Mapeio com meus erros o passado
E vejo a cada sombra o quanto somos
E nisto desejando velhos tomos
Que trago no meu peito embolorado.
O verso sem sentido degradado,
E os passos desenhando o que inda fomos
Expressa no vazio ou tantos gomos
O sonho delirante e desenhado,
Apenas tendo os olhos no que fui
O tanto que resiste não influi
Confluo para os tempos mais diversos,
E sigo cada rastro que encontrasse
Buscando no final tal desenlace
Marcando o que restasse de meus versos.
Loures
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