Meus versos dolorosos são de mágoas.
No mundo vou passando sem amor.
Das luas da esperança nem as fráguas.
Nas ondas que mergulho, só pavor.
Quem dera navegar por mansas águas,
Quem dera me saber um vencedor,
Nas pernas das saudades, as anáguas
Impedem que eu penetre a bela flor.
Olhos empapuçados, ermos, frios.
Procuro tão somente um novo cais.
Meus dias sem sentido são vazios.
Meus versos dolorosos, meus queixumes.
A noite que passamos? Nunca mais.
No vento distraído, os teus perfumes...
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