
O sonho se desenha desvendado.
E esplêndidas manhãs anunciadas
Em luzes mais profanas consagradas...
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
sábado, 21 de abril de 2018
MOMENTOS
Astênicos momentos desfraldados
Antrazes entre lutas e batalhas,
Nas ânsias mais profundas, as navalhas
E os cortes tão terríveis, lacerados.
Evisceram caminhos entranhados
Ancoram quando ausente tu mais falhas
No peito o falso gozo de medalhas
Ascendem aos inúteis vãos recados,
Terríveis ventanias, porto além
E quando se percebe nada vem
Nem mesmo este prazer em que sacias
Na terebrante e insólita facada
A mesma sensação do eterno nada
E as mãos que tu me deste estão vazias...
MARCOS LOURES
Antrazes entre lutas e batalhas,
Nas ânsias mais profundas, as navalhas
E os cortes tão terríveis, lacerados.
Evisceram caminhos entranhados
Ancoram quando ausente tu mais falhas
No peito o falso gozo de medalhas
Ascendem aos inúteis vãos recados,
Terríveis ventanias, porto além
E quando se percebe nada vem
Nem mesmo este prazer em que sacias
Na terebrante e insólita facada
A mesma sensação do eterno nada
E as mãos que tu me deste estão vazias...
MARCOS LOURES
ERRÁTICAS
Erráticas e espúrias ilusões
Ascendem ao jamais poderei ter
E quanto neste nada o teu prazer
O mundo em crua face tu me expões.
Negrejas os meus dias, vãs neblinas
E tramas com furor outros vazios,
E em plenas esperanças desafios
Que aos poucos com terror tomas, dominas.
E assisto aos meus momentos terminais
E deles purulentas pestilências
Aonde proferisses inocências
Momentos tenebrosos tão iguais
E o pântano que legas como herança
Traçando um vago plano de vingança...
MARCOS LOURES
Ascendem ao jamais poderei ter
E quanto neste nada o teu prazer
O mundo em crua face tu me expões.
Negrejas os meus dias, vãs neblinas
E tramas com furor outros vazios,
E em plenas esperanças desafios
Que aos poucos com terror tomas, dominas.
E assisto aos meus momentos terminais
E deles purulentas pestilências
Aonde proferisses inocências
Momentos tenebrosos tão iguais
E o pântano que legas como herança
Traçando um vago plano de vingança...
MARCOS LOURES
SUAVE SENTIMENTO
Delicado e suave sentimento
Já não comporta um peito que se deu
Ao mais terrível medo e bebe o breu
No qual com mui prazer eu me atormento.
E sendo tão volúvel quanto o vento
O mundo que deveras concebeu
Quem morto em plena vida sabe o seu
Caminho em tempestade e me arrebento.
Nas pedras e falésias, cais distante,
Aonde se entregara um navegante
Se tudo não passou de falso sol.
E tendo inebriado o timoneiro,
O encanto em podridão é derradeiro
E nega a quem veleja algum farol.
MARCOS LOURES
Já não comporta um peito que se deu
Ao mais terrível medo e bebe o breu
No qual com mui prazer eu me atormento.
E sendo tão volúvel quanto o vento
O mundo que deveras concebeu
Quem morto em plena vida sabe o seu
Caminho em tempestade e me arrebento.
Nas pedras e falésias, cais distante,
Aonde se entregara um navegante
Se tudo não passou de falso sol.
E tendo inebriado o timoneiro,
O encanto em podridão é derradeiro
E nega a quem veleja algum farol.
MARCOS LOURES
NEGA ESTA MANHÃ
Iridescências, nega esta manhã
Que tanto desejara em outra face
Esgarço o meu caminho em tal impasse
E a vida preconiza a fria cã
Agrisalhado olhar, espúria e vã
Farsante que meu dia ainda embace
Estraçalhado sonho em que passe
A vida sempre atroz, cruel, malsã...
E vingo-me das hordas que me deste
E bebo mesmo pútrido ou agreste
Em fartos goles, todo o desatino,
E quando me percebes muito além
Sorrir com ironia é o que convém
E vendo o teu esgar, eu me alucino...
MARCOS LOURES
Que tanto desejara em outra face
Esgarço o meu caminho em tal impasse
E a vida preconiza a fria cã
Agrisalhado olhar, espúria e vã
Farsante que meu dia ainda embace
Estraçalhado sonho em que passe
A vida sempre atroz, cruel, malsã...
E vingo-me das hordas que me deste
E bebo mesmo pútrido ou agreste
Em fartos goles, todo o desatino,
E quando me percebes muito além
Sorrir com ironia é o que convém
E vendo o teu esgar, eu me alucino...
MARCOS LOURES
ANÁLOGOS CAMINHOS
Análogos caminhos percorridos
Pelos viventes seres desta Terra
E quando a morte chega e o ciclo encerra
Distantes dias morrem nos olvidos.
E os sons que outrora em vozes já perdidos
A porta com firmeza agora cerra,
Sobrando algum sinal da torpe guerra
Travada contra os sonhos e as libidos.
Assim hereditárias ilusões
Idênticas às tantas que me expões
Mutantes emoções proferem vagas
E quando devorada pelos vermes
Os restos destroçados, pois inermes
Serão do que desejas, tuas pagas...
MARCOS LOURES
Pelos viventes seres desta Terra
E quando a morte chega e o ciclo encerra
Distantes dias morrem nos olvidos.
E os sons que outrora em vozes já perdidos
A porta com firmeza agora cerra,
Sobrando algum sinal da torpe guerra
Travada contra os sonhos e as libidos.
Assim hereditárias ilusões
Idênticas às tantas que me expões
Mutantes emoções proferem vagas
E quando devorada pelos vermes
Os restos destroçados, pois inermes
Serão do que desejas, tuas pagas...
MARCOS LOURES
CONTRALUZ
Exóticas visões em contraluz
São fatos corriqueiros e banais,
Mas quando nestas farsas demonstrais
Caminho que deveras nos seduz
Espúrias emoções expondo a cruz
Que tanto, sem saberes desejais
E nela se anuncia o ledo cais
Marcado a ferro e a fogo, peste e pus.
Estéticas diversas vos dominam
E nelas vossos sonhos determinam
Arcaicas fantasias de beleza.
Após a podridão vos conhecer,
E nada do que vedes irei ver
Não há como enfrentar tal correnteza...
MARCOS LOURES
São fatos corriqueiros e banais,
Mas quando nestas farsas demonstrais
Caminho que deveras nos seduz
Espúrias emoções expondo a cruz
Que tanto, sem saberes desejais
E nela se anuncia o ledo cais
Marcado a ferro e a fogo, peste e pus.
Estéticas diversas vos dominam
E nelas vossos sonhos determinam
Arcaicas fantasias de beleza.
Após a podridão vos conhecer,
E nada do que vedes irei ver
Não há como enfrentar tal correnteza...
MARCOS LOURES
DELÍRIOS
Hominais delírios, Paraísos,
Infestam os meus olhos e não creio
Que apenas tendo enfim qualquer receio
Os dias poderão ser mais precisos.
A sorte em morte trama seus avisos
E goza do final, cruel anseio,
Enquanto do vazio sigo alheio
Vou contabilizando os prejuízos.
Juízos se finais ou nada tendo,
O mundo se desnuda em estupendo
Momento quando estás e nada além.
Após a podridão deste teu cerne
Uma alma em negação, ao fim se hiberne
Enquanto novas levas sempre vêm.
MARCOS LOURES
Infestam os meus olhos e não creio
Que apenas tendo enfim qualquer receio
Os dias poderão ser mais precisos.
A sorte em morte trama seus avisos
E goza do final, cruel anseio,
Enquanto do vazio sigo alheio
Vou contabilizando os prejuízos.
Juízos se finais ou nada tendo,
O mundo se desnuda em estupendo
Momento quando estás e nada além.
Após a podridão deste teu cerne
Uma alma em negação, ao fim se hiberne
Enquanto novas levas sempre vêm.
MARCOS LOURES
LÚGUBRES
Se lúgubres parecem paisagens
Os antros que frequentas dentro em ti
Extraem o que há tanto apodreci
Eternizando assim em toscos gens.
E vândalos porfiam tais miragens
Escandalosamente eu percebi
O quão se faz do nada mesmo aqui
Distante das benditas vãs paragens.
E quando as engrenagens se emperrando
As águias e os demônios revoando
Percebem teu olor adocicado
E o fardo se tornando bem mais leve,
Tua alma em lama feita, já se atreve
Aos prazeres ausentes no passado...
MARCOS LOURES
Os antros que frequentas dentro em ti
Extraem o que há tanto apodreci
Eternizando assim em toscos gens.
E vândalos porfiam tais miragens
Escandalosamente eu percebi
O quão se faz do nada mesmo aqui
Distante das benditas vãs paragens.
E quando as engrenagens se emperrando
As águias e os demônios revoando
Percebem teu olor adocicado
E o fardo se tornando bem mais leve,
Tua alma em lama feita, já se atreve
Aos prazeres ausentes no passado...
MARCOS LOURES
PESADELOS
Decorrem dos meus vários pesadelos
Metáforas que traçam morte e dor
E quando me percebo em vão andor
Momentos terminais eu posso vê-los
E bebo da ansiedade seus apelos
Sentindo a minha face a decompor,
E nela se adivinha este sol-pôr
Envolto pelos medos e desvelos.
Incréu vasculho restos do que fora
E a morte mesmo sendo sedutora
Propaga dentro em mim lamas diversas
E pantanoso dia se anuncia
Matizando em gris minha agonia
Inebriantes féis que em mim tu versas...
MARCOS LOURES
Metáforas que traçam morte e dor
E quando me percebo em vão andor
Momentos terminais eu posso vê-los
E bebo da ansiedade seus apelos
Sentindo a minha face a decompor,
E nela se adivinha este sol-pôr
Envolto pelos medos e desvelos.
Incréu vasculho restos do que fora
E a morte mesmo sendo sedutora
Propaga dentro em mim lamas diversas
E pantanoso dia se anuncia
Matizando em gris minha agonia
Inebriantes féis que em mim tu versas...
MARCOS LOURES
VELAS
Revelas entre velas e velórios
Mordazes emoções em rito falso
E quando bebo em ti meu cadafalso
Momentos que vivera tão simplórios
Atando com denodo em tons mais vários
A cada caminhada outro percalço
E sigo em pregos, brasas, me descalço
Compartilhando tantos adversários.
Um execrável ar empesteando
Aonde se pensara bem mais brando
Fenecendo a ilusão que não sustento.
Ao deus-dará seguindo em prontidão
Vencido pelas trevas que verão
O derrotar de um sonho, violento...
MARCOS LOURES
Mordazes emoções em rito falso
E quando bebo em ti meu cadafalso
Momentos que vivera tão simplórios
Atando com denodo em tons mais vários
A cada caminhada outro percalço
E sigo em pregos, brasas, me descalço
Compartilhando tantos adversários.
Um execrável ar empesteando
Aonde se pensara bem mais brando
Fenecendo a ilusão que não sustento.
Ao deus-dará seguindo em prontidão
Vencido pelas trevas que verão
O derrotar de um sonho, violento...
MARCOS LOURES
CAMINHEIROS
Vetustos caminheiros fragilmente
Estendem seus cadáveres em sonho
E quando num conjunto decomponho
A sorte se tornando mais ausente
Em cândidos momentos que se tente
Viver além de um ar tosco e bisonho,
Reconstituo a senda e assim me oponho
Ao que seria inútil penitente.
Azedam-se as vontades e esperanças
Articulando em vão as fortalezas,
E quando em voz sonante tais defesas
Ainda que tão frágil vês e alcanças
Gerando pandemônios entre risos
Legando ao nada ser, cruéis avisos...
MARCOS LOURES
Estendem seus cadáveres em sonho
E quando num conjunto decomponho
A sorte se tornando mais ausente
Em cândidos momentos que se tente
Viver além de um ar tosco e bisonho,
Reconstituo a senda e assim me oponho
Ao que seria inútil penitente.
Azedam-se as vontades e esperanças
Articulando em vão as fortalezas,
E quando em voz sonante tais defesas
Ainda que tão frágil vês e alcanças
Gerando pandemônios entre risos
Legando ao nada ser, cruéis avisos...
MARCOS LOURES
UM PORTO ALÉM
UM PORTO ALÉM
Qual fora um tempestade um porto além
Do que pensara outrora ancoradouro,
Nas ânsias mais vulgares, nascedouro
Do pântano que uma alma vil contém.
E sendo que deveras sou ninguém
E disto faço a glória de um tesouro,
O sonho que pensara imorredouro
Desnudo se transforma e nada vem.
Adentro a fantasia, vil senzala
E a voz que se inebria já se cala
E escalando paredes a alpinista
Vontade transcorrendo em vagas ondas
E mesmo quando fútil me respondas
Nenhum sinal de paz aqui se avista...
MARCOS LOURES
Qual fora um tempestade um porto além
Do que pensara outrora ancoradouro,
Nas ânsias mais vulgares, nascedouro
Do pântano que uma alma vil contém.
E sendo que deveras sou ninguém
E disto faço a glória de um tesouro,
O sonho que pensara imorredouro
Desnudo se transforma e nada vem.
Adentro a fantasia, vil senzala
E a voz que se inebria já se cala
E escalando paredes a alpinista
Vontade transcorrendo em vagas ondas
E mesmo quando fútil me respondas
Nenhum sinal de paz aqui se avista...
MARCOS LOURES
HORRIVELMENTE
HORRIVELMENTE
Horrivelmente imerso em trevas sigo
E tanto quanto posso ainda creio
Que enquanto houver um sonho ou mesmo um veio
Ainda se verá quem sabe, abrigo.
Empesteando a vida não consigo
Vencer a fantasia que rodeio
E dela muitas vezes mesmo alheio
Percebo bem sutil, medo e perigo.
Enveredando sendas mais profanas
Proféticos oráculos; predizes
E tentas discernir gozo de dor,
E quando vejo o encanto decompor
Chagásicas imagens: cicatrizes...
MARCOS LOURES
Horrivelmente imerso em trevas sigo
E tanto quanto posso ainda creio
Que enquanto houver um sonho ou mesmo um veio
Ainda se verá quem sabe, abrigo.
Empesteando a vida não consigo
Vencer a fantasia que rodeio
E dela muitas vezes mesmo alheio
Percebo bem sutil, medo e perigo.
Enveredando sendas mais profanas
Proféticos oráculos; predizes
E tentas discernir gozo de dor,
E quando vejo o encanto decompor
Chagásicas imagens: cicatrizes...
MARCOS LOURES
NOITES BRUMOSAS
NOITES BRUMOSAS
Das noites que brumosas eu enfrento
Após as tão sonhadas calmarias
Diversas das que em sonho fantasias
Tocadas pela mão de intenso vento.
E quando em luzes frágeis inda tento
Vencer os meus terrores tu me guias
E levas aos demônios que recrias
Tomando este arrebol medo e lamento.
Angústias tão comuns de quem procura
Um tempo aonde possa ser feliz,
E quando mais distante ou por um triz
No olhar ensimesmado, tal loucura
Abisma com seu vário ingrediente
Por mais que a solução audaz se tente...
MARCOS LOURES
Das noites que brumosas eu enfrento
Após as tão sonhadas calmarias
Diversas das que em sonho fantasias
Tocadas pela mão de intenso vento.
E quando em luzes frágeis inda tento
Vencer os meus terrores tu me guias
E levas aos demônios que recrias
Tomando este arrebol medo e lamento.
Angústias tão comuns de quem procura
Um tempo aonde possa ser feliz,
E quando mais distante ou por um triz
No olhar ensimesmado, tal loucura
Abisma com seu vário ingrediente
Por mais que a solução audaz se tente...
MARCOS LOURES
SEQUER ESTRELA
SEQUER ESTRELA
Sequer estrela pálida percebo
Na treva que tomando a minha vida
Há tanto em fúria imensa decidida,
Diversa da esperança que concebo.
Eu sei que novo sonho é um placebo
E a cada amanhecer outra ferida
Expressando uma noite mal dormida
E da aguardente amarga – amor – eu bebo.
Pudesse ter nas mãos o meu destino
A faca, a foice, o tiro em desatino
O medo escancarando este delírio
E vendo tão somente o que hora herdei,
Vazio que deveras encontrei
Traduz sem ter retoques meu martírio...
MARCOS LOURES
Sequer estrela pálida percebo
Na treva que tomando a minha vida
Há tanto em fúria imensa decidida,
Diversa da esperança que concebo.
Eu sei que novo sonho é um placebo
E a cada amanhecer outra ferida
Expressando uma noite mal dormida
E da aguardente amarga – amor – eu bebo.
Pudesse ter nas mãos o meu destino
A faca, a foice, o tiro em desatino
O medo escancarando este delírio
E vendo tão somente o que hora herdei,
Vazio que deveras encontrei
Traduz sem ter retoques meu martírio...
MARCOS LOURES
MAR
MAR
Um mar feito em sargaços e corais
Distintas cores traçam o oceano
E quando se percebe cada engano
Os dias em procelas são venais.
Vagasse por espaços, siderais
Momentos em que vejo o ser humano
Na mórbida impressão de perda e dano,
Vislumbro atocaiados animais
Vorazes e insensatos neste bote
Aonde a mortandade se denote
Por tanta estupidez e vilania.
Porém esgoto pútrido e feroz
Ouvindo mais distante a sua voz
Covardia se torna valentia...
MARCOS LOURES
Um mar feito em sargaços e corais
Distintas cores traçam o oceano
E quando se percebe cada engano
Os dias em procelas são venais.
Vagasse por espaços, siderais
Momentos em que vejo o ser humano
Na mórbida impressão de perda e dano,
Vislumbro atocaiados animais
Vorazes e insensatos neste bote
Aonde a mortandade se denote
Por tanta estupidez e vilania.
Porém esgoto pútrido e feroz
Ouvindo mais distante a sua voz
Covardia se torna valentia...
MARCOS LOURES
DERRADEIRO SONHO
DERRADEIRO SONHO
Assisto ao derradeiro sonho que alimento
E vivo entre as neblinas, noites fartas
E quando dos teus dias me descartas
Deveras assumindo o meu tormento.
Assíduas ilusões e o pensamento
Jogando sobre a mesa as mesmas cartas
Dos âmagos profanos nunca apartas
Quem tanto se envolveu em sofrimento.
Perfaço o meu caminho em falso passo
E quando dos meus erros me desfaço
Não traço soluções, apenas sigo
E nesta invalidez uma alma insana
Medonha caricata tanta engana
Sonega ao penitente algum abrigo.
MARCOS LOURES
Assisto ao derradeiro sonho que alimento
E vivo entre as neblinas, noites fartas
E quando dos teus dias me descartas
Deveras assumindo o meu tormento.
Assíduas ilusões e o pensamento
Jogando sobre a mesa as mesmas cartas
Dos âmagos profanos nunca apartas
Quem tanto se envolveu em sofrimento.
Perfaço o meu caminho em falso passo
E quando dos meus erros me desfaço
Não traço soluções, apenas sigo
E nesta invalidez uma alma insana
Medonha caricata tanta engana
Sonega ao penitente algum abrigo.
MARCOS LOURES
ALMA SEM DESTINO
ALMA SEM DESTINO
Agora que me chamas também tento
Buscar esta esperança que perdi
E dela redundando sempre em ti
Olhar tão carinhoso e sempre atento,
Vencer os dissabores, meu intento
E deles traduzir melhor aqui
Num verso demonstrando o que senti,
Após um tempo amaro e turbulento.
Estando solitário e a depressão
Negando nos meus olhos um verão
Incendiando em fúria cada dia.
E nele a rotineira dor traçava
Numa alma sem destino e quase escrava
A morte do que fora poesia...
MARCOS LOURES
Agora que me chamas também tento
Buscar esta esperança que perdi
E dela redundando sempre em ti
Olhar tão carinhoso e sempre atento,
Vencer os dissabores, meu intento
E deles traduzir melhor aqui
Num verso demonstrando o que senti,
Após um tempo amaro e turbulento.
Estando solitário e a depressão
Negando nos meus olhos um verão
Incendiando em fúria cada dia.
E nele a rotineira dor traçava
Numa alma sem destino e quase escrava
A morte do que fora poesia...
MARCOS LOURES
OLHOS DISPERSIVOS
OLHOS DISPERSIVOS
Com olhos dispersivos, me perdera
Do rumo já traçado em poesia
E a sombra do passado ainda urdia
Matando o que esperança concebera.
E o vento benfazejo de um sorriso
Ameno transformando o gelo em brisa,
Maturidade chega e já me avisa
Do passo necessário e mais preciso.
Vestindo esta emoção que é temporã
O amor rompe barreiras e, acredite,
Não respeitando enfim qualquer limite
Promete um sol imenso na manhã
Legado que pretendo cultivar
Imerso neste encanto a me tomar...
MARCOS LOURES
Com olhos dispersivos, me perdera
Do rumo já traçado em poesia
E a sombra do passado ainda urdia
Matando o que esperança concebera.
E o vento benfazejo de um sorriso
Ameno transformando o gelo em brisa,
Maturidade chega e já me avisa
Do passo necessário e mais preciso.
Vestindo esta emoção que é temporã
O amor rompe barreiras e, acredite,
Não respeitando enfim qualquer limite
Promete um sol imenso na manhã
Legado que pretendo cultivar
Imerso neste encanto a me tomar...
MARCOS LOURES
DEPRESSA
DEPRESSA
O mundo bem depressa modifica
As ordens naturais e transformando
O que pensara outrora bem mais brando
Agora se não luto, mortifica
E tudo transcorrendo não explica
O medo sobre nós já desabando
E o todo a cada dia mais pesando
A teoria aqui nunca se aplica.
Imprevisível passo leva à queda
E quando noutras tramas vida enreda
Percebo quão inútil deve ser
Quem tanto se perdendo em nada crer
No abismo feito em trevas já mergulha
E não vê da esperança uma fagulha...
MARCOS LOURES
O mundo bem depressa modifica
As ordens naturais e transformando
O que pensara outrora bem mais brando
Agora se não luto, mortifica
E tudo transcorrendo não explica
O medo sobre nós já desabando
E o todo a cada dia mais pesando
A teoria aqui nunca se aplica.
Imprevisível passo leva à queda
E quando noutras tramas vida enreda
Percebo quão inútil deve ser
Quem tanto se perdendo em nada crer
No abismo feito em trevas já mergulha
E não vê da esperança uma fagulha...
