Prazeres clandestinos desfrutados
Nos corpos das vadias, noite afora.
Lançando minha sorte nestes dados,
Falsária, uma ilusão, já me devora.
Ousadas sensações em finos prados,
Rompantes que se mostram desde agora
Imundos corpos nus são inundados
Por tanta hipocrisia que decora
Impudicos sorrisos desfraldando
O verme que passeia em nossas veias.
E tudo o que mais quero se mostrando
Nas pedras e penedos, vasto mar.
Rasgando nossas roupas, logo ateias
Os fogos em que sinto me afogar...
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