Fulguras em raríssimo esplendor
Esgueiras pelo quarto abrindo a porta.
Fartura em opulência, fina flor,
Ao mesmo tempo cura enquanto aborta.
Bebendo da esperança um bom licor
Noutro momento, lépida, recorta.
A solidão, aos poucos vem chegando
Na angústia a sensação de plenitude.
Pergunto; sem respostas, até quando
Não mudarás, querida, de atitude.
O vento da ilusão que fora brando,
Permite esta tempesta que me ilude.
Espreito uma alegria duradoura,
Apenas incerteza dura,e doura...
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