MARCOS LOURES
ESTAR CONTIGO
ESTAR CONTIGO
Querendo estar contigo e vendo que
Caminhos diferentes a trilhar
Cerzida sorte em tétrico tear
Procuro o meu retrato, mas cadê?
Se tudo o que deveras já se crê
Persiste muito aquém do imenso mar,
Aonde com firmeza navegar,
Se uma alma se tortura e nada vê
Sequer as velhas sombras do que fomos,
E quando desta vida em frágeis gomos
Expresso a mais completa solidão
Querendo ou não querendo sigo assim,
Apenas aguardando então meu fim
Deixando para trás qualquer verão...
MARCOS LOURES
Querendo estar contigo e vendo que
Caminhos diferentes a trilhar
Cerzida sorte em tétrico tear
Procuro o meu retrato, mas cadê?
Se tudo o que deveras já se crê
Persiste muito aquém do imenso mar,
Aonde com firmeza navegar,
Se uma alma se tortura e nada vê
Sequer as velhas sombras do que fomos,
E quando desta vida em frágeis gomos
Expresso a mais completa solidão
Querendo ou não querendo sigo assim,
Apenas aguardando então meu fim
Deixando para trás qualquer verão...
MARCOS LOURES
NOITE FRIA
NOITE FRIA
E traz na noite fria esta dormência
A ausência de quem tanto desejara
A vida ao mesmo tempo desampara
E leva pouco a pouco a tal demência
E tendo mais diversa uma cadência
A sorte se desfia, crua e amara,
Na poesia a luz que se escancara
Talvez seja uma forma de clemência.
A quiromante tanto me dissera
Que amor não resistindo à primavera
Teria tal inverno rigoroso,
Auspiciosos sonhos? Pesadelos,
E a cada noite posso enfim revê-los,
Distante do que foi prazer e gozo.
MARCOS LOURES
sexta-feira, 20 de abril de 2018
CADA BEIJO
CADA BEIJO
Desejo cada beijo que me dês
Em fúria tão suave delicia.
Fomento de esperança e de alegria
Sem medo nem pudores, sem porquês;
Apenas discernindo o que tu crês
Amar em perfeição, em sintonia,
Toando em nosso canto, em euforia,
Tornado que revolve, insensatez.
Aguardo os teus sinais, ausculto o vento
Que chama por meu nome, tua voz
De todos os prazeres, mar e foz
Marcando minha vida em doce alento,
Outrora a noite fora mais atroz
Agora em nosso amor, eu me sustento...
MARCOS LOURES
Desejo cada beijo que me dês
Em fúria tão suave delicia.
Fomento de esperança e de alegria
Sem medo nem pudores, sem porquês;
Apenas discernindo o que tu crês
Amar em perfeição, em sintonia,
Toando em nosso canto, em euforia,
Tornado que revolve, insensatez.
Aguardo os teus sinais, ausculto o vento
Que chama por meu nome, tua voz
De todos os prazeres, mar e foz
Marcando minha vida em doce alento,
Outrora a noite fora mais atroz
Agora em nosso amor, eu me sustento...
MARCOS LOURES
MINHA INSPIRAÇÃO
MINHA INSPIRAÇÃO
Tu és inspiração pura e perfeita
Que assola um coração apaixonado,
Meu corpo em alegria se deleita
Quando adormece, manso do teu lado.
Palavra benfazeja de esperança
Audaz serenidade, glória e riso;
Divina sensação de festa e dança,
Certeza de adentrar ao paraíso...
Tu és a minha estrela, meu caminho,
A doce redenção de quem sofreu.
Meu mundo no teu mundo, nosso ninho
Que sabes ser somente meu e teu.
Vivamos nosso amor que todo dia
Encharca nossa vida em poesia...
MARCOS LOURES
Tu és inspiração pura e perfeita
Que assola um coração apaixonado,
Meu corpo em alegria se deleita
Quando adormece, manso do teu lado.
Palavra benfazeja de esperança
Audaz serenidade, glória e riso;
Divina sensação de festa e dança,
Certeza de adentrar ao paraíso...
Tu és a minha estrela, meu caminho,
A doce redenção de quem sofreu.
Meu mundo no teu mundo, nosso ninho
Que sabes ser somente meu e teu.
Vivamos nosso amor que todo dia
Encharca nossa vida em poesia...
MARCOS LOURES
AO DEUS AMOR
AO DEUS AMOR
Sagrar tanta emoção ao deus amor.
Que traz em suas setas, explosões,
Idílio tão fantástico a propor
Na vida as mais perfeitas soluções
Embora tantas vezes por pudor
Deixamos que se calem emoções.
Bom Deus quando se pôs ao bel dispor
No amor firmou as Suas redenções.
Porém ao ver que o homem, se liberto,
Não serve de cordeiro, pois é forte,
Mudando de caminho em outro norte
Facínoras venderam o deserto
Escravizando assim o seu rebanho,
Deixando ao homem resto tão tacanho...
MARCOS LOURES
Sagrar tanta emoção ao deus amor.
Que traz em suas setas, explosões,
Idílio tão fantástico a propor
Na vida as mais perfeitas soluções
Embora tantas vezes por pudor
Deixamos que se calem emoções.
Bom Deus quando se pôs ao bel dispor
No amor firmou as Suas redenções.
Porém ao ver que o homem, se liberto,
Não serve de cordeiro, pois é forte,
Mudando de caminho em outro norte
Facínoras venderam o deserto
Escravizando assim o seu rebanho,
Deixando ao homem resto tão tacanho...
MARCOS LOURES
NUM ABISMO
NUM ABISMO
Jogaste num abismo os nossos sonhos,
Mergulho atrás das marcas e pegadas,
As horas já perdidas; emboscadas,
Em meio a confusão, seres medonhos.
Os dias vão vazios e tristonhos,
Supero as mais incríveis paliçadas,
E busco nas entranhas, nas estradas,
Momentos que já foram mais risonhos...
Escuto a tua voz? Alarme falso,
Adentro maltrapilho um cadafalso,
Masmorras de minha alma carcomida...
Quem sabe te encontrar renovaria,
E após a tempestade e a ventania,
Traria novamente à tona, a vida...
MARCOS LOURES
Jogaste num abismo os nossos sonhos,
Mergulho atrás das marcas e pegadas,
As horas já perdidas; emboscadas,
Em meio a confusão, seres medonhos.
Os dias vão vazios e tristonhos,
Supero as mais incríveis paliçadas,
E busco nas entranhas, nas estradas,
Momentos que já foram mais risonhos...
Escuto a tua voz? Alarme falso,
Adentro maltrapilho um cadafalso,
Masmorras de minha alma carcomida...
Quem sabe te encontrar renovaria,
E após a tempestade e a ventania,
Traria novamente à tona, a vida...
MARCOS LOURES
FOGOSO
FOGOSO
Amor que se mostrou ser tão fogoso
Não pode sossegar um só momento,
Um fogo que nos queima mais violento
Ardendo sem limite e bem gostoso
Num toque mais sutil e prazeroso
Desvendo com certeza o sentimento;
E todos os temores; apascento
Trazendo um bom futuro, venturoso...
Amor que se faz forte, em profusão
Uma avassaladora sensação
Que nos domina e toma os meus sentidos.
Os sonhos devem ser sempre vividos
Amor que não permite ter fronteiras
Palavras proferidas, verdadeiras...
MARCOS LOURES
Amor que se mostrou ser tão fogoso
Não pode sossegar um só momento,
Um fogo que nos queima mais violento
Ardendo sem limite e bem gostoso
Num toque mais sutil e prazeroso
Desvendo com certeza o sentimento;
E todos os temores; apascento
Trazendo um bom futuro, venturoso...
Amor que se faz forte, em profusão
Uma avassaladora sensação
Que nos domina e toma os meus sentidos.
Os sonhos devem ser sempre vividos
Amor que não permite ter fronteiras
Palavras proferidas, verdadeiras...
MARCOS LOURES
PAIXÃO
PAIXÃO
Na espiral de meu tempo, temporal...
Nas lânguidas manhãs, sonhei-te tanto,
Do pântano, charneca, brota o pranto
Enlameio meus olhos... És fatal!
Meus anseios, meus óleos, sou frugal;
Otimizo, remeto mito, encanto,
Mas nada vingará, és puro espanto,
Sombreando os arquétipos, carnal!
Teimo na seiva, queres pura essência,
Me trazes, veramente, tal demência,
Que não posso mais vê-la sem velar...
As pontas, tuas lanças, são mordazes,
Rasgando minhas ondas, vão audazes.
Tsunamis provocadas no meu mar...
MARCOS LOURES
Na espiral de meu tempo, temporal...
Nas lânguidas manhãs, sonhei-te tanto,
Do pântano, charneca, brota o pranto
Enlameio meus olhos... És fatal!
Meus anseios, meus óleos, sou frugal;
Otimizo, remeto mito, encanto,
Mas nada vingará, és puro espanto,
Sombreando os arquétipos, carnal!
Teimo na seiva, queres pura essência,
Me trazes, veramente, tal demência,
Que não posso mais vê-la sem velar...
As pontas, tuas lanças, são mordazes,
Rasgando minhas ondas, vão audazes.
Tsunamis provocadas no meu mar...
MARCOS LOURES
AMIZADE PROFÍCUA
AMIZADE PROFÍCUA
Amizade profícua, encontro em ti
Regada todo dia com carinho.
Distante mas tão próxima daqui.
Tu sabes e conheces o caminho
Que leva ao coração de um sonhador;
Teus versos embelezam minha vida
Poema mavioso e sedutor
Trazendo uma esperança já perdida...
Não deixe que amizade assim termine,
São poucas as que temos, com certeza.
Que em Deus o nosso rumo se ilumine
E traga a sensação mais benfazeja
Florindo tua senda com beleza
É o que este teu amigo te deseja.
MARCOS LOURES
Amizade profícua, encontro em ti
Regada todo dia com carinho.
Distante mas tão próxima daqui.
Tu sabes e conheces o caminho
Que leva ao coração de um sonhador;
Teus versos embelezam minha vida
Poema mavioso e sedutor
Trazendo uma esperança já perdida...
Não deixe que amizade assim termine,
São poucas as que temos, com certeza.
Que em Deus o nosso rumo se ilumine
E traga a sensação mais benfazeja
Florindo tua senda com beleza
É o que este teu amigo te deseja.
MARCOS LOURES
DESEJO ILIMITADO
DESEJO ILIMITADO
Também trouxe um desejo ilimitado
De ter a formosura da morena,
No corpo derramei doce melado
E a língua se mostrou audaz e plena.
Depois do teu prazer ter saciado
A noite se mostrou curta e pequena
Deitamos, de mansinho lado a lado
E a noite adormeceu calma e serena...
Amanheci e fiz com mortadela
Uma omelete cheia de carinho.
Um cozinheiro bom só se revela
Depois, na sobremesa que fizer.
Doce mel que me deste, açúcar, vinho,
Em toda variedade que quiser...
MARCOS LOURES
Também trouxe um desejo ilimitado
De ter a formosura da morena,
No corpo derramei doce melado
E a língua se mostrou audaz e plena.
Depois do teu prazer ter saciado
A noite se mostrou curta e pequena
Deitamos, de mansinho lado a lado
E a noite adormeceu calma e serena...
Amanheci e fiz com mortadela
Uma omelete cheia de carinho.
Um cozinheiro bom só se revela
Depois, na sobremesa que fizer.
Doce mel que me deste, açúcar, vinho,
Em toda variedade que quiser...
MARCOS LOURES
AO MEU QUARTO
AO MEU QUARTO
Ao meu quarto depois da meia noite
A luz ainda acesa, o peito aberto,
O vento me pegando inda desperto
Batendo na janela, frio açoite.
É como se chamasse e me trouxesse
Notícias de quem foi e não voltou,
O pouco de você que aqui sobrou
Permite se pensar num sonho doce.
Mas quando a realidade volta à cena,
Vazia a madrugada, novamente,
O olhar da solidão já me condena
Somente a ventania ainda mente
E diz que voltarás; tolice imensa,
Eu não terei da vida, a recompensa...
MARCOS LOURES
Ao meu quarto depois da meia noite
A luz ainda acesa, o peito aberto,
O vento me pegando inda desperto
Batendo na janela, frio açoite.
É como se chamasse e me trouxesse
Notícias de quem foi e não voltou,
O pouco de você que aqui sobrou
Permite se pensar num sonho doce.
Mas quando a realidade volta à cena,
Vazia a madrugada, novamente,
O olhar da solidão já me condena
Somente a ventania ainda mente
E diz que voltarás; tolice imensa,
Eu não terei da vida, a recompensa...
MARCOS LOURES
A SENSAÇÃO DE SER FELIZ
A SENSAÇÃO DE SER FELIZ
Eu quero em cada verso que fizer
Falar da sensação de ser feliz,
No canto que se mostra o que se diz
Nos olhos tão bonitos da mulher
Que um dia, talvez possa me entender
E ser além de tudo o que eu mais quis,
Um coração em sonhos, aprendiz,
Irá buscar em ti o que mais quer.
Viver cada momento em aconchego
Querendo tão somente este sossego
Que é dado num carinho, num afago.
Pois saibas, companheira predileta
Que a vida se mostrando mais poeta
Já sabe deste canto que eu te trago..
MARCOS LOURES
Eu quero em cada verso que fizer
Falar da sensação de ser feliz,
No canto que se mostra o que se diz
Nos olhos tão bonitos da mulher
Que um dia, talvez possa me entender
E ser além de tudo o que eu mais quis,
Um coração em sonhos, aprendiz,
Irá buscar em ti o que mais quer.
Viver cada momento em aconchego
Querendo tão somente este sossego
Que é dado num carinho, num afago.
Pois saibas, companheira predileta
Que a vida se mostrando mais poeta
Já sabe deste canto que eu te trago..
MARCOS LOURES
BELA JORNADA
BELA JORNADA
Da nossa vida; amor – bela jornada-
Relembro cada passo que nós demos,
Levando esta esperança que trazemos
Em busca da manhã iluminada,
Seguindo com carinho, nossa estrada,
Fazendo da alegria, nossos remos,
Além do que podíamos, sabemos
Que tudo o que nos resta, minha amada
É o sonho de vivermos serenatas
Fazendo de um momento, eternidade,
As noites em prazer, divinas festas.
A lua nos tocando em claras pratas
Promessas de real felicidade,
Em sonho, madrigais, tantas serestas...
MARCOS LOURES
Da nossa vida; amor – bela jornada-
Relembro cada passo que nós demos,
Levando esta esperança que trazemos
Em busca da manhã iluminada,
Seguindo com carinho, nossa estrada,
Fazendo da alegria, nossos remos,
Além do que podíamos, sabemos
Que tudo o que nos resta, minha amada
É o sonho de vivermos serenatas
Fazendo de um momento, eternidade,
As noites em prazer, divinas festas.
A lua nos tocando em claras pratas
Promessas de real felicidade,
Em sonho, madrigais, tantas serestas...
MARCOS LOURES
PELO TODO SE TOMA A PARTE
PELO TODO SE TOMA A PARTE
Lindo e sutil trançado, que ficaste
em penhor do remédio que mereço,
se só contigo, vendo te, endoudeço,
que fora cos cabelos que apertaste?
Aquelas tranças d'ouro, que ligaste,
que os raios do Sol têm em pouco preço,
não sei se para engano do que peço
se para me atar, os desataste.
Lindo trançado, em minhas mãos te vejo,
e por satisfação de minhas dores
como quem não tem outra, hei de tomar te.
E se não for contente meu desejo,
dir lhe hei que, nesta regra dos amores,
pelo todo também se toma a parte.
Luis de Camões
Ao ver os teus cabelos enfeitados
Com conchas que encontraste em alva areia,
Qual fora simplesmente uma sereia,
Meus dias desde então enfeitiçados.
Desejo de poder tê-los tocados,
Na insânia que domina e me incendeia,
E imenso fogaréu do amor se ateia,
Ao crê-los tão macios, perfumados...
Somente por poder vê-los por perto,
No sentimento imenso que desperto,
Levando o meu amor sempre adiante,
Ao conhecer apenas o adereço,
A plena maravilha; reconheço,
Do dedo se adivinha o que é gigante...
MARCOS LOURES
Lindo e sutil trançado, que ficaste
em penhor do remédio que mereço,
se só contigo, vendo te, endoudeço,
que fora cos cabelos que apertaste?
Aquelas tranças d'ouro, que ligaste,
que os raios do Sol têm em pouco preço,
não sei se para engano do que peço
se para me atar, os desataste.
Lindo trançado, em minhas mãos te vejo,
e por satisfação de minhas dores
como quem não tem outra, hei de tomar te.
E se não for contente meu desejo,
dir lhe hei que, nesta regra dos amores,
pelo todo também se toma a parte.
Luis de Camões
Ao ver os teus cabelos enfeitados
Com conchas que encontraste em alva areia,
Qual fora simplesmente uma sereia,
Meus dias desde então enfeitiçados.
Desejo de poder tê-los tocados,
Na insânia que domina e me incendeia,
E imenso fogaréu do amor se ateia,
Ao crê-los tão macios, perfumados...
Somente por poder vê-los por perto,
No sentimento imenso que desperto,
Levando o meu amor sempre adiante,
Ao conhecer apenas o adereço,
A plena maravilha; reconheço,
Do dedo se adivinha o que é gigante...
MARCOS LOURES
EM FANTASIA
EM FANTASIA
Eu te procurei como se procura
A boia que nos salva de um naufrágio,
Antídoto que salva e que nos cura,
Um sonho de ternura, um tanto frágil.
A vida se mostrando, às vezes dura,
Cobrando em cada sonho um imenso ágio,
Moldando em alegria tal candura
Que, lúcida, me torna bem mais ágil
Depois de procurar a vida inteira
Em todos os caminhos, nas andanças;
Refaço as quase mortas esperanças
E tendo uma visão sem pó, poeira,
Eu vejo enfim em ti o que eu queria,
Tão próxima e distante. Em fantasia..
MARCOS LOURES
Eu te procurei como se procura
A boia que nos salva de um naufrágio,
Antídoto que salva e que nos cura,
Um sonho de ternura, um tanto frágil.
A vida se mostrando, às vezes dura,
Cobrando em cada sonho um imenso ágio,
Moldando em alegria tal candura
Que, lúcida, me torna bem mais ágil
Depois de procurar a vida inteira
Em todos os caminhos, nas andanças;
Refaço as quase mortas esperanças
E tendo uma visão sem pó, poeira,
Eu vejo enfim em ti o que eu queria,
Tão próxima e distante. Em fantasia..
MARCOS LOURES
EXCRESCÊNCIAS
EXCRESCÊNCIAS
Ainda vejo em ti tais opulências
Figuras estrambóticas, cenários
Momentos tão diversos são falsários
Mostrando desta vida uma excrescência
Aonde havia há tempos, florescência
Apenas os retalhos de um fadário
Do velho batistério, um relicário
O medo destruiu logo a inocência...
As farpas entre dentes, olhos, garras
Enquanto me devoras já desgarras
E deixas a carcaça como herança
Hienas e chacais, abutres; vermes,
Os restos devastados vãos inermes
Do que fizeste crer ser esperança...
MARCOS LOURES
Ainda vejo em ti tais opulências
Figuras estrambóticas, cenários
Momentos tão diversos são falsários
Mostrando desta vida uma excrescência
Aonde havia há tempos, florescência
Apenas os retalhos de um fadário
Do velho batistério, um relicário
O medo destruiu logo a inocência...
As farpas entre dentes, olhos, garras
Enquanto me devoras já desgarras
E deixas a carcaça como herança
Hienas e chacais, abutres; vermes,
Os restos devastados vãos inermes
Do que fizeste crer ser esperança...
MARCOS LOURES
FALAR DESTAS ESTRELAS
FALAR DESTAS ESTRELAS
Podia te dizer destas estrelas
Quais pirilampos livres lá no céu.
Prazer de perceber e de contê-las
Forjando no infinito um raro véu.
Podia te dizer que ao percebê-las
Eu lembro-me, querida, de teu mel,
Dizer das alegrias ao revê-las,
Montado por desejo, o seu corcel...
Podia te dizer do mar imenso
Aonde em profusão, belas sereia,
De um sonho divinal, pra sempre intenso
Que não permitirá cativo ou amo,
Mas só devo dizer em frase cheia
Somente que eu te adoro, enfim, que eu te amo!
MARCOS LOURES
Podia te dizer destas estrelas
Quais pirilampos livres lá no céu.
Prazer de perceber e de contê-las
Forjando no infinito um raro véu.
Podia te dizer que ao percebê-las
Eu lembro-me, querida, de teu mel,
Dizer das alegrias ao revê-las,
Montado por desejo, o seu corcel...
Podia te dizer do mar imenso
Aonde em profusão, belas sereia,
De um sonho divinal, pra sempre intenso
Que não permitirá cativo ou amo,
Mas só devo dizer em frase cheia
Somente que eu te adoro, enfim, que eu te amo!
MARCOS LOURES
MEU CANTO EM TEUS ENCANTOS
MEU CANTO EM TEUS ENCANTOS
Meu canto em teus encantos, satisfeito,
Transborda em alegria, calmamente,
Felicidade muda em seu conceito
Do amor vira sinônimo e pressente
Que o mundo em nova face, dê direito
A quem necessitar ser mais contente
Invade em luz imensa o nosso peito,
Ao ampliar tal brilho, rara lente.
Deixando o sofrimento já perdido,
Distante, sempre ausente, e sem sentido
Percebo nos teus olhos, minha amiga
O rastro das estrelas e da lua.
Minha alma em transparência já flutua,
E o coração em paz, em ti se abriga.
MARCOS LOURES
Meu canto em teus encantos, satisfeito,
Transborda em alegria, calmamente,
Felicidade muda em seu conceito
Do amor vira sinônimo e pressente
Que o mundo em nova face, dê direito
A quem necessitar ser mais contente
Invade em luz imensa o nosso peito,
Ao ampliar tal brilho, rara lente.
Deixando o sofrimento já perdido,
Distante, sempre ausente, e sem sentido
Percebo nos teus olhos, minha amiga
O rastro das estrelas e da lua.
Minha alma em transparência já flutua,
E o coração em paz, em ti se abriga.
MARCOS LOURES
PERDÃO
PERDÃO
A chuva desabando no telhado,
Alagamentos vários na cidade.
