SEXTINA 2 O TEMPO RELEGANDO A SOLUÇÃO
O tempo relegando a solução
Que tanto desejei e nunca vinha
A sorte se mostrando noutro rumo
E quando vejo a luta em dimensão
Diversa da que tanto me acostumo
Enfrento tão somente a negação,
O mundo desenhando em negação
Negando o que pudesse em solução
Não traz sequer o quanto me acostumo
E a luta sem descanso já não vinha
Mostrando o quanto cabe em dimensão
Dispersa o meu caminho em tosco rumo.
Além do que pudera sempre rumo
E nisto se desenha a negação
Ousando acreditar na dimensão
E nisto se aproxima a solução
Tramando o que pudera e não mais vinha
Ao fim após a guerra eu me acostumo.
O tanto quanto possa, e se acostumo
Mudando com firmeza além o rumo
Sabendo o que em verdade sei que vinha
Traçando tão somente a negação
Refaz a cada passo a solução
E traça esta sobeja dimensão.
Meu mundo se mostrando em dimensão
Enquanto na verdade me acostumo,
Procuro nos teus olhos, solução
E tanto quanto quero e vejo e rumo
Explica a mais diversa negação
E o todo desejado ora não vinha.
Cevando com ternura a velha vinha
O quanto me engrandece em dimensão
Dispersa do que tanto em negação
Trouxesse o quanto possa e me acostumo
Marcando a cada dia enquanto eu rumo
Tentando no horizonte a solução.
A vida em solução já não mais vinha
E assim eu sigo o rumo em dimensão
E aos poucos me acostumo à negação.
MARCOS LOURES
PARA TANTOS, PRINCIPALMENTE MARCOS GABRIEL, MARCOS DIMITRI E MARCOS VINÍCIUS. MINHA ESPERANÇA. RITA PACIÊNCIA PELA LUTA.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
SEXTINA 0001 AINDA QUANDO PUDE TER NO OLHAR
SEXTINA 0001 AINDA QUANDO PUDE TER NO OLHAR
Ainda quando pude ter no olhar
Os dias mais felizes ou quem sabe
A sorte noutra face já desabe
Ou mude meu caminho devagar,
Restando dentro em mim o que não cabe
Sequer eu poderia imaginar.
Ainda que quisesse imaginar
Não trago qualquer luz em meu olhar
E sei da solidão e quanto cabe
Do todo sem sentido e não se sabe
O rumo se moldando devagar
No todo quanto possa e ali desabe.
Meu tempo este castelo que desabe
Já não comporta mais o imaginar
Seguindo o meu caminho devagar
Mantendo esta esperança em teu olhar
Tramando o que deveras não se sabe
Trazendo o quanto quer e nunca cabe,
O sonho dentro da alma sempre cabe
E mesmo que esta estrada assim desabe
Resumos do cenário e já se sabe
Ousando num suave imaginar
Somente poderia ao ver e olhar
Singrar este oceano devagar.
O passo mesmo sendo devagar
Traduz o que decerto ainda cabe
Moldando a rara luz em meu olhar
Repare neste encanto que desabe
E busque o que pudesse imaginar
E o tempo noutro encanto nada sabe.
O tanto quanto pude e não mais sabe
Quem luta contra a fúria devagar
Ainda que pudesse imaginar
Ao fim de certo tempo não mais cabe
E o mundo desejado enfim desabe
Negando o que pudesse em cada olhar.
Traçasse a cada olhar o que se sabe
E o todo não desabe, devagar
Amor; somente cabe imaginar.
MARCOS LOURES
Ainda quando pude ter no olhar
Os dias mais felizes ou quem sabe
A sorte noutra face já desabe
Ou mude meu caminho devagar,
Restando dentro em mim o que não cabe
Sequer eu poderia imaginar.
Ainda que quisesse imaginar
Não trago qualquer luz em meu olhar
E sei da solidão e quanto cabe
Do todo sem sentido e não se sabe
O rumo se moldando devagar
No todo quanto possa e ali desabe.
Meu tempo este castelo que desabe
Já não comporta mais o imaginar
Seguindo o meu caminho devagar
Mantendo esta esperança em teu olhar
Tramando o que deveras não se sabe
Trazendo o quanto quer e nunca cabe,
O sonho dentro da alma sempre cabe
E mesmo que esta estrada assim desabe
Resumos do cenário e já se sabe
Ousando num suave imaginar
Somente poderia ao ver e olhar
Singrar este oceano devagar.
O passo mesmo sendo devagar
Traduz o que decerto ainda cabe
Moldando a rara luz em meu olhar
Repare neste encanto que desabe
E busque o que pudesse imaginar
E o tempo noutro encanto nada sabe.
O tanto quanto pude e não mais sabe
Quem luta contra a fúria devagar
Ainda que pudesse imaginar
Ao fim de certo tempo não mais cabe
E o mundo desejado enfim desabe
Negando o que pudesse em cada olhar.
Traçasse a cada olhar o que se sabe
E o todo não desabe, devagar
Amor; somente cabe imaginar.
MARCOS LOURES
SEXTINA DUPLA 01 MEU BARCO SE PERDENDO EM TEMPESTADE
SEXTINA DUPLA 01
Meu barco se perdendo em tempestade
Distante dos teus braços, sigo só.
Não tendo mais sequer a claridade
Percebo bem longínquo o porto, o cais
Quem dera se eu pudesse ter o amor
Decerto eu poderia ser feliz.
Quem busca nesta vida ser feliz
Ao enfrentar a dura tempestade
Já sabe da importância de um amor
E nunca quer seguir assim tão só.
E busca na alegria ter seu cais,
Farol de uma esperança – claridade!
Percebo em teu olhar tal claridade
Que sabe me deixar bem mais feliz
Proporcionando à sorte um belo cais
Vencendo a mais terrível tempestade.
O coração amante não vai só
Ao ter a calmaria feita amor.
Seguindo os rastros mansos deste amor
Percebo ao fim do túnel, claridade
Que surge quando um sonho não vai só
E me permite ser enfim feliz
Embora a vida traga a tempestade
O amor leva meu barco para o cais.
Encontro nos teus braços o meu cais
Levado pelos ventos deste amor
Depois de ter vencido a tempestade.
Nos olhos de quem amo a claridade
Iluminando a glória: ser feliz,
Caminho de quem nunca vive só.
Quem pensou tantas vezes ser tão só
Ao ver no colo amado, um doce cais
Já sabe que é possível ser feliz,
Pois tem a fortaleza deste amor
Bebendo da alvorada a claridade
Não teme mais sequer a tempestade.
O meu passado em plena tempestade
Daria uma certeza de ser só
Não fosse ter a sorte e a claridade
Depois de tantos anos, como um cais
A maga sensação do pleno amor
Promessa de um futuro mais feliz.
Não tendo mais temores, vou feliz
O peito aberto enfrenta a tempestade
Contando com a força deste amor
Que nunca me abandona e deixa só.
Quem sabe que terá na vida um cais
Das trevas faz surgir a claridade.
Dos teus olhares sinto a claridade
Tornando o dia-a-dia, enfim feliz.
Ancoradouro belo, um raro cais
Afronta com bonança, a tempestade,
Matando a sensação amarga e só
Revigorado sempre pelo amor.
No barco, o timoneiro sendo amor
Traz a inerente luz e claridade
E segue o seu destino por si só
E tem por garantia o ser feliz,
Apascentando sempre a tempestade
E chega calmamente a qualquer cais.
Vagando a noite inteira, busco um cais
Levado pelos ventos de um amor
Enfrento a ventania, a tempestade,
Seguindo passo a passo a claridade,
Decerto assim serei bem mais feliz
Desembarcando aqui, não vou mais só
E peço assim querida, uma vez só,
Recebe o meu saveiro no teu cais
Deixando-me contente e mais feliz.
E ao ter o teu carinho, meu amor
Na paz que me transmite a claridade
A vida não trará mais tempestade.
É dura tempestade o ser tão só
Porém em claridade sei do cais
Que quando em pleno amor nos faz feliz.
SEXTINA DUPLA
Obs A sextina dupla foi composta inicialmente por Petrarca e Dante
Meu barco se perdendo em tempestade
Distante dos teus braços, sigo só.
Não tendo mais sequer a claridade
Percebo bem longínquo o porto, o cais
Quem dera se eu pudesse ter o amor
Decerto eu poderia ser feliz.
Quem busca nesta vida ser feliz
Ao enfrentar a dura tempestade
Já sabe da importância de um amor
E nunca quer seguir assim tão só.
E busca na alegria ter seu cais,
Farol de uma esperança – claridade!
Percebo em teu olhar tal claridade
Que sabe me deixar bem mais feliz
Proporcionando à sorte um belo cais
Vencendo a mais terrível tempestade.
O coração amante não vai só
Ao ter a calmaria feita amor.
Seguindo os rastros mansos deste amor
Percebo ao fim do túnel, claridade
Que surge quando um sonho não vai só
E me permite ser enfim feliz
Embora a vida traga a tempestade
O amor leva meu barco para o cais.
Encontro nos teus braços o meu cais
Levado pelos ventos deste amor
Depois de ter vencido a tempestade.
Nos olhos de quem amo a claridade
Iluminando a glória: ser feliz,
Caminho de quem nunca vive só.
Quem pensou tantas vezes ser tão só
Ao ver no colo amado, um doce cais
Já sabe que é possível ser feliz,
Pois tem a fortaleza deste amor
Bebendo da alvorada a claridade
Não teme mais sequer a tempestade.
O meu passado em plena tempestade
Daria uma certeza de ser só
Não fosse ter a sorte e a claridade
Depois de tantos anos, como um cais
A maga sensação do pleno amor
Promessa de um futuro mais feliz.
Não tendo mais temores, vou feliz
O peito aberto enfrenta a tempestade
Contando com a força deste amor
Que nunca me abandona e deixa só.
Quem sabe que terá na vida um cais
Das trevas faz surgir a claridade.
Dos teus olhares sinto a claridade
Tornando o dia-a-dia, enfim feliz.
Ancoradouro belo, um raro cais
Afronta com bonança, a tempestade,
Matando a sensação amarga e só
Revigorado sempre pelo amor.
No barco, o timoneiro sendo amor
Traz a inerente luz e claridade
E segue o seu destino por si só
E tem por garantia o ser feliz,
Apascentando sempre a tempestade
E chega calmamente a qualquer cais.
Vagando a noite inteira, busco um cais
Levado pelos ventos de um amor
Enfrento a ventania, a tempestade,
Seguindo passo a passo a claridade,
Decerto assim serei bem mais feliz
Desembarcando aqui, não vou mais só
E peço assim querida, uma vez só,
Recebe o meu saveiro no teu cais
Deixando-me contente e mais feliz.
E ao ter o teu carinho, meu amor
Na paz que me transmite a claridade
A vida não trará mais tempestade.
É dura tempestade o ser tão só
Porém em claridade sei do cais
Que quando em pleno amor nos faz feliz.
SEXTINA DUPLA
Obs A sextina dupla foi composta inicialmente por Petrarca e Dante
APAGUE MEU NOME
APAGUE MEU NOME
Sim, apague meu nome do caderno
Dos amores que guardas qual diário...
Amor que se julgavas ser eterno
Morrendo sem carinhos, temerário...
A vida se transforma em pleno inferno,
Os dias se arrastando. O calendário
Mostrando para sempre um frio inverno
Amor que assim se foi, sempre contrário...
Amor que se esfumou sem primavera,
Negando todo o bem de uma alegria.
Amor que maltratou, velha quimera,
Do sonho que pensara, só fracasso.
Morrendo em triste areia sem magia,
Não deixa nem a marca de um abraço...
Baseado em Risque Ari Barroso
MARCOS LOURES
Sim, apague meu nome do caderno
Dos amores que guardas qual diário...
Amor que se julgavas ser eterno
Morrendo sem carinhos, temerário...
A vida se transforma em pleno inferno,
Os dias se arrastando. O calendário
Mostrando para sempre um frio inverno
Amor que assim se foi, sempre contrário...
Amor que se esfumou sem primavera,
Negando todo o bem de uma alegria.
Amor que maltratou, velha quimera,
Do sonho que pensara, só fracasso.
Morrendo em triste areia sem magia,
Não deixa nem a marca de um abraço...
Baseado em Risque Ari Barroso
MARCOS LOURES
NOSSO RITO
NOSSO RITO
Adentro no teu quarto, em tua cama,
E roço tua nuca, em minha barba,
Provoco tua pele, nossa chama,
Tua defesa cede e assim desaba.
Subindo na parede, em viva rama,
A noite assim começa, assim acaba
No fogo que nos toma e cedo inflama,
No quarto, na tapera, lama ou taba,
Num alvoroço insano que não para,
As mãos tocando os seios devagar,
O mapa do tesouro se escancara
E vamos num passeio ao infinito,
Sorvendo cada gota deste mar,
Na delícia deste encanto, nosso rito...
MARCOS LOURES
Adentro no teu quarto, em tua cama,
E roço tua nuca, em minha barba,
Provoco tua pele, nossa chama,
Tua defesa cede e assim desaba.
Subindo na parede, em viva rama,
A noite assim começa, assim acaba
No fogo que nos toma e cedo inflama,
No quarto, na tapera, lama ou taba,
Num alvoroço insano que não para,
As mãos tocando os seios devagar,
O mapa do tesouro se escancara
E vamos num passeio ao infinito,
Sorvendo cada gota deste mar,
Na delícia deste encanto, nosso rito...
MARCOS LOURES
TATUAGEM
TATUAGEM
Enfeito meu desejo, tatuagem,
Em tua pele brônzea, perfumada.
Fazendo no teu corpo esta viagem
De dia, tarde ou noite ou madrugada...
Traçando em tua cútis a colagem
Tão delicadamente desenhada.
Guardando na retina cada imagem
Da perfeição divina, abençoada...
Chegaste tão ligeira em minha vida,
Mal tive tempo, amor, de perguntar,
Apenas me entreguei sem nem pensar.
A marca da pantera, dentes, garras,
Aos poucos se entranhando... Sem saída,
Nesta delícia, amor; tuas amarras...
MARCOS LOURES
Enfeito meu desejo, tatuagem,
Em tua pele brônzea, perfumada.
Fazendo no teu corpo esta viagem
De dia, tarde ou noite ou madrugada...
Traçando em tua cútis a colagem
Tão delicadamente desenhada.
Guardando na retina cada imagem
Da perfeição divina, abençoada...
Chegaste tão ligeira em minha vida,
Mal tive tempo, amor, de perguntar,
Apenas me entreguei sem nem pensar.
A marca da pantera, dentes, garras,
Aos poucos se entranhando... Sem saída,
Nesta delícia, amor; tuas amarras...
MARCOS LOURES
AMIGO REGINA CNL e marcos loures
AMIGO REGINA CNL e marcos loures
Ser poeta,
É flutuar,
entre a realidade e ficção
Viver a solidão para que melhor possa
ouvir a nostálgica voz das suas memórias
É contemplar o mundo desconhecido
sonhos e visões que seus olhos
nunca viram.
Um estranho no meio do povo,
seus amigos, moram na imaginação
Ao ler o que escreve surpreende seus ouvidos,
não contém o choro, diante da aflição e tristeza
que por vezes, mina sua existência, vestida de solidão...
Ao olhar no espelho não se reconhece.
ali tem algo, que os olhos da alma não conseguem ver...
Poeta que é, surdo quando não quer ouvir,
cego, quando não quer ver
Paralisado diante dos sonhos que não decifra,
um louco no mundo de gênios... ou fantasmas...
Poeta é ser, e, escrever o que o mundo não acredita que exista
Cria fantasias, prados, campinas, água corrente, desertos, vales e montanhas
Galhos transformados em serpentes coloridas.
Mulheres nuas, suspensas em nuvens desaguando...entre os prazeres da vida...
Sem que para isso, desfrute do conteúdo descrito nas páginas
que o iludem e, voam nas asas da poesia...
Um Ser às vezes racional. Outra deixo-me levar pelo vento.
Regina cnl.
Enquanto a voz se faça mais presente
Não cessará jamais de ter um sonho,
Ainda quando muito um ser tristonho,
Deveras emoção presume ou sente,
Não posso me calar, incoerente,
Vagando entre o que vejo e o que componho,
Pudesse ter nas mãos o quanto ponho
Constante imprecisão, mesmo descrente,
Ao menos num lampejo me permito
Traçar o meu anseio no infinito,
Embora saiba bem que nada reste.
Meu passo incoercível na aridez
Enquanto a cada instante se desfez,
Expressa uma alma rude, mesmo agreste.
Ser poeta,
É flutuar,
entre a realidade e ficção
Viver a solidão para que melhor possa
ouvir a nostálgica voz das suas memórias
É contemplar o mundo desconhecido
sonhos e visões que seus olhos
nunca viram.
Um estranho no meio do povo,
seus amigos, moram na imaginação
Ao ler o que escreve surpreende seus ouvidos,
não contém o choro, diante da aflição e tristeza
que por vezes, mina sua existência, vestida de solidão...
Ao olhar no espelho não se reconhece.
ali tem algo, que os olhos da alma não conseguem ver...
Poeta que é, surdo quando não quer ouvir,
cego, quando não quer ver
Paralisado diante dos sonhos que não decifra,
um louco no mundo de gênios... ou fantasmas...
Poeta é ser, e, escrever o que o mundo não acredita que exista
Cria fantasias, prados, campinas, água corrente, desertos, vales e montanhas
Galhos transformados em serpentes coloridas.
Mulheres nuas, suspensas em nuvens desaguando...entre os prazeres da vida...
Sem que para isso, desfrute do conteúdo descrito nas páginas
que o iludem e, voam nas asas da poesia...
Um Ser às vezes racional. Outra deixo-me levar pelo vento.
Regina cnl.
Enquanto a voz se faça mais presente
Não cessará jamais de ter um sonho,
Ainda quando muito um ser tristonho,
Deveras emoção presume ou sente,
Não posso me calar, incoerente,
Vagando entre o que vejo e o que componho,
Pudesse ter nas mãos o quanto ponho
Constante imprecisão, mesmo descrente,
Ao menos num lampejo me permito
Traçar o meu anseio no infinito,
Embora saiba bem que nada reste.
Meu passo incoercível na aridez
Enquanto a cada instante se desfez,
Expressa uma alma rude, mesmo agreste.
NOSSAS NOITES
NOSSAS NOITES
Nossas noites, lençóis amarrotados,
Jogados sobre o chão do nosso quarto.
Desejos e carinhos delicados,
Amor que nos tomou. Eu não me aparto
De teus carinhos sempre apaixonados.
No gosto de teus lábios já reparto
Meus sonhos e malícias sem enfados.
Até que o dia surja, claro e farto...
Lençóis que derrubamos desta cama,
Mostrando esta volúpia, fome imensa...
Assim nos devoramos. Louca trama
Que traz efervescentes tempestades.
Secando toda a fonte, recompensa,
Sabemos traduzir saciedades...
MARCOS LOURES
Nossas noites, lençóis amarrotados,
Jogados sobre o chão do nosso quarto.
Desejos e carinhos delicados,
Amor que nos tomou. Eu não me aparto
De teus carinhos sempre apaixonados.
No gosto de teus lábios já reparto
Meus sonhos e malícias sem enfados.
Até que o dia surja, claro e farto...
Lençóis que derrubamos desta cama,
Mostrando esta volúpia, fome imensa...
Assim nos devoramos. Louca trama
Que traz efervescentes tempestades.
Secando toda a fonte, recompensa,
Sabemos traduzir saciedades...
MARCOS LOURES
SENTIR TEU TOQUE
SENTIR TEU TOQUE
Sentir teu toque, um bálsamo divino.
Tomando o meu desejo em forte gozo.
Num gesto mais profano te eternizo
Sou refém deste sonho mavioso.
Em chuvas, turbilhões, neve e granizo,
Não quero nem saber qualquer repouso,
Apenas no teu corpo mais preciso,
O toque sensual e desejoso...
Uma tortura imensa mais perfeita,
Revira nossos olhos, num segundo.
A boca não sacia, insatisfeita
E quer de novo o beijo da princesa.
Vibrando nos meus braços, mar profundo,
Que invado com meus barcos, indefesa...
MARCOS LOURES
Sentir teu toque, um bálsamo divino.
Tomando o meu desejo em forte gozo.
Num gesto mais profano te eternizo
Sou refém deste sonho mavioso.
Em chuvas, turbilhões, neve e granizo,
Não quero nem saber qualquer repouso,
Apenas no teu corpo mais preciso,
O toque sensual e desejoso...
Uma tortura imensa mais perfeita,
Revira nossos olhos, num segundo.
A boca não sacia, insatisfeita
E quer de novo o beijo da princesa.
Vibrando nos meus braços, mar profundo,
Que invado com meus barcos, indefesa...
MARCOS LOURES
APRISIONADOS
APRISIONADOS
Aprisionados, loucos e desnudos,
Na embriaguez insana, pele em pele.
Momentos delicados, mais agudos,
Insaciado amor sempre compele.
E juntos caminhamos sem repulsa
Estradas extremadas pernas, seios...
Vontade sem limites, cedo pulsa
E nada nos detém, não temos freios...
Tomado por insânia em frenesi,
Requebros e meneios, teus quadris.
Recebo este calor que vem de ti,
Em teu gozo, querida, sou feliz...
Estamos lado a lado, a vida inteira,
Paixão que nos decora, verdadeira...
MARCOS LOURES
Aprisionados, loucos e desnudos,
Na embriaguez insana, pele em pele.
Momentos delicados, mais agudos,
Insaciado amor sempre compele.
E juntos caminhamos sem repulsa
Estradas extremadas pernas, seios...
Vontade sem limites, cedo pulsa
E nada nos detém, não temos freios...
Tomado por insânia em frenesi,
Requebros e meneios, teus quadris.
Recebo este calor que vem de ti,
Em teu gozo, querida, sou feliz...
Estamos lado a lado, a vida inteira,
Paixão que nos decora, verdadeira...
MARCOS LOURES
AOS MEUS AMIGOS DE GRUPOS, PERDOEM-ME.
Meus amigos, após ter sido acusado por determinado grupo de utilizar o espaço dos grupos para auto-promoção, eu não mais irei publicar em qualquer grupo de poesia e/ou literatura e arte, já que não me considero como tal e não quero como nunca quis utilizar nenhum espaço para minha promoção pessoal, pois além de não ser poeta nem artista, escrevo minhas baboseiras apenas como uma forma de terapia, sem nenhum objetivo comercial nem de me promover; se, por acaso alguém quiser me dar a satisfação de ler as besteiras que posto elas serão colocadas no meu blog ou aqui na página incial do meu perfil, até que o facebook me permita, desejo aos meus companheiros de grupos a melhor sorte do mundo e me perdoem se criei algum desconforto, não sendo esse meu objetivo. Um grande abraço queridos irmãos.
RECÔNDITOS CAMINHOS
RECÔNDITOS CAMINHOS
Vagando teus recônditos caminhos,
No amor que te proponho, vivo e rijo,
Vibrando em avidez, tantos carinhos,
Guardando o teu prazer, esconderijo...
Cabelos soltos, olhos caprichosos
Que miram para o nunca, revirados.
Teus lábios carmesins, tão desejosos,
Nas fontes das delícias, mergulhados...
E vamos noite adentro, nestes jogos,
Que fazem explosões a cada instante.
