Amor que já se basta por ser pleno
Não cabe nem nos versos nem nos sonhos,
Feroz embora trague vento ameno,
Audaz em gozos mansos e medonhos.
Amor não obedece nem quer aceno,
Apenas por si mesmo ele resiste.
Matando uma serpente em seu veneno
Amor uma alegria quase triste.
Gerando eternidade num segundo,
Profano se faz deus em carrossel,
Domina mesmo ausente todo o mundo,
Amor: insanidade que é sagaz,
Trazendo para a Terra inferno e Céu
Mortalha que liberta e mata a paz...
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