Andávamos nas noites, cães vadios,
Rolando entre as esquinas e os motéis,
Trilhando sem limites nossos cios
Em risos, gozos, sacros e cruéis.
Animalescamente unindo os fios
Arcanjos indecentes, mas fiéis,
De pedra, os travesseiros mais macios,
Orgasmos desfrutados, sangue e méis...
Nossas noites profanas, redentoras,
Nossos corpos desnudos pelas ruas,
Entranhando luares e velando,
Fatídicas ternuras pecadoras,
Nos banquetes carnais, as bocas cruas,
Cães vadios nas noites; se entregando.
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