Não quero mais dentro alma esta tristeza
Que dobra como um sino em duros dias,
Algozes tempestades, ventanias,
Rondando a minha casa em incerteza.
Não quero mais ouvir a triste reza
Daquelas carpideiras, agonias,
As noites solitárias são tão frias,
Distantes de um sentido de beleza.
Não quero mais a chuva no telhado
Nem mesmo a cantinela em ladainha.
Alvíssaras ao meu sonho enamorado,
Que me impregnando traz tanta ternura,
Deixando para trás uma amargura,
Numa emoção sublime que é só minha...
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