O tempo totalmente alucinado,
Tempestas muito além da realidade.
Raios, trovões gritando em alto brado,
O medo pouco a pouco, tudo invade,
O mundo que sonhei já destroçado.
Não há na cercania quem não brade
E em meio a tal loucura, perco o rumo,
Os erros e pecados, quando assumo,
Perplexa calmaria toma a cena.
E o Cristo, Pai supremo, Deus e irmão,
Na força inexorável do perdão,
Um claro amanhecer, ao longe acena...
MARCOS LOURES
A chuva desabando no telhado,
Alagamentos vários na cidade.
O tempo totalmente alucinado,
Tempestas muito além da realidade.
Raios, trovões gritando em alto brado,
O medo pouco a pouco, tudo invade,
O mundo que sonhei já destroçado.
Não há na cercania quem não brade
E em meio a tal loucura, perco o rumo,
Os erros e pecados, quando assumo,
Perplexa calmaria toma a cena.
E o Cristo, Pai supremo, Deus e irmão,
Na força inexorável do perdão,
Um claro amanhecer, ao longe acena...
MARCOS LOURES
SAUDADE
SAUDADE
Perfume de mulher, doce delícia,
Que emanas e decerto me inebrias,
Acende num segundo as fantasias,
Sorriso sensual, mansa malícia.
Depois que tu partiste, nem notícia,
As horas solitárias, ermas, frias,
Estrelas tão opacas, fugidias,
Sequer da ventania uma carícia...
E bebo tão somente por saber
Que este perfume nunca mais terei,
Abismos, precipícios mergulhei,
Morrendo a cada dia; pobre ser
Que outrora foi feliz, hoje se mata
Saudade que perfuma e me maltrata.
MARCOS LOURES
Perfume de mulher, doce delícia,
Que emanas e decerto me inebrias,
Acende num segundo as fantasias,
Sorriso sensual, mansa malícia.
Depois que tu partiste, nem notícia,
As horas solitárias, ermas, frias,
Estrelas tão opacas, fugidias,
Sequer da ventania uma carícia...
E bebo tão somente por saber
Que este perfume nunca mais terei,
Abismos, precipícios mergulhei,
Morrendo a cada dia; pobre ser
Que outrora foi feliz, hoje se mata
Saudade que perfuma e me maltrata.
MARCOS LOURES
PODER SONHAR CONTIGO
PODER SONHAR CONTIGO
Jamais me arvoraria a ser poeta,
Apenas repentista e nada além.
A vida sem amor, sendo incompleta,
Anunciando a noite que ora vem.
Errantes andarilhos, velha seta,
Errante caminheiro sou também,
Quem tem felicidade como meta,
Espera na estação que perde o trem...
Mineiro desconfia até do Santo,
Não acredito em bruxas nem encanto,
E quando canto, faço bem baixinho...
Nas asas da andorinha, tanta história,
Poder sonhar contigo é uma glória,
Quem dera se eu tivesse o meu cantinho..
MARCOS LOURES
Jamais me arvoraria a ser poeta,
Apenas repentista e nada além.
A vida sem amor, sendo incompleta,
Anunciando a noite que ora vem.
Errantes andarilhos, velha seta,
Errante caminheiro sou também,
Quem tem felicidade como meta,
Espera na estação que perde o trem...
Mineiro desconfia até do Santo,
Não acredito em bruxas nem encanto,
E quando canto, faço bem baixinho...
Nas asas da andorinha, tanta história,
Poder sonhar contigo é uma glória,
Quem dera se eu tivesse o meu cantinho..
MARCOS LOURES
SÓ NA LEMBRANÇA
SÓ NA LEMBRANÇA
Deixando a solidão só na lembrança
Amor não me permite mais sofrer,
Voltando novamente a ser criança
Encontro nos teus braços bem querer,
Uma alegria enorme já me alcança
E ajuda, com certeza a reviver
A noite de uma infância calma e mansa,
Na rara sensação: puro prazer.
Amor quando se faz em tal partilha
Não deixa qualquer dúvida em meu peito,
Vislumbro finalmente a maravilha
De um dia que virá com luz intensa,
Agora que eu sinto satisfeito
Tenho em amor a glória e recompensa...
MARCOS LOURES
Deixando a solidão só na lembrança
Amor não me permite mais sofrer,
Voltando novamente a ser criança
Encontro nos teus braços bem querer,
Uma alegria enorme já me alcança
E ajuda, com certeza a reviver
A noite de uma infância calma e mansa,
Na rara sensação: puro prazer.
Amor quando se faz em tal partilha
Não deixa qualquer dúvida em meu peito,
Vislumbro finalmente a maravilha
De um dia que virá com luz intensa,
Agora que eu sinto satisfeito
Tenho em amor a glória e recompensa...
MARCOS LOURES
NA MÃO QUE ACARICIA
NA MÃO QUE ACARICIA
Na mão que acaricia e me treslouca,
A sorte do viver vai decidida,
Se a dor já se anuncia audaz e louca,
Apenas vislumbrando uma saída;
Depois de uma ventura rara e pouca
Amor muda o sentido em minha vida,
Bebendo todo o mel de tua boca
Concebo esta alegria recebida
Nos olhos de quem amo, luz intensa,
Sabendo ser possível recompensa
De um dia mais feliz, manso e perfeito.
Quem tem amor por glória e redenção
Levado pelo gozo em sedução
Já sente o fogo ardente no seu leito.
MARCOS LOURES
Na mão que acaricia e me treslouca,
A sorte do viver vai decidida,
Se a dor já se anuncia audaz e louca,
Apenas vislumbrando uma saída;
Depois de uma ventura rara e pouca
Amor muda o sentido em minha vida,
Bebendo todo o mel de tua boca
Concebo esta alegria recebida
Nos olhos de quem amo, luz intensa,
Sabendo ser possível recompensa
De um dia mais feliz, manso e perfeito.
Quem tem amor por glória e redenção
Levado pelo gozo em sedução
Já sente o fogo ardente no seu leito.
MARCOS LOURES
MINHA HISTÓRIA
MINHA HISTÓRIA
Promete ao fim da luta uma vitória,
Um coração que a ti já se entregou.
Recebe em euforia tal vanglória
E mostra a perfeição que te moldou,
Não tendo mais tristezas na memória
Agora que meu rumo te encontrou,
Mudando num momento a minha história
Contigo ao infinito, sempre vou.
E vejo ser possível nova sorte
Calando o meu destino aventureiro.
Nos braços de quem amo tal suporte
Não deixa o passo ser titubeante
Quem tem amor sincero e verdadeiro
Decerto, nesta vida é um gigante.
MARCOS LOURES
Promete ao fim da luta uma vitória,
Um coração que a ti já se entregou.
Recebe em euforia tal vanglória
E mostra a perfeição que te moldou,
Não tendo mais tristezas na memória
Agora que meu rumo te encontrou,
Mudando num momento a minha história
Contigo ao infinito, sempre vou.
E vejo ser possível nova sorte
Calando o meu destino aventureiro.
Nos braços de quem amo tal suporte
Não deixa o passo ser titubeante
Quem tem amor sincero e verdadeiro
Decerto, nesta vida é um gigante.
MARCOS LOURES
PRA VOCÊ
PRA VOCÊ
Muitas vezes vencendo meus tormentos
Adormeço nos jardins dessa casa;
Sem saber mergulhando numa brasa.
Não permite esquecer dos velhos ventos,
As vagas vozes volvendo, vão lentos
Todos os totens, tolo tempo atrasa.
Soube sentir, sem sonhos; só me embasa
O jasmim nos jardins dos sofrimentos...
Em mim nada assim, símio sinto o fim;
E cravo meu agravo tudo enfim;
Nos galhos da roseira. Sou espinhos...
Nas dálias risos, falhas fiz enredo,
Desses lírios, delírios, sem segredo...
Hibiscos, passarinhos... Cadê ninhos?
MARCOS LOURES
Muitas vezes vencendo meus tormentos
Adormeço nos jardins dessa casa;
Sem saber mergulhando numa brasa.
Não permite esquecer dos velhos ventos,
As vagas vozes volvendo, vão lentos
Todos os totens, tolo tempo atrasa.
Soube sentir, sem sonhos; só me embasa
O jasmim nos jardins dos sofrimentos...
Em mim nada assim, símio sinto o fim;
E cravo meu agravo tudo enfim;
Nos galhos da roseira. Sou espinhos...
Nas dálias risos, falhas fiz enredo,
Desses lírios, delírios, sem segredo...
Hibiscos, passarinhos... Cadê ninhos?
MARCOS LOURES
INSPIRAÇÃO DIVINA
INSPIRAÇÃO DIVINA
A inspiração divina fez aquela
A quem tanto devoto amor sincero,
Dizendo muito além do que mais quero,
A velha fantasia se revela,
Sentir o seu perfume e ser só dela,
O corpo que endeusando até venero,
Estando agora ausente, desespero
E busco num cenário, mudo a tela
Oferto o que ora tenho de melhor,
O sonho em que talvez se realize
No amor já não cabendo algum deslize
A luz significando o bem maior,
Que apascentando sempre traz o brilho,
Aonde em calmos passos, manso trilho.
MARCOS LOURES
A inspiração divina fez aquela
A quem tanto devoto amor sincero,
Dizendo muito além do que mais quero,
A velha fantasia se revela,
Sentir o seu perfume e ser só dela,
O corpo que endeusando até venero,
Estando agora ausente, desespero
E busco num cenário, mudo a tela
Oferto o que ora tenho de melhor,
O sonho em que talvez se realize
No amor já não cabendo algum deslize
A luz significando o bem maior,
Que apascentando sempre traz o brilho,
Aonde em calmos passos, manso trilho.
MARCOS LOURES
PUDESSE PELO MENOS AMAR
PUDESSE PELO MENOS AMAR
São tantas incertezas, mas eu tento
Vencer as tentações e estar alerta,
A vida vai cumprindo o seu intento,
Minha alma a cada sonho, mais desperta.
Cansado de saber do sofrimento
A vida de quem ama é tão incerta,
Aguardo pelo menos um momento
Aonde a fantasia faça a oferta
E trague pelo menos a ventura
De ter antes da minha sepultura
Ao menos a alegria de saber
Que existe neste mundo amor sincero,
É tudo, finalmente o que mais quero,
Um arremedo, ao menos, de prazer...
MARCOS LOURES
São tantas incertezas, mas eu tento
Vencer as tentações e estar alerta,
A vida vai cumprindo o seu intento,
Minha alma a cada sonho, mais desperta.
Cansado de saber do sofrimento
A vida de quem ama é tão incerta,
Aguardo pelo menos um momento
Aonde a fantasia faça a oferta
E trague pelo menos a ventura
De ter antes da minha sepultura
Ao menos a alegria de saber
Que existe neste mundo amor sincero,
É tudo, finalmente o que mais quero,
Um arremedo, ao menos, de prazer...
MARCOS LOURES
AS ÁGUAS ESCORRENDO
AS ÁGUAS ESCORRENDO
As águas escorrendo, beijam margens
E levam sem cessar, fertilidade.
Dos sonhos convertidos em miragens
De plácidas lagoas. Na verdade
Ao percorrer contigo, mil viagens
Enfim eu encontrei felicidade.
Sentindo, do Nordeste nas aragens
A brisa deste amor, sinceridade...
Tesouro incalculável sempre tem
Quem sabe da alegria que se deve
Ao fato de estar junto com alguém
O tempo vai passando bem mais leve.
Eu quero o teu amor, querido bem,
Pois sei o quanto a vida se faz breve...
MARCOS LOURES
As águas escorrendo, beijam margens
E levam sem cessar, fertilidade.
Dos sonhos convertidos em miragens
De plácidas lagoas. Na verdade
Ao percorrer contigo, mil viagens
Enfim eu encontrei felicidade.
Sentindo, do Nordeste nas aragens
A brisa deste amor, sinceridade...
Tesouro incalculável sempre tem
Quem sabe da alegria que se deve
Ao fato de estar junto com alguém
O tempo vai passando bem mais leve.
Eu quero o teu amor, querido bem,
Pois sei o quanto a vida se faz breve...
MARCOS LOURES
QUEM EM AMOR E DOR SE FEZ
QUEM EM AMOR E DOR SE FEZ
Sonho com melodias que não ouço
Nem faço e nem tampouco quis um dia,
O amor que me prepara o calabouço,
O mesmo que pensara salvaria.
Não faço por defesa, algum esboço,
A vida terminando pouco a pouco
E quando a corda toca meu pescoço,
Num grito, mesmo inválido, estou rouco.
Talvez seja meu último verão,
Quem sabe este Natal, o derradeiro,
Ao ver se aproximando a cova, o chão,
O verso se tornando verdadeiro
Exponho sem pudores a nudez
Daquele que em amor e dor se fez...
MARCOS LOURES
Sonho com melodias que não ouço
Nem faço e nem tampouco quis um dia,
O amor que me prepara o calabouço,
O mesmo que pensara salvaria.
Não faço por defesa, algum esboço,
A vida terminando pouco a pouco
E quando a corda toca meu pescoço,
Num grito, mesmo inválido, estou rouco.
Talvez seja meu último verão,
Quem sabe este Natal, o derradeiro,
Ao ver se aproximando a cova, o chão,
O verso se tornando verdadeiro
Exponho sem pudores a nudez
Daquele que em amor e dor se fez...
MARCOS LOURES
QUANDO DORMES
QUANDO DORMES
Tua beleza rara e estonteante
Fulgura e traz a lua ao nosso leito,
Poder ser teu amigo e teu amante,
Tornando o meu viver bem mais perfeito.
E quando adormecida, eu me deleito,
Viajo ao infinito e neste instante,
Já crendo por Bom Deus estar aceito,
O pensamento segue tão distante
Teus sonhos, não consigo decifrar,
Quem dera se eu pudesse adivinhar
Porém é bem melhor ficar assim,
Nos braços carinhosos de Morfeu,
Quem sabe o personagem não sendo eu
Ausente e indiferente então a mim..
MARCOS LOURES
Tua beleza rara e estonteante
Fulgura e traz a lua ao nosso leito,
Poder ser teu amigo e teu amante,
Tornando o meu viver bem mais perfeito.
E quando adormecida, eu me deleito,
Viajo ao infinito e neste instante,
Já crendo por Bom Deus estar aceito,
O pensamento segue tão distante
Teus sonhos, não consigo decifrar,
Quem dera se eu pudesse adivinhar
Porém é bem melhor ficar assim,
Nos braços carinhosos de Morfeu,
Quem sabe o personagem não sendo eu
Ausente e indiferente então a mim..
MARCOS LOURES
A SOLUÇÃO PARA MINHA VIDA
A SOLUÇÃO PARA MINHA VIDA
Encontro a solução pra minha vida
Nos braços de uma amiga sem igual.
Por vezes minha estrela distraída
Vagando sem destino pelo astral
Não vendo mais um rumo, sem saída
Naufrágio em mar profundo, dor fatal,
Quem teve uma esperança assim perdida
Numa amizade vê-se triunfal.
E sabe cultivar, decerto, a flor
Brotada nos jardins de uma esperança,
E o sonho que deseja, agora alcança.
Nesta expressão maior do pleno amor
Meus passos se confundem com os teus
Deixando para trás um triste adeus...
MARCOS LOURES
Encontro a solução pra minha vida
Nos braços de uma amiga sem igual.
Por vezes minha estrela distraída
Vagando sem destino pelo astral
Não vendo mais um rumo, sem saída
Naufrágio em mar profundo, dor fatal,
Quem teve uma esperança assim perdida
Numa amizade vê-se triunfal.
E sabe cultivar, decerto, a flor
Brotada nos jardins de uma esperança,
E o sonho que deseja, agora alcança.
Nesta expressão maior do pleno amor
Meus passos se confundem com os teus
Deixando para trás um triste adeus...
MARCOS LOURES
DE UMA AMIZADE
DE UMA AMIZADE
No seio divinal de uma amizade
Um brilho redentor já vem surgindo,
Ao perceber decerto a claridade
O mundo se tornando bem mais lindo.
Alçando num momento a liberdade,
Meus passos, os teus passos, vou seguindo
Até que chegue enfim, felicidade,
A chama mais gentil irei sentindo.
Um canto que se mostre solidário
A todos os que sonham com a paz,
Além de benfazejo é necessário
E muda o meu destino num momento,
Sabendo que este encanto satisfaz
O coração aberto vai ao vento...
MARCOS LOURES
No seio divinal de uma amizade
Um brilho redentor já vem surgindo,
Ao perceber decerto a claridade
O mundo se tornando bem mais lindo.
Alçando num momento a liberdade,
Meus passos, os teus passos, vou seguindo
Até que chegue enfim, felicidade,
A chama mais gentil irei sentindo.
Um canto que se mostre solidário
A todos os que sonham com a paz,
Além de benfazejo é necessário
E muda o meu destino num momento,
Sabendo que este encanto satisfaz
O coração aberto vai ao vento...
MARCOS LOURES
AUTO RETRATO
AUTO RETRATO
Completamente bêbado de luz,
Fazendo da esperança o meu Calvário
Imagem que este espelho reproduz,
O rosto, velho, triste e temerário...
Ninguém pode conter o calendário,
A mocidade ainda me seduz,
O mesmo sentimento de um otário
Que faz da fantasia sua cruz.
Remendos me servindo de colchão,
Pedaços amputados pelo tempo.
Sem juba e desdentado, este leão
Ainda pensa ter algum poder...
Rugindo sem parar é passatempo
Pra quem inda tem tempo pra perder...
MARCOS LOURES
Completamente bêbado de luz,
Fazendo da esperança o meu Calvário
Imagem que este espelho reproduz,
O rosto, velho, triste e temerário...
Ninguém pode conter o calendário,
A mocidade ainda me seduz,
O mesmo sentimento de um otário
Que faz da fantasia sua cruz.
Remendos me servindo de colchão,
Pedaços amputados pelo tempo.
Sem juba e desdentado, este leão
Ainda pensa ter algum poder...
Rugindo sem parar é passatempo
Pra quem inda tem tempo pra perder...
MARCOS LOURES
SEM LUAR
SEM LUAR
A noite tem mistérios e delícias;
No fogo das paixões, corpos ardentes...
A lua nos envolve em mil sevícias
Premissas de momentos envolventes.
Suave brisa traz suas carícias
As bocas se procuram, domam mentes,
Os sonhos dominados por malícias
As pernas se misturam quais serpentes...
E tudo me trazendo esta lembrança
De um tempo que se foi pra nunca mais.
Meu barco se perdendo sem um cais,
O olhar sem horizontes não descansa
E busca novamente te encontrar.
Porém a noite segue sem luar...
MARCOS LOURES
A noite tem mistérios e delícias;
No fogo das paixões, corpos ardentes...
A lua nos envolve em mil sevícias
Premissas de momentos envolventes.
Suave brisa traz suas carícias
As bocas se procuram, domam mentes,
Os sonhos dominados por malícias
As pernas se misturam quais serpentes...
E tudo me trazendo esta lembrança
De um tempo que se foi pra nunca mais.
Meu barco se perdendo sem um cais,
O olhar sem horizontes não descansa
E busca novamente te encontrar.
Porém a noite segue sem luar...
MARCOS LOURES
CORAÇÃO
CORAÇÃO
Que tu tens coração que não sossega
Nem mesmo quando a morte se aproxima,
Enquanto caminhando quase cega
Uma esperança aos pouco se extermina
Por mares tão distantes já navega,
Olhando este horizonte; ainda prima
Por procurar o vinho que na adega
Talvez à bem amada cause estima.
Vencer as minhas dores? Desta forma,
Razão incontrolável sempre informa
Do tempo que não tenho, e já se finda...
Mas quando vejo o rosto da morena,
A sorte se bendiz, a glória acena
Reluto e penso ser meu tempo, ainda...
MARCOS LOURES
Que tu tens coração que não sossega
Nem mesmo quando a morte se aproxima,
Enquanto caminhando quase cega
Uma esperança aos pouco se extermina
Por mares tão distantes já navega,
Olhando este horizonte; ainda prima
Por procurar o vinho que na adega
Talvez à bem amada cause estima.
Vencer as minhas dores? Desta forma,
Razão incontrolável sempre informa
Do tempo que não tenho, e já se finda...
Mas quando vejo o rosto da morena,
A sorte se bendiz, a glória acena
Reluto e penso ser meu tempo, ainda...
MARCOS LOURES
CARROSSÉIS
CARROSSÉIS
A vida se faz doce para quem
Sabe desfrutar cada segundo,
E quando a fantasia chega e vem
Dotar-se do querer denso e profundo.
Atando lua e sol, manhã em glória
Etéreas maravilhas; já propõe
E mesmo na alvorada merencória
Cenário deslumbrante se compõe
Farnéis que abastecidos de emoção,
Expressam a vitória inesquecível
Inequívoca lua que em sertão
Prateia este arrebol de forma incrível
Regalos delicados, favos, méis,
Girando sol e lua, carrosséis...
MARCOS LOURES
A vida se faz doce para quem
Sabe desfrutar cada segundo,
E quando a fantasia chega e vem
Dotar-se do querer denso e profundo.
Atando lua e sol, manhã em glória
Etéreas maravilhas; já propõe
E mesmo na alvorada merencória
Cenário deslumbrante se compõe
Farnéis que abastecidos de emoção,
Expressam a vitória inesquecível
Inequívoca lua que em sertão
Prateia este arrebol de forma incrível
Regalos delicados, favos, méis,
Girando sol e lua, carrosséis...
MARCOS LOURES
COMPLETA SOLIDÃO
COMPLETA SOLIDÃO
Soubesse desfrutar cada momento
De amor e de esperança que me é dado,
Talvez mudasse ainda o amargo Fado,
Sinônimo de dor e sofrimento...
Qual onda que em penedos me arrebento,
Vivendo tão somente do passado,
Um velho coração enamorado,
Dos erros previsíveis me inocento...
Ouvindo estes marulhos, tão distantes,
Eu imagino os mares por instantes
Sereias são amantes, ilusão...
Carpindo cada ausência, morto em vida,
Escrevo minha carta-despedida,
Mergulho na completa solidão...
MARCOS LOURES
Soubesse desfrutar cada momento
De amor e de esperança que me é dado,
Talvez mudasse ainda o amargo Fado,
Sinônimo de dor e sofrimento...