Ouvindo deslumbrantes, raros fogos
Nesta lubricidade genial,
Sem rumo, sem juízo, a delirante
Viagem por teu corpo, sensual...
MARCOS LOURES
Vagando teus recônditos caminhos,
No amor que te proponho, vivo e rijo,
Vibrando em avidez, tantos carinhos,
Guardando o teu prazer, esconderijo...
Cabelos soltos, olhos caprichosos
Que miram para o nunca, revirados.
Teus lábios carmesins, tão desejosos,
Nas fontes das delícias, mergulhados...
E vamos noite adentro, nestes jogos,
Que fazem explosões a cada instante.
Ouvindo deslumbrantes, raros fogos
Nesta lubricidade genial,
Sem rumo, sem juízo, a delirante
Viagem por teu corpo, sensual...
MARCOS LOURES
HÁ TEMPOS
HÁ TEMPOS
Há tempos te conheço, minha amiga,
E reconheço sempre teu carinho.
Nossa amizade feita em forte liga
Ajuda-nos nas curvas do caminho.
Permita Nosso Pai que assim prossiga,
E cada vez melhor, tal qual o vinho.
Que tudo que se queira se consiga
Que o mundo não me deixe mais sozinho.
Humilde e de joelhos, agradeço
A Deus por amizade tão sincera,
Em toda minha prece te ofereço
A gratidão enorme de te ter.
Nossa amizade, eterna primavera,
Uma brilho que me dá muito prazer...
MARCOS LOURES
Há tempos te conheço, minha amiga,
E reconheço sempre teu carinho.
Nossa amizade feita em forte liga
Ajuda-nos nas curvas do caminho.
Permita Nosso Pai que assim prossiga,
E cada vez melhor, tal qual o vinho.
Que tudo que se queira se consiga
Que o mundo não me deixe mais sozinho.
Humilde e de joelhos, agradeço
A Deus por amizade tão sincera,
Em toda minha prece te ofereço
A gratidão enorme de te ter.
Nossa amizade, eterna primavera,
Uma brilho que me dá muito prazer...
MARCOS LOURES
PAR CONSTANTE
PAR CONSTANTE
Amiga, companheira ,par constante
No dia a dia sempre tão dileta,
Mostrando uma alegria deslumbrante
Que faz a nossa vida ser completa.
Estar ao lado teu a cada instante
É sorte em que esta vida se repleta,
No olhar tão mais profundo, radiante,
Indica a direção sempre correta.
Amiga em cada verso, amanhecer
Desta certeza plena que se faz,
O rumo onde pretendo percorrer
Caminhos mais tranqüilos pela vida.
Na força da amizade, imensa paz,
Pra todas desventuras ,a saída...
MARCOS LOURES
Amiga, companheira ,par constante
No dia a dia sempre tão dileta,
Mostrando uma alegria deslumbrante
Que faz a nossa vida ser completa.
Estar ao lado teu a cada instante
É sorte em que esta vida se repleta,
No olhar tão mais profundo, radiante,
Indica a direção sempre correta.
Amiga em cada verso, amanhecer
Desta certeza plena que se faz,
O rumo onde pretendo percorrer
Caminhos mais tranqüilos pela vida.
Na força da amizade, imensa paz,
Pra todas desventuras ,a saída...
MARCOS LOURES
DESCAMINHOS
DESCAMINHOS
Nos descaminhos todos, sem ter hora
De chegar ou partir, sem compostura,
Vejo que talvez nunca foi embora
A dor que se fez trágica tortura.
Que me importa essa vida lá de fora
E se chora essa tétrica figura
Que há muito se mandou no mundo afora
Agora, que é bem tarde me procura.
Talvez inda proponha; minha amiga,
Falar do que passei e não passou,
Garante que inda gosta, mas nem liga.
Somente te garanto que a aflição
De ser o que não fui tampouco sou,
Maltrata o que restou de um coração.
MARCOS LOURES
Nos descaminhos todos, sem ter hora
De chegar ou partir, sem compostura,
Vejo que talvez nunca foi embora
A dor que se fez trágica tortura.
Que me importa essa vida lá de fora
E se chora essa tétrica figura
Que há muito se mandou no mundo afora
Agora, que é bem tarde me procura.
Talvez inda proponha; minha amiga,
Falar do que passei e não passou,
Garante que inda gosta, mas nem liga.
Somente te garanto que a aflição
De ser o que não fui tampouco sou,
Maltrata o que restou de um coração.
MARCOS LOURES
AMIGA...
AMIGA...
Plantar o que colhemos pela vida
E receber o fruto da amizade.
Quem pensa que essa sorte vai perdida,
Encontra em seu caminho a claridade.
Não veja como porta de saída
A que nunca soubeste na verdade,
Não perceba somente a despedida,
A fonte inesgotável de saudade.
Um jardineiro sabe como é bom
Receber o perfume de uma flor,
Demonstra seu carinho como um dom.
Porém nunca se admite minha amiga,
Que a mão que não plantou tenha o valor
E roubar a colheita enfim, consiga.
MARCOS LOURES
Plantar o que colhemos pela vida
E receber o fruto da amizade.
Quem pensa que essa sorte vai perdida,
Encontra em seu caminho a claridade.
Não veja como porta de saída
A que nunca soubeste na verdade,
Não perceba somente a despedida,
A fonte inesgotável de saudade.
Um jardineiro sabe como é bom
Receber o perfume de uma flor,
Demonstra seu carinho como um dom.
Porém nunca se admite minha amiga,
Que a mão que não plantou tenha o valor
E roubar a colheita enfim, consiga.
MARCOS LOURES
EM TANTO AMOR
EM TANTO AMOR
Me acumulaste sempre em tanto amor
Que trago este rosário de esperanças.
Sabendo de teu riso sedutor
Amiga me conduzo em tuas danças.
Nas águas destes rios, leves, mansas.
Certezas deste mar encantador.
Distante de guerrilhas, medos, lanças,
Na profusão intensa em bom calor.
Amiga, não me farto de teus dedos
Beatos, carinhosos e felizes.
Amores, amizades, teus segredos,
Na cura de tais males, cicatrizes.
Ilusões por certo mais presentes,
No amor em que vivemos, somos gentes...
MARCOS LOURES
Me acumulaste sempre em tanto amor
Que trago este rosário de esperanças.
Sabendo de teu riso sedutor
Amiga me conduzo em tuas danças.
Nas águas destes rios, leves, mansas.
Certezas deste mar encantador.
Distante de guerrilhas, medos, lanças,
Na profusão intensa em bom calor.
Amiga, não me farto de teus dedos
Beatos, carinhosos e felizes.
Amores, amizades, teus segredos,
Na cura de tais males, cicatrizes.
Ilusões por certo mais presentes,
No amor em que vivemos, somos gentes...
MARCOS LOURES
SE EU PUDESSE...
SE EU PUDESSE...
Amiga, se pudesse por instantes,
Falar de tantos sonhos que tivemos,
De todos os momentos mais constantes
Que em busca da verdade, nós vivemos.
Falando sem temores nem rompantes
De tudo o que bem sei que enfim queremos,
Do mundo onde sejamos viajantes
Dos sonhos que mais forte, saberemos...
Mas, tolo, mal percebo tais disfarces
Usados por aqueles que nos guiam.
Um lobo que se esconde em calmas faces
Devora uma esperança sem perdão.
Coitados dos cordeiros que se fiam
Nas mãos de tal senhor, vil e ladrão...
MARCOS LOURES
Amiga, se pudesse por instantes,
Falar de tantos sonhos que tivemos,
De todos os momentos mais constantes
Que em busca da verdade, nós vivemos.
Falando sem temores nem rompantes
De tudo o que bem sei que enfim queremos,
Do mundo onde sejamos viajantes
Dos sonhos que mais forte, saberemos...
Mas, tolo, mal percebo tais disfarces
Usados por aqueles que nos guiam.
Um lobo que se esconde em calmas faces
Devora uma esperança sem perdão.
Coitados dos cordeiros que se fiam
Nas mãos de tal senhor, vil e ladrão...
MARCOS LOURES
PERDOE
PERDOE
Perdoe toda a farsa escancarada
Na face de quem mente sobre o amor.
A boca da verdade abandonada
Nos antros da vergonha neste andor.
Perdoe toda rosa estraçalhada
Nos dentes sem limites do pastor,
Mentira no Teu nome apregoada,
Nas taças folheadas de louvor...
Perdoe cada santo que emergindo
Dos pântanos obscuros das almas.
Da podre corrupção que se aspergindo
Em nome deste amor, que é tão perfeito,
Matando este cordeiro em novos traumas,
Se acham bem mais fortes no direito...
MARCOS LOURES
Perdoe toda a farsa escancarada
Na face de quem mente sobre o amor.
A boca da verdade abandonada
Nos antros da vergonha neste andor.
Perdoe toda rosa estraçalhada
Nos dentes sem limites do pastor,
Mentira no Teu nome apregoada,
Nas taças folheadas de louvor...
Perdoe cada santo que emergindo
Dos pântanos obscuros das almas.
Da podre corrupção que se aspergindo
Em nome deste amor, que é tão perfeito,
Matando este cordeiro em novos traumas,
Se acham bem mais fortes no direito...
MARCOS LOURES
CORTARAM TUAS ASAS?
CORTARAM TUAS ASAS?
Cortaram tuas asas, anjo amado?
Fecharam os teus olhos, sonhos, brilho...
Desmoronando o monte do passado
Rompeu esta barragem, fecha o trilho
Tomando numa enchente todo o prado
Matando este desejo, nosso filho..
Amada não permita que esta amarra
Limite cada passo em rumo à sorte.
Apare em mansidão a dura garra
Cravada em teu pescoço bem mais forte
No corte da navalha e cimitarra
Promessa de vingança, dor e morte....
As asas renascendo a recompor
Os vôos sem limites deste amor...
MARCOS LOURES
Cortaram tuas asas, anjo amado?
Fecharam os teus olhos, sonhos, brilho...
Desmoronando o monte do passado
Rompeu esta barragem, fecha o trilho
Tomando numa enchente todo o prado
Matando este desejo, nosso filho..
Amada não permita que esta amarra
Limite cada passo em rumo à sorte.
Apare em mansidão a dura garra
Cravada em teu pescoço bem mais forte
No corte da navalha e cimitarra
Promessa de vingança, dor e morte....
As asas renascendo a recompor
Os vôos sem limites deste amor...
MARCOS LOURES
TUA PRESENÇA
TUA PRESENÇA
Tua presença sempre me fascina
E faz ferver desejos e loucuras.
Te quero a cada instante; uma menina
Clareia em força e luz, noites escuras...
Viajo no teu corpo, sede e sina,
Fazemos nossas santas diabruras;
A noite de prazer nunca termina,
Encontro na saliva, as minhas curas...
Deitados nessa noite sob a lua...
Tua presença em chama, fogo e brasa,
Tatuo meus segredos, pele nua
Total insensatez... Nos gritos roucos,
Desfruto de teu corpo, minha casa;
Amamos sem juízo, soltos... Loucos...
MARCOS LOURES
Tua presença sempre me fascina
E faz ferver desejos e loucuras.
Te quero a cada instante; uma menina
Clareia em força e luz, noites escuras...
Viajo no teu corpo, sede e sina,
Fazemos nossas santas diabruras;
A noite de prazer nunca termina,
Encontro na saliva, as minhas curas...
Deitados nessa noite sob a lua...
Tua presença em chama, fogo e brasa,
Tatuo meus segredos, pele nua
Total insensatez... Nos gritos roucos,
Desfruto de teu corpo, minha casa;
Amamos sem juízo, soltos... Loucos...
MARCOS LOURES
PERDIDO PELAS RUAS
PERDIDO PELAS RUAS
Quantas vezes perdido pelas ruas
Fiel aos meus desígnos prometidos,
Na busca por mentiras seminuas
Nas saias, nos requebros, nos vestidos,
Nas pernas tão roliças, carnes cruas,
Vivendo das paixões mal resolvidas...
Quantas vezes sangrando em cada porre
Nos becos, nos botecos, nos puteiros,
O sangue em cada corte ainda me escorre
Dos meus velhos entraves bandalheiros,
Nem mesmo o que nós fomos mais socorre
Destes canibalismos verdadeiros...
Quantas vezes risonha meretriz
Me mostra como agora sou feliz!
MARCOS LOURES
Quantas vezes perdido pelas ruas
Fiel aos meus desígnos prometidos,
Na busca por mentiras seminuas
Nas saias, nos requebros, nos vestidos,
Nas pernas tão roliças, carnes cruas,
Vivendo das paixões mal resolvidas...
Quantas vezes sangrando em cada porre
Nos becos, nos botecos, nos puteiros,
O sangue em cada corte ainda me escorre
Dos meus velhos entraves bandalheiros,
Nem mesmo o que nós fomos mais socorre
Destes canibalismos verdadeiros...
Quantas vezes risonha meretriz
Me mostra como agora sou feliz!
MARCOS LOURES
POR ESTA ESTRADA
POR ESTA ESTRADA
Por esta estrada límpida e divina
Vieste derramando o teu perfume.
Na senda maviosa e cristalina
Teus passos magistrais são de costume.
Tua beleza rara me fascina
O teu olhar de deusa, um mago lume...
Quem dera se pudesse ter abrigo
Nos passos que desfilas no caminho,
Andando a vida inteira assim, prossigo
Por certo não serei jamais sozinho.
Um sonho tão feliz e tão antigo
Se mostra em cada gesto de carinho...
Meus olhos te buscando vacilavam...
Teus pés longe do solo flutuavam...
MARCOS LOURES
Por esta estrada límpida e divina
Vieste derramando o teu perfume.
Na senda maviosa e cristalina
Teus passos magistrais são de costume.
Tua beleza rara me fascina
O teu olhar de deusa, um mago lume...
Quem dera se pudesse ter abrigo
Nos passos que desfilas no caminho,
Andando a vida inteira assim, prossigo
Por certo não serei jamais sozinho.
Um sonho tão feliz e tão antigo
Se mostra em cada gesto de carinho...
Meus olhos te buscando vacilavam...
Teus pés longe do solo flutuavam...
MARCOS LOURES
UM PASSARINHO SE RECOLHE AO PRÓPRIO NINHO.
UM PASSARINHO SE RECOLHE AO PRÓPRIO NINHO.
Amigos me perdoem se parece
Que tento nalgum grupo promover
A rude fantasia a se perder
Ou mesmo procurar qualquer benesse,
Apenas trovador que não merece
Sequer o que pudesse se fazer
Num êxtase, tentado conceber
O quanto em rimas pobres, a alma tece,
Por ter e por saber o quanto insisto
Rompendo com firmeza o podre cisto,
E drenando este abscesso, trafegar
Em meio aos mais diversos descaminhos,
Meus repentes somente nos meus ninhos
P’ra imenso alívio; irei, pois publicar.
Marcos Loures
Amigos me perdoem se parece
Que tento nalgum grupo promover
A rude fantasia a se perder
Ou mesmo procurar qualquer benesse,
Apenas trovador que não merece
Sequer o que pudesse se fazer
Num êxtase, tentado conceber
O quanto em rimas pobres, a alma tece,
Por ter e por saber o quanto insisto
Rompendo com firmeza o podre cisto,
E drenando este abscesso, trafegar
Em meio aos mais diversos descaminhos,
Meus repentes somente nos meus ninhos
P’ra imenso alívio; irei, pois publicar.
Marcos Loures
UMA ETERNA PRIMAVERA
UMA ETERNA PRIMAVERA
As flores de uma eterna primavera
Os frutos da amizade e do carinho.
Granando uma esperança; morta a fera
Libertam-se meus sonhos passarinhos...
Saber de cada corte. Quem me dera...
Não ser mais caminheiro tão sozinho.
O canto em liberdade, o que se espera;
Em toda a solidão há um caminho
Que traz esta sublime fantasia
De um dia, sermos todos como irmãos.
A terra cultivada em sintonia
Sem fome, sede; Justa, harmonizada,
Não deixe que estes sonhos sejam vãos,
A sorte em nossas mãos, está lançada...
MARCOS LOURES
As flores de uma eterna primavera
Os frutos da amizade e do carinho.
Granando uma esperança; morta a fera
Libertam-se meus sonhos passarinhos...
Saber de cada corte. Quem me dera...
Não ser mais caminheiro tão sozinho.
O canto em liberdade, o que se espera;
Em toda a solidão há um caminho
Que traz esta sublime fantasia
De um dia, sermos todos como irmãos.
A terra cultivada em sintonia
Sem fome, sede; Justa, harmonizada,
Não deixe que estes sonhos sejam vãos,
A sorte em nossas mãos, está lançada...
MARCOS LOURES
Soneto cor-de-rosa JOSÉ EDWARD GUEDES
Soneto cor-de-rosa JOSÉ EDWARD GUEDES
Soneto cor-de-rosa entrou na prosa,
Mandando um beijo azul de norte a sul,
Tratando Doralice com meiguice
E para Maricota, a flor que brota
Numa linda canção do coração.
E viva o Mr. Jimmy, voz sublime,
Em que a Regina prima em rica rima
E a dona Iva explode em bela Ode,
A Ana, a talentosa, em terna rosa!
Maria Júlia faz da guerra a paz,
Marcão disse: que graça Edir nos passa!
A Soaroir na vanguarda, transvanguarda,
Sabe que o Marcos Loures faz primores,
Assim como João Gomes: grandes nomes!
JOSÉ EDWARD GUEDES
Muito obrigado pela citação querido amigo abraços fraternos marcos
Soneto cor-de-rosa entrou na prosa,
Mandando um beijo azul de norte a sul,
Tratando Doralice com meiguice
E para Maricota, a flor que brota
Numa linda canção do coração.
E viva o Mr. Jimmy, voz sublime,
Em que a Regina prima em rica rima
E a dona Iva explode em bela Ode,
A Ana, a talentosa, em terna rosa!
Maria Júlia faz da guerra a paz,
Marcão disse: que graça Edir nos passa!
A Soaroir na vanguarda, transvanguarda,
Sabe que o Marcos Loures faz primores,
Assim como João Gomes: grandes nomes!
JOSÉ EDWARD GUEDES
Muito obrigado pela citação querido amigo abraços fraternos marcos
SENSUAL
SENSUAL
A pele sensual, fina penugem;
O rosto tão macio, o gozo o gesto.
Movendo mansamente já ressurgem
Os medos deflagrados; sou teu resto...
Os brilhos dos teus olhos já refulgem
Nos sonhos que aos desejos eu empresto
E o corte tão profundo traz ferrugem
Na boca a sensação de um louco incesto...
Mas temo solitário em minha cama,
Que o vento que te rouba faz segredos.
Acende e vulcaniza toda a chama
Dormito lentamente e assim me esgarço,
Vencido pelos mágicos enredos,
Agarro-me ao teu corpo e nem disfarço...
MARCOS LOURES
A pele sensual, fina penugem;
O rosto tão macio, o gozo o gesto.
Movendo mansamente já ressurgem
Os medos deflagrados; sou teu resto...
Os brilhos dos teus olhos já refulgem
Nos sonhos que aos desejos eu empresto
E o corte tão profundo traz ferrugem
Na boca a sensação de um louco incesto...
Mas temo solitário em minha cama,
Que o vento que te rouba faz segredos.
Acende e vulcaniza toda a chama
Dormito lentamente e assim me esgarço,
Vencido pelos mágicos enredos,
Agarro-me ao teu corpo e nem disfarço...
MARCOS LOURES
DIVERSAS ILUSÕES
DIVERSAS ILUSÕES
Enquanto desfizesse cada sonho
Envolto em mais diversas ilusões
E neles o caminho em que repões
Os erros quando a paz; em vão, componho,
Pudesse desenhar um mais risonho
Cenário entre tantos turbilhões
E tendo tão somente as emoções,
Embora saiba o mundo ora enfadonho.
Rescaldos de outras eras trago ainda
E quando novo tempo se deslinda,
Apenas mera imagem distorcida,
Não tendo outra saída, em labirinto,
Somente o quanto forjo e mesmo minto
Expressa a minha morte em plena vida.
Marcos Loures
Enquanto desfizesse cada sonho
Envolto em mais diversas ilusões
E neles o caminho em que repões
Os erros quando a paz; em vão, componho,
Pudesse desenhar um mais risonho
Cenário entre tantos turbilhões
E tendo tão somente as emoções,
Embora saiba o mundo ora enfadonho.
Rescaldos de outras eras trago ainda
E quando novo tempo se deslinda,
Apenas mera imagem distorcida,
Não tendo outra saída, em labirinto,
Somente o quanto forjo e mesmo minto
Expressa a minha morte em plena vida.
Marcos Loures
UM DIA...
UM DIA...
Um dia, percebendo esta menina
Deitada em minha cama, enlouqueci.
Na forma angelical que descortina
Um brilho sem igual, que nunca vi.
Tomando de surpresa minha sina
Estava tal princesa logo ali
Serena, delicada e tão franzina
Muito mais que sonhei e que pedi...
Depois, se levantou e foi embora
Qual fosse uma miragem, simples sonho.
Busquei o seu sorriso mundo afora
E nada de encontrar tal criatura,
Promessa de outro dia mais risonho...
Só nela, meu bom Deus, a minha cura...
MARCOS LOURES
Um dia, percebendo esta menina
Deitada em minha cama, enlouqueci.
Na forma angelical que descortina
Um brilho sem igual, que nunca vi.
Tomando de surpresa minha sina
Estava tal princesa logo ali
Serena, delicada e tão franzina
Muito mais que sonhei e que pedi...
Depois, se levantou e foi embora
Qual fosse uma miragem, simples sonho.
Busquei o seu sorriso mundo afora
E nada de encontrar tal criatura,
Promessa de outro dia mais risonho...
Só nela, meu bom Deus, a minha cura...
MARCOS LOURES
DELÍRIO
DELÍRIO
Num gélido delírio a noite passa
E tudo quanto eu quis já se perdera
Na sorte que deveras perecera
Enquanto a vida mesmo se esfumaça.
Descrente sensação ora desfaça
O tanto num momento que percebera
Traçado pela farsa que vivera,
Na cena mais obscura, sempre baça.
Vestígios de um passado mais feliz,
Trazendo o quanto outrora bem mais quis
E nada do que fiz pudesse ainda
Tramar outro cenário, mesmo assim,
Desvendo cada instante de onde eu vim,
E a bruma matinal já se deslinda...
Marcos Loures
Num gélido delírio a noite passa
E tudo quanto eu quis já se perdera
Na sorte que deveras perecera
Enquanto a vida mesmo se esfumaça.
Descrente sensação ora desfaça
O tanto num momento que percebera
Traçado pela farsa que vivera,
Na cena mais obscura, sempre baça.
Vestígios de um passado mais feliz,
Trazendo o quanto outrora bem mais quis
E nada do que fiz pudesse ainda
Tramar outro cenário, mesmo assim,
Desvendo cada instante de onde eu vim,
E a bruma matinal já se deslinda...
Marcos Loures
Viajo contigo! SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Viajo contigo! SOL FIGUEIREDO e marcos loures
Eu viajo só nessa estrada,
Vou contigo em pensamento,
Vais comigo em sentimento,
Só há tua presença e mais nada!
Então, és o meu único rumo,
És meu horizonte, meu foco,
Mesmo distante, eu não troco,
Amigo, tu és o meu insumo!
Penso em ti, a cada instante,
Estás em mim, todo momento,
Consoante, eu já lamento,
Amo-te sim, de hoje em diante!
