Dos sonhos que me tomas e me privas
Refaço as ilusões bem mais selvagens,
Depois de teus senões e negativas
As matas deste amor perdem folhagens.
As horas se passando pensativas
Percebem nos teus olhos, as miragens...
Somamos os vazios, nada sobra,
Vou agonicamente em noite espessa.
Ausência vai sentida e se redobra
Ao mesmo tempo em que a noite recomeça.
Vasculho nos lençóis em cada dobra
Insano a procurar peça por peça.
Teu retrato por sobre a penteadeira,
Gargalha uma ironia corriqueira..
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