Bebendo do teu mágico licor,
Nas nossas madrugadas indecentes,
Vertendo enlanguescente, ousado amor,
Cravando bem mais firme nossos dentes,
Lanhando a nossa pele com fervor
Na chama feita em preces; penitentes,
À Baco com delícias, num louvor,
Trilhamos fantasias mais dementes.
Rolando nas calçadas, galerias,
Ouvindo a sinfonia das matilhas
Entornas em meu corpo maravilhas,
Dois cães que se lambuzam nas orgias
Rasgando o que restou de nossas vestes,
Nos pós de nossos corpos me revestes...
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