Se um instante, te esquecer...
Já esqueci também de meu ser!
© SOL Figueiredo
Apenas o vazio me acompanha
Nas curvas desta estrada e nada mais,
Os dias se repetem, são iguais
A luta sem saber em dor entranha,
A face que vislumbro em dor tamanha,
Os ermos ditam mesmos temporais
E sei dos desenganos que, fatais,
Eclodem logo após cada montanha,
Não mergulhasse em mim e não teria
Ao menos o que possa em luz sombria,
Deixando para trás os meus receios,
E sinto em devaneios tal aragem,
Seguindo sempre em frente esta viagem
Sem mesmo conhecer os claros veios.
Eu viajo só nessa estrada,
Vou contigo em pensamento,
Vais comigo em sentimento,
Só há tua presença e mais nada!
Então, és o meu único rumo,
És meu horizonte, meu foco,
Mesmo distante, eu não troco,
Amigo, tu és o meu insumo!
Penso em ti, a cada instante,
Estás em mim, todo momento,
Consoante, eu já lamento,
Amo-te sim, de hoje em diante!
Se um instante, te esquecer...
Já esqueci também de meu ser!
© SOL Figueiredo
Apenas o vazio me acompanha
Nas curvas desta estrada e nada mais,
Os dias se repetem, são iguais
A luta sem saber em dor entranha,
A face que vislumbro em dor tamanha,
Os ermos ditam mesmos temporais
E sei dos desenganos que, fatais,
Eclodem logo após cada montanha,
Não mergulhasse em mim e não teria
Ao menos o que possa em luz sombria,
Deixando para trás os meus receios,
E sinto em devaneios tal aragem,
Seguindo sempre em frente esta viagem
Sem mesmo conhecer os claros veios.
Erros Costumeiros
Erros Costumeiros
Os erros costumeiros do andarilho
Que segue apenas rastros do que outrora
Viera em novo engano e desancora
Deixando para trás um falso brilho,
E quando sobre as pedras também trilho
Ousando nos momentos desde agora
Vencido pelo encanto que devora,
Fazendo da esperança um estribilho,
Nos vórtices comuns a quem tentasse
Seguir após o todo noutro impasse
A face se fartando em corte e fel,
Ausento-me do rumo que pudera
Ultrapassar o medo, a rude fera,
Que sinto atocaiada, em tom cruel.
Marcos Loures
Os erros costumeiros do andarilho
Que segue apenas rastros do que outrora
Viera em novo engano e desancora
Deixando para trás um falso brilho,
E quando sobre as pedras também trilho
Ousando nos momentos desde agora
Vencido pelo encanto que devora,
Fazendo da esperança um estribilho,
Nos vórtices comuns a quem tentasse
Seguir após o todo noutro impasse
A face se fartando em corte e fel,
Ausento-me do rumo que pudera
Ultrapassar o medo, a rude fera,
Que sinto atocaiada, em tom cruel.
Marcos Loures
AS LUZES QUE BUSCARAS
AS LUZES QUE BUSCARAS
Orvalhos matinais enquanto a sorte
Depositando neves dores trama,
E quando imaginasse nova chama,
Apenas em granizo outro suporte,
A luta que deveras não conforte,
O preço a se pagar, a farsa e o drama,
No tanto que lutando nada clama
Senão a mesma voz ditando o corte,
Mas tudo tem seu fim, imaginara,
Porém aumenta sempre a mesma escara
E a vida se demole a cada não,
Nem mesmo se o verão voltar, deveras,
Terás a imensidão que em vão esperas,
As luzes que buscaras não virão.
Marcos Loures
Orvalhos matinais enquanto a sorte
Depositando neves dores trama,
E quando imaginasse nova chama,
Apenas em granizo outro suporte,
A luta que deveras não conforte,
O preço a se pagar, a farsa e o drama,
No tanto que lutando nada clama
Senão a mesma voz ditando o corte,
Mas tudo tem seu fim, imaginara,
Porém aumenta sempre a mesma escara
E a vida se demole a cada não,
Nem mesmo se o verão voltar, deveras,
Terás a imensidão que em vão esperas,
As luzes que buscaras não virão.
Marcos Loures
CADA RAIO
CADA RAIO
Reclinas sobre o encanto da alvorada
Enlanguescido olhar buscando além
O sol que enamorado quando vem
Expressa esta manhã tão desejada,
A pedra mais suave lapidada
No quanto outrora houvera mais alguém
Sentindo mansamente o doce bem
Imagem tanta vez vencendo o nada,
Restaura uma alegria em olhos tristes,
E sabe quanto queres, não desistes,
Versando sobre intensa claridade,
E mesmo na sombria tarde estende
O mundo que deveras não compreende,
Mas bebes cada raio que inda invade.
MARCOS LOURES
Reclinas sobre o encanto da alvorada
Enlanguescido olhar buscando além
O sol que enamorado quando vem
Expressa esta manhã tão desejada,
A pedra mais suave lapidada
No quanto outrora houvera mais alguém
Sentindo mansamente o doce bem
Imagem tanta vez vencendo o nada,
Restaura uma alegria em olhos tristes,
E sabe quanto queres, não desistes,
Versando sobre intensa claridade,
E mesmo na sombria tarde estende
O mundo que deveras não compreende,
Mas bebes cada raio que inda invade.
MARCOS LOURES
SEM DESCANSO
SEM DESCANSO
Numa orvalhada fonte sem descanso,
O tempo desenhasse outro desejo
E quantas vezes tento e mesmo vejo,
O mundo que de fato eu não alcanço.
Quisera ser deveras bem mais manso,
O verso mais audaz quando em lampejo,
Ousasse presumir em novo ensejo,
Mereça alguma paz, doce remanso,
Mas sei da incoerência que me trazes,
Mudando num momento em outras fases
O quanto se fizera em luz suave,
Na intensa sensação de tempestade,
O encanto sem defesas se degrade
E o passo rumo ao tanto o tempo entrave.
Marcos Loures
Numa orvalhada fonte sem descanso,
O tempo desenhasse outro desejo
E quantas vezes tento e mesmo vejo,
O mundo que de fato eu não alcanço.
Quisera ser deveras bem mais manso,
O verso mais audaz quando em lampejo,
Ousasse presumir em novo ensejo,
Mereça alguma paz, doce remanso,
Mas sei da incoerência que me trazes,
Mudando num momento em outras fases
O quanto se fizera em luz suave,
Na intensa sensação de tempestade,
O encanto sem defesas se degrade
E o passo rumo ao tanto o tempo entrave.
Marcos Loures
UMA ESPERANÇA
UMA ESPERANÇA
A fronte desenhando uma esperança
Ainda quando fosse mera luz
Que ao tanto sem promessas reconduz
Enquanto o tempo passa e não se amansa,
A vida desfazendo esta aliança
Que feita em temperança reproduz
O farto desejar sem corte e cruz,
Embora se distasse a temperança.
De pálpebras fechadas, o infinito,
O passo em raro encanto, o mais bonito,
Versando sobre as brasas de um engano,
Esquece o que se fez dorido e trama
Deixando para trás o medo e o drama,
Vencendo este vagar cotidiano...
Marcos Loures
A fronte desenhando uma esperança
Ainda quando fosse mera luz
Que ao tanto sem promessas reconduz
Enquanto o tempo passa e não se amansa,
A vida desfazendo esta aliança
Que feita em temperança reproduz
O farto desejar sem corte e cruz,
Embora se distasse a temperança.
De pálpebras fechadas, o infinito,
O passo em raro encanto, o mais bonito,
Versando sobre as brasas de um engano,
Esquece o que se fez dorido e trama
Deixando para trás o medo e o drama,
Vencendo este vagar cotidiano...
Marcos Loures
SONHADORA
SONHADORA
Na lânguida expressão da sonhadora
Imagens diferentes, tons iguais,
Em ritos tantas vezes magistrais,
Marcando o que de fato nunca fora,
Somente a lua imensa e tentadora,
Os olhos percorrendo estes astrais,
E neles outros tantos, sem jamais
Negar a redenção mais promissora.
Mas quando a vida traz o dia a dia,
Distando de seus olhos, não teria
Sequer o que deveras tanto quis,
E o corte se aprofunda lentamente,
Enquanto a realidade volve e mente,
Nos sonhos, pelo menos é feliz.
Marcos Loures
Na lânguida expressão da sonhadora
Imagens diferentes, tons iguais,
Em ritos tantas vezes magistrais,
Marcando o que de fato nunca fora,
Somente a lua imensa e tentadora,
Os olhos percorrendo estes astrais,
E neles outros tantos, sem jamais
Negar a redenção mais promissora.
Mas quando a vida traz o dia a dia,
Distando de seus olhos, não teria
Sequer o que deveras tanto quis,
E o corte se aprofunda lentamente,
Enquanto a realidade volve e mente,
Nos sonhos, pelo menos é feliz.
Marcos Loures
À Noite
À Noite
À noite, entre perfumes mais diversos,
Desnuda sob a lua em seus fulgores,
Vagando com ternura em mil amores,
Corcéis adentram tantos universos,
Os dias, tantas vezes são perversos,
E sangras entre espinhos, raras flores,
A sorte desenhada em grises cores,
Momentos entre dores vão submersos,
Porém o sonho dita outro cenário
E o quanto se fizera imaginário
Presume tão somente o que não veio,
Na túrgida expressão de algum delírio,
Esquece o corriqueiro e vil martírio,
Nas mãos a percorrer rígidos seios.
Marcos Loures
À noite, entre perfumes mais diversos,
Desnuda sob a lua em seus fulgores,
Vagando com ternura em mil amores,
Corcéis adentram tantos universos,
Os dias, tantas vezes são perversos,
E sangras entre espinhos, raras flores,
A sorte desenhada em grises cores,
Momentos entre dores vão submersos,
Porém o sonho dita outro cenário
E o quanto se fizera imaginário
Presume tão somente o que não veio,
Na túrgida expressão de algum delírio,
Esquece o corriqueiro e vil martírio,
Nas mãos a percorrer rígidos seios.
Marcos Loures
AMORES.
AMORES.
Ascendo ao quanto pude além da neve
Que expressas no momento onde procuras
Além das vagas noites em torturas
O quanto deveria e não se atreve,
Vestindo a solidão embora breve,
Adentro sem sentido as amarguras
E nisto quando quis simples ternuras,
A vida noutro passo em vão se atreve,
E sei do quanto amor em brevidade
Tentasse desenhar o quanto invade
E dentre os descaminhos, tudo rege,
Não mais me permitisse ao quando fosse,
Neste raro amargor, o outrora doce,
Desnuda-se afinal o louco herege.
Marcos Loures
Ascendo ao quanto pude além da neve
Que expressas no momento onde procuras
Além das vagas noites em torturas
O quanto deveria e não se atreve,
Vestindo a solidão embora breve,
Adentro sem sentido as amarguras
E nisto quando quis simples ternuras,
A vida noutro passo em vão se atreve,
E sei do quanto amor em brevidade
Tentasse desenhar o quanto invade
E dentre os descaminhos, tudo rege,
Não mais me permitisse ao quando fosse,
Neste raro amargor, o outrora doce,
Desnuda-se afinal o louco herege.
Marcos Loures
UM FIM AGRESTE
UM FIM AGRESTE
Sentindo tuas mãos, macias garras,
E delas presumindo o fátuo gozo,
O tempo que se fez tão caprichoso,
Deitando no passado t’as amarras,
Enquanto em tal ternura além esbarras,
Num cio sem igual, vou torporoso,
Toando a mesma insânia em doloroso
Cenário aonde enfim, sempre desgarras,
Bacante noite envolta em ar profano
E quando me presumo em desengano
Adentro os descaminhos que trouxeste,
E vejo em claridade o quanto há tanto
Moldara este momento e se me encanto,
Apenas presumisse um fim agreste.
Marcos Loures
Sentindo tuas mãos, macias garras,
E delas presumindo o fátuo gozo,
O tempo que se fez tão caprichoso,
Deitando no passado t’as amarras,
Enquanto em tal ternura além esbarras,
Num cio sem igual, vou torporoso,
Toando a mesma insânia em doloroso
Cenário aonde enfim, sempre desgarras,
Bacante noite envolta em ar profano
E quando me presumo em desengano
Adentro os descaminhos que trouxeste,
E vejo em claridade o quanto há tanto
Moldara este momento e se me encanto,
Apenas presumisse um fim agreste.
Marcos Loures
FARSAS
FARSAS
Ainda quando a vida se fez mais
Que tudo quanto um dia imaginara
Tornando a imensidão superna e clara,
Matando os dias rudes e venais,
Ainda quando o passo foi demais
Tomando num segundo esta seara,
A porta noutro não se escancarara
Bebendo engodos fátuos, desiguais,
Ainda quando um dia acreditei
No quanto poderia e me enganei
Fazendo do meu verso uma arma vã,
Opaca sensação do nada ser,
Negando o quanto possa amanhecer
Entregue à realidade tão malsã.
Marcos Loures
Ainda quando a vida se fez mais
Que tudo quanto um dia imaginara
Tornando a imensidão superna e clara,
Matando os dias rudes e venais,
Ainda quando o passo foi demais
Tomando num segundo esta seara,
A porta noutro não se escancarara
Bebendo engodos fátuos, desiguais,
Ainda quando um dia acreditei
No quanto poderia e me enganei
Fazendo do meu verso uma arma vã,
Opaca sensação do nada ser,
Negando o quanto possa amanhecer
Entregue à realidade tão malsã.
Marcos Loures
DE REPENTE
DE REPENTE
Faz tempo que te quero e nem me notas
Meus dias sem te ver são tão vazios
Amor tão sem limite, sem ter cotas,
Trazendo para os sonhos tantos cios.
Mas nada do que faço já te atrai
Meu canto vai perdido sem resposta.
Eu te amo, mas a vida te distrai
E mal te vejo, nunca estás disposta
A ouvir os meus chamados desmedidos,
Às emoções que vivem quarentena
Quem dera se me desse, enfim, ouvidos
Viríamos viver intensamente,
Ao longe minha mão sempre te acena,
Talvez tu venhas logo, de repente...
MARCOS LOURES
Faz tempo que te quero e nem me notas
Meus dias sem te ver são tão vazios
Amor tão sem limite, sem ter cotas,
Trazendo para os sonhos tantos cios.
Mas nada do que faço já te atrai
Meu canto vai perdido sem resposta.
Eu te amo, mas a vida te distrai
E mal te vejo, nunca estás disposta
A ouvir os meus chamados desmedidos,
Às emoções que vivem quarentena
Quem dera se me desse, enfim, ouvidos
Viríamos viver intensamente,
Ao longe minha mão sempre te acena,
Talvez tu venhas logo, de repente...
MARCOS LOURES
domingo, 24 de junho de 2012
Marcos Loures - O Poeta José Edward Guedes
Marcos Loures - O Poeta José Edward Guedes
Para um poeta desse porte, o que dizer?
Um Marcos Loures não se encontra todo dia,
Conhece bem essas quebradas do viver,
Seu verso é forte, é suave, é poesia.
Quando ele some dá um quê de nostalgia,
Toda a galera quer então logo dizer:
Menino, moço, um doutor, que na grafia,
Numa tacada, um soneto faz nascer,
Ventos de Minas já lhe sopram boa sorte,
Caburaí até Chuí, repete a história,
Que volte logo, sua falta é imensa,
Sua presença é nota dez, é passaporte
Pra conhecer um mundo infindo; na memória,
Está presente em cada verso mais querença.
José Edward Guedes
MUITO OBRIGADO MEU QUERIDO AMIGO E IRMÃO JOSÉ EDWARD GOMES
Para um poeta desse porte, o que dizer?
Um Marcos Loures não se encontra todo dia,
Conhece bem essas quebradas do viver,
Seu verso é forte, é suave, é poesia.
Quando ele some dá um quê de nostalgia,
Toda a galera quer então logo dizer:
Menino, moço, um doutor, que na grafia,
Numa tacada, um soneto faz nascer,
Ventos de Minas já lhe sopram boa sorte,
Caburaí até Chuí, repete a história,
Que volte logo, sua falta é imensa,
Sua presença é nota dez, é passaporte
Pra conhecer um mundo infindo; na memória,
Está presente em cada verso mais querença.
José Edward Guedes
MUITO OBRIGADO MEU QUERIDO AMIGO E IRMÃO JOSÉ EDWARD GOMES
SEM RUMO
SEM RUMO
De onde pusera sonho barco e nau
Perdendo todo o rumo em desespero.
Fazendo de meu verso a pá de cal
Na qual nem me disfarço nem tempero.
Planando neste céu sou sol e sal,
Distante do que temo e não mais quero,
Meu sonho na alameda tropical
É quase uma paixão ou corte fero.
Não temo e nem pretendo essa piedade
Que é quase que um disfarce da alegria.
Se dane teu carinho, uma amizade.
Não quero mais saber de algum consolo.
Se tenho minha voz e a poesia,
Os pés em podre lama eu sempre atolo...
MARCOS LOURES
De onde pusera sonho barco e nau
Perdendo todo o rumo em desespero.
Fazendo de meu verso a pá de cal
Na qual nem me disfarço nem tempero.
Planando neste céu sou sol e sal,
Distante do que temo e não mais quero,
Meu sonho na alameda tropical
É quase uma paixão ou corte fero.
Não temo e nem pretendo essa piedade
Que é quase que um disfarce da alegria.
Se dane teu carinho, uma amizade.
Não quero mais saber de algum consolo.
Se tenho minha voz e a poesia,
Os pés em podre lama eu sempre atolo...
MARCOS LOURES
OUTRO MOMENTO
OUTRO MOMENTO
Não posso conceber outro momento
Sem ter esta vontade de seguir,
Embora este futuro qual tormento,
Não deixe um sentimento assim fluir...
Se nada do que dizes, cego vento,
Consegue normalmente construir,
Do pão que me negaste, sofrimento,
Nem mesmo um novo engano a prosseguir...
Uma amizade apenas, nada mais,
Um verso abandonado no caminho
Na voz que se conteve na garganta.
Voltar uma ilusão, isso é demais
Pra quem já se cortou em tanto espinho
E, mesmo sem ter paz, de novo canta...
MARCOS LOURES
Não posso conceber outro momento
Sem ter esta vontade de seguir,
Embora este futuro qual tormento,
Não deixe um sentimento assim fluir...
Se nada do que dizes, cego vento,
Consegue normalmente construir,
Do pão que me negaste, sofrimento,
Nem mesmo um novo engano a prosseguir...
Uma amizade apenas, nada mais,
Um verso abandonado no caminho
Na voz que se conteve na garganta.
Voltar uma ilusão, isso é demais
Pra quem já se cortou em tanto espinho
E, mesmo sem ter paz, de novo canta...
MARCOS LOURES
NOITES VAPOROSAS
NOITES VAPOROSAS
Em vaporosas cenas noite adentro
O medo se estampando em cada rosto,
Enquanto noutro instante decomposto,
O verso sem defesa, eu me concentro,
E quando se imagina em pleno centro
O tempo sem ter tempo sendo exposto,
O verso desenhando o que em desgosto
Aposto enquanto em vão; já não adentro,
Espero o quanto venha e mesmo sei
Da farsa se entranhando em turva grei
Nascendo do vazio que trouxeste,
Rescaldos do que fora solidez
Ao menos no que agora ainda vês
As marcas do que outrora foi celeste.
Marcos Loures
Em vaporosas cenas noite adentro
O medo se estampando em cada rosto,
Enquanto noutro instante decomposto,
O verso sem defesa, eu me concentro,
E quando se imagina em pleno centro
O tempo sem ter tempo sendo exposto,
O verso desenhando o que em desgosto
Aposto enquanto em vão; já não adentro,
Espero o quanto venha e mesmo sei
Da farsa se entranhando em turva grei
Nascendo do vazio que trouxeste,
Rescaldos do que fora solidez
Ao menos no que agora ainda vês
As marcas do que outrora foi celeste.
Marcos Loures
NOUTRO TOM
NOUTRO TOM
Asperges sobre mim o mesmo e insano
Momento sem defesa em fátuo passo
E o tempo se moldando enquanto faço
Meu traço transcendendo a qualquer plano,
E bebo o quanto pude e se me engano
Apenas tão somente descompasso
Vibrando em consonância traço a traço
No quanto foste e sou mais desumano,
Profética versão dita aversão
Aos dias que bem sei jamais virão,
Na falsa sensação sanções expressas,
E jogo para além qualquer momento
Enquanto alguma luz de fato invento
E sei que noutro tom já recomeças.
Marcos Loures
Asperges sobre mim o mesmo e insano
Momento sem defesa em fátuo passo
E o tempo se moldando enquanto faço
Meu traço transcendendo a qualquer plano,
E bebo o quanto pude e se me engano
Apenas tão somente descompasso
Vibrando em consonância traço a traço
No quanto foste e sou mais desumano,
Profética versão dita aversão
Aos dias que bem sei jamais virão,
Na falsa sensação sanções expressas,
E jogo para além qualquer momento
Enquanto alguma luz de fato invento
E sei que noutro tom já recomeças.
Marcos Loures
CEVA INÚTIL
CEVA INÚTIL
Semeasse entre os ermos e desertos
Ao menos o que fosse uma esperança
E tanto quanto além o passo avança
Os mundos já seriam mais incertos,
E vejo os horizontes quando abertos,
Na farsa feita em falsa temperança
Marcando o quanto queira e não se alcança
Na mansa sensação de sóis despertos,
Fieis outros anseios e talvez
O quanto na verdade se desfez
Refaça a cada face em claridade,
Não quero outro momento nem tampouco
O tanto que se faça muito ou pouco
Enquanto o dia a dia se degrade.
Marcos Loures
Semeasse entre os ermos e desertos
Ao menos o que fosse uma esperança
E tanto quanto além o passo avança
Os mundos já seriam mais incertos,
E vejo os horizontes quando abertos,
Na farsa feita em falsa temperança
Marcando o quanto queira e não se alcança
Na mansa sensação de sóis despertos,
Fieis outros anseios e talvez
O quanto na verdade se desfez
Refaça a cada face em claridade,
Não quero outro momento nem tampouco
O tanto que se faça muito ou pouco
Enquanto o dia a dia se degrade.
Marcos Loures
SOMBRAS
SOMBRAS
Ousasse ter nos olhos o farol
Que tanto desejei e não viera,
A tétrica ilusão fomenta a fera,
E o medo dominara este arrebol,
Não quero ser somente um girassol,
Aos poucos o caminho degenera
E bebo a solidão que sendo austera
Expressa este universo em caracol,
Redomas eclodindo a cada instante
E o todo noutro impasse se adiante
Marcantes dias feitos para o nada,
Apenas versejando sobre e como,
O tempo não sossego e nunca domo
A noite mais sombria, adivinhada.
Marcos Loures
Ousasse ter nos olhos o farol
Que tanto desejei e não viera,
A tétrica ilusão fomenta a fera,
E o medo dominara este arrebol,
Não quero ser somente um girassol,
Aos poucos o caminho degenera
E bebo a solidão que sendo austera
Expressa este universo em caracol,
Redomas eclodindo a cada instante
E o todo noutro impasse se adiante
Marcantes dias feitos para o nada,
Apenas versejando sobre e como,
O tempo não sossego e nunca domo
A noite mais sombria, adivinhada.
