Afagos que recebo de animais
Talvez garantam ares bem mais puros,
Meus ímpetos terríveis canibais
Destroçam ilusões, poços escuros.
Meus passos sempre são irracionais,
Os chãos em que me encontro, frios, duros.
Qual fora um simples verme temerário,
Estrume que se fez em suja lama.
Um traste quase que um protozoário
Ardendo em podridão, sempre reclama
Da sorte como fosse um mercenário
Que busca, sem limites simples fama.
Assim é que percebo o coração,
Um órgão em total putrefação....
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