Nas tantas e diversas ironias
Da vida sem sentido e sem proveito
O quanto poderia e mesmo aceito
Exclama rudes passos, agonias,
E vejo muito além do que trarias
E nada mais pudesse enquanto deito
E vejo sem sentido o velho pleito
E nele os ermos ditam fantasias.
Amando tão somente o que se faça
E nada sem sentido na fumaça
Presume a simples perda do que há tanto
Marcasse com ternura o tempo após
O sonho mais suave em viva voz
Gerando no final o desencanto.
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