Marcos Loures
DISPERSO
DISPERSO
Em prantos tão diversos entoasse
A vida que se faça mais falaz
E neste caminhar o que se faz
Transfunde dentro da alma o mesmo impasse,
Enquanto noutro rumo se mostrasse
O quanto fosse insumo ou mesmo traz
Deixando no abandono ao léu a paz,
E a mesma insanidade em desenlace,
Restasse pelo menos um segundo,
Ao mergulhar no quanto me aprofundo
Encontro algum resquício e nada além,
O preço a se pagar não convencesse
Quem tanto noutro tom se percebesse
Disperso do que ainda em versos tem.
Marcos Loures
Em prantos tão diversos entoasse
A vida que se faça mais falaz
E neste caminhar o que se faz
Transfunde dentro da alma o mesmo impasse,
Enquanto noutro rumo se mostrasse
O quanto fosse insumo ou mesmo traz
Deixando no abandono ao léu a paz,
E a mesma insanidade em desenlace,
Restasse pelo menos um segundo,
Ao mergulhar no quanto me aprofundo
Encontro algum resquício e nada além,
O preço a se pagar não convencesse
Quem tanto noutro tom se percebesse
Disperso do que ainda em versos tem.
Marcos Loures
MEU FINAL
MEU FINAL
Planificando a vida de tal forma
Que nada mais seria imprescindível,
Pousando aonde o tempo incoercível
Aos poucos noutro intento se transforma,
E bêbado de sono, esqueço norma,
Vestindo meu terror e indivisível
Pudesse me trazer outro impossível
Cenário aonde amor já se deforma.
Escrito noutros vértices, somente
Meu mundo que deveras não desmente
A mente mais ferina e mesmo rude,
Matando o quanto resta e sem defesa,
Encontro o meu final nesta incerteza
Enquanto o quanto tenha agora mude.
Marcos Loures
Planificando a vida de tal forma
Que nada mais seria imprescindível,
Pousando aonde o tempo incoercível
Aos poucos noutro intento se transforma,
E bêbado de sono, esqueço norma,
Vestindo meu terror e indivisível
Pudesse me trazer outro impossível
Cenário aonde amor já se deforma.
Escrito noutros vértices, somente
Meu mundo que deveras não desmente
A mente mais ferina e mesmo rude,
Matando o quanto resta e sem defesa,
Encontro o meu final nesta incerteza
Enquanto o quanto tenha agora mude.
Marcos Loures
MADRUGADA EM VÃO.
MADRUGADA EM VÃO.
Ainda trago as torpes madrugadas
E faço da emoção noção mais plena
Enquanto a velha farsa me condena
Em sonhos entre vagas desenhadas,
Ao menos poderiam escaladas
Ousando no que tanto agora acena,
A mesma sedução de fato amena
E as noites que buscara ora estreladas,
Amante do que trama este cometa
Ainda quando a vida me arremeta
Ao tanto que se quis em frágeis atos,
Não merecesse além deste apoplético
Tremor que se moldara onde esquelético
Cenário traduzem teus retratos.
Marcos Loures
Ainda trago as torpes madrugadas
E faço da emoção noção mais plena
Enquanto a velha farsa me condena
Em sonhos entre vagas desenhadas,
Ao menos poderiam escaladas
Ousando no que tanto agora acena,
A mesma sedução de fato amena
E as noites que buscara ora estreladas,
Amante do que trama este cometa
Ainda quando a vida me arremeta
Ao tanto que se quis em frágeis atos,
Não merecesse além deste apoplético
Tremor que se moldara onde esquelético
Cenário traduzem teus retratos.
Marcos Loures
VERTENTE DIVINA
VERTENTE DIVINA
Enquanto concebeste esta divina
Vertente feita em éter, noutro instante,
O mundo se moldara e não garante
O quanto pouco a pouco se extermina,
Sidérea fantasia, uma farsante,
Ancora a mesma lenda e determina
No revolver da luta enquanto atina
Rapina sobrevoa; triunfante.
Os olhos entre medos desenhados
Aonde se perdessem dos meus fados
E mesmo quando foram indulgentes,
No tempo quando atento ao mais frondoso
Cenário sendo a sorte em corte e gozo,
O todo que andrajoso agora tentes.
Marcos Loures
Enquanto concebeste esta divina
Vertente feita em éter, noutro instante,
O mundo se moldara e não garante
O quanto pouco a pouco se extermina,
Sidérea fantasia, uma farsante,
Ancora a mesma lenda e determina
No revolver da luta enquanto atina
Rapina sobrevoa; triunfante.
Os olhos entre medos desenhados
Aonde se perdessem dos meus fados
E mesmo quando foram indulgentes,
No tempo quando atento ao mais frondoso
Cenário sendo a sorte em corte e gozo,
O todo que andrajoso agora tentes.
Marcos Loures
MAIS TACANHO
MAIS TACANHO
Ainda quando fosse mais tacanho
Meu verso sem sentir o que, talvez,
A vida se moldando em lucidez
Tramasse no caminho aonde entranho,
Inebriante estágio onde este estranho
Cenário rouba o quanto se desfez
E gera no final a insensatez
Deixando para trás já qualquer ganho.
Eclodem em artérias mil torrentes
E nelas o que possa e mesmo tentes
Explicam o jamais imaginável,
Meu barco sem timão segue à deriva
Enquanto à própria sorte o sonho priva
Tornando meu lamento interminável.
Marcos Loures
Ainda quando fosse mais tacanho
Meu verso sem sentir o que, talvez,
A vida se moldando em lucidez
Tramasse no caminho aonde entranho,
Inebriante estágio onde este estranho
Cenário rouba o quanto se desfez
E gera no final a insensatez
Deixando para trás já qualquer ganho.
Eclodem em artérias mil torrentes
E nelas o que possa e mesmo tentes
Explicam o jamais imaginável,
Meu barco sem timão segue à deriva
Enquanto à própria sorte o sonho priva
Tornando meu lamento interminável.
Marcos Loures
QUANDO A LUA CHEGA
QUANDO A LUA CHEGA
Quando essa lua chega e se derrama
Cobrindo tal beleza inebriante
Na rubra sensação de intensa chama,
Começo esta viagem mais vibrante
Vestígios do que fora a velha trama
Que em guerras esculpiu um novo instante,
Meu corpo sem parar sempre reclama
A boca tão sedenta estonteante...
Eu quero conhecer teu território
Exposto sob o raio do luar.
Passado tão distante e merencório
Já morto não virá, isso eu garanto..
Pois vamos do momento desfrutar,
Senão a lua foge e quebra encanto...
MARCOS LOURES
Quando essa lua chega e se derrama
Cobrindo tal beleza inebriante
Na rubra sensação de intensa chama,
Começo esta viagem mais vibrante
Vestígios do que fora a velha trama
Que em guerras esculpiu um novo instante,
Meu corpo sem parar sempre reclama
A boca tão sedenta estonteante...
Eu quero conhecer teu território
Exposto sob o raio do luar.
Passado tão distante e merencório
Já morto não virá, isso eu garanto..
Pois vamos do momento desfrutar,
Senão a lua foge e quebra encanto...
MARCOS LOURES
CADA PASSO DESTA ESTRADA
CADA PASSO DESTA ESTRADA
Mudarás cada passo desta estrada
Em que dizes amor em profusão,
Depois de tanto tempo resta nada
Daquilo que se fora uma emoção.
Jamais te negarei, ó minha amada,
A doce namorada, meu coração.
Porém logo que chegue outra alvorada,
Por certo eu ouvirei, teu duro não.
Mas saiba que te quero mesmo assim,
Em cada novo dia, outra festança.
Morrendo o teu amor tão grande em mim,
Eu sei que sorrirás um outro dia
Verás dentro de ti, em gozo e dança,
Outro semblante pleno de alegria...
MARCOS LOURES
Mudarás cada passo desta estrada
Em que dizes amor em profusão,
Depois de tanto tempo resta nada
Daquilo que se fora uma emoção.
Jamais te negarei, ó minha amada,
A doce namorada, meu coração.
Porém logo que chegue outra alvorada,
Por certo eu ouvirei, teu duro não.
Mas saiba que te quero mesmo assim,
Em cada novo dia, outra festança.
Morrendo o teu amor tão grande em mim,
Eu sei que sorrirás um outro dia
Verás dentro de ti, em gozo e dança,
Outro semblante pleno de alegria...
MARCOS LOURES
MORTE DA ESPERANÇA
MORTE DA ESPERANÇA
A morte da esperança, em primavera
Se faz a cada instante, sem talvez.
Resíduo do que fora a minha espera
No tempo que se foi sem ter nem vez.
A sorte que não veio, a dura fera
Tomando o meu sentido em triste tez,
A dor que sem sorrisos, degenera
Um pouco a cada dia, a cada mês...
Mas nada me tocou, nem mesmo amor,
Sou resto do que nunca havia sido.
Agora, minha amada, ao teu dispor,
Bem sei que voltarás em meu inverno,
Depois de tanto tempo, nada, olvido...
Meu braço te recebe, sempre terno...
A morte da esperança, em primavera
Se faz a cada instante, sem talvez.
Resíduo do que fora a minha espera
No tempo que se foi sem ter nem vez.
A sorte que não veio, a dura fera
Tomando o meu sentido em triste tez,
A dor que sem sorrisos, degenera
Um pouco a cada dia, a cada mês...
Mas nada me tocou, nem mesmo amor,
Sou resto do que nunca havia sido.
Agora, minha amada, ao teu dispor,
Bem sei que voltarás em meu inverno,
Depois de tanto tempo, nada, olvido...
Meu braço te recebe, sempre terno...
NUNCA É TARDE
NUNCA É TARDE
O tempo não se perde e nunca é tarde
Para quem procurar felicidade.
Se a noite é dolorosa e tanto te arde
Os olhos tão chorosos de saudade,
E o sonho em desespero causa alarde,
Roubando da alegria, a claridade,
Não pense que este mundo tão covarde
Impede conhecer toda a verdade.
Nós somos meros rios em viagem
Na busca deste mar, eternidade...
Amor é fantasia, uma miragem
Que logo acabará, não tarda o dia.
Por isso é que persigo uma amizade,
Certeza de carinho, a garantia...
MARCOS LOURES
O tempo não se perde e nunca é tarde
Para quem procurar felicidade.
Se a noite é dolorosa e tanto te arde
Os olhos tão chorosos de saudade,
E o sonho em desespero causa alarde,
Roubando da alegria, a claridade,
Não pense que este mundo tão covarde
Impede conhecer toda a verdade.
Nós somos meros rios em viagem
Na busca deste mar, eternidade...
Amor é fantasia, uma miragem
Que logo acabará, não tarda o dia.
Por isso é que persigo uma amizade,
Certeza de carinho, a garantia...
MARCOS LOURES
DESEJO TÃO PROFANO
DESEJO TÃO PROFANO
Desejo tão profano que nos move
Nas línguas que se buscam, destempero.
A vestimenta inútil se remove
Neste carinho enorme, com esmero.
Exploro cada ponto, sem perguntas,
A silhueta exposta, nua e bela.
As mãos que se percorrem, leves, juntas,
Toda a loucura em gozo se revela.
Degusto cada gole do teu ser,
Entranho teus mistérios e segredos.
Nesta cascata amada, teu prazer,
Delícias que me encharcam, boca e dedos...
Em cada gota encontro tal magia,
Inundação divina de alegria...
Desejo tão profano que nos move
Nas línguas que se buscam, destempero.
A vestimenta inútil se remove
Neste carinho enorme, com esmero.
Exploro cada ponto, sem perguntas,
A silhueta exposta, nua e bela.
As mãos que se percorrem, leves, juntas,
Toda a loucura em gozo se revela.
Degusto cada gole do teu ser,
Entranho teus mistérios e segredos.
Nesta cascata amada, teu prazer,
Delícias que me encharcam, boca e dedos...
Em cada gota encontro tal magia,
Inundação divina de alegria...
TENTANDO ADIVINHAR
TENTANDO ADIVINHAR
Tentando adivinhar o que me guardas
Quando ao cruzar as pernas, me sorris.
Nas bocas escondidas, bem guardadas
Esta impressão que sobra: ser feliz...
Tu és a tentação em carnes, osso,
Desejos te reclamam, mas não notas.
Meu peito se entrincheira em alvoroço,
Pulsando bem além das suas cotas.
Reclamo o teu carinho, essa vontade,
Em toda essa volúpia, insensatez.
Na porta se escondeu felicidade,
Pergunto sem resposta: é minha vez?
E desconversas logo, nada dizes...
As tuas pernas são somente atrizes?
Tentando adivinhar o que me guardas
Quando ao cruzar as pernas, me sorris.
Nas bocas escondidas, bem guardadas
Esta impressão que sobra: ser feliz...
Tu és a tentação em carnes, osso,
Desejos te reclamam, mas não notas.
Meu peito se entrincheira em alvoroço,
Pulsando bem além das suas cotas.
Reclamo o teu carinho, essa vontade,
Em toda essa volúpia, insensatez.
Na porta se escondeu felicidade,
Pergunto sem resposta: é minha vez?
E desconversas logo, nada dizes...
As tuas pernas são somente atrizes?
LOUCURA E PAIXÃO
LOUCURA E PAIXÃO
Teu corpo tão suado em belo brilho,
Desnuda maravilha suculenta.
Percorro teus caminhos, lindo trilho,
Na noite que se chega calma e lenta.
Depois da cantinela em estribilho
De novo repetimos, mais atenta;
Sem nada que nos sirva de empecilho
Do frio que se sente a noite esquenta...
A tua pele assim, arrepiada,
Os olhos revirando, sem destino.
Na lúbrica presença extasiada,
Um gosto de magia e sedução.
Bendito nosso gozo em desatino,
Nos atos de loucura e de paixão...
Teu corpo tão suado em belo brilho,
Desnuda maravilha suculenta.
Percorro teus caminhos, lindo trilho,
Na noite que se chega calma e lenta.
Depois da cantinela em estribilho
De novo repetimos, mais atenta;
Sem nada que nos sirva de empecilho
Do frio que se sente a noite esquenta...
A tua pele assim, arrepiada,
Os olhos revirando, sem destino.
Na lúbrica presença extasiada,
Um gosto de magia e sedução.
Bendito nosso gozo em desatino,
Nos atos de loucura e de paixão...
EMBRIAGUEZ
EMBRIAGUEZ
Na embriaguez voraz que nos assoma,
Delitos cometidos, mil pecados,
Luxúria que nos toca, já nos toma
Promessas são cumpridas, nossos Fados.
Dois corpos são um só em nossa soma,
Desenhos onde somos mais sugados
O mundo se fechando em tal redoma
Refaz outros caminhos desejados...
Num êxtase em mergulho, teu suor
Mistura-se em humores e salivas.
A vida nos parece bem melhor,
Na entrega tão urgente e tão carnal,
As horas se passando sempre vivas,
No amor que a gente faz, assim, total...
Na embriaguez voraz que nos assoma,
Delitos cometidos, mil pecados,
Luxúria que nos toca, já nos toma
Promessas são cumpridas, nossos Fados.
Dois corpos são um só em nossa soma,
Desenhos onde somos mais sugados
O mundo se fechando em tal redoma
Refaz outros caminhos desejados...
Num êxtase em mergulho, teu suor
Mistura-se em humores e salivas.
A vida nos parece bem melhor,
Na entrega tão urgente e tão carnal,
As horas se passando sempre vivas,
No amor que a gente faz, assim, total...
TORPE INSENSATEZ
TORPE INSENSATEZ
Impulsionando em vórtice a loucura
Que tanto me habitara desde outrora,
A face de quem tanto me apavora
Somente outro momento em paz procura,
Enquanto a solidão volve e tortura,
No preço a se pagar, ultriz, devora,
O medo sem sentido desarvora,
Grassando a mesma senda em amargura,
O caos que na verdade ora me empana,
A vaga quando audaz e soberana,
Eclode contra a areia e me condena,
No mesmo pedestal, morte cruel,
Estende sem defesas o seu véu,
E a torpe insensatez se encontra, plena.
Impulsionando em vórtice a loucura
Que tanto me habitara desde outrora,
A face de quem tanto me apavora
Somente outro momento em paz procura,
Enquanto a solidão volve e tortura,
No preço a se pagar, ultriz, devora,
O medo sem sentido desarvora,
Grassando a mesma senda em amargura,
O caos que na verdade ora me empana,
A vaga quando audaz e soberana,
Eclode contra a areia e me condena,
No mesmo pedestal, morte cruel,
Estende sem defesas o seu véu,
E a torpe insensatez se encontra, plena.
INGENUIDADE
INGENUIDADE
Ingênuo coração se perde quando
Tentando ultrapassar qualquer limite
Encontra este cenário que permite
O incauto noutro tom se definhando,
Mergulho no que sinto e vindo em bando
As farsas sem que nada delimite
As rudes intempéries. Não se evite
A farsa pouco a pouco desenhando,
Medonha garatuja em abissal
Momento que recende ao mais venal
Anseio noutro véu já desdenhoso,
Ao léu seguindo sempre e sem descanso,
Somente o mesmo engano; ao fim, alcanço,
Num tempo que se quis maravilhoso.
Ingênuo coração se perde quando
Tentando ultrapassar qualquer limite
Encontra este cenário que permite
O incauto noutro tom se definhando,
Mergulho no que sinto e vindo em bando
As farsas sem que nada delimite
As rudes intempéries. Não se evite
A farsa pouco a pouco desenhando,
Medonha garatuja em abissal
Momento que recende ao mais venal
Anseio noutro véu já desdenhoso,
Ao léu seguindo sempre e sem descanso,
Somente o mesmo engano; ao fim, alcanço,
Num tempo que se quis maravilhoso.
INERTE
INERTE
Um andarilho inerte; esta esperança,
Que tanto alimentasse outro vazio,
Depois da tempestade o rude estio,
E o tempo noutro engodo assim se lança,
Jamais se vislumbrasse uma bonança
Enquanto outro cenário não recrio
E quando contra o fado atroz porfio,
Morresse sem sentido a confiança.
Negar qualquer assédio do que fora
A marca mais audaz e tentadora
Depreciando o pouco que restara,
A fome se espalhando e a solidão
Transporta o que faço e se verão
Apenas as mortalhas na seara.
Um andarilho inerte; esta esperança,
Que tanto alimentasse outro vazio,
Depois da tempestade o rude estio,
E o tempo noutro engodo assim se lança,
Jamais se vislumbrasse uma bonança
Enquanto outro cenário não recrio
E quando contra o fado atroz porfio,
Morresse sem sentido a confiança.
Negar qualquer assédio do que fora
A marca mais audaz e tentadora
Depreciando o pouco que restara,
A fome se espalhando e a solidão
Transporta o que faço e se verão
Apenas as mortalhas na seara.
Desencanto.
Desencanto.
Dinamizando a luta em transparência
Depois de inúteis sonhos ardorosos,
Postergo para além meus maviosos
Momentos em sofrível eloquência,
Restara ao trovador a incoerência
E nada dos meus versos melindrosos
Ditassem dias novos, caprichosos,
Trazendo meramente esta indulgência.
Negar esta fatal deselegância,
Marcando com terror a velha estância
Sem mesmo ter sequer alguma luz,
Depositando em parvas melodias
O tanto que, deveras, me trarias,
Enquanto o desencanto me conduz.
Dinamizando a luta em transparência
Depois de inúteis sonhos ardorosos,
Postergo para além meus maviosos
Momentos em sofrível eloquência,
Restara ao trovador a incoerência
E nada dos meus versos melindrosos
Ditassem dias novos, caprichosos,
Trazendo meramente esta indulgência.
Negar esta fatal deselegância,
Marcando com terror a velha estância
Sem mesmo ter sequer alguma luz,
Depositando em parvas melodias
O tanto que, deveras, me trarias,
Enquanto o desencanto me conduz.
TOLOS ANSEIOS
TOLOS ANSEIOS
A vida mais ardente entre os anseios
Dispersos pelos tons em corte e sonho
No tanto feito em norte que componho
Percebo sem sentidos velhos veios,
E os olhos se encaminham para esteios
Sem nexo nem firmeza que proponho,
Pudera ser ao menos mais risonho,
Quem sabe não traria devaneios,
A face decadente da esperança
Ao nada sem ternura ora se lança
E trama outro momento que não vejo,
E tanto se tateia em vã promessa
Desbravo o que de fato recomeça
Neste fastio tolo de um desejo.
A vida mais ardente entre os anseios
Dispersos pelos tons em corte e sonho
No tanto feito em norte que componho
Percebo sem sentidos velhos veios,
E os olhos se encaminham para esteios
Sem nexo nem firmeza que proponho,
Pudera ser ao menos mais risonho,
Quem sabe não traria devaneios,
A face decadente da esperança
Ao nada sem ternura ora se lança
E trama outro momento que não vejo,
E tanto se tateia em vã promessa
Desbravo o que de fato recomeça
Neste fastio tolo de um desejo.
CONTRA O VENTO
CONTRA O VENTO
Pudesse imaginar onde a beleza
Expresse alguma forma mais sutil
E tanto tempo a vida não reviu
O todo que se mostre com destreza,
Apenas soltas cartas sobre a mesa
E o vento reservando o mais gentil
Momento onde se esvai o que se viu
Na vil forma sublime da incerteza.
Ao ver o que me resta, ou mesmo o nada,
Ascendo ao quanto imensa foi traçada
A mesma incoerência que apresento,
Numa energia atroz embora viva,
O fim do quanto pude a sorte priva
E sigo passo a passo contra o vento.
Pudesse imaginar onde a beleza
Expresse alguma forma mais sutil
E tanto tempo a vida não reviu
O todo que se mostre com destreza,
Apenas soltas cartas sobre a mesa
E o vento reservando o mais gentil
Momento onde se esvai o que se viu
Na vil forma sublime da incerteza.
Ao ver o que me resta, ou mesmo o nada,
Ascendo ao quanto imensa foi traçada
A mesma incoerência que apresento,
Numa energia atroz embora viva,
O fim do quanto pude a sorte priva
E sigo passo a passo contra o vento.
DISPERSAS NOITES VAGAS
DISPERSAS NOITES VAGAS
Ao antever dispersas noites vagas
Encontro meus anseios entre enganos
E moldo tão somente rotos panos
Tentando caminhar por outras plagas,
E mesmo quando ao fim nada me tragas,
Ousasse perpetrar diversos planos,
Mas sei dos erros fartos, desumanos,
E nisto este insensato mundo; alagas.
Restauro com meus passos o que um dia
Pousasse muito além e deveria
Gerar onde grassasse uma esperança,
E sendo de tal forma o quanto vejo,
Apenas mera sombra de um desejo
Que ao nada num instante ora se lança.
Ao antever dispersas noites vagas
Encontro meus anseios entre enganos
E moldo tão somente rotos panos
Tentando caminhar por outras plagas,
E mesmo quando ao fim nada me tragas,
Ousasse perpetrar diversos planos,
Mas sei dos erros fartos, desumanos,
E nisto este insensato mundo; alagas.
Restauro com meus passos o que um dia
Pousasse muito além e deveria
Gerar onde grassasse uma esperança,
E sendo de tal forma o quanto vejo,
Apenas mera sombra de um desejo
Que ao nada num instante ora se lança.
