Abrindo tuas pernas num altar
Aonde percebendo em catedral
O gozo sem limites. Profanar
Este templo divino e sensual.
Bebendo desta fonte e me fartar
Prazer que assim percebo sem igual.
Lambendo cada parte devagar
Molhando minha boca com teu sal.
Insaciável vontade de viver,
Deixando os meus temores para trás,
Na ardência que este jogo sempre traz
Até não mais poder me entorpecer
Dos ópios, dos delírios teus incensos
Amores sem limites, fogos densos...
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