Necessitando apenas do descanso
Depois de tanta luta sempre inglória
A senda se perdendo na memória
E apenas o vazio, enfim, alcanço.
O todo se querendo num remanso
Vivendo a solidão de ser escória
E o tempo transcorrendo em lenta história
Expressa o quanto queira e não avanço.
Mergulho dentro da alma e me concebes
Envolto nos temores de tais sebes
E sabes do que somos ou seríamos,
Marcando o mundo a ferro fogo e lava,
O tanto que se busca ainda trava
No peito o quanto em vão nós mais queríamos...
Loures
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