Braseiros entre feras e fornalhas
Apresentando em fráguas cada queda
E quando no vazio se envereda
A sorte que decerto não espalhas
Os erros ditam sonhos em canalhas
Momentos quando vejo em tal moeda
A seda que de fato nos enreda
E traz ao coração diversas tralhas,
E as gralhas entre as flores, sigo aquém
Do todo que pudesse quando vem
A primavera na alma sem sentido,
O mundo em invernal anseio visto,
E o todo se restaura e tendo nisto
Apenas o que seja em tosco olvido...
Loures
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