MEROS SONHOS
MEROS SONHOS
Uma alma quando aspira ao ser liberta
Não mais que meros sonhos; exalasse,
E gera no não ser imenso impasse
Na mesma sensação agora incerta,
E tanto quando a vida nos desperta
Mostrando a imensidão em nova face,
Vestígios do que tanto se tramasse
Tentando desvendar vã descoberta,
Não merecesse além de algum instante
E nele o quanto vejo mais constante
Vestisse a duração de um tosco gesto,
Na turva imensidão da natureza
A luta se desvenda com destreza
E ao que jamais seria enfim me empresto.
Marcos Loures
Uma alma quando aspira ao ser liberta
Não mais que meros sonhos; exalasse,
E gera no não ser imenso impasse
Na mesma sensação agora incerta,
E tanto quando a vida nos desperta
Mostrando a imensidão em nova face,
Vestígios do que tanto se tramasse
Tentando desvendar vã descoberta,
Não merecesse além de algum instante
E nele o quanto vejo mais constante
Vestisse a duração de um tosco gesto,
Na turva imensidão da natureza
A luta se desvenda com destreza
E ao que jamais seria enfim me empresto.
Marcos Loures
SEM PRIMAVERAS
SEM PRIMAVERAS
Na imprecisão do passo desta fera
As incertezas todas que alimento,
E mesmo quando veja este momento
A sorte noutra face não se esmera
E o quanto ainda reste degenera,
Marcando com terror o pensamento
Grassando o quanto houvera em sofrimento
E nada mais além a vida espera,
Erguesse o meu olhar noutro horizonte
E quando noutro tom o sonho aponte,
Respaldos entre saldos devedores,
Meus dias são tramados pelo fardo
Matando o quanto reste e não aguardo,
Jardins sem primavera; buscam flores?
Marcos Loures
Na imprecisão do passo desta fera
As incertezas todas que alimento,
E mesmo quando veja este momento
A sorte noutra face não se esmera
E o quanto ainda reste degenera,
Marcando com terror o pensamento
Grassando o quanto houvera em sofrimento
E nada mais além a vida espera,
Erguesse o meu olhar noutro horizonte
E quando noutro tom o sonho aponte,
Respaldos entre saldos devedores,
Meus dias são tramados pelo fardo
Matando o quanto reste e não aguardo,
Jardins sem primavera; buscam flores?
Marcos Loures
ANSIOSAMENTE
ANSIOSAMENTE
Quando ansiosamente a vida molda
As cenas mais diversas e sofríveis
Os erros se acumulam e, visíveis,
A trama em vaga farsa ora se solda,
Escárnios costumeiros, astros tontos,
Vestindo a imensidão que ora já dista,
E nada mais de fato traz o artista
Com olhos se vertendo em vários pontos.
Reduzo o quanto eu fora ao mesmo nada,
E singro o quando em vão não mais sentira,
Apenas se traduz noutra mentira
Marcando sem pudor cada alvorada,
Enquanto a insensatez tocando, açodo,
O mundo se desdiz de qualquer modo.
Marcos Loures
Quando ansiosamente a vida molda
As cenas mais diversas e sofríveis
Os erros se acumulam e, visíveis,
A trama em vaga farsa ora se solda,
Escárnios costumeiros, astros tontos,
Vestindo a imensidão que ora já dista,
E nada mais de fato traz o artista
Com olhos se vertendo em vários pontos.
Reduzo o quanto eu fora ao mesmo nada,
E singro o quando em vão não mais sentira,
Apenas se traduz noutra mentira
Marcando sem pudor cada alvorada,
Enquanto a insensatez tocando, açodo,
O mundo se desdiz de qualquer modo.
Marcos Loures
NEM MESMO...
NEM MESMO...
Aspiro ao que jamais conseguiria
Nem mesmo alimentando este cenário
Diverso do que existe, o temerário
Momento traça a rota em agonia,
Meu verso entranha a senda onde, sombria,
A fera transformada em vil corsário,
Lutando contra o quanto imaginário
Tormento pouco a pouco em vão veria.
Se misteriosamente enquanto resto,
O tempo entoa o verso mais funesto,
Deixando tantas marcas tão medonhas,
Na forma que se fez tão majestosa,
A vida se moldando pedregosa
Recende ao quanto em vão tu me proponhas.
Marcos Loures
Aspiro ao que jamais conseguiria
Nem mesmo alimentando este cenário
Diverso do que existe, o temerário
Momento traça a rota em agonia,
Meu verso entranha a senda onde, sombria,
A fera transformada em vil corsário,
Lutando contra o quanto imaginário
Tormento pouco a pouco em vão veria.
Se misteriosamente enquanto resto,
O tempo entoa o verso mais funesto,
Deixando tantas marcas tão medonhas,
Na forma que se fez tão majestosa,
A vida se moldando pedregosa
Recende ao quanto em vão tu me proponhas.
Marcos Loures
Degredos
Degredos
A brisa levemente em teu sorriso
Transcende ao quanto a mente pode outrora
E vejo a solidão e nela ancora
O tempo noutro engano ora impreciso,
Vestígios do que fomos não preciso
E sinto a solução que se evapora,
Marcando o mesmo engodo e não demora
A vida sem ter paz, sequer juízo,
Não merecesse além do que tu tramas
Enxames de fantasmas, velhos dramas,
E ramas de diversos arvoredos
Mesclando num temível pesadelo,
E mesmo quando possa; enfim, vencê-lo,
Os erros me condenam aos degredos.
Marcos Loures
A brisa levemente em teu sorriso
Transcende ao quanto a mente pode outrora
E vejo a solidão e nela ancora
O tempo noutro engano ora impreciso,
Vestígios do que fomos não preciso
E sinto a solução que se evapora,
Marcando o mesmo engodo e não demora
A vida sem ter paz, sequer juízo,
Não merecesse além do que tu tramas
Enxames de fantasmas, velhos dramas,
E ramas de diversos arvoredos
Mesclando num temível pesadelo,
E mesmo quando possa; enfim, vencê-lo,
Os erros me condenam aos degredos.
Marcos Loures
Longa Noite
Longa Noite
Na longa noite um vão desfiladeiro
Invade o pensamento e nada resta
Sequer o quanto houvera e, da tempesta,
Soçobro, mas deveras, não me esgueiro,
O mundo se desnuda por inteiro
Arisca sensação que ao fim se presta
Jogando o velho barco, imensa fresta,
Abismo eu vejo em porto derradeiro,
Mascaro doentias emoções
E delas quando; a farsa, agora expõe,
Traduzo o quanto pude e não viera,
De todos os meus erros contumazes
As sendas mais temíveis que me trazes
Eclodem numa angústia tosca e fera.
Marcos Loures
Na longa noite um vão desfiladeiro
Invade o pensamento e nada resta
Sequer o quanto houvera e, da tempesta,
Soçobro, mas deveras, não me esgueiro,
O mundo se desnuda por inteiro
Arisca sensação que ao fim se presta
Jogando o velho barco, imensa fresta,
Abismo eu vejo em porto derradeiro,
Mascaro doentias emoções
E delas quando; a farsa, agora expõe,
Traduzo o quanto pude e não viera,
De todos os meus erros contumazes
As sendas mais temíveis que me trazes
Eclodem numa angústia tosca e fera.
Marcos Loures
MOMENTO PÁLIDO
MOMENTO PÁLIDO
Num momento pálido a dor se via
E; tantas vezes pude ser semente,
Porém o tempo enquanto já nos mente
Desmente o quanto houvera em fantasia,
No cálice da esperança não havia
Sequer o que deveras qual nascente
Traria a imensidão que não se sente
Apenas resta a estúpida agonia.
Imerso no que seja mais temível,
O prazo se encerrando em mais visível
Temor que tanto tenho e não se queira,
A luta se fizera sem bandeira,
Reluto, mas prossigo, não há jeito,
Meu sonho morto e roto, em vão desfeito.
Marcos Loures
Num momento pálido a dor se via
E; tantas vezes pude ser semente,
Porém o tempo enquanto já nos mente
Desmente o quanto houvera em fantasia,
No cálice da esperança não havia
Sequer o que deveras qual nascente
Traria a imensidão que não se sente
Apenas resta a estúpida agonia.
Imerso no que seja mais temível,
O prazo se encerrando em mais visível
Temor que tanto tenho e não se queira,
A luta se fizera sem bandeira,
Reluto, mas prossigo, não há jeito,
Meu sonho morto e roto, em vão desfeito.
Marcos Loures
INÚTIL SONHO
INÚTIL SONHO
Correndo contra o tempo, inútil sonho,
Meu passo se apresenta sem valia
E tanto quanto mesmo poderia
Esgota o mundo enquanto o decomponho,
Versando sobre o outrora mais risonho,
Apenas resta mera fantasia
Qual fosse uma espúria alegoria
De um todo desdenhado, pois bisonho,
Não quero ou não pudera ser além
Do que de fato existe e não mais vem
Explodo, há solidez na velha roca,
E o medo se desenha se procedo
Tocando as frias pontas de um rochedo
Enquanto este cenário, a dor, provoca.
Marcos Loures
Correndo contra o tempo, inútil sonho,
Meu passo se apresenta sem valia
E tanto quanto mesmo poderia
Esgota o mundo enquanto o decomponho,
Versando sobre o outrora mais risonho,
Apenas resta mera fantasia
Qual fosse uma espúria alegoria
De um todo desdenhado, pois bisonho,
Não quero ou não pudera ser além
Do que de fato existe e não mais vem
Explodo, há solidez na velha roca,
E o medo se desenha se procedo
Tocando as frias pontas de um rochedo
Enquanto este cenário, a dor, provoca.
Marcos Loures
POR QUEM TU ÉS.
POR QUEM TU ÉS.
Desértica expressão em tosco cântico,
Não mais que mero vago se denota,
A cada verso vejo a velha rota
Matando o quanto fora antes romântico,
Esquálida figura em palidez,
Assim minha esperança se desmancha
E nada se fizera em dor tão ancha,
A mancha do que fomos se refez,
De todos os momentos em litígio,
Acumulados erros vida afora,
Nem mesmo o quanto possa me apavora,
Restando da emoção mero vestígio,
E sigo contra a fúria das marés,
Sabendo no final por quem tu és.
Marcos Loures
Desértica expressão em tosco cântico,
Não mais que mero vago se denota,
A cada verso vejo a velha rota
Matando o quanto fora antes romântico,
Esquálida figura em palidez,
Assim minha esperança se desmancha
E nada se fizera em dor tão ancha,
A mancha do que fomos se refez,
De todos os momentos em litígio,
Acumulados erros vida afora,
Nem mesmo o quanto possa me apavora,
Restando da emoção mero vestígio,
E sigo contra a fúria das marés,
Sabendo no final por quem tu és.
Marcos Loures
DESDE O INÍCIO
DESDE O INÍCIO
Sentindo este bafejo que, de fato,
Transcende ao quanto resta além do caos,
E os ermos caminheiros sem degraus
Expressam esta farsa que constato,
Apenas meramente outro retrato
De tempos mais sofríveis, rudes, maus,
Amor se desenhando em tantos graus
E nisto outro cenário mal resgato,
Repare este regato, esta nascente,
O mundo se moldara no poente
E o fim se transformando em precipício,
Nos olhos sem sequer um horizonte,
O nada novamente enfim desponte,
Mergulho em minha morte desde o início.
Marcos Loures
Sentindo este bafejo que, de fato,
Transcende ao quanto resta além do caos,
E os ermos caminheiros sem degraus
Expressam esta farsa que constato,
Apenas meramente outro retrato
De tempos mais sofríveis, rudes, maus,
Amor se desenhando em tantos graus
E nisto outro cenário mal resgato,
Repare este regato, esta nascente,
O mundo se moldara no poente
E o fim se transformando em precipício,
Nos olhos sem sequer um horizonte,
O nada novamente enfim desponte,
Mergulho em minha morte desde o início.
Marcos Loures
PRAIAS DISTANTES
PRAIAS DISTANTES
Praia distante, encantos que não calo,
E sei do que pousasse em tons diversos
Marcando o quanto resta de universos
Dos quais eu permaneço e sou vassalo,
Meu mundo se desfaz, onde encontrá-lo?
Apenas outros tantos mais perversos
Vagando sem encantos vão imersos
Na mesma solidão em que me embalo,
Abalos entre enganos e presenças
Das farsas que tu trazes e não venças
As minhas emoções, toscas, ladinas,
Na areia em tempestades ora exposta,
O tanto que se forja em vã resposta
Reposta a velha face, e desatinas...
Marcos Loures
Praia distante, encantos que não calo,
E sei do que pousasse em tons diversos
Marcando o quanto resta de universos
Dos quais eu permaneço e sou vassalo,
Meu mundo se desfaz, onde encontrá-lo?
Apenas outros tantos mais perversos
Vagando sem encantos vão imersos
Na mesma solidão em que me embalo,
Abalos entre enganos e presenças
Das farsas que tu trazes e não venças
As minhas emoções, toscas, ladinas,
Na areia em tempestades ora exposta,
O tanto que se forja em vã resposta
Reposta a velha face, e desatinas...
Marcos Loures
Amor Inglório
Amor Inglório
Na deserta sensação do amor inglório
Depois de perseguir falso clarão,
Farol que se imergindo, escuridão,
Traçando em noite escusa outro velório,
Meu mundo se perdendo no escritório
Nas salas, em terror falsa união,
Vassalas do que seja solidão,
As cores tramam tom mais merencório,
Dos grises dias nada mais resiste
Senão a velha face amarga e triste
Do quanto existe em mim e não comporto,
Aos dias que se foram no vazio,
Enquanto paulatino engodo eu fio,
A cada novo verso, eu me reporto.
Marcos Loures
Na deserta sensação do amor inglório
Depois de perseguir falso clarão,
Farol que se imergindo, escuridão,
Traçando em noite escusa outro velório,
Meu mundo se perdendo no escritório
Nas salas, em terror falsa união,
Vassalas do que seja solidão,
As cores tramam tom mais merencório,
Dos grises dias nada mais resiste
Senão a velha face amarga e triste
Do quanto existe em mim e não comporto,
Aos dias que se foram no vazio,
Enquanto paulatino engodo eu fio,
A cada novo verso, eu me reporto.
Marcos Loures
Longínquas melodias
Longínquas melodias
Longínquas melodias; sinto ao menos,
Os tempos mais diversos e sutis
Deixando para trás o quanto eu quis
Os olhos não seriam mais amenos,
Bebendo em tua boca estes venenos
Talvez seguindo a vida por um triz,
O quanto se perceba em cicatriz
Não mais traduz anseios rudes, plenos.
Explicitando em verso a vera história
De quem se fez em trama ora ilusória,
Mesquinha farsa; agora me apresentas,
Revoltos pesadelos, madrugadas,
E as duras sensações já tão cansadas,
Traçando as mesmas rotas violentas.
Marcos Loures
Longínquas melodias; sinto ao menos,
Os tempos mais diversos e sutis
Deixando para trás o quanto eu quis
Os olhos não seriam mais amenos,
Bebendo em tua boca estes venenos
Talvez seguindo a vida por um triz,
O quanto se perceba em cicatriz
Não mais traduz anseios rudes, plenos.
Explicitando em verso a vera história
De quem se fez em trama ora ilusória,
Mesquinha farsa; agora me apresentas,
Revoltos pesadelos, madrugadas,
E as duras sensações já tão cansadas,
Traçando as mesmas rotas violentas.
Marcos Loures
Envolta em sombras
Envolta em sombras
Enquanto envolta em sombras tu dormias,
Marcantes ilusões rondando a quem
De tanto imaginando ser além
Tramasse em noites turvas, fantasias,
E mesmo quando embalde, as alegrias,
Traçando o quanto sinto e não mais vem,
Expresso a sensação de ser ninguém
Durante as madrugadas bem mais frias,
E ouvindo a voz de quem se fez distante,
Somente esta semente não garante
Colheita que cevei sem ter suporte,
Medonha gargalhada e noutro aspecto,
O olhar que se tentara circunspecto
Retroagindo ao nada não conforte.
Marcos Loures
Enquanto envolta em sombras tu dormias,
Marcantes ilusões rondando a quem
De tanto imaginando ser além
Tramasse em noites turvas, fantasias,
E mesmo quando embalde, as alegrias,
Traçando o quanto sinto e não mais vem,
Expresso a sensação de ser ninguém
Durante as madrugadas bem mais frias,
E ouvindo a voz de quem se fez distante,
Somente esta semente não garante
Colheita que cevei sem ter suporte,
Medonha gargalhada e noutro aspecto,
O olhar que se tentara circunspecto
Retroagindo ao nada não conforte.
Marcos Loures
sábado, 23 de junho de 2012
AMOR EM AMIZADE
AMOR EM AMIZADE
Tu falas deste amor em amizade,
De tudo o que já fomos, nada além...
O dia vai perdendo a claridade
Matando a doce noite de meu bem...
As nuvens transbordaram tempestade,
E nada mais, por certo, a vida tem
Senão o gosto amargo da saudade,
Do tempo que se foi, restou ninguém...
Mas peço que bendigas nosso lar,
Que fales como fôssemos amigos,
Que tudo o que se teve, sem pensar,
Perdemos num momento de loucura.
Meus braços inda são os teus abrigos,
Clareie, por favor, a noite escura...
MARCOS LOURES
Tu falas deste amor em amizade,
De tudo o que já fomos, nada além...
O dia vai perdendo a claridade
Matando a doce noite de meu bem...
As nuvens transbordaram tempestade,
E nada mais, por certo, a vida tem
Senão o gosto amargo da saudade,
Do tempo que se foi, restou ninguém...
Mas peço que bendigas nosso lar,
Que fales como fôssemos amigos,
Que tudo o que se teve, sem pensar,
Perdemos num momento de loucura.
Meus braços inda são os teus abrigos,
Clareie, por favor, a noite escura...
MARCOS LOURES
PASSA DEPRESSA...
PASSA DEPRESSA...
Vida passa depressa minha amada,
E saiba que esse tempo não tem volta.
Mal vemos já raiou outra alvorada
Não adianta penas nem revolta.
Vivemos tantas coisas, nem sentimos...
Depois de tudo feito, nada importa
Por isso é que te peço, tanto vimos
Que não se necessita desta porta.
Abrindo o coração, viver em festa,
Por todos os momentos sem pensar.
O tempo de viver que já nos resta,
Que bom se reservássemos p’ra amar.
Não penses que na vida eu tenho pressa,
O que mais quero, amor, viver depressa...
MARCOS LOURES
Vida passa depressa minha amada,
E saiba que esse tempo não tem volta.
Mal vemos já raiou outra alvorada
Não adianta penas nem revolta.
Vivemos tantas coisas, nem sentimos...
Depois de tudo feito, nada importa
Por isso é que te peço, tanto vimos
Que não se necessita desta porta.
Abrindo o coração, viver em festa,
Por todos os momentos sem pensar.
O tempo de viver que já nos resta,
Que bom se reservássemos p’ra amar.
Não penses que na vida eu tenho pressa,
O que mais quero, amor, viver depressa...
MARCOS LOURES
OS JASMINS ESQUECIDOS
OS JASMINS ESQUECIDOS
Os jasmins esquecidos não floriram,
O tempo da colheita se acabou...
Os olhos solitários nunca viram
O gosto do teu beijo... O que restou?
Amada como foste imprecavida...
Nossos erros cometidos por ciúmes...
De tanto que pediste, nossa vida
Esvai nesses jasmins já sem perfumes...
Mais tarde em nosso inverno que é fatal,
Talvez de tanto frio, amor renasça,
Tramando nesta peça outro final,
Sem medo, sem temer que amor se faça.
E possa novamente, em meu jardim,
Amor resplandecendo todo em mim!
MARCOS LOURES
Os jasmins esquecidos não floriram,
O tempo da colheita se acabou...
Os olhos solitários nunca viram
O gosto do teu beijo... O que restou?
Amada como foste imprecavida...
Nossos erros cometidos por ciúmes...
De tanto que pediste, nossa vida
Esvai nesses jasmins já sem perfumes...
Mais tarde em nosso inverno que é fatal,
Talvez de tanto frio, amor renasça,
Tramando nesta peça outro final,
Sem medo, sem temer que amor se faça.
E possa novamente, em meu jardim,
Amor resplandecendo todo em mim!
MARCOS LOURES
QUANDO TE CHAMAVA
QUANDO TE CHAMAVA
Quando te chamava na noite sozinho
Se tanto sonhava, queria teu beijo;
Porém nunca vinhas; deixavas o ninho;
Noutras avezinhas, matavas desejo...
Amor tanto quero teu amor querido,
Eu já desespero, sem ter teu amor.
Do amor que te tenho; te falo, duvido;
É dele que venho, estou ao dispor...
Nas horas tristonhas amor me carinha
Nas horas risonhas, amor me maltrata.
Amor quero o canto, que a dor se avizinha,
Rolando esse pranto que rola em cascata.
Meu amor nem liga se sofro ou se rio...
Então dos amores, amores eu crio.
MARCOS LOURES
Quando te chamava na noite sozinho
Se tanto sonhava, queria teu beijo;
Porém nunca vinhas; deixavas o ninho;
Noutras avezinhas, matavas desejo...
Amor tanto quero teu amor querido,
Eu já desespero, sem ter teu amor.
Do amor que te tenho; te falo, duvido;
É dele que venho, estou ao dispor...
Nas horas tristonhas amor me carinha
Nas horas risonhas, amor me maltrata.
Amor quero o canto, que a dor se avizinha,
Rolando esse pranto que rola em cascata.
Meu amor nem liga se sofro ou se rio...
Então dos amores, amores eu crio.
MARCOS LOURES
VENTO SOLAR
VENTO SOLAR
Vento solar e estrelas lá do mar
Toando nossa vida em cores tantas
Trilhando estas estradas sem chegar
Aos girassóis perdidos, velhas plantas.
Amor em festa e luto vai chegar
Cobrindo a nossa sorte em velhas mantas;
Levando uma esperança a se entregar
Na dança que me negas, onde espantas...
O tempo nunca pára e não espera.
Deixando um gosto azedo e nada mais.
Estrela que morreu sem primavera.
O girassol perdeu a sua cor,
Rainha, esta viagem foi jamais,
Morrendo o que podia ser amor...
HOMENAGEM A LÔ BORGES
MARCOS LOURES
Vento solar e estrelas lá do mar
Toando nossa vida em cores tantas
Trilhando estas estradas sem chegar
Aos girassóis perdidos, velhas plantas.
Amor em festa e luto vai chegar
Cobrindo a nossa sorte em velhas mantas;
Levando uma esperança a se entregar
Na dança que me negas, onde espantas...
O tempo nunca pára e não espera.
Deixando um gosto azedo e nada mais.
Estrela que morreu sem primavera.
O girassol perdeu a sua cor,
Rainha, esta viagem foi jamais,
Morrendo o que podia ser amor...
HOMENAGEM A LÔ BORGES
MARCOS LOURES
DIFERENÇAS BENFAZEJAS
DIFERENÇAS BENFAZEJAS
Entre nós, diferenças benfazejas.
Sem medo nem sequer uma disputa.
Quem ama não pretende alguma luta.
O que quero, nem sempre tu desejas.
Se somos diferentes não almejas
O sonho que trazemos se desfruta
Sem medo de morder a mesma fruta.
Se queres não procuro essas cerejas.
A vida se reparte e se completa.
Num ato meritório de um poeta,
Amor e compaixão, a forte liga
Que trazem antagônica certeza
De termos descoberto que a beleza
É ter na diferença sua amiga!
MARCOS LOURES
Entre nós, diferenças benfazejas.
Sem medo nem sequer uma disputa.
