Arranco com vontade o coração
Um simples adereço sem valor.
Não quero teu olhar de compaixão
Melhor matar o velho trovador.
Rasgando com vontade e sem perdão,
Meus olhos vomitando num louvor
Incandescências tolas, erupção
Num último soneto, ingênuo amor.
A fome de viver e ser feliz
Morrendo neste palco, pobre atriz
As mãos impiedosas e venais
Vibrando um golpe duro ao qual me presto,
Eviscerado e cego sigo resto,
Desfigurantes brilhos sensuais..
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