Rasgando uma esperança num segundo
Invade sorrateiro sem espantos
Vampiro que se mostra mais fecundo
Nascendo e pululando pelos cantos
Soturno cão sangrando todo mundo
Matando os recém natos que são tantos
Um monstro sem limites, vagabundo
Nos paletós, gravatas, seus encantos.
Um animal tão vil herda o poder
Que passa eternamente, pai pra filho
Nas leis que este cão cria, o mesmo trilho
Deseja tão somente o seu prazer.
Amigos se encontrando em podre corja
A fome dos infantes, rindo, forja...
Nenhum comentário:
Postar um comentário