Carnificina em gozos mais profanos
Apodrecendo em vida quase seres.
Vendendo seus destinos, desenganos,
Calando em plena noite, alvoreceres,
Mendigos que se encontram quase insanos
Com ratos disputando seus talheres,
Nos pântanos, charnecas, semi humanos
Profanam em amor, semi mulheres.
E as hemi vidas nascem pelas ruas,
Vendidas como carnes, duras, cruas
Ou braços que sustentam engrenagens.
Depois nas armas, balas, cocaínas
Nas pernas esporradas das meninas,
Vinganças preparadas nas viagens...
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