Qual onda que em penedos me arrebento,
Vivendo tão somente do passado,
Um velho coração enamorado,
Dos erros previsíveis me inocento...
Ouvindo estes marulhos, tão distantes,
Eu imagino os mares por instantes
Sereias são amantes, ilusão...
Carpindo cada ausência, morto em vida,
Escrevo minha carta-despedida,
Mergulho na completa solidão...
MARCOS LOURES
CORDEIRO DE DEUS
CORDEIRO DE DEUS.
.
Não pude prosseguir minha missão,
Um velho mensageiro perde o trem.
Também já não aceito esta omissão
Que em forma de mentiras, cedo vem.
Não quero nem tampouco o teu perdão,
Pastor desencaminha e esconde o bem,
Direto com Senhor, minha oração,
Pedindo pela paz que o amor contém.
Alvissareiros dias? Mortos já,
O sol que desenhei não brilhará,
Contemporaneidade; falsa luz...
Já não bastou a Ti; pobre cordeiro
O peso tão cruel e verdadeiro
Coroa dolorosa; imensa cruz...
MARCOS LOURES
.
Não pude prosseguir minha missão,
Um velho mensageiro perde o trem.
Também já não aceito esta omissão
Que em forma de mentiras, cedo vem.
Não quero nem tampouco o teu perdão,
Pastor desencaminha e esconde o bem,
Direto com Senhor, minha oração,
Pedindo pela paz que o amor contém.
Alvissareiros dias? Mortos já,
O sol que desenhei não brilhará,
Contemporaneidade; falsa luz...
Já não bastou a Ti; pobre cordeiro
O peso tão cruel e verdadeiro
Coroa dolorosa; imensa cruz...
MARCOS LOURES
DELÍCIAS
DELÍCIAS
Deitados sobre a seda dos lençóis,
Fomentas as vontades mais audazes,
Teus olhos me orientam; dois faróis,
A lua numa noite, quatro fases,
Perdidos entre panos, tresloucados,
Encontro logo o mapa do tesouro,
Gemidos e sorrisos tão safados,
Decifram tão divino ancoradouro.
E douro-me em teus raios, sol brilhante,
Rainha feita em serpe, deusa nua,
O corpo se enroscando provocante,
Enquanto o nosso jogo continua,
Até que num espasmo sem igual,
Cumprimos nosso santo ritual...
MARCOS LOURES
Deitados sobre a seda dos lençóis,
Fomentas as vontades mais audazes,
Teus olhos me orientam; dois faróis,
A lua numa noite, quatro fases,
Perdidos entre panos, tresloucados,
Encontro logo o mapa do tesouro,
Gemidos e sorrisos tão safados,
Decifram tão divino ancoradouro.
E douro-me em teus raios, sol brilhante,
Rainha feita em serpe, deusa nua,
O corpo se enroscando provocante,
Enquanto o nosso jogo continua,
Até que num espasmo sem igual,
Cumprimos nosso santo ritual...
MARCOS LOURES
SEDE DE AMOR E MAGIA
SEDE DE AMOR E MAGIA
Em ti bebo da fonte auspiciosa
Mais caprichosa e intensa que já vi,
Bebendo cada gota preciosa
Que roubo em cada gozo e chego a ti
Ansiosamente nua e fabulosa,
Acaso se vieres, eis aqui
O amor que tu querias, rima e prosa,
Gostosa deusa, aonde eu me perdi,
Salgando a tua boca. Tu me tomas
Em fartos goles, golpe do destino
E quando mais te adoro, eu me fascino,
Encontro em tuas fúrias, tantas somas,
Do quase não havia à perfeição,
Amor gerando amor, duplicação...
MARCOS LOURES
Em ti bebo da fonte auspiciosa
Mais caprichosa e intensa que já vi,
Bebendo cada gota preciosa
Que roubo em cada gozo e chego a ti
Ansiosamente nua e fabulosa,
Acaso se vieres, eis aqui
O amor que tu querias, rima e prosa,
Gostosa deusa, aonde eu me perdi,
Salgando a tua boca. Tu me tomas
Em fartos goles, golpe do destino
E quando mais te adoro, eu me fascino,
Encontro em tuas fúrias, tantas somas,
Do quase não havia à perfeição,
Amor gerando amor, duplicação...
MARCOS LOURES
SONHANDO ACORDADO
SONHANDO ACORDADO
Não fecho mais meus olhos pra sonhar,
A vida estando em ti deveras é
O quanto mais desejo e tenho fé
Jamais vou deste encanto separar,
E quando mergulhara no teu mar
Sabendo as variantes da maré
Vivendo cada instante sigo até
O mundo noutra face se aflorar.
Escassas noites vagas, não mais quero
E sendo assim decerto mais sincero,
Encontro em ti total satisfação
Altares entre chamas, camas, gritos,
Momentos mais afoitos e bonitos
Gerando a mais sublime floração.
MARCOS LOURES
Não fecho mais meus olhos pra sonhar,
A vida estando em ti deveras é
O quanto mais desejo e tenho fé
Jamais vou deste encanto separar,
E quando mergulhara no teu mar
Sabendo as variantes da maré
Vivendo cada instante sigo até
O mundo noutra face se aflorar.
Escassas noites vagas, não mais quero
E sendo assim decerto mais sincero,
Encontro em ti total satisfação
Altares entre chamas, camas, gritos,
Momentos mais afoitos e bonitos
Gerando a mais sublime floração.
MARCOS LOURES
PENUMBRA DE MINHA ALMA
PENUMBRAS DE MINHA ALMA
Nas tais penumbras de minh’alma eu vejo
Os olhos pálidos da minha dor.
Nas fímbrias prendes solidão; desejo
Então fugir, quero escapar. Apor
As mãos cansadas e sentir o beijo
Mais carinhoso ser teu beija-flor...
Fazer assim do amor, mais belo arpejo.
Nada quero sentir senão calor...
Quero todos segredos, confissões;
Nada dizer, nem precisar, sermões
Feitos dessa total cumplicidade...
Nossos carinhos, envolvendo a lua,
Sofreguidão, te perceber tão nua...
Transparências trazendo veleidade...
MARCOS LOURES
Nas tais penumbras de minh’alma eu vejo
Os olhos pálidos da minha dor.
Nas fímbrias prendes solidão; desejo
Então fugir, quero escapar. Apor
As mãos cansadas e sentir o beijo
Mais carinhoso ser teu beija-flor...
Fazer assim do amor, mais belo arpejo.
Nada quero sentir senão calor...
Quero todos segredos, confissões;
Nada dizer, nem precisar, sermões
Feitos dessa total cumplicidade...
Nossos carinhos, envolvendo a lua,
Sofreguidão, te perceber tão nua...
Transparências trazendo veleidade...
MARCOS LOURES
O TEMPO
O TEMPO
O tempo não tem nexo nem juízo,
Ninguém consegue mesmo segurar,
Não anda nem depressa ou devagar,
Exato; com certeza ele é preciso.
Mas quanto numa espera o tempo atrasa
Parece que é tão lento este infeliz,
Porém se estou contente e quero bis,
Parece fogaréu, imensa brasa.
O tempo não tem tempo de saber
O quanto o tempo custa pra correr
Se o tempo é contratempo é demorado
Mas sendo pouco o tempo pro prazer,
O tempo vai correndo sem se ver,
Num passatempo o tempo é apressado...
MARCOS LOURES
O tempo não tem nexo nem juízo,
Ninguém consegue mesmo segurar,
Não anda nem depressa ou devagar,
Exato; com certeza ele é preciso.
Mas quanto numa espera o tempo atrasa
Parece que é tão lento este infeliz,
Porém se estou contente e quero bis,
Parece fogaréu, imensa brasa.
O tempo não tem tempo de saber
O quanto o tempo custa pra correr
Se o tempo é contratempo é demorado
Mas sendo pouco o tempo pro prazer,
O tempo vai correndo sem se ver,
Num passatempo o tempo é apressado...
MARCOS LOURES
AS ÁGUAS DO AMOR
AS ÁGUAS DO AMOR
Nesta água em que mergulho, tropical,
Percebo uma chegada que me encanta,
A sede de te amar se mostra tanta
Paixão se transformando em temporal...
Olhando para as flores no quintal,
Beleza sensual, imagem santa,
E quando a tarde chega e o sol levanta,
Quarando uma esperança no varal,
Eu faço mais um verso e nele ponho
Aquela que se fez bem mais que sonho,
A realização de um bom desejo.
Aqueça-me deveras, pois, inverno,
O teu carinho sendo quente e terno,
É tudo o que mais quero, o que eu almejo...
MARCOS LOURES
Nesta água em que mergulho, tropical,
Percebo uma chegada que me encanta,
A sede de te amar se mostra tanta
Paixão se transformando em temporal...
Olhando para as flores no quintal,
Beleza sensual, imagem santa,
E quando a tarde chega e o sol levanta,
Quarando uma esperança no varal,
Eu faço mais um verso e nele ponho
Aquela que se fez bem mais que sonho,
A realização de um bom desejo.
Aqueça-me deveras, pois, inverno,
O teu carinho sendo quente e terno,
É tudo o que mais quero, o que eu almejo...
MARCOS LOURES
DOCE DELÍCIA
DOCE DELÍCIA
Desejo o teu desejo simplesmente
Vibrante e sensual, doce delícia,
A cada novo toque, com malícia,
A noite se tornando mais ardente,
E tudo se transforma de repente,
Dilúvio de prazeres, sem notícia,
Aumenta a cada beijo, outra carícia,
Na intensa maravilha que se sente.
Invado os teus caminhos encharcados,
Delírios por loucuras provocados,
Atiças, transparente, meus anseios.
Depois, adormecido nos teus braços,
Estreito com carinho nossos laços,
Minha cabeça pousa entre teus seios...
MARCOS LOURES
Desejo o teu desejo simplesmente
Vibrante e sensual, doce delícia,
A cada novo toque, com malícia,
A noite se tornando mais ardente,
E tudo se transforma de repente,
Dilúvio de prazeres, sem notícia,
Aumenta a cada beijo, outra carícia,
Na intensa maravilha que se sente.
Invado os teus caminhos encharcados,
Delírios por loucuras provocados,
Atiças, transparente, meus anseios.
Depois, adormecido nos teus braços,
Estreito com carinho nossos laços,
Minha cabeça pousa entre teus seios...
MARCOS LOURES
DRIBLANDO OS MEUS FANTASMAS
DRIBLANDO OS MEUS FANTASMAS
Driblando os meus fantasmas, sigo à toa,
Refém dos desenganos e mentiras.
O coração recende a pão e broa,
Do quanto quis amor, sobraram tiras.
E quando ao longe, o mar, canções entoa,
Flutua o pensamento e nele giras,
A vida que eu sonhei, quisera boa,
Sem medos ou rancores, velhas iras
Acaso se viesses me verias
Desnudo de esperanças e alegrias
Ferrenho lutador perdendo o rumo.
Mereço alguma chance? Ledo engano,
Do quanto quis viver, inda me ufano,
Da morte da ilusão, eu bebo o sumo...
MARCOS LOURES
Driblando os meus fantasmas, sigo à toa,
Refém dos desenganos e mentiras.
O coração recende a pão e broa,
Do quanto quis amor, sobraram tiras.
E quando ao longe, o mar, canções entoa,
Flutua o pensamento e nele giras,
A vida que eu sonhei, quisera boa,
Sem medos ou rancores, velhas iras
Acaso se viesses me verias
Desnudo de esperanças e alegrias
Ferrenho lutador perdendo o rumo.
Mereço alguma chance? Ledo engano,
Do quanto quis viver, inda me ufano,
Da morte da ilusão, eu bebo o sumo...
MARCOS LOURES
ENCONTRAR O AMOR
ENCONTRAR O AMOR
Durante a mocidade eu perseguia
A chance de encontrar quem me quisesse,
Um velho companheiro da alegria,
Olhando para os céus, ternura e prece.
Arcando com os erros, meus enganos,
Pisando nesta areia movediça,
Errante caminheiro mata os planos,
Mesmo que a rosa nasça, cresça e viça
Percursos tantas vezes decorados,
Levando aos descaminhos usuais,
Lançando a minha sorte, rolam dados,
E todos dizem números iguais.
Expresso algum sorriso que inda guardo,
Resíduos do que fora gozo e fardo...
MARCOS LOURES
Durante a mocidade eu perseguia
A chance de encontrar quem me quisesse,
Um velho companheiro da alegria,
Olhando para os céus, ternura e prece.
Arcando com os erros, meus enganos,
Pisando nesta areia movediça,
Errante caminheiro mata os planos,
Mesmo que a rosa nasça, cresça e viça
Percursos tantas vezes decorados,
Levando aos descaminhos usuais,
Lançando a minha sorte, rolam dados,
E todos dizem números iguais.
Expresso algum sorriso que inda guardo,
Resíduos do que fora gozo e fardo...
MARCOS LOURES
EM TEUS BEIJOS
EM TEUS BEIJOS
Encontro o amor em todos os lugares,
Formando constelares maravilhas,
Bebendo com fartura, estes luares
Que tornam bem mais claras tantas trilhas.
Encontro o amor rondando os meus pomares,
Em todos continentes, casas, ilhas,
Na doce fantasia dos altares,
Até nos lupanares e armadilhas.
Encontro o amor sincero e mesmo falso,
Deveras companheiro e solidário,
Às vezes egoísta e solitário,
Causando desespero, num percalço,
Trazendo a liberdade ou a prisão,
São vários os matizes da paixão...
MARCOS LOURES
Encontro o amor em todos os lugares,
Formando constelares maravilhas,
Bebendo com fartura, estes luares
Que tornam bem mais claras tantas trilhas.
Encontro o amor rondando os meus pomares,
Em todos continentes, casas, ilhas,
Na doce fantasia dos altares,
Até nos lupanares e armadilhas.
Encontro o amor sincero e mesmo falso,
Deveras companheiro e solidário,
Às vezes egoísta e solitário,
Causando desespero, num percalço,
Trazendo a liberdade ou a prisão,
São vários os matizes da paixão...
MARCOS LOURES
E VIVA A POESIA
E VIVA A POESIA
Quem dera se Coelho ou Surfistinha,
As vespas são de fogo, rabugentas,
As cores do meu céu; já não aguentas,
Preparo o rebolado pra festinha.
No pouco que me resta, ainda tinha
Palavras mais sutis ou violentas,
Enquanto as bundas tremem, seguem lentas
As Musas enfrentando esta galinha.
Na Arcádia, os acadêmicos e o chá,
Velhuscos rebolando o cha-cha-cha,
A musa da novela fica nua.
O beijo da mulher perde o segredo,
Portela desfilando o novo enredo,
Catulo se escondendo, mata a lua.
MARCOS LOURES
Quem dera se Coelho ou Surfistinha,
As vespas são de fogo, rabugentas,
As cores do meu céu; já não aguentas,
Preparo o rebolado pra festinha.
No pouco que me resta, ainda tinha
Palavras mais sutis ou violentas,
Enquanto as bundas tremem, seguem lentas
As Musas enfrentando esta galinha.
Na Arcádia, os acadêmicos e o chá,
Velhuscos rebolando o cha-cha-cha,
A musa da novela fica nua.
O beijo da mulher perde o segredo,
Portela desfilando o novo enredo,
Catulo se escondendo, mata a lua.
MARCOS LOURES
VIVENDO COM ARDOR
VIVENDO COM ARDOR
Vivendo cada instante com ardor,
Amadurecimento traz a paz,
E mesmo que eu pareça até voraz,
Jamais me cansará o tal do amor,
Há críticas e feitas com fervor,
Tem gente que me julga um incapaz
De falar de outro tema, mas se traz
Satisfação; escrevo sem temor.
Quem dera se na Terra o amor vencesse
As guerras e injustiças tão freqüentes,
Os dias se tornando bem mais quentes.
Geleiras derretidas? Quem merece?
Cantemos; pois Cupido, um sacro deus,
Melhor que lamentarmos triste adeus...
MARCOS LOURES
Vivendo cada instante com ardor,
Amadurecimento traz a paz,
E mesmo que eu pareça até voraz,
Jamais me cansará o tal do amor,
Há críticas e feitas com fervor,
Tem gente que me julga um incapaz
De falar de outro tema, mas se traz
Satisfação; escrevo sem temor.
Quem dera se na Terra o amor vencesse
As guerras e injustiças tão freqüentes,
Os dias se tornando bem mais quentes.
Geleiras derretidas? Quem merece?
Cantemos; pois Cupido, um sacro deus,
Melhor que lamentarmos triste adeus...
MARCOS LOURES
JUNTO A TI
JUNTO A TI
Batendo as minhas asas, vou a ti,
Das Minas para o Sul, verão inverno,
O quanto desejei amor eterno,
E muitas vezes, tolo, me perdi.
O verso que levava eu esqueci,
Porém estou vestindo um novo terno,
Se o imenso sentimento assim hiberno
O resto está na carta que escrevi,.
Vou bêbado de luz, pobre falena,
Repito novamente cada cena
E abraço tuas sombras, teu recado.
Olhar pela janela e criar asas,
Voando vou liberto sobre as casas,
Até chegar enfim, ao teu reinado...
MARCOS LOURES
Batendo as minhas asas, vou a ti,
Das Minas para o Sul, verão inverno,
O quanto desejei amor eterno,
E muitas vezes, tolo, me perdi.
O verso que levava eu esqueci,
Porém estou vestindo um novo terno,
Se o imenso sentimento assim hiberno
O resto está na carta que escrevi,.
Vou bêbado de luz, pobre falena,
Repito novamente cada cena
E abraço tuas sombras, teu recado.
Olhar pela janela e criar asas,
Voando vou liberto sobre as casas,
Até chegar enfim, ao teu reinado...
MARCOS LOURES
ESTÚPIDA ESPERANÇA
ESTÚPIDA ESPERANÇA
Parecias o sol numa alvorada
Tornando a mocidade mais festiva,
A vida maviosa e iluminada,
Diamantino sonho, a noite criva,
Depois da juventude terminada,
Uma figura estranha e tão altiva,
Do sol, triste poente, resta o nada,
Até do seu calor, a vida priva...
Maldita treva toma este cenário,
Aurora há tanto tempo foi embora,
O mundo, num instante temerário,
A negra escuridão, matando estrelas.
Minha alma de esperanças se decora
Na estúpida ilusão de poder tê-las
MARCOS LOURES
Parecias o sol numa alvorada
Tornando a mocidade mais festiva,
A vida maviosa e iluminada,
Diamantino sonho, a noite criva,
Depois da juventude terminada,
Uma figura estranha e tão altiva,
Do sol, triste poente, resta o nada,
Até do seu calor, a vida priva...
Maldita treva toma este cenário,
Aurora há tanto tempo foi embora,
O mundo, num instante temerário,
A negra escuridão, matando estrelas.
Minha alma de esperanças se decora
Na estúpida ilusão de poder tê-las
MARCOS LOURES
ESPELHO
ESPELHO
Mal pude disfarçar meu desencanto
Ao ver tua chegada, após a chuva
O amor que antes julgara com encanto,
Não cabe mais nos sonhos, frágil luva.
E quando tu partiste até pensei
Que nada mais teria em minha vida,
O sofrimento vivo, norma e lei,
Toda esperança ausente, já perdida.
Porém esta carcaça que hoje resta
Apenas arremedo, garatuja
Somente a realidade assim atesta
Que a carne é sempre fátua, podre e suja...
Foi bom ter te encontrado; espelho amigo,
Envelhecendo enfim, morro contigo...
MARCOS LOURES
Mal pude disfarçar meu desencanto
Ao ver tua chegada, após a chuva
O amor que antes julgara com encanto,
Não cabe mais nos sonhos, frágil luva.
E quando tu partiste até pensei
Que nada mais teria em minha vida,
O sofrimento vivo, norma e lei,
Toda esperança ausente, já perdida.
Porém esta carcaça que hoje resta
Apenas arremedo, garatuja
Somente a realidade assim atesta
Que a carne é sempre fátua, podre e suja...
Foi bom ter te encontrado; espelho amigo,
Envelhecendo enfim, morro contigo...
MARCOS LOURES
SURPRESAS
SURPRESAS
Que trazes de surpresa para mim?
Carinho, balas, tiros, emboscada?
Exatas incertezas dizem nada...
Um tapa florescendo em teu jardim.
Mas os braços estendidos, um sim,
Esperam no romper da madrugada.
Ouvirei a palavra sossegada,
Mansa e suave... Dura qual marfim...
Todas as minhas dúvidas terminam,
Nos meus medos, tragados pelas marchas,
Dos meus pés que, faz tempo, se cansaram...
Essa tua resposta, novas achas
Das lenhas que sustentam nossa vida,
Ditarão novamente outra partida
MARCOS LOURES
Que trazes de surpresa para mim?
Carinho, balas, tiros, emboscada?
Exatas incertezas dizem nada...
Um tapa florescendo em teu jardim.
Mas os braços estendidos, um sim,
Esperam no romper da madrugada.
Ouvirei a palavra sossegada,
Mansa e suave... Dura qual marfim...
Todas as minhas dúvidas terminam,
Nos meus medos, tragados pelas marchas,
Dos meus pés que, faz tempo, se cansaram...
Essa tua resposta, novas achas
Das lenhas que sustentam nossa vida,
Ditarão novamente outra partida
MARCOS LOURES
NOITE INTERMINÁVEL
NOITE INTERMINÁVEL
O teu perfume invade o quarto e a sala,
Chamando para a noite interminável,
O gozo que prometes me avassala,
Além do que pensara imaginável.
Palavras tão macias, tua fala,
Alçando um paraíso inigualável,
O velho coração, de emoções cala,
E torna-se macio, maleável...
A lua num contraste em transparência,
Magistral rainha na aparência
Da dona dos meus sonhos, sou escravo,
E beijo teus mamilos e arrepios
Condenam teus desejos e nos rocios
Que aqui cedo derramas, eu me lavo...
MARCOS LOURES
O teu perfume invade o quarto e a sala,
Chamando para a noite interminável,
O gozo que prometes me avassala,
Além do que pensara imaginável.
Palavras tão macias, tua fala,
Alçando um paraíso inigualável,
O velho coração, de emoções cala,
E torna-se macio, maleável...
A lua num contraste em transparência,
Magistral rainha na aparência
Da dona dos meus sonhos, sou escravo,
E beijo teus mamilos e arrepios
Condenam teus desejos e nos rocios
Que aqui cedo derramas, eu me lavo...
