Restaurações dos ermos de meus dias
Na solitária imagem que me resta,
Da sorte mais atroz mesmo funesta
Que tanto sem sentido me trarias,
E tento ouvindo velhas melodias
Da imensidão do sonho mera fresta,
A luta se mostrando desonesta
E nela se transforma em ironias,
As armas que carrego dentro em mim
Esperam na verdade o torpe fim
De quem enfim se fez sempre em apuro,
O tumular caminho em funerais
Os dias se mostrando sem jamais
Traçarem o que queira ou mais depuro...
Loures
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