Quem ama não pretende alguma luta.
O que quero, nem sempre tu desejas.
Se somos diferentes não almejas
O sonho que trazemos se desfruta
Sem medo de morder a mesma fruta.
Se queres não procuro essas cerejas.
A vida se reparte e se completa.
Num ato meritório de um poeta,
Amor e compaixão, a forte liga
Que trazem antagônica certeza
De termos descoberto que a beleza
É ter na diferença sua amiga!
MARCOS LOURES
VENTOS MANSOS
VENTOS MANSOS
Esses ventos tão mansos que te tocam
Bem sei que te amornam calmamente.
Amores tão suaves te retocam
E formam um macio em tua mente...
Querida tão serena quanto a lua,
Depois de toda a noite morna e lenta
Ao ver tua beleza toda nua,
O coração se atiça e não aguenta
Rebentas nesse toque, quando atiço,
Fulguras nessa cama com ardor,
Esquece de qualquer um compromisso
E ferves como brasa em tal calor...
És fêmea que me morde e ganha o jogo
Da chama que incendeio no teu fogo...
MARCOS LOURES
Esses ventos tão mansos que te tocam
Bem sei que te amornam calmamente.
Amores tão suaves te retocam
E formam um macio em tua mente...
Querida tão serena quanto a lua,
Depois de toda a noite morna e lenta
Ao ver tua beleza toda nua,
O coração se atiça e não aguenta
Rebentas nesse toque, quando atiço,
Fulguras nessa cama com ardor,
Esquece de qualquer um compromisso
E ferves como brasa em tal calor...
És fêmea que me morde e ganha o jogo
Da chama que incendeio no teu fogo...
MARCOS LOURES
NOITE AZUL
NOITE AZUL
Noite azul, cabeleira exposta ao vento,
Rodando o velho trem pela cidade.
Nos bares as mulheres, pensamento,
O fogo tão intenso, mocidade.
Nas camas dos motéis novo rebento
Batendo na janela, ansiedade.
Cantando nos botecos o talento
De quem não teve sonho ou qualidade.
Nas mesas e cadeiras, se deseja
O riso de quem foi e não será.
Na boca o doce bafo de cerveja
Os olhos do passado no futuro,
Amor que um dia sempre chegará.
O nada que mais quero e assim procuro.
MARCOS LOURES
Noite azul, cabeleira exposta ao vento,
Rodando o velho trem pela cidade.
Nos bares as mulheres, pensamento,
O fogo tão intenso, mocidade.
Nas camas dos motéis novo rebento
Batendo na janela, ansiedade.
Cantando nos botecos o talento
De quem não teve sonho ou qualidade.
Nas mesas e cadeiras, se deseja
O riso de quem foi e não será.
Na boca o doce bafo de cerveja
Os olhos do passado no futuro,
Amor que um dia sempre chegará.
O nada que mais quero e assim procuro.
MARCOS LOURES
TUA ESTUPIDEZ
TUA ESTUPIDEZ
A tua estupidez vai destruindo,
Aquilo que se fora um grande amor.
Aos poucos meu castelo vai ruindo
Em sonhos tão distintos sem pudor.
Do tempo que passamos mais distantes
O nada sem motivos, desamor,
Tomando nosso mundo por instantes
Secando toda a fonte de calor.
Intrigas nos fizeram belicosos,
Espinhos espalharam entre nós.
Nos jogos mais difíceis perigosos
Amor não resistiu, insensatez.
Agora caminhamos, ambos sós,
Presente desta tua estupidez...
MARCOS LOURES
A tua estupidez vai destruindo,
Aquilo que se fora um grande amor.
Aos poucos meu castelo vai ruindo
Em sonhos tão distintos sem pudor.
Do tempo que passamos mais distantes
O nada sem motivos, desamor,
Tomando nosso mundo por instantes
Secando toda a fonte de calor.
Intrigas nos fizeram belicosos,
Espinhos espalharam entre nós.
Nos jogos mais difíceis perigosos
Amor não resistiu, insensatez.
Agora caminhamos, ambos sós,
Presente desta tua estupidez...
MARCOS LOURES
SEM JUÍZO
SEM JUÍZO
No mundo giramundo vagabundo
Coração que batendo sem juízo
Não deixa de bater um só segundo
Fugindo do que chamam paraíso.
Se entorno meu desejo e nele inundo
O sonho que mais quero e sei, preciso,
O resto vai rodando até profundo
Paraíso onde sempre perco o siso.
Na construção dos corpos belo monte,
Nas garras, nas agarras, precipício.
Eu bebo teu prazer em rara fonte
Depois contrariando o Santo Ofício
Eu faço de teu rio em rica foz
O pecado que salva, a todos nós...
MARCOS LOURES
No mundo giramundo vagabundo
Coração que batendo sem juízo
Não deixa de bater um só segundo
Fugindo do que chamam paraíso.
Se entorno meu desejo e nele inundo
O sonho que mais quero e sei, preciso,
O resto vai rodando até profundo
Paraíso onde sempre perco o siso.
Na construção dos corpos belo monte,
Nas garras, nas agarras, precipício.
Eu bebo teu prazer em rara fonte
Depois contrariando o Santo Ofício
Eu faço de teu rio em rica foz
O pecado que salva, a todos nós...
MARCOS LOURES
O QUE ME RESTA
O QUE ME RESTA
Falar que desta dor eu não me vingo,
Embora te disseste que não vinha,
Preparo meu sorriso de domingo
E mato esta tortura toda minha.
Se a noite que não veio se reclama,
Se o dia que sonhei não chegará.
Não vou ficar calado, de pijama,
Esperando o que vem, lado de lá.
Falar que neste mar eu não navego,
Falar que deste gosto nem sei mais,
Se a rosa que plantei eu não carrego
O resto que me trouxe foi jamais.
Mas sobra o teu sorriso, caro amigo,
No mundo que colhera joio e trigo.
MARCOS LOURES
Falar que desta dor eu não me vingo,
Embora te disseste que não vinha,
Preparo meu sorriso de domingo
E mato esta tortura toda minha.
Se a noite que não veio se reclama,
Se o dia que sonhei não chegará.
Não vou ficar calado, de pijama,
Esperando o que vem, lado de lá.
Falar que neste mar eu não navego,
Falar que deste gosto nem sei mais,
Se a rosa que plantei eu não carrego
O resto que me trouxe foi jamais.
Mas sobra o teu sorriso, caro amigo,
No mundo que colhera joio e trigo.
MARCOS LOURES
OS LAÇOS QUE NOS ATAM
OS LAÇOS QUE NOS ATAM
Dos laços que nos atam, bem mais fortes;
Em gestos, em ternura e mesmo em paz,
Mudando num segundo nossos nortes
Além de nossas forças, mais capaz,
Trazendo para os sonhos, boas sortes,
Mostrando o quanto sinto ser capaz,
No gesto mais sereno, teu apoio,
Me dando uma certeza de vitória.
Separa a podridão do triste joio,
Ampara na derrota, sorri na glória.
Ajuda meu caminho, em força plena,
Abrindo meu futuro em claridade.
Tua palavra amiga não condena,
Somente me demonstra uma amizade...
MARCOS LOURES
Dos laços que nos atam, bem mais fortes;
Em gestos, em ternura e mesmo em paz,
Mudando num segundo nossos nortes
Além de nossas forças, mais capaz,
Trazendo para os sonhos, boas sortes,
Mostrando o quanto sinto ser capaz,
No gesto mais sereno, teu apoio,
Me dando uma certeza de vitória.
Separa a podridão do triste joio,
Ampara na derrota, sorri na glória.
Ajuda meu caminho, em força plena,
Abrindo meu futuro em claridade.
Tua palavra amiga não condena,
Somente me demonstra uma amizade...
MARCOS LOURES
CAMINHOS ERMOS
CAMINHOS ERMOS
De um límpido cenário imaginável
Apenas resta a sombra do que outrora
Pudera desenhar o quanto agora
A vida se mostrasse mais amável,
Não tendo outro momento, ora improvável,
O barco sem ter cais jamais se ancora,
E a antiga solidão tanto devora
Enquanto se pensara amor, viável,
Não quero e nem pudesse presumir
O nada que adivinha meu porvir
Sem versos, sem delírios, sem segredos,
Os sonhos se esvaindo entre meus dedos,
Os olhos sem saber mais aonde ir,
Os meus caminhos vagos, ermos, ledos...
Marcos Loures
De um límpido cenário imaginável
Apenas resta a sombra do que outrora
Pudera desenhar o quanto agora
A vida se mostrasse mais amável,
Não tendo outro momento, ora improvável,
O barco sem ter cais jamais se ancora,
E a antiga solidão tanto devora
Enquanto se pensara amor, viável,
Não quero e nem pudesse presumir
O nada que adivinha meu porvir
Sem versos, sem delírios, sem segredos,
Os sonhos se esvaindo entre meus dedos,
Os olhos sem saber mais aonde ir,
Os meus caminhos vagos, ermos, ledos...
Marcos Loures
O Mundo Em Paz
O Mundo Em Paz
Entre as águas do mar, raro clarão,
Desenhas a beleza do que trame
A vida num momento em farto enxame
De estrelas dominando esta amplidão,
E sei dos meus anseios, quanto em vão
O tempo se deitara enquanto clame
Marcando na penumbra o amor que chame
E mude de tal sorte a direção,
Inebriante olhar busca o horizonte
E sorve cada brilho que desponte
Qual ponte que me leve para além
Ouvindo o repetir deste marulho,
Nos sonhos sem igual, enfim mergulho,
Enquanto sei que o mundo em paz já vem...
Marcos Loures
Entre as águas do mar, raro clarão,
Desenhas a beleza do que trame
A vida num momento em farto enxame
De estrelas dominando esta amplidão,
E sei dos meus anseios, quanto em vão
O tempo se deitara enquanto clame
Marcando na penumbra o amor que chame
E mude de tal sorte a direção,
Inebriante olhar busca o horizonte
E sorve cada brilho que desponte
Qual ponte que me leve para além
Ouvindo o repetir deste marulho,
Nos sonhos sem igual, enfim mergulho,
Enquanto sei que o mundo em paz já vem...
Marcos Loures
NEM RASTRO NEM FAROL
NEM RASTRO NEM FAROL
Amigo não é rastro nem farol
É como um companheiro de viagem,
Não quero ser teu sol nem girassol
Não sou seu amo e nunca vou ser pajem.
Amigo nos ensina que o atol
Se perde em solidão. Distante margem
Impede que se veja o arrebol.
Mais fortes quando unidos, pensam, agem.
Por isso, companheira, já te peço,
Não deixe que se perca esta amizade.
Tanto te quero amiga, te confesso,
Mas não serei teu rastro nesta estrada
Permita que em nós dois, a claridade
Seja bem repartida e não roubada...
MARCOS LOURES
Amigo não é rastro nem farol
É como um companheiro de viagem,
Não quero ser teu sol nem girassol
Não sou seu amo e nunca vou ser pajem.
Amigo nos ensina que o atol
Se perde em solidão. Distante margem
Impede que se veja o arrebol.
Mais fortes quando unidos, pensam, agem.
Por isso, companheira, já te peço,
Não deixe que se perca esta amizade.
Tanto te quero amiga, te confesso,
Mas não serei teu rastro nesta estrada
Permita que em nós dois, a claridade
Seja bem repartida e não roubada...
MARCOS LOURES
LA FUERZA DE LA AMISTAD
LA FUERZA DE LA AMISTAD
Buscando una guarida en tu pecho,
eterna amiga, mi compañera.
Tomado por el grito insatisfecho
del dolor que se mostró mucho más completo,
persigo en este mundo mi derecho
de tener la felicidad verdadera.
Quien fuera la plenitud de ternura,
ahora sin nadie va muy solo.
La vida se ha pintado de amargura,
me maltrata dejándome sin cariño.
La noche sin estrellas muere oscura,
un pajaro se pierde sin su nido.
Por eso te busco y la verdad,
yo creo en toda la fuerza de la amistad.
Luis Lema Osores
A FORÇA DA AMIZADE
Buscando uma guarida no teu peito,
Amiga, minha eterna companheira,
Tomado pelo grito insatisfeito
Da dor que se mostrou bem mais inteira.
Persigo, neste mundo o meu direito
De ter felicidade verdadeira...
Quem fora plenitude de ternura
Agora sem ninguém vai tão sozinho.
A vida se pintando em amargura,
Maltrata me deixando sem carinho.
A noite sem estrelas morre escura,
Um pássaro se perde sem seu ninho...
Por isso te procuro e na verdade,
Eu creio em toda a força da amizade...
MUCHAS GRACIAS MI HERMANO LUIS LEMA OSORES ABRAZOS FRATERNALES MARCOS
Buscando una guarida en tu pecho,
eterna amiga, mi compañera.
Tomado por el grito insatisfecho
del dolor que se mostró mucho más completo,
persigo en este mundo mi derecho
de tener la felicidad verdadera.
Quien fuera la plenitud de ternura,
ahora sin nadie va muy solo.
La vida se ha pintado de amargura,
me maltrata dejándome sin cariño.
La noche sin estrellas muere oscura,
un pajaro se pierde sin su nido.
Por eso te busco y la verdad,
yo creo en toda la fuerza de la amistad.
Luis Lema Osores
A FORÇA DA AMIZADE
Buscando uma guarida no teu peito,
Amiga, minha eterna companheira,
Tomado pelo grito insatisfeito
Da dor que se mostrou bem mais inteira.
Persigo, neste mundo o meu direito
De ter felicidade verdadeira...
Quem fora plenitude de ternura
Agora sem ninguém vai tão sozinho.
A vida se pintando em amargura,
Maltrata me deixando sem carinho.
A noite sem estrelas morre escura,
Um pássaro se perde sem seu ninho...
Por isso te procuro e na verdade,
Eu creio em toda a força da amizade...
MUCHAS GRACIAS MI HERMANO LUIS LEMA OSORES ABRAZOS FRATERNALES MARCOS
AMOR INESQUECÍVEL
AMOR INESQUECIVEL
Todo começo, amor; inesquecível...
Porém, como dizer do nosso amor,
Que... desculpe, por mais que seja incrível,
Esqueci como tudo começou...
Um dia, tua mãe tinha saído;
Me falaste de um tombo em Paquetá,
Mostrando este sinal bem escondido...
Vontade de lamber e de assoprar...
Os beijos percorrendo o céu da boca...
As mãos se decorando, o corpo inteiro...
A voz ficando assim, sempre mais rouca.
Um amante latino verdadeiro...
Mas hoje nosso amor, sem ter remédio,
Morrendo sem revólver, simples tédio...
Homenagem a João Bosco e Aldir Blanc
MARCOS LOURES
Todo começo, amor; inesquecível...
Porém, como dizer do nosso amor,
Que... desculpe, por mais que seja incrível,
Esqueci como tudo começou...
Um dia, tua mãe tinha saído;
Me falaste de um tombo em Paquetá,
Mostrando este sinal bem escondido...
Vontade de lamber e de assoprar...
Os beijos percorrendo o céu da boca...
As mãos se decorando, o corpo inteiro...
A voz ficando assim, sempre mais rouca.
Um amante latino verdadeiro...
Mas hoje nosso amor, sem ter remédio,
Morrendo sem revólver, simples tédio...
Homenagem a João Bosco e Aldir Blanc
MARCOS LOURES
DESCULPE...
DESCULPE...
Desculpe meu amor, mas acontece...
Depois de tanto tempo eu percebi
Que a vida em nosso amor já se esvaece
E longe, bem distante, estou de ti...
Não adiantam rogos, sonho e prece
O amor que sempre tive, enfim perdi.
Somente este vazio agora cresce
Tomando o coração. Eu te esqueci...
Se pudesse mentir e te enganar
Mas não creio ser justo. Estou tão frio.
É duro te dizer: não sei amar...
Por isso meu amor, eu vou-me embora
Levando este meu peito tão vazio,
Bem sei que em tanta dor o amor já chora...
MARCOS LOURES
Desculpe meu amor, mas acontece...
Depois de tanto tempo eu percebi
Que a vida em nosso amor já se esvaece
E longe, bem distante, estou de ti...
Não adiantam rogos, sonho e prece
O amor que sempre tive, enfim perdi.
Somente este vazio agora cresce
Tomando o coração. Eu te esqueci...
Se pudesse mentir e te enganar
Mas não creio ser justo. Estou tão frio.
É duro te dizer: não sei amar...
Por isso meu amor, eu vou-me embora
Levando este meu peito tão vazio,
Bem sei que em tanta dor o amor já chora...
MARCOS LOURES
MEUS DEFEITOS
MEUS DEFEITOS
Amigo, reconheço meus defeitos,
São vários e jamais irei negá-los.
Por mais que nós tentamos ser perfeitos,
Sabemos onde apertam nossos calos.
Quem traz todos os sonhos satisfeitos
E sabe do poder de decifrá-los
Conquista seus amores todos feitos
Com jeito, preparou-se pra encontrá-los.
Mas sabe que ninguém é tão correto
Que possa, todo mundo criticar.
Perdão nunca é demais, e mostra afeto.
Eu não procuro amigos sem pecados
Isso eu bem sei jamais irei achar,
E os erros dos amigos? Perdoados...
MARCOS LOURES
Amigo, reconheço meus defeitos,
São vários e jamais irei negá-los.
Por mais que nós tentamos ser perfeitos,
Sabemos onde apertam nossos calos.
Quem traz todos os sonhos satisfeitos
E sabe do poder de decifrá-los
Conquista seus amores todos feitos
Com jeito, preparou-se pra encontrá-los.
Mas sabe que ninguém é tão correto
Que possa, todo mundo criticar.
Perdão nunca é demais, e mostra afeto.
Eu não procuro amigos sem pecados
Isso eu bem sei jamais irei achar,
E os erros dos amigos? Perdoados...
MARCOS LOURES
BUSCANDO NOVO AMOR
BUSCANDO NOVO AMOR
Quem tanto já cantara não encanta
Nem canta mais falando deste canto
Que sempre toca e quase sempre espanta,
Ficando tão sozinho no meu canto...
Vieste sem pedir sequer licença
Tomando tanto espaço que nem sonhas...
Amar demais passou a ser doença,
Daquelas cujas dores são medonhas...
De quem me queixarei se tudo mente,
Em quem colocarei as esperanças...
Tragando minha sorte totalmente
Não restam nem as sombras das lembranças...
Cativo já procuro liberdade,
Buscando um novo amor pela cidade..
MARCOS LOURES
Quem tanto já cantara não encanta
Nem canta mais falando deste canto
Que sempre toca e quase sempre espanta,
Ficando tão sozinho no meu canto...
Vieste sem pedir sequer licença
Tomando tanto espaço que nem sonhas...
Amar demais passou a ser doença,
Daquelas cujas dores são medonhas...
De quem me queixarei se tudo mente,
Em quem colocarei as esperanças...
Tragando minha sorte totalmente
Não restam nem as sombras das lembranças...
Cativo já procuro liberdade,
Buscando um novo amor pela cidade..
MARCOS LOURES
ESTAR CONTIGO
ESTAR CONTIGO
Sentir esta emoção de estar contigo
Querida companheira, abrigo certo.
Permita que eu prossiga teu amigo,
Oásis que encontrei neste deserto.
Da sorte que tentei e não consigo,
Apenas em carinho me desperto
Se estou neste caminho que persigo,
Contigo minha amiga, aqui por perto.
O mundo tantas vezes me diz não.
Mas mesmo assim eu sei que vencerei,
Tu és do sofrimento, a redenção.
Tu és a minha glória e minha sorte.
Nesta amizade imensa, nossa lei,
Por certo estar contigo,é ser mais forte...
MARCOS LOURES
Sentir esta emoção de estar contigo
Querida companheira, abrigo certo.
Permita que eu prossiga teu amigo,
Oásis que encontrei neste deserto.
Da sorte que tentei e não consigo,
Apenas em carinho me desperto
Se estou neste caminho que persigo,
Contigo minha amiga, aqui por perto.
O mundo tantas vezes me diz não.
Mas mesmo assim eu sei que vencerei,
Tu és do sofrimento, a redenção.
Tu és a minha glória e minha sorte.
Nesta amizade imensa, nossa lei,
Por certo estar contigo,é ser mais forte...
MARCOS LOURES
TEU CHEIRO
TEU CHEIRO
Teu cheiro que me embala e que me excita
Alucinadamente me domina,
Desejo que na noite descortina
Debaixo do vestido. És tão bonita...
Amando boca a boca, tais palavras
No beijo que trocamos, nossos portos,
A mão qual camponesa, traça as lavras,
Acertos de destinos, antes tortos.
Teu corpo num silêncio, em fino véu,
As roupas atiradas sobre a cama,
Adentra teus caminhos o corcel,
Acende em meu delírio, nossa chama...
A voz tão rouca, doce, frouxa e mansa,
A nossa lua, pleno mel, se alcança!
MARCOS LOURES
Teu cheiro que me embala e que me excita
Alucinadamente me domina,
Desejo que na noite descortina
Debaixo do vestido. És tão bonita...
Amando boca a boca, tais palavras
No beijo que trocamos, nossos portos,
A mão qual camponesa, traça as lavras,
Acertos de destinos, antes tortos.
Teu corpo num silêncio, em fino véu,
As roupas atiradas sobre a cama,
Adentra teus caminhos o corcel,
Acende em meu delírio, nossa chama...
A voz tão rouca, doce, frouxa e mansa,
A nossa lua, pleno mel, se alcança!
MARCOS LOURES
BEM MAIS ÁGIL
BEM MAIS ÁGIL
Ditoso sentimento que de outrora
Dissera minha sorte em teu tormento.
Ninando meu amor, mandando embora
Carinho que se foi do pensamento.
Aquela que gritara redentora
Morrendo bem distante, em frágil vento,
Não posso mais gritar que a vida chora
Causando nos teus olhos, sofrimento.
Do lodo onde surgiste, perla falsa,
Armando minha sina em tais frangalhos.
Amada minha, perdendo nau e balsa,
Apenas esperança suja e frágil.
Quebrando minha sorte em podres galhos.
Meu coração se mostra bem mais ágil...
MARCOS LOURES
Ditoso sentimento que de outrora
Dissera minha sorte em teu tormento.
Ninando meu amor, mandando embora
Carinho que se foi do pensamento.
Aquela que gritara redentora
Morrendo bem distante, em frágil vento,
Não posso mais gritar que a vida chora
Causando nos teus olhos, sofrimento.
Do lodo onde surgiste, perla falsa,
Armando minha sina em tais frangalhos.
Amada minha, perdendo nau e balsa,
Apenas esperança suja e frágil.
Quebrando minha sorte em podres galhos.
Meu coração se mostra bem mais ágil...
MARCOS LOURES
UM NOVO ENGENHO
UM NOVO ENGENHO
Uma Amizade trama novo engenho
Que possa permitir a caminhada,
Às vezes, distraído, amiga eu venho,
Na busca solitária pelo nada.
O tempo tão distante fecha o cenho
E mostra a fina dor revigorada...
Falar deste teu braço, companheira
Que ampara em qualquer queda pela vida.
Depois de tanta luta costumeira,
Quem sabe nossa sorte remoída
Nos mostre que amizade verdadeira,
Das duras penedias, a saída...
Dos cálices perfeitos de cristal,
Uma amizade é dom fenomenal...