MARCOS LOURES
AUSÊNCIA DE TI
AUSÊNCIA DE TI
Revejo cada cena que vivemos,
Deliciosamente, estou feliz,
A glória que do Pai nós recebemos
Nem mesmo esta distância já desdiz.
Pois sei que tu me queres e eu também,
Jamais esqueceremos deste amor,
A vida inexorável, sempre vem,
Porém a tela nunca perde a cor.
Só quero te encontrar mais uma vez,
Sentir o teu perfume junto a mim,
Quem sabe com total insensatez
Façamos reflorir este jardim,
Que é feito e adubado na lembrança
Mantendo com vigor esta esperança...
MARCOS LOURES
Revejo cada cena que vivemos,
Deliciosamente, estou feliz,
A glória que do Pai nós recebemos
Nem mesmo esta distância já desdiz.
Pois sei que tu me queres e eu também,
Jamais esqueceremos deste amor,
A vida inexorável, sempre vem,
Porém a tela nunca perde a cor.
Só quero te encontrar mais uma vez,
Sentir o teu perfume junto a mim,
Quem sabe com total insensatez
Façamos reflorir este jardim,
Que é feito e adubado na lembrança
Mantendo com vigor esta esperança...
MARCOS LOURES
quinta-feira, 19 de abril de 2018
A FLOR QUE CULTIVASTE EM TEU JARDIM
A FLOR QUE CULTIVASTE EM TEU JARDIM
Apraz-me receber a bela flor
Que um dia cultivaste em teu jardim,
Simbolizando todo nosso amor,
Guardada especialmente para mim.
Incalculável é o seu valor,
A vida está completa em tal jasmim,
Um mundo muitas vezes traidor
Retrato do universo de onde eu vim,
Agora apascentado pelas cores
Diversas e perfumes mais sutis,
Envolto pelas chamas dos amores,
Entregue às emoções, vou radiante,
E posso até dizer que sou feliz,
Mudaste o meu destino num instante...
MARCOS LOURES
Apraz-me receber a bela flor
Que um dia cultivaste em teu jardim,
Simbolizando todo nosso amor,
Guardada especialmente para mim.
Incalculável é o seu valor,
A vida está completa em tal jasmim,
Um mundo muitas vezes traidor
Retrato do universo de onde eu vim,
Agora apascentado pelas cores
Diversas e perfumes mais sutis,
Envolto pelas chamas dos amores,
Entregue às emoções, vou radiante,
E posso até dizer que sou feliz,
Mudaste o meu destino num instante...
MARCOS LOURES
A DEUSA NUA
A DEUSA NUA
Quís ser sonata ao luar
Flor-de-lótus no teu vaso
Mas só mulher a te amar
Fazendo um verso ao acaso
Só escrevo que te amo
Que te quero, meu amor
Tua presença eu reclamo
Sempre aqui ao teu dispor.
Amor simples, flor do campo
Tão espontânea nascida
Brilho de um pirilampo
Na escuridão da vida.
Ava Gardena
Perfume de gardênia, a deusa nua
Realça a sutileza dos lençóis,
Ardente como fossem cem mil sóis,
Engravidando em luzes bela lua.
Nos seios belos, fartos, maciez,
Na boca a sedução; de um carmesim
O beijo que guardaste para mim,
Provoca a mais completa insensatez...
Retiro mansamente cada véu
E vejo a maravilha deste céu
Que sinto se entregar sem mais defesas,
Assim a noite inteira até que raia
O sol beijando a areia, o mar a praia,
Encharca nosso quarto de belezas...
MARCOS LOURES
Quís ser sonata ao luar
Flor-de-lótus no teu vaso
Mas só mulher a te amar
Fazendo um verso ao acaso
Só escrevo que te amo
Que te quero, meu amor
Tua presença eu reclamo
Sempre aqui ao teu dispor.
Amor simples, flor do campo
Tão espontânea nascida
Brilho de um pirilampo
Na escuridão da vida.
Ava Gardena
Perfume de gardênia, a deusa nua
Realça a sutileza dos lençóis,
Ardente como fossem cem mil sóis,
Engravidando em luzes bela lua.
Nos seios belos, fartos, maciez,
Na boca a sedução; de um carmesim
O beijo que guardaste para mim,
Provoca a mais completa insensatez...
Retiro mansamente cada véu
E vejo a maravilha deste céu
Que sinto se entregar sem mais defesas,
Assim a noite inteira até que raia
O sol beijando a areia, o mar a praia,
Encharca nosso quarto de belezas...
MARCOS LOURES
ARFANTE
ARFANTE
Arfante serpenteia pela cama,
Enlanguescente deusa em transparência
O fogo de teu corpo já me chama
Louvando com delírios florescência.
Desejo te procura e te reclama
Durante a noite fria em tua ausência;
Meu sonho a cada instante quer e trama
O amor que nos conforta; a convivência
Unindo nossos gozos em um só,
Seduzes com teus lábios, bocas, dentes.
As noites escaldantes, tons ardentes
Laçados sem fronteiras neste nó
As pernas são tenazes que ao prender
Transformam um delírio num prazer...
MARCOS LOURES
Arfante serpenteia pela cama,
Enlanguescente deusa em transparência
O fogo de teu corpo já me chama
Louvando com delírios florescência.
Desejo te procura e te reclama
Durante a noite fria em tua ausência;
Meu sonho a cada instante quer e trama
O amor que nos conforta; a convivência
Unindo nossos gozos em um só,
Seduzes com teus lábios, bocas, dentes.
As noites escaldantes, tons ardentes
Laçados sem fronteiras neste nó
As pernas são tenazes que ao prender
Transformam um delírio num prazer...
MARCOS LOURES
CLARÃO DA LUA
CLARÃO DA LUA
Frio clarão da lua invade o quarto,
Esbalda-se em teu corpo e da nudez
Expõe uma escultura que Deus fez,
Da qual permita o Pai jamais me aparto.
E quando após o amor, deito já farto,
Olhando-te deitada em placidez,
Adentro a fantasia de uma vez,
E mesmo estando aqui, em sonhos parto,
Alçando as mais perfeitas maravilhas,
Enfrento cordilheiras, desço aos vales,
E mesmo que em silêncio nada fales,
Palavras que tu pensas são as trilhas
Levando o sonhador aos descaminhos
Que tanto desejei; os nossos ninhos...
MARCOS LOURES
Frio clarão da lua invade o quarto,
Esbalda-se em teu corpo e da nudez
Expõe uma escultura que Deus fez,
Da qual permita o Pai jamais me aparto.
E quando após o amor, deito já farto,
Olhando-te deitada em placidez,
Adentro a fantasia de uma vez,
E mesmo estando aqui, em sonhos parto,
Alçando as mais perfeitas maravilhas,
Enfrento cordilheiras, desço aos vales,
E mesmo que em silêncio nada fales,
Palavras que tu pensas são as trilhas
Levando o sonhador aos descaminhos
Que tanto desejei; os nossos ninhos...
MARCOS LOURES
PRAZERES 25520
PRAZERES 25520
Se lúgubres parecem paisagens
Os antros que freqüentas dentro em ti
Extraem o que há tanto apodreci
Eternizando assim em toscos gens.
E vândalos porfiam tais miragens
Escandalosamente eu percebi
O quão se faz do nada mesmo aqui
Distante das benditas vãs paragens.
E quando as engrenagens se emperrando
As águias e os demônios revoando
Percebem teu olor adocicado
E o fardo se tornando bem mais leve,
Tua alma em lama feita, já se atreve
Aos prazeres ausentes no passado...
MARCOS LOURES
Se lúgubres parecem paisagens
Os antros que freqüentas dentro em ti
Extraem o que há tanto apodreci
Eternizando assim em toscos gens.
E vândalos porfiam tais miragens
Escandalosamente eu percebi
O quão se faz do nada mesmo aqui
Distante das benditas vãs paragens.
E quando as engrenagens se emperrando
As águias e os demônios revoando
Percebem teu olor adocicado
E o fardo se tornando bem mais leve,
Tua alma em lama feita, já se atreve
Aos prazeres ausentes no passado...
MARCOS LOURES
PESADELOS
PESADELOS
Decorrem dos meus vários pesadelos
Metáforas que traçam morte e dor
E quando me percebo em vão andor
Momentos terminais eu posso vê-los
E bebo da ansiedade seus apelos
Sentindo a minha face a decompor,
E nela se adivinha este sol-pôr
Envolto pelos medos e desvelos.
Incréu vasculho restos do que fora
E a morte mesmo sendo sedutora
Propaga dentro em mim lamas diversas
E pantanoso dia se anuncia
Matizando em gris minha agonia
Inebriantes féis que em mim tu versas...
MARCOS LOURES
Decorrem dos meus vários pesadelos
Metáforas que traçam morte e dor
E quando me percebo em vão andor
Momentos terminais eu posso vê-los
E bebo da ansiedade seus apelos
Sentindo a minha face a decompor,
E nela se adivinha este sol-pôr
Envolto pelos medos e desvelos.
Incréu vasculho restos do que fora
E a morte mesmo sendo sedutora
Propaga dentro em mim lamas diversas
E pantanoso dia se anuncia
Matizando em gris minha agonia
Inebriantes féis que em mim tu versas...
MARCOS LOURES
EM FANTASIA
EM FANTASIA
Transportada em fantasia,
chuto a bola pra frente,
não deixo cair a bandeira,
seguro firme na aste da teia.
Ana Maria
Não deixe esta peteca vir ao chão,
A gente faz da música alegria,
Luar vai reclamando um violão,
Amor sempre termina em poesia.
Usando assim nossa imaginação
Iremos construir a moradia
Matando assim de vez a solidão,
A noite nunca mais será tão fria.
Esguia criatura que desejo,
O amor não sendo apenas um lampejo
Adentra e fecundando assim o solo,
Permite que se queira muito mais,
Deitando meu prazer sem ter jamais
Que um dia abandonar teu manso colo...
MARCOS LOURES
Transportada em fantasia,
chuto a bola pra frente,
não deixo cair a bandeira,
seguro firme na aste da teia.
Ana Maria
Não deixe esta peteca vir ao chão,
A gente faz da música alegria,
Luar vai reclamando um violão,
Amor sempre termina em poesia.
Usando assim nossa imaginação
Iremos construir a moradia
Matando assim de vez a solidão,
A noite nunca mais será tão fria.
Esguia criatura que desejo,
O amor não sendo apenas um lampejo
Adentra e fecundando assim o solo,
Permite que se queira muito mais,
Deitando meu prazer sem ter jamais
Que um dia abandonar teu manso colo...
MARCOS LOURES
OURIVES DA ESPERAÇA
OURIVES DA ESPERANÇA
Ourives da esperança, a poesia,
Entorna-se deveras sobre nós,
Não serei o que virá depois, após,
A noite que se fez amarga e fria.
Só sei que na verdade eu te queria,
O amor foi companheiro, mas algoz,
A dor da solidão se faz atroz,
E impede que ressurja um novo dia.
Na aurora da existência, perco o rumo,
Os erros que cometo, bebo o sumo,
E foge entre os meus dedos, mocidade...
Quem dera ouvir a voz melodiosa
Da deusa que se fez tão majestosa
E reina nos confins de uma saudade...
MARCOS LOURES
Ourives da esperança, a poesia,
Entorna-se deveras sobre nós,
Não serei o que virá depois, após,
A noite que se fez amarga e fria.
Só sei que na verdade eu te queria,
O amor foi companheiro, mas algoz,
A dor da solidão se faz atroz,
E impede que ressurja um novo dia.
Na aurora da existência, perco o rumo,
Os erros que cometo, bebo o sumo,
E foge entre os meus dedos, mocidade...
Quem dera ouvir a voz melodiosa
Da deusa que se fez tão majestosa
E reina nos confins de uma saudade...
MARCOS LOURES
DIA A DIA
DIA A DIA
O amor se conquistando dia a dia
Adia as decisões ou precipita,
E quando encontro a mais bela pepita
Se precipita toda a fantasia,
Só posso te dizer que a fantasia
Mais rica; mais possante e mais bonita
Aquela que no peito forte grita
Conforme tanto tempo eu perseguia.
Guiando cada passo, o grande amor,
Compondo com total fascinação
Um mundo muito além do que sonhara,
Demonstra quanto vale ao sonhador
Um gole de razão, farta emoção
Tornando a nossa vida bem mais rara..
MARCOS LOURES
O amor se conquistando dia a dia
Adia as decisões ou precipita,
E quando encontro a mais bela pepita
Se precipita toda a fantasia,
Só posso te dizer que a fantasia
Mais rica; mais possante e mais bonita
Aquela que no peito forte grita
Conforme tanto tempo eu perseguia.
Guiando cada passo, o grande amor,
Compondo com total fascinação
Um mundo muito além do que sonhara,
Demonstra quanto vale ao sonhador
Um gole de razão, farta emoção
Tornando a nossa vida bem mais rara..
MARCOS LOURES
VELAS
VELAS
Revelas entre velas e velórios
Mordazes emoções em rito falso
E quando bebo em ti meu cadafalso
Momentos que vivera tão simplórios
Atando com denodo em tons mais vários
A cada caminhada outro percalço
E sigo em pregos, brasas, me descalço
Compartilhando tantos adversários.
Um execrável ar empesteando
Aonde se pensara bem mais brando
Fenecendo a ilusão que não sustento.
Ao deus-dará seguindo em prontidão
Vencido pelas trevas que verão
O derrotar de um sonho, violento...
MARCOS LOURES
Revelas entre velas e velórios
Mordazes emoções em rito falso
E quando bebo em ti meu cadafalso
Momentos que vivera tão simplórios
Atando com denodo em tons mais vários
A cada caminhada outro percalço
E sigo em pregos, brasas, me descalço
Compartilhando tantos adversários.
Um execrável ar empesteando
Aonde se pensara bem mais brando
Fenecendo a ilusão que não sustento.
Ao deus-dará seguindo em prontidão
Vencido pelas trevas que verão
O derrotar de um sonho, violento...
MARCOS LOURES
FALANDO EM SOLIDÃO
FALANDO EM SOLIDÃO
Nesses meus versos, tento te dizer,
Da boca que não beijo e tanto quero...
Celebro meu desejo, mordaz, fero.
Em tal fogueira, sonho, enfim, m’arder...
Porém, ao mesmo tempo, sem querer,
Por temer teu silêncio, nada espero.
Então me silencio. Nada gero
Somente esses meus versos posso ter...
Na mansidão volúpias atormentam,
Minhas angústias mudas, só aumentam...
Mas sou feliz fazendo esse poema...
Sonhar é doloroso, mas acalma,
A vida transtornada cede calma,
Embora a solidão seja meu tema...
MARCOS LOURES
Nesses meus versos, tento te dizer,
Da boca que não beijo e tanto quero...
Celebro meu desejo, mordaz, fero.
Em tal fogueira, sonho, enfim, m’arder...
Porém, ao mesmo tempo, sem querer,
Por temer teu silêncio, nada espero.
Então me silencio. Nada gero
Somente esses meus versos posso ter...
Na mansidão volúpias atormentam,
Minhas angústias mudas, só aumentam...
Mas sou feliz fazendo esse poema...
Sonhar é doloroso, mas acalma,
A vida transtornada cede calma,
Embora a solidão seja meu tema...
MARCOS LOURES
UM AMOR IMAGINÁRIO
UM AMOR IMAGINÁRIO
Pensando em fazer outra poesia
Que fale de um amor imaginário,
Não tendo mais conversa ou alegria,
Apenas tão somente sou otário.
Fazer de meus lamentos fantasia,
Tornando meu amigo um adversário,
E cada vez que tento a mão vadia
Buscando no teclado outro fadário...
Fertilizando a mente com prazeres,
Domando meus instintos, o que fazer?
As letras vão pulando à minha frente
E faltam para a festa estes talheres,
Sem ter sequer idéia pude ver
O olhar que me lançaste, diferente...
MARCOS LOURES
Pensando em fazer outra poesia
Que fale de um amor imaginário,
Não tendo mais conversa ou alegria,
Apenas tão somente sou otário.
Fazer de meus lamentos fantasia,
Tornando meu amigo um adversário,
E cada vez que tento a mão vadia
Buscando no teclado outro fadário...
Fertilizando a mente com prazeres,
Domando meus instintos, o que fazer?
As letras vão pulando à minha frente
E faltam para a festa estes talheres,
Sem ter sequer idéia pude ver
O olhar que me lançaste, diferente...
MARCOS LOURES
AVISOS
AVISOS
Vetustos caminheiros fragilmente
Estendem seus cadáveres em sonho
E quando num conjunto decomponho
A sorte se tornando mais ausente
Em cândidos momentos que se tente
Viver além de um ar tosco e bisonho,
Reconstituo a senda e assim me oponho
Ao que seria inútil penitente.
Azedam-se as vontades e esperanças
Articulando em vão as fortalezas,
E quando em voz sonante tais defesas
Ainda que tão frágil vês e alcanças
Gerando pandemônios entre risos
Legando ao nada ser, cruéis avisos...
MARCOS LOURES
Vetustos caminheiros fragilmente
Estendem seus cadáveres em sonho
E quando num conjunto decomponho
A sorte se tornando mais ausente
Em cândidos momentos que se tente
Viver além de um ar tosco e bisonho,
Reconstituo a senda e assim me oponho
Ao que seria inútil penitente.
Azedam-se as vontades e esperanças
Articulando em vão as fortalezas,
E quando em voz sonante tais defesas
Ainda que tão frágil vês e alcanças
Gerando pandemônios entre risos
Legando ao nada ser, cruéis avisos...
MARCOS LOURES
TEMPESTADE
TEMPESTADE
Qual fora um tempestade um porto além
Do que pensara outrora ancoradouro,
Nas ânsias mais vulgares, nascedouro
Do pântano que uma alma vil contém.
E sendo que deveras sou ninguém
E disto faço a glória de um tesouro,
O sonho que pensara imorredouro
Desnudo se transforma e nada vem.
Adentro a fantasia, vil senzala
E a voz que se inebria já se cala
E escalando paredes a alpinista
Vontade transcorrendo em vagas ondas
E mesmo quando fútil me respondas
Nenhum sinal de paz aqui se avista...
MARCOS LOURES
Qual fora um tempestade um porto além
Do que pensara outrora ancoradouro,
Nas ânsias mais vulgares, nascedouro
Do pântano que uma alma vil contém.
E sendo que deveras sou ninguém
E disto faço a glória de um tesouro,
O sonho que pensara imorredouro
Desnudo se transforma e nada vem.
Adentro a fantasia, vil senzala
E a voz que se inebria já se cala
E escalando paredes a alpinista
Vontade transcorrendo em vagas ondas
E mesmo quando fútil me respondas
Nenhum sinal de paz aqui se avista...
MARCOS LOURES
FIM DE CASO
FIM DE CASO
Eu não serei funesto, nem pretendo
Falar do amor que tive e se perdeu,
O quanto da ternura se mantendo,
Reflete este caminho, meu e teu.
Mistérios envolvendo a nossa vida,
Momentos que se vão pra nunca mais.
E quando nossa história está perdida,
Procuro ancoradouro noutro cais.
Poeta mata o sonho e se alimenta
Dos restos da ilusão que um dia quis,
Pensando na borrasca violenta,
Não quero e nem consigo ser feliz...
Matei os meus resquícios de alegria,
Rasgando eternamente a fantasia...
MARCOS LOURES
Eu não serei funesto, nem pretendo
Falar do amor que tive e se perdeu,
O quanto da ternura se mantendo,
Reflete este caminho, meu e teu.
Mistérios envolvendo a nossa vida,
Momentos que se vão pra nunca mais.
E quando nossa história está perdida,
Procuro ancoradouro noutro cais.
Poeta mata o sonho e se alimenta
Dos restos da ilusão que um dia quis,
Pensando na borrasca violenta,
Não quero e nem consigo ser feliz...
Matei os meus resquícios de alegria,
Rasgando eternamente a fantasia...
MARCOS LOURES
FIM DE SONHO
FIM DE SONHO
Por vezes imagino outro país;
Nas gélidas manhãs, tórrido anseio.
Desejos incontidos, sem receio,
Um corpo saciado, outro feliz.
Vontade de voar mesmo em céu gris
Percorro delirante cada seio,
Descubro outras paragens, singro o veio,
Qual fora eternamente um aprendiz...
Mas nada; nem a sombra do passado,
Apenas o vazio em minha cama,
A morte sorrateira, vem e chama,
Deitando sorridente aqui do lado.
E quando imaginava outra saída
Escorre em minhas mãos, a frágil vida...
MARCOS LOURES
Por vezes imagino outro país;
Nas gélidas manhãs, tórrido anseio.
Desejos incontidos, sem receio,
Um corpo saciado, outro feliz.
Vontade de voar mesmo em céu gris
Percorro delirante cada seio,
Descubro outras paragens, singro o veio,
Qual fora eternamente um aprendiz...
Mas nada; nem a sombra do passado,
Apenas o vazio em minha cama,
A morte sorrateira, vem e chama,
Deitando sorridente aqui do lado.
E quando imaginava outra saída
Escorre em minhas mãos, a frágil vida...
MARCOS LOURES
CICATRIZES
CICATRIZES
Horrivelmente imerso em trevas sigo
E tanto quanto posso ainda creio
Que enquanto houver um sonho ou mesmo um veio
Ainda se verá quem sabe, abrigo.
Empesteando a vida não consigo
Vencer a fantasia que rodeio
E dela muitas vezes mesmo alheio
Percebo bem sutil, medo e perigo.
Enveredando sendas mais profanas
Proféticos oráculos; predizes
E tentas discernir gozo de dor,
E quando vejo o encanto decompor
Chagásicas imagens: cicatrizes...
MARCOS LOURES
Horrivelmente imerso em trevas sigo
E tanto quanto posso ainda creio
Que enquanto houver um sonho ou mesmo um veio
Ainda se verá quem sabe, abrigo.
Empesteando a vida não consigo
Vencer a fantasia que rodeio
E dela muitas vezes mesmo alheio
Percebo bem sutil, medo e perigo.
Enveredando sendas mais profanas
Proféticos oráculos; predizes
E tentas discernir gozo de dor,
E quando vejo o encanto decompor
Chagásicas imagens: cicatrizes...
MARCOS LOURES
FANTASIA
FANTASIA
Calcando uma existência em fantasia
Eu caio vez em quando e me levanto,
Não deixo que me enxugues dor e pranto,
Depois vem o sorriso, nova alegria.
