Mergulho em suas sombras, meu amor,
Minha alma sutilmente se inebria,
Vergastas me cortando com ardor,
No corpo de quem amo principia
A dança feita em riso, e no pavor
Rasgando a mais sublime fantasia
Permite-se que veja o seu furor
Na sede que se mata e me vicia.
A fonte dos prazeres e dos gozos,
Amor martirizado, salvaguarda,
Desnuda em sua cama ela me aguarda,
Nas ânsias de desejos caprichosos.
Na concha que se abriu, a convulsão
Ejaculando méis em profusão.
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