No cérebro pululam mil demônios
Dominam meus sentidos e me levam
Aos olhos tão pudicos dos campônios
Sorrisos que disfarço já se trevam.
Na morte escancarada nos meus cânceres
Nos cancros que carrego dentro da alma,
Apenas talvez mostrem ledos cárceres,
Porém só teu sarcasmo inda me acalma.
Entre chacais, serpentes e panteras
Os olhos monstruosos da verdade.
Matar com ironia as primaveras
Rompantes que traduzam liberdade,
Das jaulas que nos deram como herança
Orgasmos espalhando uma esperança...
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