O tempo é necessário e a picardia
Só serve pra causar o desencanto,
Por isso é que na dor eu me agiganto,
Não posso suportar tal agonia.
E o vento me levando sem saber
Se um dia há de parar nem mesmo aonde,
O sol que as nuvens já se esconde;
Parece que começa a compreender
E deixa todo o céu assim nublado,
Mortalha de um amor abandonado...
MARCOS LOURES
Calcando uma existência em fantasia
Eu caio vez em quando e me levanto,
Não deixo que me enxugues dor e pranto,
Depois vem o sorriso, nova alegria.
O tempo é necessário e a picardia
Só serve pra causar o desencanto,
Por isso é que na dor eu me agiganto,
Não posso suportar tal agonia.
E o vento me levando sem saber
Se um dia há de parar nem mesmo aonde,
O sol que as nuvens já se esconde;
Parece que começa a compreender
E deixa todo o céu assim nublado,
Mortalha de um amor abandonado...
MARCOS LOURES
GOSTO DE VOCÊ
GOSTO DE VOCÊ
Gostando do querer que tanto quis
Querência sem igual, amor sem par
Vibrando tão somente por sonhar
Eterna sensação de ser feliz.
O verso que deveras eu te fiz
Pudesse este caminho desbravar
Tocado pelos raios do luar
O amor já não suporta um aprendiz.
Aprendo a cada dia com o sol
Tomando em claridade este arrebol
Tramando um novo tempo em clara luz.
Viver sem esperar a recompensa,
Fazendo a nossa vida mais intensa
Tornando bem mais leve nossa cruz...
MARCOS LOURES
Gostando do querer que tanto quis
Querência sem igual, amor sem par
Vibrando tão somente por sonhar
Eterna sensação de ser feliz.
O verso que deveras eu te fiz
Pudesse este caminho desbravar
Tocado pelos raios do luar
O amor já não suporta um aprendiz.
Aprendo a cada dia com o sol
Tomando em claridade este arrebol
Tramando um novo tempo em clara luz.
Viver sem esperar a recompensa,
Fazendo a nossa vida mais intensa
Tornando bem mais leve nossa cruz...
MARCOS LOURES
ILUSÕES DE ÓTICA
ILUSÕES DE ÓTICA
Jamais eu jogarei palavra fora,
Senão aquelas mesmas que eu repito,
Se o amor que nunca tive é infinito,
Melhor ficar calado: vou embora...
Quem sabe depois disso, ela me implora...
A consciência logo dá um pito,
Se ainda fosse, pelo menos mais bonito,
Porém a minha cara já apavora...
Tomando qualquer drinque num boteco,
Quem sabe uma cerveja bem gelada,
Espero que isso tenha repeteco,
Ou mesmo algum chamego, de repente...
Porém passou o tempo, deu em nada,
Ela mandou fazer a nova lente...
MARCOS LOURES
Jamais eu jogarei palavra fora,
Senão aquelas mesmas que eu repito,
Se o amor que nunca tive é infinito,
Melhor ficar calado: vou embora...
Quem sabe depois disso, ela me implora...
A consciência logo dá um pito,
Se ainda fosse, pelo menos mais bonito,
Porém a minha cara já apavora...
Tomando qualquer drinque num boteco,
Quem sabe uma cerveja bem gelada,
Espero que isso tenha repeteco,
Ou mesmo algum chamego, de repente...
Porém passou o tempo, deu em nada,
Ela mandou fazer a nova lente...
MARCOS LOURES
NOITES BRUMOSAS
NOITES BRUMOSAS
Das noites que brumosas eu enfrento
Após as tão sonhadas calmarias
Diversas das que em sonho fantasias
Tocadas pela mão de intenso vento.
E quando em luzes frágeis inda tento
Vencer os meus terrores tu me guias
E levas aos demônios que recrias
Tomando este arrebol medo e lamento.
Angústias tão comuns de quem procura
Um tempo aonde possa ser feliz,
E quando mais distante ou por um triz
No olhar ensimesmado, tal loucura
Abisma com seu vário ingrediente
Por mais que a solução audaz se tente...
MARCOS LOURES
Das noites que brumosas eu enfrento
Após as tão sonhadas calmarias
Diversas das que em sonho fantasias
Tocadas pela mão de intenso vento.
E quando em luzes frágeis inda tento
Vencer os meus terrores tu me guias
E levas aos demônios que recrias
Tomando este arrebol medo e lamento.
Angústias tão comuns de quem procura
Um tempo aonde possa ser feliz,
E quando mais distante ou por um triz
No olhar ensimesmado, tal loucura
Abisma com seu vário ingrediente
Por mais que a solução audaz se tente...
MARCOS LOURES
LABIRINTO
LABIRINTO
Há tempos programei uma saída
Que possa me livrar do labirinto
No qual já transformada a minha vida,
Com cores tão diversas das que eu pinto.
Quisera como fuga, alguma ermida,
Aonde desnudasse o que ora sinto,
Porém preparo a minha despedida,
Num gole de aguardente ou num absinto.
Se às vezes, da batalha eu já me abstenho,
Temendo novamente outro fracasso,
É que ando ultimamente amargo e lasso,
Somente antigas dores, eu retenho.
E vejo que não tendo solução,
Mergulho sem defesas no alçapão...
MARCOS LOURES
Há tempos programei uma saída
Que possa me livrar do labirinto
No qual já transformada a minha vida,
Com cores tão diversas das que eu pinto.
Quisera como fuga, alguma ermida,
Aonde desnudasse o que ora sinto,
Porém preparo a minha despedida,
Num gole de aguardente ou num absinto.
Se às vezes, da batalha eu já me abstenho,
Temendo novamente outro fracasso,
É que ando ultimamente amargo e lasso,
Somente antigas dores, eu retenho.
E vejo que não tendo solução,
Mergulho sem defesas no alçapão...
MARCOS LOURES
MEU MARTÍRIO
MEU MARTÍRIO
Sequer estrela pálida percebo
Na treva que tomando a minha vida
Há tanto em fúria imensa decidida,
Diversa da esperança que concebo.
Eu sei que novo sonho é um placebo
E a cada amanhecer outra ferida
Expressando uma noite mal dormida
E da aguardente amarga – amor – eu bebo.
Pudesse ter nas mãos o meu destino
A faca, a foice, o tiro em desatino
O medo escancarando este delírio
E vendo tão somente o que hora herdei,
Vazio que deveras encontrei
Traduz sem ter retoques meu martírio...
MARCOS LOURES
Sequer estrela pálida percebo
Na treva que tomando a minha vida
Há tanto em fúria imensa decidida,
Diversa da esperança que concebo.
Eu sei que novo sonho é um placebo
E a cada amanhecer outra ferida
Expressando uma noite mal dormida
E da aguardente amarga – amor – eu bebo.
Pudesse ter nas mãos o meu destino
A faca, a foice, o tiro em desatino
O medo escancarando este delírio
E vendo tão somente o que hora herdei,
Vazio que deveras encontrei
Traduz sem ter retoques meu martírio...
MARCOS LOURES
MEU AMOR!
MEU AMOR!
Se acaso tu chegares à janela
Verás um farto brilho, feito um sol,
Tomando em claridades o arrebol
O amor que te dedico já revela.
Dos astros deslumbrantes, tal estrela,
Que faz do meu olhar seu girassol,
Trazendo a formosura que, de escol,
Permite a primazia de vivê-la
Sem farsas nem disfarces, peito aberto,
O passo bem mais firme, agora certo,
Encaminhado à glória de saber
Que existes e que estás sempre comigo,
E enquanto nos teus braços eu me abrigo
Concebo a plenitude do prazer...
MARCOS LOURES
Se acaso tu chegares à janela
Verás um farto brilho, feito um sol,
Tomando em claridades o arrebol
O amor que te dedico já revela.
Dos astros deslumbrantes, tal estrela,
Que faz do meu olhar seu girassol,
Trazendo a formosura que, de escol,
Permite a primazia de vivê-la
Sem farsas nem disfarces, peito aberto,
O passo bem mais firme, agora certo,
Encaminhado à glória de saber
Que existes e que estás sempre comigo,
E enquanto nos teus braços eu me abrigo
Concebo a plenitude do prazer...
MARCOS LOURES
MAR
MAR
Um mar feito em sargaços e corais
Distintas cores traçam o oceano
E quando se percebe cada engano
Os dias em procelas são venais.
Vagasse por espaços, siderais
Momentos em que vejo o ser humano
Na mórbida impressão de perda e dano,
Vislumbro atocaiados animais
Vorazes e insensatos neste bote
Aonde a mortandade se denote
Por tanta estupidez e vilania.
Porém esgoto pútrido e feroz
Ouvindo mais distante a sua voz
Covardia se torna valentia...
MARCOS LOURES
Um mar feito em sargaços e corais
Distintas cores traçam o oceano
E quando se percebe cada engano
Os dias em procelas são venais.
Vagasse por espaços, siderais
Momentos em que vejo o ser humano
Na mórbida impressão de perda e dano,
Vislumbro atocaiados animais
Vorazes e insensatos neste bote
Aonde a mortandade se denote
Por tanta estupidez e vilania.
Porém esgoto pútrido e feroz
Ouvindo mais distante a sua voz
Covardia se torna valentia...
MARCOS LOURES
SEDUTORA IMAGEM
SEDUTORA IMAGEM
A sedutora imagem feminina
Que adentrando o meu quarto tanto excita,
Mulher maravilhosa e tão bonita,
Desnuda-se e decerto me fascina...
E sabe; sensual quanto domina,
Minha alma sem defesas, já se agita,
E tresloucadamente esta pepita
Raiando sobre mim, doma e ilumina...
Beijando mansamente os belos seios,
Levando-me ao delírio, línguas dentes,
E os corpos nestas fúrias, mais ardentes
Esquecem seus pudores e receios,
Embarco neste mar feito em prazer,
Vontade de te achar e me perder...
MARCOS LOURES
A sedutora imagem feminina
Que adentrando o meu quarto tanto excita,
Mulher maravilhosa e tão bonita,
Desnuda-se e decerto me fascina...
E sabe; sensual quanto domina,
Minha alma sem defesas, já se agita,
E tresloucadamente esta pepita
Raiando sobre mim, doma e ilumina...
Beijando mansamente os belos seios,
Levando-me ao delírio, línguas dentes,
E os corpos nestas fúrias, mais ardentes
Esquecem seus pudores e receios,
Embarco neste mar feito em prazer,
Vontade de te achar e me perder...
MARCOS LOURES
DERRADEIRO SONHO
DERRADEIRO SONHO
Assisto ao derradeiro sonho que alimento
E vivo entre as neblinas, noites fartas
E quando dos teus dias me descartas
Deveras assumindo o meu tormento.
Assíduas ilusões e o pensamento
Jogando sobre a mesa as mesmas cartas
Dos âmagos profanos nunca apartas
Quem tanto se envolveu em sofrimento.
Perfaço o meu caminho em falso passo
E quando dos meus erros me desfaço
Não traço soluções, apenas sigo
E nesta invalidez uma alma insana
Medonha caricata tanta engana
Sonega ao penitente algum abrigo.
MARCOS LOURES
Assisto ao derradeiro sonho que alimento
E vivo entre as neblinas, noites fartas
E quando dos teus dias me descartas
Deveras assumindo o meu tormento.
Assíduas ilusões e o pensamento
Jogando sobre a mesa as mesmas cartas
Dos âmagos profanos nunca apartas
Quem tanto se envolveu em sofrimento.
Perfaço o meu caminho em falso passo
E quando dos meus erros me desfaço
Não traço soluções, apenas sigo
E nesta invalidez uma alma insana
Medonha caricata tanta engana
Sonega ao penitente algum abrigo.
MARCOS LOURES
MATAR A POESIA
MATAR A POESIA
Uma alma tão sensível? Não mais quero.
Prefiro ser um gélido granito...
Esquecer da ilusão, terrível rito,
Mantendo o coração, voraz e fero...
E quando em poesia me tempero,
Rasgando assim meu peito; imenso grito,
Alçando num momento este infinito,
Distante do que vejo; mas venero...
Não quero ter a dor que me inebria,
Nem mesmo ver as cores de uma aurora,
Calando o frio algoz, a poesia
O homem atrás dos óculos, sensato...
Aborto o sentimento que se aflora,
E o verso que me doma; esqueço e mato...
MARCOS LOURES
Uma alma tão sensível? Não mais quero.
Prefiro ser um gélido granito...
Esquecer da ilusão, terrível rito,
Mantendo o coração, voraz e fero...
E quando em poesia me tempero,
Rasgando assim meu peito; imenso grito,
Alçando num momento este infinito,
Distante do que vejo; mas venero...
Não quero ter a dor que me inebria,
Nem mesmo ver as cores de uma aurora,
Calando o frio algoz, a poesia
O homem atrás dos óculos, sensato...
Aborto o sentimento que se aflora,
E o verso que me doma; esqueço e mato...
MARCOS LOURES
BUSCAR ESTA ESPERANÇA
BUSCAR ESTA ESPERANÇA
Agora que me chamas também tento
Buscar esta esperança que perdi
E dela redundando sempre em ti
Olhar tão carinhoso e sempre atento,
Vencer os dissabores, meu intento
E deles traduzir melhor aqui
Num verso demonstrando o que senti,
Após um tempo amaro e turbulento.
Estando solitário e a depressão
Negando nos meus olhos um verão
Incendiando em fúria cada dia.
E nele a rotineira dor traçava
Numa alma sem destino e quase escrava
A morte do que fora poesia...
MARCOS LOURES
Agora que me chamas também tento
Buscar esta esperança que perdi
E dela redundando sempre em ti
Olhar tão carinhoso e sempre atento,
Vencer os dissabores, meu intento
E deles traduzir melhor aqui
Num verso demonstrando o que senti,
Após um tempo amaro e turbulento.
Estando solitário e a depressão
Negando nos meus olhos um verão
Incendiando em fúria cada dia.
E nele a rotineira dor traçava
Numa alma sem destino e quase escrava
A morte do que fora poesia...
MARCOS LOURES
TREVAS
TREVAS
Amigo, tantas vezes quis o sol,
As trevas dominaram o cenário
E sem a claridade em arrebol,
O dia transcorrendo temerário...
Apenas os tropeços corriqueiros,
As velhas cicatrizes; a aguardente
Os risos que julgara verdadeiros,
Minha alma sem remédio, finge, mente
Meu mundo foi errado do começo,
Não pude conhecer outra verdade,
Agora, recolhendo o que mereço
Não resta nem sequer a liberdade...
Pereço nos esgotos e sarjetas
Sorrisos e alegrias? Vãos cometas...
MARCOS LOURES
Amigo, tantas vezes quis o sol,
As trevas dominaram o cenário
E sem a claridade em arrebol,
O dia transcorrendo temerário...
Apenas os tropeços corriqueiros,
As velhas cicatrizes; a aguardente
Os risos que julgara verdadeiros,
Minha alma sem remédio, finge, mente
Meu mundo foi errado do começo,
Não pude conhecer outra verdade,
Agora, recolhendo o que mereço
Não resta nem sequer a liberdade...
Pereço nos esgotos e sarjetas
Sorrisos e alegrias? Vãos cometas...
MARCOS LOURES
OLHOS DISPERSIVOS
OLHOS DISPERSIVOS
Com olhos dispersivos, me perdera
Do rumo já traçado em poesia
E a sombra do passado ainda urdia
Matando o que esperança concebera.
E o vento benfazejo de um sorriso
Ameno transformando o gelo em brisa,
Maturidade chega e já me avisa
Do passo necessário e mais preciso.
Vestindo esta emoção que é temporã
O amor rompe barreiras e, acredite,
Não respeitando enfim qualquer limite
Promete um sol imenso na manhã
Legado que pretendo cultivar
Imerso neste encanto a me tomar...
MARCOS LOURES
Com olhos dispersivos, me perdera
Do rumo já traçado em poesia
E a sombra do passado ainda urdia
Matando o que esperança concebera.
E o vento benfazejo de um sorriso
Ameno transformando o gelo em brisa,
Maturidade chega e já me avisa
Do passo necessário e mais preciso.
Vestindo esta emoção que é temporã
O amor rompe barreiras e, acredite,
Não respeitando enfim qualquer limite
Promete um sol imenso na manhã
Legado que pretendo cultivar
Imerso neste encanto a me tomar...
MARCOS LOURES
ME ALUCINAS
ME ALUCINAS
As noites quando estão enluaradas
Distantes destas brumas costumeiras
Dos sonhos e delírios mensageiras
Promessas de divinas alvoradas,
Anseios e desejos noites raras,
Momentos inconstantes, mas felizes
Palavras que me dizes mais suaves
Depois ao mesmo tempo tanto agraves
Assim quando os desejos contradizes
Mudando totalmente a nossa história
A noite se tornando merencória
E a lua se escondendo nas neblinas
Amor em tempestade e calmaria
Enquanto me deslumbra e me sacia
Em outro instante vens e me alucinas.
MARCOS LOURES
As noites quando estão enluaradas
Distantes destas brumas costumeiras
Dos sonhos e delírios mensageiras
Promessas de divinas alvoradas,
Anseios e desejos noites raras,
Momentos inconstantes, mas felizes
Palavras que me dizes mais suaves
Depois ao mesmo tempo tanto agraves
Assim quando os desejos contradizes
Mudando totalmente a nossa história
A noite se tornando merencória
E a lua se escondendo nas neblinas
Amor em tempestade e calmaria
Enquanto me deslumbra e me sacia
Em outro instante vens e me alucinas.
MARCOS LOURES
MINHA ALMA
MINHA ALMA
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
MARCOS LOURES
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
MARCOS LOURES
MODIFICAÇÃO
MODIFICAÇÃO
O mundo bem depressa modifica
As ordens naturais e transformando
O que pensara outrora bem mais brando
Agora se não luto, mortifica
E tudo transcorrendo não explica
O medo sobre nós já desabando
E o todo a cada dia mais pesando
A teoria aqui nunca se aplica.
Imprevisível passo leva à queda
E quando noutras tramas vida enreda
Percebo quão inútil deve ser
Quem tanto se perdendo em nada crer
No abismo feito em trevas já mergulha
E não vê da esperança uma fagulha...
MARCOS LOURES
MEUS QUINTAIS
MEUS QUINTAIS
Revejo os meus quintais na primavera,
Ilhado neste quarto, apartamento,
O verso que compus, traduz espera,
A salvação virá, qualquer momento.
Resisto bravamente, sorte mera,
E mesmo ser feliz, ainda tento,
Naufrago no teu mar, minha galera,
E busco, vez em quando, um novo invento.
Mas vendo estas paredes no horizonte,
Queria com a vida última ponte
Perdi os velhos elos da corrente
Trancafiado aqui, neste lugar,
Revejo o meu quintal e vou buscar
Algum retrato fusco em minha mente...
MARCOS LOURES
Revejo os meus quintais na primavera,
Ilhado neste quarto, apartamento,
O verso que compus, traduz espera,
A salvação virá, qualquer momento.
Resisto bravamente, sorte mera,
E mesmo ser feliz, ainda tento,
Naufrago no teu mar, minha galera,
E busco, vez em quando, um novo invento.
Mas vendo estas paredes no horizonte,
Queria com a vida última ponte
Perdi os velhos elos da corrente
Trancafiado aqui, neste lugar,
Revejo o meu quintal e vou buscar
Algum retrato fusco em minha mente...
MARCOS LOURES
NO MEU AMOR
NO MEU AMOR
No meu amor, bengala que me leva
Pelas esquinas, curvas, montes, ruas...
O peito apaixonado sempre neva
As bocas que beijamos sempre cruas.
Escapo da tortura, fuga e treva,
Não busco meus prazeres nessas luas.
O resto do que fomos não me ceva,
O tempo que passamos, noites nuas...
Colhendo as margaridas que plantaste,
Nos medos que me trazem desolado...
Nos ventos que tempestas já fui haste.
As víboras se posam de vestais,
Coroas por viver apaixonado.
Os cernes dos amores canibais...
MARCOS LOURES
No meu amor, bengala que me leva
Pelas esquinas, curvas, montes, ruas...
O peito apaixonado sempre neva
As bocas que beijamos sempre cruas.
Escapo da tortura, fuga e treva,
Não busco meus prazeres nessas luas.
O resto do que fomos não me ceva,
O tempo que passamos, noites nuas...
Colhendo as margaridas que plantaste,
Nos medos que me trazem desolado...
Nos ventos que tempestas já fui haste.
As víboras se posam de vestais,
Coroas por viver apaixonado.
Os cernes dos amores canibais...
MARCOS LOURES
PENSAVA EM TI
PENSAVA EM TI
Na cama do hospital pensava em ti
Distante dos meus olhos, solidão.
E quando chega o tempo, a decisão
Deveras muitas vezes me perdi,
E tendo todo mundo bem aqui
Guardada uma devida proporção
Enfronho nos meus olhos a emoção
E dela sem perdão eu me embebi.
E a morte se aproxima dos meus dias
E nela se deixando as utopias
Somente a poesia me acompanha
E o gesto palatável diz amor
Mas quando vejo o rosto sedutor
Da morte já concluo a minha sanha...
MARCOS LOURES
Na cama do hospital pensava em ti
Distante dos meus olhos, solidão.
E quando chega o tempo, a decisão
Deveras muitas vezes me perdi,
E tendo todo mundo bem aqui
Guardada uma devida proporção
Enfronho nos meus olhos a emoção
E dela sem perdão eu me embebi.
E a morte se aproxima dos meus dias
E nela se deixando as utopias
Somente a poesia me acompanha
E o gesto palatável diz amor
Mas quando vejo o rosto sedutor
Da morte já concluo a minha sanha...
MARCOS LOURES
EU TENTO
EU TENTO
Eu tento embora não mais acredite
Que a gente possa um dia ser assim,
Vou dando vez em quando algum palpite
Na grande maioria, é bem ruim.
A vida quer impor o seu limite,
Porém a fantasia não tem fim,
Postando alguma coisa que me incite
A demonstrar o que há dentro de mim,
Amiga; não percebo ser possível
Qualquer mudança feita por quem sonha,
Imagem realista é tão medonha
E a felicidade sendo incrível,
Não vejo outra saída senão esta,
A festa preparada, então: funesta...
