Espectros do que fomos me perseguem
E tomam meus anseios cerebrais,
Aos poucos; feramente, eles conseguem,
Eu não me livrarei deles, jamais.
Por mais que outros amores venham, neguem,
Esta presença insana de abissais
Cadáveres de ti que inda me seguem,
Perseguem com tais fúrias canibais.
Esmigalhando o sonho que eu tivera
De ter ao menos restos no jantar,
Sorrindo em ironia, amarga fera
Não deixa que eu prossiga, feito um amo
Do qual não consegui me libertar.
Uma voz sepulcral repete: eu te amo!
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