Não mais que respondendo ao que devesse
Espero cada queda que virá
O mundo desdenhado desde já
E nele todo o quanto merecesse,
O sonho se pudesse e já crescesse
Vagando entre o que existe e nascerá,
A morte me rondando aqui ou lá,
O tempo noutro engodo se tecesse.
Ousando crer na farsa feita em luz,
Apenas onde o sonho mal compus
Enfrento os meus demônios, simplesmente,
E o canto se entranhando a cada instante
Somente o fim do jogo ora garante
Enquanto o que restasse apenas mente.
Marcos Loures.
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