Fazendo a via sacra nos teus portos,
Farturas em orgásticas loucuras,
Esqueço dos meus sonhos, quais abortos
Nas pútridas vontades, minhas curas.
Meus ideais estão, faz tempo, mortos
Restando quase insanas amarguras.
Caminhos que percorro são tão tortos
Mas viva a sacanagem das procuras
Hedônicas, pilantras, satisfeitas,
Bagaços que se encontram nos botecos,
Os ritos necessitam velhos ecos,
Nas raves, nas boites, farto cio.
Os pobres se entupindo de maleitas
Colheita do meu sonho: vou vazio..
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