Apresentando apenas o que resta
Do tanto que se fez em quase nada,
A sorte noutra face desdenhada
E a maga imagem morta já não presta,
A vida noutro rumo desonesta
Imagem de uma sorte desenhada
E o sonho se transforma embora cada
Palavra se perdera em rude fresta,
O jogo terminando e nada tenho,
Medonho caminhar onde me empenho
E tento reverter sem mais sucesso
A paz que antes singrara sangra agora
E o sonho sem futuro me devora,
Apenas trago o quanto não confesso...
Loures
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