Não mergulho nos erros que cometo,
Tampouco desenhasse alguma sorte
Que possa traduzir o que conforte
E nisto se promete outro soneto,
E quando sem temor eu me arremeto,
O medo de outra queda me comporte
E sei do quanto aguce em novo corte
A farsa que de fato comprometo,
Navego entre as estrelas e poderia
Ainda que se tente em novo dia
Versar sobre o que resta de nós dois,
Na fúria sem sentido e sem futuro,
Engodo que diverso configuro
Deixando o que busquei para depois...
Loures
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