Encontro em nossos olhos este estábulo
Aonde confabulas com iguais
Rangendo teus quadris neste acetábulo
Já gasto por insanos rituais.
Mexendo tuas ancas com voraz
Desejo me engolindo por inteiro
A língua se fazendo mais audaz
Penetra teus segredos, sinto o cheiro
Dos rios que derramas sem sarcasmo
Bebendo de teu sumo cada gota
Angorá maravilha em teu orgasmo
Represa se arrebenta e perde a rota
Potranca ao cavalgar o teu corcel
Tu trazes para mim estrelas, céu...
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