domingo, 18 de março de 2012

Desculpe se te ofendo, minha musa;

Desculpe se te ofendo, minha musa;
Por vezes me esqueci do teu ciúme.
Não fiques assim tonta, tão confusa;
Não posso mais viver sem teu perfume.

A noite se demonstra cega, obtusa
Se não estás. Me perco num queixume,
Se foges de meus braços. Ó cafusa ,
Meus olhos necessitam do teu lume!

Tens no sangue, beleza duma Iara,
De princesa africana esta linhagem.
Rainha dos desejos, da coragem,

A vida te ilumina, jóia rara!
Amar e desejar-te: doce sina!
E m’honras com teus beijos, Albertina!

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