Jazendo sobre o corpo da esperança
Num porre sem igual, galgo infinitos.
Nos cândidos louvores, torpe dança,
Nas garras das harpias velhos ritos.
Incensos e cantigas, uma aliança
Que torna os rituais mais esquisitos
De ricas iguarias enche a pança
Quem fala em sacrifícios, ledos mitos.
As ímpias multidões sei que merecem
As unhas afiadas das vinganças.
Principalmente as tímidas crianças
Nem sempre a seus desejos obedecem...
Mas creio no Judeu, o Pai do amor,
Na lágrima que escorre em Seu andor...
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