Quem dera se esperança não cansasse
Talvez assim pudesse ser feliz.
A sorte que em sorriso, traz disfarce
Descrenças e tristezas já me diz.
É como se perdesse cada enlace
Moldando em outra face o que se quis.
Vivendo a fina flor do desalento,
Cultivo uma ilusão em meu jardim,
Movido pelo fogo sempre atento
Incinerando tudo, vou assim,
Apátrida, sem rumo, o meu lamento
Ecoa, num segundo, traça o fim.
Uma esperança apenas me alivia
Da morte que trará tanta alegria...
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