Há muito meu destino demarcado
Somente pelas dores e promessas,
Vivendo de alegrias do passado,
Não ouço e nem espero mais conversas,
A juventude, amiga; um doce prado,
Em sonhos e delícias tão diversas,
Agora no meu peito amargurado,
Recordações sutis e assim dispersas
Demonstram que talvez eu tenha tido
Momento de real felicidade,
Refém do que já tive vou perdido,
Tentando reverter em claridade
O brilho que se perde em triste olvido
A sombra que alimenta, na verdade...
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