MARCOS LOURES
Uma Amizade trama novo engenho
Que possa permitir a caminhada,
Às vezes, distraído, amiga eu venho,
Na busca solitária pelo nada.
O tempo tão distante fecha o cenho
E mostra a fina dor revigorada...
Falar deste teu braço, companheira
Que ampara em qualquer queda pela vida.
Depois de tanta luta costumeira,
Quem sabe nossa sorte remoída
Nos mostre que amizade verdadeira,
Das duras penedias, a saída...
Dos cálices perfeitos de cristal,
Uma amizade é dom fenomenal...
MARCOS LOURES
TE PROCURO
TE PROCURO
Vagando pelo espaço te procuro,
Em meio às solidões, mando meu grito.
O tempo que passamos, tão escuro,
Contrasta com amor mais infinito...
Um peito sofredor, demais agreste,
Sentindo tantos medos, sem porvir;
Invoca toda a força dum cipreste
E tenta bravamente, resistir.
Porém amor não sabe de colossos,
Desconhece essa luta e não se cansa;
De tudo que eu passei, um mero esboço,
No fim desta batalha já me alcança.
Amor sempre será o vencedor,
Os louros ao vencido: o esplendor!
MARCOS LOURES
Vagando pelo espaço te procuro,
Em meio às solidões, mando meu grito.
O tempo que passamos, tão escuro,
Contrasta com amor mais infinito...
Um peito sofredor, demais agreste,
Sentindo tantos medos, sem porvir;
Invoca toda a força dum cipreste
E tenta bravamente, resistir.
Porém amor não sabe de colossos,
Desconhece essa luta e não se cansa;
De tudo que eu passei, um mero esboço,
No fim desta batalha já me alcança.
Amor sempre será o vencedor,
Os louros ao vencido: o esplendor!
MARCOS LOURES
OLHANDO DO ALTO
OLHANDO DO ALTO
Olhar esta cidade da janela
Deste quarto de hotel, vejo as estrelas.
Nas luzes variadas se revela
As cores que preciso sempre vê-las.
Vagando pelos bares, ruas praças,
Meus olhos se encantando em tantos brilhos.
Em meio a confusões, carros, fumaças,
Procuro pelo amor, em tramas, trilhos...
Do Rio de Janeiro solto o grito
Através da vidraça deste quarto,
Na busca pelo rastro do infinito,
Do sonho transtornado, vivo e farto.
No fundo do meu peito o podre fruto
Do tempo que passou, em verso e luto.
Homenagem a Jards Macalé
MARCOS LOURES
Olhar esta cidade da janela
Deste quarto de hotel, vejo as estrelas.
Nas luzes variadas se revela
As cores que preciso sempre vê-las.
Vagando pelos bares, ruas praças,
Meus olhos se encantando em tantos brilhos.
Em meio a confusões, carros, fumaças,
Procuro pelo amor, em tramas, trilhos...
Do Rio de Janeiro solto o grito
Através da vidraça deste quarto,
Na busca pelo rastro do infinito,
Do sonho transtornado, vivo e farto.
No fundo do meu peito o podre fruto
Do tempo que passou, em verso e luto.
Homenagem a Jards Macalé
MARCOS LOURES
PELA CIDADE
PELA CIDADE
Quem tanto já cantara não encanta
Nem canta mais falando deste canto
Que sempre toca e quase sempre espanta,
Ficando tão sozinho no meu canto...
Vieste sem pedir sequer licença
Tomando tanto espaço que nem sonhas...
Amar demais passou a ser doença,
Daquelas cujas dores são medonhas...
De quem me queixarei se tudo mente,
Em quem colocarei as esperanças...
Tragando minha sorte totalmente
Não restam nem as sombras das lembranças...
Cativo já procuro liberdade,
Buscando um novo amor pela cidade...
MARCOS LOURES
Quem tanto já cantara não encanta
Nem canta mais falando deste canto
Que sempre toca e quase sempre espanta,
Ficando tão sozinho no meu canto...
Vieste sem pedir sequer licença
Tomando tanto espaço que nem sonhas...
Amar demais passou a ser doença,
Daquelas cujas dores são medonhas...
De quem me queixarei se tudo mente,
Em quem colocarei as esperanças...
Tragando minha sorte totalmente
Não restam nem as sombras das lembranças...
Cativo já procuro liberdade,
Buscando um novo amor pela cidade...
MARCOS LOURES
MEUS FANTASMAS
MEUS FANTASMAS
A noite na penumbra vem chegando
Trazendo meus fantasmas, ilusões...
Pergunto pras estrelas até quando
Somente irei viver recordações...
O negro desta noite me tomando
Refaz voracidade das paixões;
Os medos se aproximam vêm em bandos
Marcando os meus olhares, emoções..
De toda a sensação que trago aqui,
Apenas meu cigarro foi constante.
Sentindo amargamente que perdi;
A noite é companheira mais dileta.
E bebo esta penumbra neste instante
Minha alma em teu fantasma se completa...
MARCOS LOURES
A noite na penumbra vem chegando
Trazendo meus fantasmas, ilusões...
Pergunto pras estrelas até quando
Somente irei viver recordações...
O negro desta noite me tomando
Refaz voracidade das paixões;
Os medos se aproximam vêm em bandos
Marcando os meus olhares, emoções..
De toda a sensação que trago aqui,
Apenas meu cigarro foi constante.
Sentindo amargamente que perdi;
A noite é companheira mais dileta.
E bebo esta penumbra neste instante
Minha alma em teu fantasma se completa...
MARCOS LOURES
TEU CORPO
TEU CORPO
Teu corpo tão gostoso, juvenil;
Nos seios volumosos, teu encanto.
Sorriso que convida , tão sutil;
Tu sabes; te desejo tanto, tanto...
Teus olhos maravilha em raro anil
Deitada sobre mim, um belo manto,
De tez tão delicada e mais gentil,
Tu sabes que te quero, e o tanto quanto.
No vício delicioso de te ter,
Lascivo, embriagado em tal loucura,
Nos rastros cristalinos do prazer
Sentir o teu perfume sobre mim.
A tentação gostosa configura
O mundo que sonhei, tão bom assim...
MARCOS LOURES
Teu corpo tão gostoso, juvenil;
Nos seios volumosos, teu encanto.
Sorriso que convida , tão sutil;
Tu sabes; te desejo tanto, tanto...
Teus olhos maravilha em raro anil
Deitada sobre mim, um belo manto,
De tez tão delicada e mais gentil,
Tu sabes que te quero, e o tanto quanto.
No vício delicioso de te ter,
Lascivo, embriagado em tal loucura,
Nos rastros cristalinos do prazer
Sentir o teu perfume sobre mim.
A tentação gostosa configura
O mundo que sonhei, tão bom assim...
MARCOS LOURES
NAS PENAS DO DESTINO
NAS PENAS DO DESTINO
Ao ver um beija-flor, nesta manhã,
Lembrei de tua boca junto à minha.
Delícias que vivi em doce afã
Nas asas dessa simples avezinha.
O grande amor, pensei que a gente tinha,
Mas nada disso teve um amanhã.
Morrendo qual a flor que, tão sozinha,
Perfuma simplesmente em vida vã.
Na boca deste pobre passarinho,
O beijo que tentei e não me deste.
Morrendo em tanta sede de carinho;
Relembro nosso amor que já perdi.
A solidão em penas que me veste
Nas penas do destino/colibri...
MARCOS LOURES
Ao ver um beija-flor, nesta manhã,
Lembrei de tua boca junto à minha.
Delícias que vivi em doce afã
Nas asas dessa simples avezinha.
O grande amor, pensei que a gente tinha,
Mas nada disso teve um amanhã.
Morrendo qual a flor que, tão sozinha,
Perfuma simplesmente em vida vã.
Na boca deste pobre passarinho,
O beijo que tentei e não me deste.
Morrendo em tanta sede de carinho;
Relembro nosso amor que já perdi.
A solidão em penas que me veste
Nas penas do destino/colibri...
MARCOS LOURES
PESCARIA
PESCARIA
Jangada solta ao mar em pescaria
Uma esperança alerta aqui na areia
Do dia que virá festa, alegria,
Na boca pescadora da sereia
O canto não se cala, de magia,
A pele bronzeada se incendeia
Irrompe todo o bem da fantasia
E a lua na varanda brilha cheia...
Se nas brancas velas de teu braço
Plantei milhões de estrelas coloridas.
Eu quero desfrutar de cada abraço,
Beber de tua boca, uma saliva.
Na pesca, mil espécies tão sortidas...
Mas guardas, entre as pernas, água viva...
MARCOS LOURES
Jangada solta ao mar em pescaria
Uma esperança alerta aqui na areia
Do dia que virá festa, alegria,
Na boca pescadora da sereia
O canto não se cala, de magia,
A pele bronzeada se incendeia
Irrompe todo o bem da fantasia
E a lua na varanda brilha cheia...
Se nas brancas velas de teu braço
Plantei milhões de estrelas coloridas.
Eu quero desfrutar de cada abraço,
Beber de tua boca, uma saliva.
Na pesca, mil espécies tão sortidas...
Mas guardas, entre as pernas, água viva...
MARCOS LOURES
DESPIDO DOS DESEJOS
DESPIDO DOS DESEJOS
Despido dos desejos mais ferozes,
De amores e paixões desenfreadas
Matando estes cruéis, duros algozes;
Das sortes sem paz, desencontradas.
Meus sonhos se libertam, vão velozes
Na busca por auroras, alvoradas,
Sem medo dos tormentos mais atrozes
Das dores que se morrem, tão cansadas...
O viço adolescente que refaço
No verso e na esperança de verdade
Por onde meu caminho, amiga, eu traço,
É feito deste brilho que não cessa,
Além de toda a força da promessa,
Todo o poder imenso da amizade...
MARCOS LOURES
Despido dos desejos mais ferozes,
De amores e paixões desenfreadas
Matando estes cruéis, duros algozes;
Das sortes sem paz, desencontradas.
Meus sonhos se libertam, vão velozes
Na busca por auroras, alvoradas,
Sem medo dos tormentos mais atrozes
Das dores que se morrem, tão cansadas...
O viço adolescente que refaço
No verso e na esperança de verdade
Por onde meu caminho, amiga, eu traço,
É feito deste brilho que não cessa,
Além de toda a força da promessa,
Todo o poder imenso da amizade...
MARCOS LOURES
UMA AMIZADE
UMA AMIZADE
A flor mais bela e rara que encontrei
Em meio a tantas ervas mais daninhas,
Mostrando todo o sonho que plantei
Nas ilusões mais caras, todas minhas.
Ao vento do carinho me entreguei
Numa esperança toda de andorinhas...
Na cândida certeza de vitória
Meus passos tropeçaram, egoísmos.
Invés de mil sorrisos, os de glória,
Senti destes amores, cataclismos.
Mas antes que esta vida se maldiga,
Refeito destas dores; a verdade,
Te digo, minha amada, minha amiga,
Eu tenho esta esperança, uma amizade...
MARCOS LOURES
A flor mais bela e rara que encontrei
Em meio a tantas ervas mais daninhas,
Mostrando todo o sonho que plantei
Nas ilusões mais caras, todas minhas.
Ao vento do carinho me entreguei
Numa esperança toda de andorinhas...
Na cândida certeza de vitória
Meus passos tropeçaram, egoísmos.
Invés de mil sorrisos, os de glória,
Senti destes amores, cataclismos.
Mas antes que esta vida se maldiga,
Refeito destas dores; a verdade,
Te digo, minha amada, minha amiga,
Eu tenho esta esperança, uma amizade...
MARCOS LOURES
A FORÇA DA AMIZADE
A FORÇA DA AMIZADE
Buscando uma guarida no teu peito,
Amiga, minha eterna companheira,
Tomado pelo grito insatisfeito
Da dor que se mostrou bem mais inteira.
Persigo, neste mundo o meu direito
De ter felicidade verdadeira...
Quem fora plenitude de ternura
Agora sem ninguém vai tão sozinho.
A vida se pintando em amargura,
Maltrata me deixando sem carinho.
A noite sem estrelas morre escura,
Um pássaro se perde sem seu ninho...
Por isso te procuro e na verdade,
Eu creio em toda a força da amizade...
MARCOS LOURES
Buscando uma guarida no teu peito,
Amiga, minha eterna companheira,
Tomado pelo grito insatisfeito
Da dor que se mostrou bem mais inteira.
Persigo, neste mundo o meu direito
De ter felicidade verdadeira...
Quem fora plenitude de ternura
Agora sem ninguém vai tão sozinho.
A vida se pintando em amargura,
Maltrata me deixando sem carinho.
A noite sem estrelas morre escura,
Um pássaro se perde sem seu ninho...
Por isso te procuro e na verdade,
Eu creio em toda a força da amizade...
MARCOS LOURES
O VALOR DA AMIZADE
O VALOR DA AMIZADE
Não deixe que esta dor reste perene,
O tempo quando é feito conselheiro
Impede que o passado te envenene
Louvando um sentimento verdadeiro,
Matando uma ilusão que já se encene.
Do exuberante amor se feito inteiro,
Felicidade mostra um raro gene
Além do dia a dia, corriqueiro...
Mas quando amor é feito falsidade,
Do nada que sobrou, nem mesmo prece.
Não fie neste equívoco. A verdade
Somente a um preceito, ela obedece.
Apenas no tear do amor se tece
O valor mais supremo, o da amizade...
Não deixe que esta dor reste perene,
O tempo quando é feito conselheiro
Impede que o passado te envenene
Louvando um sentimento verdadeiro,
Matando uma ilusão que já se encene.
Do exuberante amor se feito inteiro,
Felicidade mostra um raro gene
Além do dia a dia, corriqueiro...
Mas quando amor é feito falsidade,
Do nada que sobrou, nem mesmo prece.
Não fie neste equívoco. A verdade
Somente a um preceito, ela obedece.
Apenas no tear do amor se tece
O valor mais supremo, o da amizade...
TUA IMAGEM
TUA IMAGEM
Nas horas em que vejo tua imagem
Refletida nas águas cristalinas
Percebo ser somente uma miragem,
Mesmo distante sempre me alucinas...
Depois de ter na vida, uma ancoragem
No cais feito de braços; nas colinas
Das ilusões amores forram minas
E matam emoções, vazios pajens...
Nas retinas cansadas teu reflexo
Repete a mesma cena do passado.
Do amor que se perdeu sem ter nem nexo,
Da boca escancarada do senão
Do espelho que se fez de mais rogado,
Nos cálices tão loucos da paixão....
Nas horas em que vejo tua imagem
Refletida nas águas cristalinas
Percebo ser somente uma miragem,
Mesmo distante sempre me alucinas...
Depois de ter na vida, uma ancoragem
No cais feito de braços; nas colinas
Das ilusões amores forram minas
E matam emoções, vazios pajens...
Nas retinas cansadas teu reflexo
Repete a mesma cena do passado.
Do amor que se perdeu sem ter nem nexo,
Da boca escancarada do senão
Do espelho que se fez de mais rogado,
Nos cálices tão loucos da paixão....
UM SIMPLES TROVADOR
UM SIMPLES TROVADOR
Um simples trovador e nada mais
Cantando o meu amor inalcançável.
Sabendo que não vens; amor, jamais.
Meu sofrimento assim, interminável.
Destinado a viver em plena dor
Eu canto o sofrimento que não para.
Quem me dera um momento encantador
Adoçando esta vida tão amara;
A dona dos meus olhos nem me vê,
O sonho se repete e tão sozinho,
Procuro toda noite por você,
Na busca de seu colo e seu carinho...
Apenas trovador, minha viola,
Distante dos seus braços, me consola...
Um simples trovador e nada mais
Cantando o meu amor inalcançável.
Sabendo que não vens; amor, jamais.
Meu sofrimento assim, interminável.
Destinado a viver em plena dor
Eu canto o sofrimento que não para.
Quem me dera um momento encantador
Adoçando esta vida tão amara;
A dona dos meus olhos nem me vê,
O sonho se repete e tão sozinho,
Procuro toda noite por você,
Na busca de seu colo e seu carinho...
Apenas trovador, minha viola,
Distante dos seus braços, me consola...
PRINCÍPIO E FIM
PRINCÍPIO E FIM
Não me fale jamais do que não fomos,
Cicatrizes ambulantes, vasos rotos...
Pedaços de esperanças, ledos gomos.
Vencidos pelo tempo, dois abortos.
Apenas eu te peço mais um dia.
Outro dia, qualquer dia, que se sente;
Pois talvez somente isso bastaria,
A chance que eu queria, de repente...
Mas veja que esta estrela inda é teimosa
E banha em tantas luzes nossas cores.
Brilhando certamente em nova rosa,
Servindo de consolo aos bons atores
Que penam pelas ruas, botequim,
Salvando o nosso amor, princípio e fim...
Não me fale jamais do que não fomos,
Cicatrizes ambulantes, vasos rotos...
Pedaços de esperanças, ledos gomos.
Vencidos pelo tempo, dois abortos.
Apenas eu te peço mais um dia.
Outro dia, qualquer dia, que se sente;
Pois talvez somente isso bastaria,
A chance que eu queria, de repente...
Mas veja que esta estrela inda é teimosa
E banha em tantas luzes nossas cores.
Brilhando certamente em nova rosa,
Servindo de consolo aos bons atores
Que penam pelas ruas, botequim,
Salvando o nosso amor, princípio e fim...
CATIVO DA SAUDADE
CATIVO DA SAUDADE
Cativo da saudade, o quê que faço
Se esta mulher não quer mais meu carinho;
Procuro sempre em vão, estendo o braço,
Depois é que percebo: estou sozinho!
Amor que nos levita, ganha espaço
Morrendo me levando ao descaminho...
Estrela que do mar, num rubro laço,
Deixou solitário passarinho...
Agora, na gaiola da saudade,
Olhando para a vida, sem sentido...
Amar demais será que é crueldade?
Pressinto o teu perfume, mas cadê?
Vazio, sem amor, vou desvalido;
Pergunto: minha amada, mas por quê?
Cativo da saudade, o quê que faço
Se esta mulher não quer mais meu carinho;
Procuro sempre em vão, estendo o braço,
Depois é que percebo: estou sozinho!
Amor que nos levita, ganha espaço
Morrendo me levando ao descaminho...
Estrela que do mar, num rubro laço,
Deixou solitário passarinho...
Agora, na gaiola da saudade,
Olhando para a vida, sem sentido...
Amar demais será que é crueldade?
Pressinto o teu perfume, mas cadê?
Vazio, sem amor, vou desvalido;
Pergunto: minha amada, mas por quê?
O FOGO QUE EM TEU CORPO...
O FOGO QUE EM TEU CORPO...
O fogo que em teu corpo, amada, ardia
Chamando para as loas ao desejo.
Destino deste amor que se cumpria
Com toda claridade de sobejo.
É mais do que viver em fantasia
É lume de esperança que prevejo.
Da dor de uma saudade feita em neve,
Verão que no teu corpo já me inunda.
A mão que acaricia, mansa e leve,
Traz emoção sincera e tão profunda,
Que a lua deste amor não seja breve
No fogo e na paixão que se oriunda
Do coração sofrido de um poeta
Que em teus carinhos vive e se completa...
O fogo que em teu corpo, amada, ardia
Chamando para as loas ao desejo.
Destino deste amor que se cumpria
Com toda claridade de sobejo.
É mais do que viver em fantasia
É lume de esperança que prevejo.
Da dor de uma saudade feita em neve,
Verão que no teu corpo já me inunda.
A mão que acaricia, mansa e leve,
Traz emoção sincera e tão profunda,
Que a lua deste amor não seja breve
No fogo e na paixão que se oriunda
Do coração sofrido de um poeta
Que em teus carinhos vive e se completa...
TUA BELEZA RARA
TUA BELEZA RARA
Tua beleza rara e transbordante
Eflúvio da esperança em formosura;
Vibrando neste amor tão radiante
Envolto num sorriso da ternura.
Da deusa radiosa, estou diante
Num sonho tão feliz de tal brandura
Que faz do meu viver, amor constante
Coberto em alegria, beijo e cura.
Tanta luz que irradias; lua rara
Em plenilúnio eterno, sedutor.
Adoça com desejos; vida amara.
Refaz o meu caminho, sina e sorte.
Ouvindo tua voz, tanto esplendor;
Meu coração dispara e bate forte...
Tua beleza rara e transbordante
Eflúvio da esperança em formosura;
Vibrando neste amor tão radiante
Envolto num sorriso da ternura.
Da deusa radiosa, estou diante
Num sonho tão feliz de tal brandura
Que faz do meu viver, amor constante
Coberto em alegria, beijo e cura.
Tanta luz que irradias; lua rara
Em plenilúnio eterno, sedutor.
Adoça com desejos; vida amara.
Refaz o meu caminho, sina e sorte.
Ouvindo tua voz, tanto esplendor;
Meu coração dispara e bate forte...
BUSCO A PAZ
BUSCO A PAZ
Variando meu lema, busco a paz.
Não a paz simplesmente tão cordata,
Aquela que recende numa mata,
Aquela que só brisa mansa traz...
Essa paz que procuro, é bem capaz,
De morrer pesadelo em serenata;
Traz consigo essa fúria de cascata,
É meio Deus arcanjo e Satanás...
Minha paz construída em tuas ancas,
No requebro voraz, vem das carrancas,
Protetoras do Velho São Francisco.
Tem o temperamento mais arisco,
Não temendo sequer o próprio risco,
Traz o vermelho audaz, nas pombas brancas...
Variando meu lema, busco a paz.
Não a paz simplesmente tão cordata,
Aquela que recende numa mata,
Aquela que só brisa mansa traz...
Essa paz que procuro, é bem capaz,
De morrer pesadelo em serenata;
Traz consigo essa fúria de cascata,
É meio Deus arcanjo e Satanás...
Minha paz construída em tuas ancas,
No requebro voraz, vem das carrancas,
Protetoras do Velho São Francisco.
Tem o temperamento mais arisco,
Não temendo sequer o próprio risco,
Traz o vermelho audaz, nas pombas brancas...
VELHOS NINHOS
VELHOS NINHOS
Se nem as rosas sabem passarinhos,
Perdidos pelos ares, sem sossego,
Não posso me conter em velhos ninhos,
Dos quais não tive nunca nem apego.
Na busca por carinhos, peito cego,
Meus dias se mostraram mais sozinhos.
No fundo, tanto amor que enfim eu nego,
Bebendo mais vinagres do que vinhos...
Restando tão somente uma amizade
Daquela que se foi por outros mares.
Resquício do que fora claridade,
Mas mesmo assim intacta sensação
Maior, eu reconheço, que os amares,
Mais forte que a loucura da paixão...
Se nem as rosas sabem passarinhos,
Perdidos pelos ares, sem sossego,
Não posso me conter em velhos ninhos,
Dos quais não tive nunca nem apego.
Na busca por carinhos, peito cego,
Meus dias se mostraram mais sozinhos.
No fundo, tanto amor que enfim eu nego,
Bebendo mais vinagres do que vinhos...
Restando tão somente uma amizade
Daquela que se foi por outros mares.
Resquício do que fora claridade,
Mas mesmo assim intacta sensação
Maior, eu reconheço, que os amares,
Mais forte que a loucura da paixão...
PENSANDO NO QUE FOMOS
PENSANDO NO QUE FOMOS
Quantas vezes pensando no que fomos
Esquecemos o que inda irá chegar...
A vida apresentando tantos tomos
Por vezes nos ajuda a despertar...