MARCOS LOURES
Eu tento embora não mais acredite
Que a gente possa um dia ser assim,
Vou dando vez em quando algum palpite
Na grande maioria, é bem ruim.
A vida quer impor o seu limite,
Porém a fantasia não tem fim,
Postando alguma coisa que me incite
A demonstrar o que há dentro de mim,
Amiga; não percebo ser possível
Qualquer mudança feita por quem sonha,
Imagem realista é tão medonha
E a felicidade sendo incrível,
Não vejo outra saída senão esta,
A festa preparada, então: funesta...
MARCOS LOURES
ESTAR CONTIGO
ESTAR CONTIGO
Querendo estar contigo e vendo que
Caminhos diferentes a trilhar
Cerzida sorte em tétrico tear
Procuro o meu retrato, mas cadê?
Se tudo o que deveras já se crê
Persiste muito aquém do imenso mar,
Aonde com firmeza navegar,
Se uma alma se tortura e nada vê
Sequer as velhas sombras do que fomos,
E quando desta vida em frágeis gomos
Expresso a mais completa solidão
Querendo ou não querendo sigo assim,
Apenas aguardando então meu fim
Deixando para trás qualquer verão...
MARCOS LOURES
Querendo estar contigo e vendo que
Caminhos diferentes a trilhar
Cerzida sorte em tétrico tear
Procuro o meu retrato, mas cadê?
Se tudo o que deveras já se crê
Persiste muito aquém do imenso mar,
Aonde com firmeza navegar,
Se uma alma se tortura e nada vê
Sequer as velhas sombras do que fomos,
E quando desta vida em frágeis gomos
Expresso a mais completa solidão
Querendo ou não querendo sigo assim,
Apenas aguardando então meu fim
Deixando para trás qualquer verão...
MARCOS LOURES
NOITE FRIA
NOITE FRIA
E traz na noite fria esta dormência
A ausência de quem tanto desejara
A vida ao mesmo tempo desampara
E leva pouco a pouco a tal demência
E tendo mais diversa uma cadência
A sorte se desfia, crua e amara,
Na poesia a luz que se escancara
Talvez seja uma forma de clemência.
A quiromante tanto me dissera
Que amor não resistindo à primavera
Teria tal inverno rigoroso,
Auspiciosos sonhos? Pesadelos,
E a cada noite posso enfim revê-los,
Distante do que foi prazer e gozo.
MARCOS LOURES
E traz na noite fria esta dormência
A ausência de quem tanto desejara
A vida ao mesmo tempo desampara
E leva pouco a pouco a tal demência
E tendo mais diversa uma cadência
A sorte se desfia, crua e amara,
Na poesia a luz que se escancara
Talvez seja uma forma de clemência.
A quiromante tanto me dissera
Que amor não resistindo à primavera
Teria tal inverno rigoroso,
Auspiciosos sonhos? Pesadelos,
E a cada noite posso enfim revê-los,
Distante do que foi prazer e gozo.
MARCOS LOURES
MINHA ALMA
MINHA ALMA
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
MARCOS LOURES
Minha alma, velha pária sem repouso,
Esgueira-se entre as pedras das calçadas.
Um sonho mais audaz; por vezes, ouso,
Porém as minhas pernas, tão cansadas.
O pensamento vaga entre ladeiras,
Estúpido poeta; quis amores,
As dores tão comuns e costumeiras
Enquanto os sonhos são frágeis atores...
Procuro na sarjeta algum recanto,
Aonde repousar minha alma inerme,
Até as ratazanas, desencanto,
Expulsam tal espectro, amaro verme...
Só me restam as águas poluídas
E as velhas ilusões apodrecidas...
MARCOS LOURES
BATUQUE
BATUQUE
No quase fiz o tanto necessário
Pra que não fosse o tempo já perdido,
Por todos os insetos; demolido,
Fugindo para dentro deste armário,
Não posso ser poeta ou mercenário
Apenas o que quero é teu ouvido,
E se possível ter tua libido
Num jeito fabuloso, forte e vário.
Mulher que deusa e dama, quenga e puta,
A santa mais safada e tão audaz,
Além do imaginário sei que faz,
Pra tanto se mostrando mais astuta,
O verso te tocando te cutuca,
E o coração poeta já batuca...
MARCOS LOURES
No quase fiz o tanto necessário
Pra que não fosse o tempo já perdido,
Por todos os insetos; demolido,
Fugindo para dentro deste armário,
Não posso ser poeta ou mercenário
Apenas o que quero é teu ouvido,
E se possível ter tua libido
Num jeito fabuloso, forte e vário.
Mulher que deusa e dama, quenga e puta,
A santa mais safada e tão audaz,
Além do imaginário sei que faz,
Pra tanto se mostrando mais astuta,
O verso te tocando te cutuca,
E o coração poeta já batuca...
MARCOS LOURES
NA PAZ DO SENHOR
NA PAZ DO SENHOR
Na paz do Meu Senhor. Felicidade
Na beleza do sol que me ilumina
Num pássaro a voar, a liberdade,
Galope de um corcel balança a crina
No encanto que nos traz uma saudade
No riso delicado da menina,
No amor que nos transmite a claridade,
No brilho do luar, força divina.
Eu agradeço a Ti cada momento,
A vida que me deste, e mesmo a dor,
Que ensina, pois somente o sofrimento
Liberta o coração do ser humano,
Erguendo a minha prece ao Redentor,
Ao Pai, ao Criador, Meu Soberano...
MARCOS LOURES
Na paz do Meu Senhor. Felicidade
Na beleza do sol que me ilumina
Num pássaro a voar, a liberdade,
Galope de um corcel balança a crina
No encanto que nos traz uma saudade
No riso delicado da menina,
No amor que nos transmite a claridade,
No brilho do luar, força divina.
Eu agradeço a Ti cada momento,
A vida que me deste, e mesmo a dor,
Que ensina, pois somente o sofrimento
Liberta o coração do ser humano,
Erguendo a minha prece ao Redentor,
Ao Pai, ao Criador, Meu Soberano...
MARCOS LOURES
quarta-feira, 18 de abril de 2018
PERDOE SE NÃO TRAGO ALGUM SORRISO
PERDOE SE NÃO TRAGO ALGUM SORRISO
Perdoe se não trago algum sorriso,
Tampouco uma alegria, mesmo falsa,
Minha alma tantas vezes vai descalça
Num passo cada vez mais impreciso.
Se em cores tão diversas me matizo,
O olhar outros caminhos já não alça,
Quebrei a velha ponte e sem ter balsa,
Jamais novo horizonte, sei e piso.
Naufrago a cada dia mais um pouco,
Desfilo pelas ruas feito louco,
Expondo estas feridas, velhas chagas...
Não quero o teu alento nem consolo,
Se há tanto reconheço quão sou tolo,
Enfrentarei tais mares, duras vagas...
MARCOS LOURES
Perdoe se não trago algum sorriso,
Tampouco uma alegria, mesmo falsa,
Minha alma tantas vezes vai descalça
Num passo cada vez mais impreciso.
Se em cores tão diversas me matizo,
O olhar outros caminhos já não alça,
Quebrei a velha ponte e sem ter balsa,
Jamais novo horizonte, sei e piso.
Naufrago a cada dia mais um pouco,
Desfilo pelas ruas feito louco,
Expondo estas feridas, velhas chagas...
Não quero o teu alento nem consolo,
Se há tanto reconheço quão sou tolo,
Enfrentarei tais mares, duras vagas...
MARCOS LOURES
MEU CAMINHO 25536
MEU CAMINHO
Tomando meu caminho, cerca o vento
E nele me percebo em dor e cruz,
Aonde se pudesse ver a luz
Distante prosseguindo o pensamento,
Restando tão somente este momento
Que às trevas mais terríveis me conduz
E como praga a dor se reproduz
Deixando para trás contentamento.
Vencido pela angústia passo a ver
Somente a minha pele envelhecer
E as rugas neste espelho retratando
A vida que se foi sem harmonia
E quanto mais feroz a ventania,
Mais longe, no passado, um tempo brando...
MARCOS LOURES
Tomando meu caminho, cerca o vento
E nele me percebo em dor e cruz,
Aonde se pudesse ver a luz
Distante prosseguindo o pensamento,
Restando tão somente este momento
Que às trevas mais terríveis me conduz
E como praga a dor se reproduz
Deixando para trás contentamento.
Vencido pela angústia passo a ver
Somente a minha pele envelhecer
E as rugas neste espelho retratando
A vida que se foi sem harmonia
E quanto mais feroz a ventania,
Mais longe, no passado, um tempo brando...
MARCOS LOURES
DIVERSO
DIVERSO
Diverso do que tinha impaciência
Tomando meu caminho não permite
Que eu siga muito além deste limite
E assisto à evolução da decadência
E o corpo em sofrimento tem ciência
Da morte que deveras acredite
Tornando-se presente já palpite
E tendo a poesia esta incumbência
De esclarecer aos olhos do poeta
Ainda se envolvendo em outra meta
Esquece de se olhar defronte o espelho
E tendo esta verdade indiscutível
O pânico se mostra indescritível
Não sigo mais sequer qualquer conselho...
MARCOS LOURES
Diverso do que tinha impaciência
Tomando meu caminho não permite
Que eu siga muito além deste limite
E assisto à evolução da decadência
E o corpo em sofrimento tem ciência
Da morte que deveras acredite
Tornando-se presente já palpite
E tendo a poesia esta incumbência
De esclarecer aos olhos do poeta
Ainda se envolvendo em outra meta
Esquece de se olhar defronte o espelho
E tendo esta verdade indiscutível
O pânico se mostra indescritível
Não sigo mais sequer qualquer conselho...
MARCOS LOURES
ILUSÃO
ILUSÃO
Orgástica ilusão tomando a cena,
Levado pelas ânsias da paixão,
O quanto que te quis; atroz, serena,
Um mundo num completo turbilhão...
Porém a nossa vida tão amena,
Seguindo sempre a mesma direção,
Embora na verdade nunca plena,
Ainda traz em si, satisfação...
Loucuras e delírios... Quem me dera,
É sempre a mesma coisa, a mesma espera
E a fera que eu sonhei, domesticada...
O amor do dia a dia, na hora exata,
Enquanto traz alento me maltratada,
Rotina sem mistérios, decorada...
MARCOS LOURES
Orgástica ilusão tomando a cena,
Levado pelas ânsias da paixão,
O quanto que te quis; atroz, serena,
Um mundo num completo turbilhão...
Porém a nossa vida tão amena,
Seguindo sempre a mesma direção,
Embora na verdade nunca plena,
Ainda traz em si, satisfação...
Loucuras e delírios... Quem me dera,
É sempre a mesma coisa, a mesma espera
E a fera que eu sonhei, domesticada...
O amor do dia a dia, na hora exata,
Enquanto traz alento me maltratada,
Rotina sem mistérios, decorada...
MARCOS LOURES
TÃO SOMENTE
TÃO SOMENTE
Vivendo tão somente um canto lento
Assentam-se os caminhos mais cruéis
E tento mesmo ausente destes méis
Domar o mais terrível pensamento,
Aonde se procura um manso alento
Encontro finalmente amargos féis
E os dias entre fúrias, carrosséis
Girando sem parar e me atormento
Inútil prosseguir, disso bem sei,
Quem faz de uma esperança tosca lei
Jamais conhecerá realidade
E tendo nos meus olhos o horizonte
Nublando sem o que o sol inda desponte
Somente a gelidez venal invade...
MARCOS LOURES
Vivendo tão somente um canto lento
Assentam-se os caminhos mais cruéis
E tento mesmo ausente destes méis
Domar o mais terrível pensamento,
Aonde se procura um manso alento
Encontro finalmente amargos féis
E os dias entre fúrias, carrosséis
Girando sem parar e me atormento
Inútil prosseguir, disso bem sei,
Quem faz de uma esperança tosca lei
Jamais conhecerá realidade
E tendo nos meus olhos o horizonte
Nublando sem o que o sol inda desponte
Somente a gelidez venal invade...
MARCOS LOURES
MEIGUICE
MEIGUICE
Tu tens esta meiguice ímpar, querida,
E trazes nos teus braços o calor
Mantendo o que há de bom em nossa vida,
Cultivas com carinho, o nosso amor.
A minha caminhada, distraída,
Às vezes gera espinho e mata a flor,
Porém na tua estrada enternecida
Encontro farta paz. Merecedor?
Demônios me acompanham vez em quando,
O dia pouco a pouco se nublando,
Mas trazes este sol que me redime,
Tu és meu contraponto; com certeza,
Guiada nossa história em tal destreza
Fazendo com que mais e mais te estime...
MARCOS LOURES
Tu tens esta meiguice ímpar, querida,
E trazes nos teus braços o calor
Mantendo o que há de bom em nossa vida,
Cultivas com carinho, o nosso amor.
A minha caminhada, distraída,
Às vezes gera espinho e mata a flor,
Porém na tua estrada enternecida
Encontro farta paz. Merecedor?
Demônios me acompanham vez em quando,
O dia pouco a pouco se nublando,
Mas trazes este sol que me redime,
Tu és meu contraponto; com certeza,
Guiada nossa história em tal destreza
Fazendo com que mais e mais te estime...
MARCOS LOURES
SOLIDÃO
SOLIDÃO
A vida se transcorre em turbulências
Diversas das que um dia imaginara
Uma emoção feliz é muito rara
Não adiantam mais as diligências
Na busca por sorrisos e clemências
Ausência de um carinho se declara
E a solidão persiste vã e amara
Enfrento as mais terríveis penitências
A morte talvez seja a solução
E nela fartos brilhos tomarão
O céu que se tornou escuro e frio.
Ao ver a etérea sombra de um passado,
Quem sabe no morrer veja outro lado,
E o encanto mesmo mórbido desfio...
MARCOS LOURES
A vida se transcorre em turbulências
Diversas das que um dia imaginara
Uma emoção feliz é muito rara
Não adiantam mais as diligências
Na busca por sorrisos e clemências
Ausência de um carinho se declara
E a solidão persiste vã e amara
Enfrento as mais terríveis penitências
A morte talvez seja a solução
E nela fartos brilhos tomarão
O céu que se tornou escuro e frio.
Ao ver a etérea sombra de um passado,
Quem sabe no morrer veja outro lado,
E o encanto mesmo mórbido desfio...
MARCOS LOURES
HÁ TEMPOS
HÁ TEMPOS
Há tempos que preciso te dizer
Dos vales e montanhas que enfrentei
Buscando ter nas mãos, nosso prazer,
Errante caminheiro que sem lei
Seguia por desertos e planaltos,
Vagando cordilheiras e oceanos,
Encontrando percalços e ressaltos,
Cevado por delírios sempre insanos.
Avanço noite afora nesta busca
Que um dia me trará felicidade.
E quando a luz da lua, toca e ofusca,
Eu bebo a me fartar da claridade.
E vejo num segundo todo o céu,
Contido na beleza de um rondel....
MARCOS LOURES
Há tempos que preciso te dizer
Dos vales e montanhas que enfrentei
Buscando ter nas mãos, nosso prazer,
Errante caminheiro que sem lei
Seguia por desertos e planaltos,
Vagando cordilheiras e oceanos,
Encontrando percalços e ressaltos,
Cevado por delírios sempre insanos.
Avanço noite afora nesta busca
Que um dia me trará felicidade.
E quando a luz da lua, toca e ofusca,
Eu bebo a me fartar da claridade.
E vejo num segundo todo o céu,
Contido na beleza de um rondel....
MARCOS LOURES
TELEGRAMA
TELEGRAMA
Recebo o telegrama em que falas
Do amor que tantas vezes magoaste,
Depois de vários anos, o desgaste
Tomou de nossas casas, quartos, salas...
Percebo é que tampouco tu te abalas,
Falando do que outrora fora uma haste,
Parece que em verdade já limpaste
Ao desfazer os sonhos, velhas malas...
Agora o que resta é ter bastante
Força para enfrentar os temporais,
Eu sei que não virás, e num instante
Aquilo que era doce fez-se azedo,
Saber que não verei a ti jamais,
Só traz insegurança, dor e medo.
MARCOS LOURES
Recebo o telegrama em que falas
Do amor que tantas vezes magoaste,
Depois de vários anos, o desgaste
Tomou de nossas casas, quartos, salas...
Percebo é que tampouco tu te abalas,
Falando do que outrora fora uma haste,
Parece que em verdade já limpaste
Ao desfazer os sonhos, velhas malas...
Agora o que resta é ter bastante
Força para enfrentar os temporais,
Eu sei que não virás, e num instante
Aquilo que era doce fez-se azedo,
Saber que não verei a ti jamais,
Só traz insegurança, dor e medo.
MARCOS LOURES
FIM DE TARDE
FIM DE TARDE
Em pleno fim de tarde, noite chega,
E a gente se entregando sem limites,
O amor não aceitando mais palpites,
Por mares tão diversos, já navega...
E nesta insanidade, nossa entrega,
Por mais que razoável inda evites,
Não resistindo mais a tais convites,
Bebemos melhor vinho desta adega
E assim, vamos brindando a noite inteira,
Flutuas nos meus braços, quando danças,
A amiga, louca amante e companheira,
Singrando os oceanos da paixão,
Deixando para trás tolas lembranças,
Vivendo enfim total revolução...
MARCOS LOURES
Em pleno fim de tarde, noite chega,
E a gente se entregando sem limites,
O amor não aceitando mais palpites,
Por mares tão diversos, já navega...
E nesta insanidade, nossa entrega,
Por mais que razoável inda evites,
Não resistindo mais a tais convites,
Bebemos melhor vinho desta adega
E assim, vamos brindando a noite inteira,
Flutuas nos meus braços, quando danças,
A amiga, louca amante e companheira,
Singrando os oceanos da paixão,
Deixando para trás tolas lembranças,
Vivendo enfim total revolução...
MARCOS LOURES
NENHUM SEGUNDO
Não deixo de pensar nenhum segundo
Nas tantas e improváveis soluções
Diversas das que agora tu me expões
E segue o coração audaz e imundo,
Das podres ilusões quando me inundo
Vivenciando dores e os vergões
Marcando as minhas costas expressões
De um tempo mais cruel. Sou moribundo.
E tento disfarçar meu desengano
No olhar que tantas vezes é profano,
Mas traz os traços duros do abandono.
E quando eu me percebo em noite escusa
A morte em descalabro ainda abusa,
Nem mesmo do cadáver eu me adono...
MARCOS LOURES
Nas tantas e improváveis soluções
Diversas das que agora tu me expões
E segue o coração audaz e imundo,
Das podres ilusões quando me inundo
Vivenciando dores e os vergões
Marcando as minhas costas expressões
De um tempo mais cruel. Sou moribundo.
E tento disfarçar meu desengano
No olhar que tantas vezes é profano,
Mas traz os traços duros do abandono.
E quando eu me percebo em noite escusa
A morte em descalabro ainda abusa,
Nem mesmo do cadáver eu me adono...
MARCOS LOURES
SOFRI DEMAIS
Também sofri demais e ainda vejo
Em meio às tempestades ventanias
E nelas com certeza me trarias
Além de simples dor, vago lampejo
E quando exposto ao vento ainda almejo
Um cais que possa dar as garantias
Diversas das estúpidas vazias
Manhãs onde ninguém sinta ou desejo.
Herméticos momentos solitários
E neles desprazeres sendo vários
Deixando-me confuso e sem sentido
Aonde houvesse brilho nada creio
E apenas vou herdando um tosco anseio,
Num corpo há tanto tempo desvalido.
MARCOS LOURES
Em meio às tempestades ventanias
E nelas com certeza me trarias
Além de simples dor, vago lampejo
E quando exposto ao vento ainda almejo
Um cais que possa dar as garantias
Diversas das estúpidas vazias
Manhãs onde ninguém sinta ou desejo.
Herméticos momentos solitários
E neles desprazeres sendo vários
Deixando-me confuso e sem sentido
Aonde houvesse brilho nada creio
E apenas vou herdando um tosco anseio,
Num corpo há tanto tempo desvalido.
MARCOS LOURES
ME AFOGO
Amor enche barriga? Mas esvazia
E quando isso acontece, outro guri,
Ou pode ser também uma guria,
É lá no Ceará ou bem aqui.
A fome vem chegando pela porta,
Amor pula depressa uma janela,
Quem disse que com isso não se importa,
Um belo mentiroso se revela...
Amor numa casinha de sapê,
Na beira do riacho... isto é poético
Mas quando o trem aperta, ninguém crê
Que ainda exista algum espírito ético.
Mas deixa de conversa e venha logo,
Nas águas deste amor, quero e me afogo.
MARCOS LOURES
E quando isso acontece, outro guri,
Ou pode ser também uma guria,
É lá no Ceará ou bem aqui.
A fome vem chegando pela porta,
Amor pula depressa uma janela,
Quem disse que com isso não se importa,
Um belo mentiroso se revela...
Amor numa casinha de sapê,
Na beira do riacho... isto é poético
Mas quando o trem aperta, ninguém crê
Que ainda exista algum espírito ético.
Mas deixa de conversa e venha logo,
Nas águas deste amor, quero e me afogo.
MARCOS LOURES
DESCULPE
Desculpe se causei algum transtorno,
Mas nada se compara à cicatriz
Deixada como herança e tanto diz
De um tempo solitário, amargo e morno.
O medo me servindo como adorno,
No olhar de um torpe ser, um infeliz
A vida modifica seu matiz
Sem nada, brilho ou sonho em seu entorno.
E assíduas ilusões batendo à porta,
A face da esperança semimorta
Expressa a violência do não ser.
E quando me entranhasse em seu dissídio,
Apenas me restando o suicídio
E nele última forma de poder...
MARCOS LOURES
Mas nada se compara à cicatriz
Deixada como herança e tanto diz
De um tempo solitário, amargo e morno.
O medo me servindo como adorno,
No olhar de um torpe ser, um infeliz
A vida modifica seu matiz
Sem nada, brilho ou sonho em seu entorno.
E assíduas ilusões batendo à porta,
A face da esperança semimorta
Expressa a violência do não ser.
E quando me entranhasse em seu dissídio,
Apenas me restando o suicídio
E nele última forma de poder...
MARCOS LOURES
DISFARÇO
Disfarço vendo a praça onde o amor
Mostrou-me sua face traiçoeira,
Momentos de alegria e de rancor,
A vida é uma eterna ratoeira.
Chegasse mais distante, aonde for,
Espinhos vão tomando esta roseira,
E o tempo que passei a teu dispor,
Explica esta esperança derradeira.
