Não mais esquecerei se sou a sombra
Que em plena juventude se esqueceu
Dos olhos que a saudade sempre assombra
Nas raias da loucura se perdeu...
Eu sou o verso triste que já chove
Com lágrimas no rosto, assim pasmado.
Temendo tanta nuvem que comove
Levando de viés, meio de lado
O sonho que lacrimo a cada instante
Não posso mais dizer sobrevivente
Se caço meu começo delirante
E morro nos teus braços, tão carente...
A sombra que me guia, meu fantasma
Aos poucos vai se erguendo cega e pasma...
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