Espero qualquer coisa além do cais
E sei que na verdade não terei,
O tanto que em mentiras eu criei
Expressa o que se faça nunca mais,
O tempo entranha rumos desiguais
E vago sem saber de alguma grei
Que possa traduzir o que busquei,
Somente bebo em vão meus temporais.
Não quero e não teria nova chance
A luta que deveras já me alcance
Apenas traduziu sobrevivência,
E sigo sem pensar noutro cenário,
Moldando com a morte o itinerário
Do término alimento a consciência...
Loures
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