No cárcere dos sonhos, dois cativos
Estúpidos se querem e se embrenham.
Por mais que permaneçam quase vivos,
Esperam fantasias que inda venham.
Os olhos disfarçando são altivos;
Algozes ilusões que fingem tenham
Somente seus grilhões tão permissivos.
Não tendo mais espaços que contenham.
Assim depois do quase fui feliz,
Minha alma inda vagueia meretriz
Por todos os bordéis e cabarés.
Enquanto sonhas lúbricos prazeres,
Esqueces no banquete os teus talheres,
Atados; dois amantes nas galés...
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