O pão e o vinho: caras iguarias
Vendidas por pilantras e canalhas.
O vinho que é cevado nas sangrias
Dos pobres imbecis, feras navalhas.
O pão da carne exposta, apodrecida,
De ovelhas infelizes, é roubada
Vendendo uma esperança já falida,
Da vida eternamente estropiada.
Não falam de amizade; é só castigo
Para aquele que pensa, simplesmente,
A corda no pescoço, algum perigo:
Motivo para a corja vil que mente
Usando como escudo um moribundo
Que veio pra salvar, de fato, o mundo.
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