Amor; efêmero desejo vivo
De uma existência mais tranqüila em dor...
De tanta espera me percebo altivo,
Pensando mesmo que não tenho amor...
Talvez futuro possa dar ao sonho
Novo vigor. Minha esperança insiste,
Muitas das vezes; quando amar, proponho,
Numa ilusão de que eu não seja triste.
Pois neste ledo engano insisto tanto
Que creio ser, quem sabe, mais liberto.
Mas amores que passam deixam pranto
E meu peito indefeso, descoberto...
Mas insisto em tentar sem solução,
um dia, proteger meu coração...
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