Pois quando a minha vida foi roubada
Pelo bem que tanto quis mas não me quer.
Depois de mergulhar encontrei nada
Nem os olhos nem sombras da mulher
Que foi meu sofrimento e minha sina...
Que trouxe tanta luz e me cegou.
A mão que acaricia e me domina,
Perdido aqui, no canto, me deixou...
De nada do que tive, me arrependo...
De meus amores, todos, vou vivendo...
Quantas vezes pensando no que fomos
Esquecemos o que inda irá chegar...
A vida apresentando tantos tomos
Por vezes nos ajuda a despertar...
Pois quando a minha vida foi roubada
Pelo bem que tanto quis mas não me quer.
Depois de mergulhar encontrei nada
Nem os olhos nem sombras da mulher
Que foi meu sofrimento e minha sina...
Que trouxe tanta luz e me cegou.
A mão que acaricia e me domina,
Perdido aqui, no canto, me deixou...
De nada do que tive, me arrependo...
De meus amores, todos, vou vivendo...
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Dueto Furores! Marcos Loures & SOL Figueiredo
Dueto Furores! Marcos Loures & SOL Figueiredo
FURORES
Amor que nos transborda em seus furores
Não deixa mais as sombras reviverem
Percebe que na vida, tais horrores,
Se esquecem onde amores estiverem.
Eu quero o louco brado deste amor,
De tanto amor jamais fico cansado.
Nas fontes deste amor, tal esplendor,
Deixando um velho peito apaixonado...
Portanto, não se esqueça de que nada
Na vida se produz sem ter carinho.
Não fuja desse amor, minha adorada.
Eu quero acompanhar o teu caminho.
Vivendo neste amor, com emoção.
Aprenda a libertar teu coração!
MARCOS LOURES
Aprendendo a libertar meu coração...
Vou vivendo essa vida sem amores...
Deixei para trás todos meus rancores,
Libertei a paz, sem a tal desilusão!
Já chorei e descabelei todas as águas,
Lavaram minh’alma com toda calma,
Não restando mais nada, nem um trauma...
Cantei as dores do amor por ti, deságuam!
De tais amores, recebi lindas flores...
De todas as cores, sem qualquer emoção,
Tolas não passaram de uma doce ilusão,
Paixões que me trouxeram apenas furores!
Do coração, já tranquei todas as portas,
As paixões mal amadas, já foram mortas!
© SOL Figueiredo
FURORES
Amor que nos transborda em seus furores
Não deixa mais as sombras reviverem
Percebe que na vida, tais horrores,
Se esquecem onde amores estiverem.
Eu quero o louco brado deste amor,
De tanto amor jamais fico cansado.
Nas fontes deste amor, tal esplendor,
Deixando um velho peito apaixonado...
Portanto, não se esqueça de que nada
Na vida se produz sem ter carinho.
Não fuja desse amor, minha adorada.
Eu quero acompanhar o teu caminho.
Vivendo neste amor, com emoção.
Aprenda a libertar teu coração!
MARCOS LOURES
Aprendendo a libertar meu coração...
Vou vivendo essa vida sem amores...
Deixei para trás todos meus rancores,
Libertei a paz, sem a tal desilusão!
Já chorei e descabelei todas as águas,
Lavaram minh’alma com toda calma,
Não restando mais nada, nem um trauma...
Cantei as dores do amor por ti, deságuam!
De tais amores, recebi lindas flores...
De todas as cores, sem qualquer emoção,
Tolas não passaram de uma doce ilusão,
Paixões que me trouxeram apenas furores!
Do coração, já tranquei todas as portas,
As paixões mal amadas, já foram mortas!
© SOL Figueiredo
"A FLOR E O ESPINHO"
"A FLOR E O ESPINHO"
"Ah! Tire o teu sorriso do caminho"
Que eu quero desfilar a minha dor,
Se nesta vida, amada eu sou espinho,
Jamais vou maltratar a bela flor...
Agora se meu canto é tão sozinho
Distante de teus olhos, meu amor,
Percebo como a vida sem carinho
Maltrata um coração que é sonhador.
Nos espelhos meus olhos rasos d’água
Refletem toda a dor e a triste mágoa
Da vida, que sem força continua...
Não quero ser espinho em tua vida,
Mesmo que a sorte/flor se vá perdida.
O sol não viverá perto da lua...
HOMENAGEM AO GRANDE NELSON CAVAQUINHO
EM UMA DAS MAIS BELAS PÁGINAS DA MÚSICA E DA
POESIA EM LÍNGUA PORTUGUESA.
MARCOS LOURES
"Ah! Tire o teu sorriso do caminho"
Que eu quero desfilar a minha dor,
Se nesta vida, amada eu sou espinho,
Jamais vou maltratar a bela flor...
Agora se meu canto é tão sozinho
Distante de teus olhos, meu amor,
Percebo como a vida sem carinho
Maltrata um coração que é sonhador.
Nos espelhos meus olhos rasos d’água
Refletem toda a dor e a triste mágoa
Da vida, que sem força continua...
Não quero ser espinho em tua vida,
Mesmo que a sorte/flor se vá perdida.
O sol não viverá perto da lua...
HOMENAGEM AO GRANDE NELSON CAVAQUINHO
EM UMA DAS MAIS BELAS PÁGINAS DA MÚSICA E DA
POESIA EM LÍNGUA PORTUGUESA.
MARCOS LOURES
AMO-TE DEMAIS
AMO-TE DEMAIS
Eu bem sei quanto vales, meu amor...
Uma noitada, um bar, cetins e rendas,
Das noites tão baratas, sem valor...
Dormindo em vários quartos, ruas, tendas
Porém, vaidoso, penso sedutor,
Te trago novamente tantas prendas,
E tenho o teu prazer...Um sonhador
Que em risos e mentiras já desvendas...
Meias verdades, camas e desejos.
O sol quando renasce já te expõe
E a dura solidão me recompõe.
Marcada a minha boca pelos beijos,
Mergulho no vazio desta vida,
Mas amo-te demais assim, querida....
MARCOS LOURES
Eu bem sei quanto vales, meu amor...
Uma noitada, um bar, cetins e rendas,
Das noites tão baratas, sem valor...
Dormindo em vários quartos, ruas, tendas
Porém, vaidoso, penso sedutor,
Te trago novamente tantas prendas,
E tenho o teu prazer...Um sonhador
Que em risos e mentiras já desvendas...
Meias verdades, camas e desejos.
O sol quando renasce já te expõe
E a dura solidão me recompõe.
Marcada a minha boca pelos beijos,
Mergulho no vazio desta vida,
Mas amo-te demais assim, querida....
MARCOS LOURES
RECOMEÇAR
RECOMEÇAR
Começaria tudo novamente
Se fosse necessário, meu amor.
A vida vai rodando em minha mente,
No canto, riso e dança, sedutor.
Em minhas mãos, teu corpo tão febril,
A cuba libre; o sonho que nos resta,
Teu corpo delicado e mais gentil,
A música tocada pela orquestra...
Uma certeza imensa de um futuro
Melhor a cada dia, eternidade.
Olhar pra trás e ver amor tão puro
O coração vibrando sem parar
Mostrando com firmeza esta vontade,
De sempre, meu amor, recomeçar...
HOMENAGEM AO GRANDE GONZAGUINHA
MARCOS LOURES
Começaria tudo novamente
Se fosse necessário, meu amor.
A vida vai rodando em minha mente,
No canto, riso e dança, sedutor.
Em minhas mãos, teu corpo tão febril,
A cuba libre; o sonho que nos resta,
Teu corpo delicado e mais gentil,
A música tocada pela orquestra...
Uma certeza imensa de um futuro
Melhor a cada dia, eternidade.
Olhar pra trás e ver amor tão puro
O coração vibrando sem parar
Mostrando com firmeza esta vontade,
De sempre, meu amor, recomeçar...
HOMENAGEM AO GRANDE GONZAGUINHA
MARCOS LOURES
TERNURA...
TERNURA...
A rua escura e fria, sem ninguém...
Vontade de chorar o tempo inteiro.
Chamando por teu nome, nada vem.
Somente o vento frio é companheiro.
Sozinho, tão distante do meu bem.
Amor que foi-se embora, traiçoeiro.
Quem dera se eu tivesse amor de alguém,
O sonho então seria verdadeiro.
Mas essa dor cruel, essa agonia
Matando o que restou de uma ternura,
Mascara de tristeza a fantasia
Da vida que sonhara tão amiga,
Agora, morre envolta na amargura,
Ternura que acabou, demais antiga...
Homenagem à DOLORES DURAN
MARCOS LOURES
A rua escura e fria, sem ninguém...
Vontade de chorar o tempo inteiro.
Chamando por teu nome, nada vem.
Somente o vento frio é companheiro.
Sozinho, tão distante do meu bem.
Amor que foi-se embora, traiçoeiro.
Quem dera se eu tivesse amor de alguém,
O sonho então seria verdadeiro.
Mas essa dor cruel, essa agonia
Matando o que restou de uma ternura,
Mascara de tristeza a fantasia
Da vida que sonhara tão amiga,
Agora, morre envolta na amargura,
Ternura que acabou, demais antiga...
Homenagem à DOLORES DURAN
MARCOS LOURES
CADÊ SOCORRO?
CADÊ SOCORRO?
Menina bela flor dos meus enganos...
Tu sabes quanto eu quero o teu carinho.
Vivendo neste mundo sem ter planos,
Sonhara a vida inteira ser sozinho.
Chegaste, te chamei, vieste rindo,
Agora o que farei menina flor?
Sorriso tão feliz, contente e lindo
Tomando o coração em pleno amor...
Levar-te para a casa? Ser só teu...
Nos teus olhos fechados, ilusões...
Quem teve nesta vida amor ateu
Marcado pelas dores das paixões...
Se me entregar assim, prá sempre morro,
Se te deixar partir, cadê socorro?
MARCOS LOURES
Menina bela flor dos meus enganos...
Tu sabes quanto eu quero o teu carinho.
Vivendo neste mundo sem ter planos,
Sonhara a vida inteira ser sozinho.
Chegaste, te chamei, vieste rindo,
Agora o que farei menina flor?
Sorriso tão feliz, contente e lindo
Tomando o coração em pleno amor...
Levar-te para a casa? Ser só teu...
Nos teus olhos fechados, ilusões...
Quem teve nesta vida amor ateu
Marcado pelas dores das paixões...
Se me entregar assim, prá sempre morro,
Se te deixar partir, cadê socorro?
MARCOS LOURES
UM MUNDO MELHOR
UM MUNDO MELHOR
Quisera te deixar querido filho,
Um mundo bem melhor de se viver.
Aonde uma esperança fosse o trilho
Que nos levasse sempre ao bom prazer.
Mas perdoe esta falta de futuro
Que é herança que te deixo, meu amado.
A falta de sorriso, o gesto duro,
O mundo por completo destroçado.
As matas destruídas, o calor
Que mata em tempestades ou de sede.
O reino que é formado em desamor.
Alegria? Um quadro na parede...
Mas peço se algum dia, isto mudar,
Não se esqueça jamais de me culpar.
MARCOS LOURES
Quisera te deixar querido filho,
Um mundo bem melhor de se viver.
Aonde uma esperança fosse o trilho
Que nos levasse sempre ao bom prazer.
Mas perdoe esta falta de futuro
Que é herança que te deixo, meu amado.
A falta de sorriso, o gesto duro,
O mundo por completo destroçado.
As matas destruídas, o calor
Que mata em tempestades ou de sede.
O reino que é formado em desamor.
Alegria? Um quadro na parede...
Mas peço se algum dia, isto mudar,
Não se esqueça jamais de me culpar.
MARCOS LOURES
SEM LIMITES
SEM LIMITES
Na plataforma livre deste amor,
Em versos sem limites, fera solta.
Buscando novamente do torpor
Gritar o meu desejo, sem revolta.
Precedo o que não fora tentador
E morro deste amor sem ter escolta,
Sabendo que vagando o que se for,
O tempo que passou não terá volta.
Momentos que não são somente drama
Emoldurando amor em nossa cama,
Vou caminhando em busca desta lua
Vou caminhando em brusca via; rua.
E tudo vai pousando por aqui
No bico da esperança que perdi.
MARCOS LOURES
Na plataforma livre deste amor,
Em versos sem limites, fera solta.
Buscando novamente do torpor
Gritar o meu desejo, sem revolta.
Precedo o que não fora tentador
E morro deste amor sem ter escolta,
Sabendo que vagando o que se for,
O tempo que passou não terá volta.
Momentos que não são somente drama
Emoldurando amor em nossa cama,
Vou caminhando em busca desta lua
Vou caminhando em brusca via; rua.
E tudo vai pousando por aqui
No bico da esperança que perdi.
MARCOS LOURES
CORAÇÃO SEM JUÍZO
CORAÇÃO SEM JUÍZO
Coração vagabundo sem juízo,
Esperando este amor que nunca vem.
Aguarda um teu sinal, simples sorriso,
Para ser contemplado, ser teu bem...
Coração que na vida, em prejuízo
Jamais teve a alegria, ser de alguém,
Aos poucos vai morrendo sem ter siso,
Nos olhos tão distantes, sem ninguém...
Meu coração, criança maltrapilha
Que vive na esperança, ser feliz.
Perdendo totalmente rumo e trilha,
Não sabe mais viver sozinho, o mundo,
Eterna sensação: ser aprendiz...
Que faço coração tão vagabundo?
MARCOS LOURES
Coração vagabundo sem juízo,
Esperando este amor que nunca vem.
Aguarda um teu sinal, simples sorriso,
Para ser contemplado, ser teu bem...
Coração que na vida, em prejuízo
Jamais teve a alegria, ser de alguém,
Aos poucos vai morrendo sem ter siso,
Nos olhos tão distantes, sem ninguém...
Meu coração, criança maltrapilha
Que vive na esperança, ser feliz.
Perdendo totalmente rumo e trilha,
Não sabe mais viver sozinho, o mundo,
Eterna sensação: ser aprendiz...
Que faço coração tão vagabundo?
MARCOS LOURES
ESTOU TÃO CANSADO...
ESTOU TÃO CANSADO...
Eu estou tão cansado, meu amor.
Mas não pra deixar de te querer,
Vivendo a letargia em tal torpor
Apenas não esqueço de saber
De todo sentimento, sem favor.
Nas curvas do desejo e do prazer,
Pegando o meu navio, este vapor
Que leva o mundo inteiro. Bem querer...
Mas eu ando distante, velho barco...
Sem rumo, sem cais, porto ou mar final,
Comandante perdido, amor tão parco,
Vou solto pelas ruas, cão sem dono.
Vivendo como um bicho em abandono,
Rolando pelas pedras, afinal...
MARCOS LOURES
Eu estou tão cansado, meu amor.
Mas não pra deixar de te querer,
Vivendo a letargia em tal torpor
Apenas não esqueço de saber
De todo sentimento, sem favor.
Nas curvas do desejo e do prazer,
Pegando o meu navio, este vapor
Que leva o mundo inteiro. Bem querer...
Mas eu ando distante, velho barco...
Sem rumo, sem cais, porto ou mar final,
Comandante perdido, amor tão parco,
Vou solto pelas ruas, cão sem dono.
Vivendo como um bicho em abandono,
Rolando pelas pedras, afinal...
MARCOS LOURES
COTIDIANAMENTE
COTIDIANAMENTE
Falando desse amor de todo dia
Novelas, vizinhança e futebol,
Mil dores disfarçadas da alegria
Cotidianamente o mesmo sol.
Cansado de matar a poesia,
Amor vai se fingindo girassol.
Na boca que beijou não beijaria
A noite mais escura sem farol.
Crianças desfilando pela casa,
Deitando no sofá domingo afora.
Chamusca bem mais fraca a forte brasa.
Segunda recomeça a ladainha
Felicidade chove, mas lá fora,
Aqui a noite segue tão sozinha...
MARCOS LOURES
Falando desse amor de todo dia
Novelas, vizinhança e futebol,
Mil dores disfarçadas da alegria
Cotidianamente o mesmo sol.
Cansado de matar a poesia,
Amor vai se fingindo girassol.
Na boca que beijou não beijaria
A noite mais escura sem farol.
Crianças desfilando pela casa,
Deitando no sofá domingo afora.
Chamusca bem mais fraca a forte brasa.
Segunda recomeça a ladainha
Felicidade chove, mas lá fora,
Aqui a noite segue tão sozinha...
MARCOS LOURES
COTIDIANAMENTE
COTIDIANAMENTE
Falando desse amor de todo dia
Novelas, vizinhança e futebol,
Mil dores disfarçadas da alegria
Cotidianamente o mesmo sol.
Cansado de matar a poesia,
Amor vai se fingindo girassol.
Na boca que beijou não beijaria
A noite mais escura sem farol.
Crianças desfilando pela casa,
Deitando no sofá domingo afora.
Chamusca bem mais fraca a forte brasa.
Segunda recomeça a ladainha
Felicidade chove, mas lá fora,
Aqui a noite segue tão sozinha...
MARCOS LOURES
Falando desse amor de todo dia
Novelas, vizinhança e futebol,
Mil dores disfarçadas da alegria
Cotidianamente o mesmo sol.
Cansado de matar a poesia,
Amor vai se fingindo girassol.
Na boca que beijou não beijaria
A noite mais escura sem farol.
Crianças desfilando pela casa,
Deitando no sofá domingo afora.
Chamusca bem mais fraca a forte brasa.
Segunda recomeça a ladainha
Felicidade chove, mas lá fora,
Aqui a noite segue tão sozinha...
MARCOS LOURES
FURORES
FURORES
Amor que nos transborda em seus furores
Não deixa mais as sombras reviverem
Percebe que na vida, tais horrores,
Se esquecem onde amores estiverem.
Eu quero o louco brado deste amor,
De tanto amor jamais fico cansado.
Nas fontes deste amor, tal esplendor,
Deixando um velho peito apaixonado...
Portanto, não se esqueça de que nada
Na vida se produz sem ter carinho.
Não fuja desse amor, minha adorada.
Eu quero acompanhar o teu caminho.
Vivendo neste amor, com emoção.
Aprenda a libertar teu coração!
MARCOS LOURES
Amor que nos transborda em seus furores
Não deixa mais as sombras reviverem
Percebe que na vida, tais horrores,
Se esquecem onde amores estiverem.
Eu quero o louco brado deste amor,
De tanto amor jamais fico cansado.
Nas fontes deste amor, tal esplendor,
Deixando um velho peito apaixonado...
Portanto, não se esqueça de que nada
Na vida se produz sem ter carinho.
Não fuja desse amor, minha adorada.
Eu quero acompanhar o teu caminho.
Vivendo neste amor, com emoção.
Aprenda a libertar teu coração!
MARCOS LOURES
O TEU CANTO
O TEU CANTO
Inspirando nas musas, o meu canto,
Transmite tão somente o meu alento.
As lágrimas que caem, sentimento,
Expressam toda a dor deste meu pranto.
Mulher que sempre prezo e amo tanto
Não quero te cantar em sofrimento.
Amor é com certeza, o instrumento,
Que impede desses versos, meu espanto.
Mas, se não me quiseres algum dia,
Te juro que não posso suportar.
A noite que virá escura e fria,
Em pálidos tormentos, sem luar
Calando, pois, das musas, melodia,
Impedem teu amor de me salvar!
MARCOS LOURES
Inspirando nas musas, o meu canto,
Transmite tão somente o meu alento.
As lágrimas que caem, sentimento,
Expressam toda a dor deste meu pranto.
Mulher que sempre prezo e amo tanto
Não quero te cantar em sofrimento.
Amor é com certeza, o instrumento,
Que impede desses versos, meu espanto.
Mas, se não me quiseres algum dia,
Te juro que não posso suportar.
A noite que virá escura e fria,
Em pálidos tormentos, sem luar
Calando, pois, das musas, melodia,
Impedem teu amor de me salvar!
MARCOS LOURES
INTENSO E RARO
INTENSO E RARO
Sentindo este prazer intenso e raro
Que me proporcionas todo o gozo,
Persigo-te querida pelo faro
Entranho no teu mar voluptuoso.
Nossos corpos unidos, se misturam
Perdemos os limites sem pudores;
Deliciosamente se procuram
As bocas por caminhos redentores.
Vibrando dentro em ti, as sensações
E os olhos se reviram, buscam céu.
Provocam-se loucuras, convulsões;
Tua nudez; me entregas, sorvo o mel,
E bebo desta fonte, me vicio,
Em cada gota tua, em teu rocio
MARCOS LOURES
Sentindo este prazer intenso e raro
Que me proporcionas todo o gozo,
Persigo-te querida pelo faro
Entranho no teu mar voluptuoso.
Nossos corpos unidos, se misturam
Perdemos os limites sem pudores;
Deliciosamente se procuram
As bocas por caminhos redentores.
Vibrando dentro em ti, as sensações
E os olhos se reviram, buscam céu.
Provocam-se loucuras, convulsões;
Tua nudez; me entregas, sorvo o mel,
E bebo desta fonte, me vicio,
Em cada gota tua, em teu rocio
MARCOS LOURES
A DOR DA SOLIDÃO
A DOR DA SOLIDÃO
A dor da solidão maltrata tanto
Que às vezes, dá vontade de morrer.
Não posso e nem resisto, tanto pranto
Cansado de, na vida, só sofrer.
Amiga necessito teu encanto,
Em cantos que me trazes meu prazer.
O manso do teu canto faz viver
E cobre meu amor com claro manto.
Imanando meu sorriso, minha amiga,
A vida sem ter medo, já periga.
E novo sentimento me persegue.
Amor que tanto tempo não sabia
Vivendo e se escondendo a cada dia.
Procura um coração que o carregue!
MARCOS LOURES
A dor da solidão maltrata tanto
Que às vezes, dá vontade de morrer.
Não posso e nem resisto, tanto pranto
Cansado de, na vida, só sofrer.
Amiga necessito teu encanto,
Em cantos que me trazes meu prazer.
O manso do teu canto faz viver
E cobre meu amor com claro manto.
Imanando meu sorriso, minha amiga,
A vida sem ter medo, já periga.
E novo sentimento me persegue.
Amor que tanto tempo não sabia
Vivendo e se escondendo a cada dia.
Procura um coração que o carregue!
MARCOS LOURES
IMENSA FESTA
IMENSA FESTA
Milagre em primavera nosso caso,
Depois de tantas noites sem ter flores.
Quando já pensava em meu ocaso,
Surgindo, nos teus braços, os amores...
Nas flores estampadas na camisa,
A mansa solução, felicidade.
O vento devagar, a mansa brisa;
Trazendo a maciez, fragilidade...
Depois que se pensara nada mais...
Depois da prometida mansidão,
Descubro quanto amar eu sou capaz,
Nas ondas desta temporã paixão...
Que invade e que derruba, nada resta...
Amor que nos carrega; imensa festa!
MARCOS LOURES
Milagre em primavera nosso caso,
Depois de tantas noites sem ter flores.
Quando já pensava em meu ocaso,
Surgindo, nos teus braços, os amores...
Nas flores estampadas na camisa,
A mansa solução, felicidade.
O vento devagar, a mansa brisa;
Trazendo a maciez, fragilidade...
Depois que se pensara nada mais...
Depois da prometida mansidão,
Descubro quanto amar eu sou capaz,
Nas ondas desta temporã paixão...
Que invade e que derruba, nada resta...
Amor que nos carrega; imensa festa!
MARCOS LOURES
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