Acendo uma fogueira, e vou à luta,
Derramo a querosene sobre o chão,
A mão da insensatez, demais astuta,
Esculpe a fantasia que geraste,
Vagando sem destino, coração,
Carrega o enorme peso do desgaste.
MARCOS LOURES
Mostrou-me sua face traiçoeira,
Momentos de alegria e de rancor,
A vida é uma eterna ratoeira.
Chegasse mais distante, aonde for,
Espinhos vão tomando esta roseira,
E o tempo que passei a teu dispor,
Explica esta esperança derradeira.
Acendo uma fogueira, e vou à luta,
Derramo a querosene sobre o chão,
A mão da insensatez, demais astuta,
Esculpe a fantasia que geraste,
Vagando sem destino, coração,
Carrega o enorme peso do desgaste.
MARCOS LOURES
MEUS GUIAS
MEUS GUIAS
Meus guias que acompanham onde eu for
Já sabem dos destinos que traçaste
E a cada nova queda outro desgaste
De um corpo que percebo decompor
E nessa podridão, como um andor
A vida sonegando qualquer haste
Jazendo pouco a pouco, velho traste
Somente este vazio, este estupor.
À parte do que possa a caminhada
Por mais distante e longa, a dura estrada
Não deixa que se veja algum final.
E o beijo amortalhado da quimera
Matando o que restou da primavera
A vida sonegando a mim seu sal.
MARCOS LOURES
Meus guias que acompanham onde eu for
Já sabem dos destinos que traçaste
E a cada nova queda outro desgaste
De um corpo que percebo decompor
E nessa podridão, como um andor
A vida sonegando qualquer haste
Jazendo pouco a pouco, velho traste
Somente este vazio, este estupor.
À parte do que possa a caminhada
Por mais distante e longa, a dura estrada
Não deixa que se veja algum final.
E o beijo amortalhado da quimera
Matando o que restou da primavera
A vida sonegando a mim seu sal.
MARCOS LOURES
CAMINHEIRO
CAMINHEIRO
Da vida um caminheiro sem paragem,
Adormecendo, lembro-me de ti,
Relembro cada cena que vivi,
Como se fosse agora, vã miragem...
Reconstruir meus sonhos e seguir
Sorvendo cada gole de esperança.
E quando maltratar-me tal lembrança,
Olhar para o futuro, e no porvir
Saber que este andarilho coração,
Terá algum descanso, finalmente,
Nos braços de outro alguém, ir plenamente
Buscando novo rumo e direção,
Até poder dizer que estou em paz,
Diverso do que fui tempos atrás...
MARCOS LOURES
Da vida um caminheiro sem paragem,
Adormecendo, lembro-me de ti,
Relembro cada cena que vivi,
Como se fosse agora, vã miragem...
Reconstruir meus sonhos e seguir
Sorvendo cada gole de esperança.
E quando maltratar-me tal lembrança,
Olhar para o futuro, e no porvir
Saber que este andarilho coração,
Terá algum descanso, finalmente,
Nos braços de outro alguém, ir plenamente
Buscando novo rumo e direção,
Até poder dizer que estou em paz,
Diverso do que fui tempos atrás...
MARCOS LOURES
O CUSTO DA ESPERANÇA
O CUSTO DA ESPERANÇA
O custo da esperança é a tristeza,
Do nada conseguir após a luta,
Ao ter a solidão por sobremesa,
Eu sinto quanto a vida se faz bruta.
Uma alma necessita ser astuta,
Vencendo qualquer forte correnteza,
Porém quando insegura, ela reluta,
Naufraga sem mostrar qualquer destreza.
Versando sobre o quanto que te quis,
Riscando o quadro negro, apago o giz,
E deixo este vazio na parede.
Percebo quanto estúpido é sonhar
E volto a realidade devagar,
Do mar que imaginei sobre a sede...
MARCOS LOURES
O custo da esperança é a tristeza,
Do nada conseguir após a luta,
Ao ter a solidão por sobremesa,
Eu sinto quanto a vida se faz bruta.
Uma alma necessita ser astuta,
Vencendo qualquer forte correnteza,
Porém quando insegura, ela reluta,
Naufraga sem mostrar qualquer destreza.
Versando sobre o quanto que te quis,
Riscando o quadro negro, apago o giz,
E deixo este vazio na parede.
Percebo quanto estúpido é sonhar
E volto a realidade devagar,
Do mar que imaginei sobre a sede...
MARCOS LOURES
FALANDO DO AMOR
FALANDO DO AMOR
Enquanto quis Fortuna que tivesse
esperança de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho co tormento,
para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades! Quando lerdes
num breve livro casos tão diversos,
verdades puras são, e não defeitos...
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
tereis o entendimento de meus versos!
Luis de Camões
A sorte de poder ter descoberto
Durante os desvarios desta vida
Por vezes tão alheia; vã, perdida
O Amor que mesmo sendo alheio; incerto,
Trazendo algum oásis num deserto
Do qual, mesmo distante uma saída,
Permite que se encontre, distraída,
Aquela a quem desejo aqui por perto.
Por mais que me escravize; intenso Amor,
Enquanto traz em si a liberdade,
A razão de existir estes meus versos,
Está no seu poder transformador,
Trazendo a fantasia à realidade,
Sentimentos, unindo; antes dispersos...
MARCOS LOURES
Enquanto quis Fortuna que tivesse
esperança de algum contentamento,
o gosto de um suave pensamento
me fez que seus efeitos escrevesse.
Porém, temendo Amor que aviso desse
minha escritura a algum juízo isento,
escureceu-me o engenho co tormento,
para que seus enganos não dissesse.
Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos
a diversas vontades! Quando lerdes
num breve livro casos tão diversos,
verdades puras são, e não defeitos...
E sabei que, segundo o amor tiverdes,
tereis o entendimento de meus versos!
Luis de Camões
A sorte de poder ter descoberto
Durante os desvarios desta vida
Por vezes tão alheia; vã, perdida
O Amor que mesmo sendo alheio; incerto,
Trazendo algum oásis num deserto
Do qual, mesmo distante uma saída,
Permite que se encontre, distraída,
Aquela a quem desejo aqui por perto.
Por mais que me escravize; intenso Amor,
Enquanto traz em si a liberdade,
A razão de existir estes meus versos,
Está no seu poder transformador,
Trazendo a fantasia à realidade,
Sentimentos, unindo; antes dispersos...
MARCOS LOURES
À PROCURA DE UM GRANDE AMOR
A PROCURA DE UM GRANDE AMOR...
Jamais permitiria a dor fatal
Que tanto me persegue e me consola,
O amor sendo por vezes divinal,
Ao mesmo tempo adoça enquanto imola.
Versejo sobre os medos que carrego,
Herdados de uma mocidade vã,
Caminho entre os espinhos quase cego,
Porém sem desistir do louco afã
De um dia ser feliz, pura tolice,
Mas não me cansarei desta batalha
Se a dura realidade me desdisse,
Andando sobre o fio da navalha.,
“No jardim aonde voam borboletas,
Não esmaguem as belas violetas”.
( versos finais de Marcos Coutinho Loures
MARCOS LOURES
Jamais permitiria a dor fatal
Que tanto me persegue e me consola,
O amor sendo por vezes divinal,
Ao mesmo tempo adoça enquanto imola.
Versejo sobre os medos que carrego,
Herdados de uma mocidade vã,
Caminho entre os espinhos quase cego,
Porém sem desistir do louco afã
De um dia ser feliz, pura tolice,
Mas não me cansarei desta batalha
Se a dura realidade me desdisse,
Andando sobre o fio da navalha.,
“No jardim aonde voam borboletas,
Não esmaguem as belas violetas”.
( versos finais de Marcos Coutinho Loures
MARCOS LOURES
ALBA AGONIZANTE
ALBA AGONIZANTE
Recuerdo entre miedos, nebulosa,
una alba agonizante y así, sombría,
la muerte, compañera más constante,
Apareciendo de pronto caprichosa.
En toda rosa veo su mirada,
radiante espectro del jamás,
tocando con sus garras venales,
Momentos que yo ha querido, fabulosos.
Pero esta aridez donde vivo hoy,
destrozando ilusiones, sin dejar nada,
Una sensación aún más torturante.
Y cuando mi historia ha terminado,
Los dolores y sueños lejos, frágiles,
En la tumba de rosas, he adormecido…
MARCOS LOURES
Recuerdo entre miedos, nebulosa,
una alba agonizante y así, sombría,
la muerte, compañera más constante,
Apareciendo de pronto caprichosa.
En toda rosa veo su mirada,
radiante espectro del jamás,
tocando con sus garras venales,
Momentos que yo ha querido, fabulosos.
Pero esta aridez donde vivo hoy,
destrozando ilusiones, sin dejar nada,
Una sensación aún más torturante.
Y cuando mi historia ha terminado,
Los dolores y sueños lejos, frágiles,
En la tumba de rosas, he adormecido…
MARCOS LOURES
ROSANA
Recebo teu carinho como um beijo
Da mocidade esquecida no passado.
Meu mundo tantas vezes naufragado
Em erros e mentiras, tenho pejo
De tudo que já fiz e não desejo
Repetir. Coração abandonado
Nas esquinas cruéis, um triste fado.
No carinho ressurge um relampejo
De esperança e de sonho, ser feliz...
No jardim de minha vida, a flor de lis
Já morreu, vitimada e melindrosa.
Agora que surgiste, minha amiga;
A vida já se faz ternura antiga,
Bela Rosana, a rosa graciosa...
MARCOS LOURES
Da mocidade esquecida no passado.
Meu mundo tantas vezes naufragado
Em erros e mentiras, tenho pejo
De tudo que já fiz e não desejo
Repetir. Coração abandonado
Nas esquinas cruéis, um triste fado.
No carinho ressurge um relampejo
De esperança e de sonho, ser feliz...
No jardim de minha vida, a flor de lis
Já morreu, vitimada e melindrosa.
Agora que surgiste, minha amiga;
A vida já se faz ternura antiga,
Bela Rosana, a rosa graciosa...
MARCOS LOURES
SANGRANDO MINHAS MÃOS
SANGRANDO MINHAS MÃOS
Olhar para os teus olhos e sentir
A pútrida ilusão que se esvaece
E enquanto a realidade me enlouquece
Procuro da esperança um elixir
Sagrando em minhas mãos tolo porvir,
Medonha fantasia ora se tece
Negando com certeza qualquer prece
Matando devagar e sem sentir.
Aos pés desta terrível solidão
Somente os meus espinhos moldarão
Jardim feito em abrolhos e daninhas
Perceba esta penúria em fúrias feita
E quando o meu olhar já se deleita
As almas caminhando mais sozinhas...
MARCOS LOURES
Olhar para os teus olhos e sentir
A pútrida ilusão que se esvaece
E enquanto a realidade me enlouquece
Procuro da esperança um elixir
Sagrando em minhas mãos tolo porvir,
Medonha fantasia ora se tece
Negando com certeza qualquer prece
Matando devagar e sem sentir.
Aos pés desta terrível solidão
Somente os meus espinhos moldarão
Jardim feito em abrolhos e daninhas
Perceba esta penúria em fúrias feita
E quando o meu olhar já se deleita
As almas caminhando mais sozinhas...
MARCOS LOURES
NADA ALÉM
NADA ALÉM
Não ver mais nada além neste arrebol
E ter esta certeza de um vazio
É como se tivesse em desafio
A luta contra o brilho de algum sol,
E o medo me transforma em caracol,
Deixando como herança este fastio,
E nele as esperanças não recrio,
Jamais imaginara outro farol.
Seguindo em solidão a vida passa
E quando se percebe a mesma traça
Devora o que restara de um poeta,
E a boca da pantera escancarada
A morte há tanto tempo anunciada
Agora no teu gesto se completa...
MARCOS LOURES
Não ver mais nada além neste arrebol
E ter esta certeza de um vazio
É como se tivesse em desafio
A luta contra o brilho de algum sol,
E o medo me transforma em caracol,
Deixando como herança este fastio,
E nele as esperanças não recrio,
Jamais imaginara outro farol.
Seguindo em solidão a vida passa
E quando se percebe a mesma traça
Devora o que restara de um poeta,
E a boca da pantera escancarada
A morte há tanto tempo anunciada
Agora no teu gesto se completa...
MARCOS LOURES
RUTH
Teus olhos, dois luzeiros da esperança;
Clareiam a penumbra de minha alma...
Tua voz tão macia sempre acalma,
Minha vida, ao teu lado, sempre avança!
Mas quando a conheci a forte lança
Da vil desilusão deixara trauma
Meus olhos não sabiam de vivalma
Que pudesse matar desesperança...
Um dia, caminhando, de repente,
Na noite sem saber sequer da lua,
Ao ver-te imaginei que ali na rua
A lua se fizera então em gente
E fosse iluminar minha tristeza.
Em Ruth plenilúnio da beleza!
MARCOS LOURES
Clareiam a penumbra de minha alma...
Tua voz tão macia sempre acalma,
Minha vida, ao teu lado, sempre avança!
Mas quando a conheci a forte lança
Da vil desilusão deixara trauma
Meus olhos não sabiam de vivalma
Que pudesse matar desesperança...
Um dia, caminhando, de repente,
Na noite sem saber sequer da lua,
Ao ver-te imaginei que ali na rua
A lua se fizera então em gente
E fosse iluminar minha tristeza.
Em Ruth plenilúnio da beleza!
MARCOS LOURES
SABRINA
Mergulhado em total obscuridade
Meu coração desanda a procurar
Nos raios deste sol e no luar
Amor que me trouxer tranqüilidade!
Depois de tanto tempo de saudade
A vida necessita de outro mar
Que possa finalmente, navegar
Sem temer a terrível tempestade.
Vencido por tormenta e desafio
Andando sem ter rumo neste frio,
Meu coração transtorna e desatina.
Agora que parece que não tenho
Esperanças. Que cego e só já venho,
Encontro meu amor em ti, Sabrina!
MARCOS LOURES
Meu coração desanda a procurar
Nos raios deste sol e no luar
Amor que me trouxer tranqüilidade!
Depois de tanto tempo de saudade
A vida necessita de outro mar
Que possa finalmente, navegar
Sem temer a terrível tempestade.
Vencido por tormenta e desafio
Andando sem ter rumo neste frio,
Meu coração transtorna e desatina.
Agora que parece que não tenho
Esperanças. Que cego e só já venho,
Encontro meu amor em ti, Sabrina!
MARCOS LOURES
SAMANTA
Escute meu lamento, por favor.
Minha voz embargada te suplica
A noite sem amor já se complica
E espera um novo canto com ardor!
Sonhamos nosso caso com fervor
Porém a dor não cala e já replica
No amor, delicadeza de pelica,
Na vida essa rudeza sem amor...
A minha mocidade não suporta
Escuridão. Fechada a minha porta
Nada mais restará, a alma se espanta
E busca, com certeza uma paragem.
Te quero, companhia na viagem
Que leva até a morte. Vem, Samanta!
MARCOS LOURES
Minha voz embargada te suplica
A noite sem amor já se complica
E espera um novo canto com ardor!
Sonhamos nosso caso com fervor
Porém a dor não cala e já replica
No amor, delicadeza de pelica,
Na vida essa rudeza sem amor...
A minha mocidade não suporta
Escuridão. Fechada a minha porta
Nada mais restará, a alma se espanta
E busca, com certeza uma paragem.
Te quero, companhia na viagem
Que leva até a morte. Vem, Samanta!
MARCOS LOURES
SAMARA
Meu Deus quando te fez nunca pensara
Que tudo que sonhei estava em ti.
As dores que passara, já perdi
Nos teus olhos amada jóia rara...
Em busca da doçura, a vida amara
Te escondeu mas, deveras, ei-la aqui
Os medos que maltratam já venci.
Agora sou feliz, minha Samara..
Carrego minhas cruzes meus espinhos
Mas tenho a recompensa dos carinhos
De quem, num belo dia, Deus me deu.
Meu jardim florescendo em teu perfume,
Não guardo dessa vida um só queixume.
Pois sei que nosso amor, Deus protegeu
MARCOS LOURES
Que tudo que sonhei estava em ti.
As dores que passara, já perdi
Nos teus olhos amada jóia rara...
Em busca da doçura, a vida amara
Te escondeu mas, deveras, ei-la aqui
Os medos que maltratam já venci.
Agora sou feliz, minha Samara..
Carrego minhas cruzes meus espinhos
Mas tenho a recompensa dos carinhos
De quem, num belo dia, Deus me deu.
Meu jardim florescendo em teu perfume,
Não guardo dessa vida um só queixume.
Pois sei que nosso amor, Deus protegeu
MARCOS LOURES
UMA ILUSÃO
Em seus braços eu vivo uma ilusão,
Seu amor me defende e nisso sonho.
Pois tudo nessa vida a que proponho
Encontra em seu carinho, proteção...
Não sei o quanto custa uma paixão
Sem ser correspondida. Trago a sorte
Bendita e benfazeja do seu norte.
Em seu nome, a perfeita tradução...
Mas, quando a madrugada traz o frio,
O medo de perder, um calafrio,
Abraças-me em perfeita sincronia.
Sandra eu viverei sempre do teu lado
Sem temer a saudade nem o Fado
Em nossa cama reina essa alegria!
MARCOS LOURES
Seu amor me defende e nisso sonho.
Pois tudo nessa vida a que proponho
Encontra em seu carinho, proteção...
Não sei o quanto custa uma paixão
Sem ser correspondida. Trago a sorte
Bendita e benfazeja do seu norte.
Em seu nome, a perfeita tradução...
Mas, quando a madrugada traz o frio,
O medo de perder, um calafrio,
Abraças-me em perfeita sincronia.
Sandra eu viverei sempre do teu lado
Sem temer a saudade nem o Fado
Em nossa cama reina essa alegria!
MARCOS LOURES
ACREDITAR
ACREDITAR
Acreditar em sonhos mais bonitos
Depois de conhecer a realidade?
Estupidez não traz felicidade
Os dias prosseguindo assim, aflitos.
E os sonhos são decerto meros mitos,
O mundo se transborda em crueldade
Por mais que um tolo sonho ainda brade
Mais forte do terror, imensos gritos.
Salvasse pelo menos um momento
E nele com ternura e sentimento,
Mas quando a vida expulsa a fantasia
Mortalha se anuncia em pleno luto
E contra tal quimera não mais luto
Nem mesmo outro destino entenderia...
MARCOS LOURES
Acreditar em sonhos mais bonitos
Depois de conhecer a realidade?
Estupidez não traz felicidade
Os dias prosseguindo assim, aflitos.
E os sonhos são decerto meros mitos,
O mundo se transborda em crueldade
Por mais que um tolo sonho ainda brade
Mais forte do terror, imensos gritos.
Salvasse pelo menos um momento
E nele com ternura e sentimento,
Mas quando a vida expulsa a fantasia
Mortalha se anuncia em pleno luto
E contra tal quimera não mais luto
Nem mesmo outro destino entenderia...
MARCOS LOURES
PRÓPRIO BRILHO
PRÓPRIO BRILHO
Roubando o próprio brilho desta vida
A sorte se desdenha a cada passo
E quando um novo tempo, inútil, traço
Percebo quão foi fútil a investida.
Espreito desde já minha partida
E marco com terror este compasso,
Se tudo o que fizera enfim desfaço
O medo conflitando com a lida.
Esgarçam-me os temores tão venais
E sei que minha voz traz o jamais
E nele o peso enorme que carrego.
Aonde prosseguir se nada vejo
O sol somente um frio e vão lampejo
Prossigo desta forma, tolo e cego...
MARCOS LOURES
Roubando o próprio brilho desta vida
A sorte se desdenha a cada passo
E quando um novo tempo, inútil, traço
Percebo quão foi fútil a investida.
Espreito desde já minha partida
E marco com terror este compasso,
Se tudo o que fizera enfim desfaço
O medo conflitando com a lida.
Esgarçam-me os temores tão venais
E sei que minha voz traz o jamais
E nele o peso enorme que carrego.
Aonde prosseguir se nada vejo
O sol somente um frio e vão lampejo
Prossigo desta forma, tolo e cego...
MARCOS LOURES
TEUS OLHOS
Olhar para teus olhos infinitos
E ver ainda a força juvenil
Diversa do que em mim já se previu
Na morte em seus venais e tolos ritos,
Ainda escuto ao longe os ecos, gritos
De um tempo mais amargo e teimo vil
Aonde um coração bem mais servil
Tentara decifrar velhos escritos
Traçando o meu futuro em holocausto,
O quando se mostrasse ainda em fausto
Seria uma mentira deslavada,
E após permanecer em sonhos vagos,
Da morte ao conhecer mansos afagos,
Minha alma se entregando não quer nada...
MARCOS LOURES
E ver ainda a força juvenil
Diversa do que em mim já se previu
Na morte em seus venais e tolos ritos,
Ainda escuto ao longe os ecos, gritos
De um tempo mais amargo e teimo vil
Aonde um coração bem mais servil
Tentara decifrar velhos escritos
Traçando o meu futuro em holocausto,
O quando se mostrasse ainda em fausto
Seria uma mentira deslavada,
E após permanecer em sonhos vagos,
Da morte ao conhecer mansos afagos,
Minha alma se entregando não quer nada...
MARCOS LOURES
SARA
Beleza tão sutil e delicada
Caminha pelo reino dos meus sonhos...
Morando nos castelos mais risonhos,
A mão que acaricia, mão de fada...
Vestida em maviosa madrugada
A lua proibiu mares tristonhos
Desertos dos amores, mais medonhos
Nunca mais virão, minha adorada!
O canto da sereia que me ilude
Na voz dessa princesa traz saúde...
Toda a dor desse mundo ela antepara
Com seu sorriso manso e desejado.
O meu mundo será sempre encantado
Enquanto estás aqui, princesa Sara!
MARCOS LOURES
Caminha pelo reino dos meus sonhos...
Morando nos castelos mais risonhos,
A mão que acaricia, mão de fada...
Vestida em maviosa madrugada
A lua proibiu mares tristonhos
Desertos dos amores, mais medonhos
Nunca mais virão, minha adorada!
O canto da sereia que me ilude
Na voz dessa princesa traz saúde...
Toda a dor desse mundo ela antepara
Com seu sorriso manso e desejado.
O meu mundo será sempre encantado
Enquanto estás aqui, princesa Sara!
MARCOS LOURES
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