Mesclando velhos erros do passado
E os tantos que cometo dia a dia
Vagando sem sentir onde haveria
Sequer algum momento ora aguardado,
O sonho se perdendo em vão guardado,
A cada nova farsa a melodia
Traçando o quanto queira e não teria
O mundo num desenho já borrado,
E a velha garatuja feita em vida
Caminha pela casa, retratando,
O quanto se pensara desde quando
A luta noutra face em despedida,
E a morte me beijando mansamente
Enquanto aguardo o fim que se apresente...
Loures
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